Coach do Coach

Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios. (Rui Lança)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Silly Season II

Chega o momento da silly season II!

O momento em que alguns dizem que quem compra em Janeiro é porque fez um mau planeamento, não comprou bem ou teve de fazer face ao poder negocial de outros clubes, vender para conseguir equilibrar contas. Como qualquer compra, no final falamos, mas por agora, remetemo-nos às opiniões e aos poucos factos sobre o que podemos opinar: valores de transferências, receitas, despesas, perfil técnico e desportivo dos atletas.

A inclusão de jogadores nesta altura da época tem bons e maus exemplos. Equipas que desceram de rendimento, que arranjaram problemas internos, e outras equipas que até embalaram para o título e boas vendas! Muito se diz, capas de jornais, noticiários, sites e até blogs, mas fazendo uma análise aos três primeiros classificados e ao Sporting, sou tentado a concluir o seguinte.


Sp. Braga, fruto de estar apenas numa competição regular (Liga), com poucas lesões, tem demonstrado uma capacidade anormal de rendimento desportivo sempre com um grupo base composto 11 ou 12 jogadores.

Vende João Pereira ao Sporting por 3 M €, para muitos o melhor lateral direito a jogar na nossa Liga, e consegue ir buscar Miguel Garcia por 50 000 €, excluído em tempos por esse mesmo Sporting.

Procura fazer mais alguns retoques para o ataque e tenta não perder mais nenhuma peça fulcral, como Rodriguez.

Benfica, o clube que mais se reforçou e mais investiu no início da época, e desta vez, com mais qualidade que nas épocas anteriores. Nesta silly season II, aposta forte mais uma vez (5 M € + 2,5 M € + 2 M € - 50 % de Éder Luiz = 9,5 M €) e também no mercado brasileiro (3) e especula-se em mais 1 ou 2 reforços. Ainda em duas competições regulares, JJ aposta em ter dois jogadores para cada posição.

Não se avizinham vendas e as saídas, apenas por empréstimos, que perfaz certamente fracas receitas. A vender, a única certeza é que irá facturar mais receitas do que em anos anteriores.

Porto, convicto às suas promessas de ter afirmado que em Janeiro não se ia reforçar, está dependente do seu orgulho, da sua classificação e dos possíveis castigos de Hulk e Sapunaru. Com alguns reforços de início de época que tardam a mostrar-se, Pinto da Costa na minha opinião recorrerá a emprestados como Ukra ou Bollati ou espera que algum dos seus activos possa já sair e 'ter' de ir ao mercado.

PC diz que não há petróleo, mas confesso ter alguma dificuldade em perceber para onde vai toda a receita da Liga dos Campeões e das constantes boas vendas que faz.

Sporting, ainda a perceber se Paulo Bento saiu 4 meses mais tarde do que devia ou 2 meses mais cedo, ataca o mercado como poucas vezes se viu. Depois de Mexer, João Pereira e Pongolle, num total de quase 10 M €, ainda se mantém atento a Rodrigues, Del Horno, Manuel Fernandes, etc.

Dado que 2 dos 3 reforços não poderão alinhar na Europa, o Sporting por agora aposta forte no equilíbrio do plantel a nível interno. Vamos aguardar para ver que mais aquisições irão aparecer.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Inteligência Colectiva das Equipas

A inteligência colectiva nas organizações/equipas é um termo que abrange um misto do conjunto das competências dos elementos que compõem o todo e dos processos/dinâmicas criados para potenciar as mais valias dos recursos humanos na concretização dos objectivos propostos. Algo semelhante ao team cognition.

Ao observar as equipas com excelentes performances e com os seus processos equilibrados, quer as desportivas quer em termos organizacionais, deparamo-nos cada vez mais com um conjunto de processos transversais baseados em competências (que deveriam ser) ‘simples’ e, que constituem em muitos casos, a base das relações humanas, de equipa, laborais, etc.

Constatamos que as boas equipas de projecto/trabalho (apenas para as diferenciar das desportivas propriamente ditas) apresentam sintonia nos processos de grupo em competências como:
- Escuta activa/comunicação/assertividade;
- Empatia;
- Confiança;
- Alinhamento (visão, missão, valores, objectivos);
- Envolvimento ((I always go the extra mile);
- Responsabilização/Reconhecimento;
- Superação;
- Etc.

Constata-se também que ‘bastará olhar para o lado’ para visualizarmos (e vivenciarmos) grupos de trabalho onde a comunicação não flui, não há a preocupação em saber se a nossa mensagem chegou ao destinatário e a sua compreensão foi de encontro ao nosso objectivo, onde não existe um complemento de objectivos, tarefas, sentimentos contraditórios e longe do ‘amor à camisola’, pouca proactividade ou o não reconhecimento.

Observamos as equipas desportivas que apresentam excelentes resultados desportivos e o que constatamos? Utilizamos o último caso de enorme sucesso, e constatamos que o Barcelona em futebol, vence, convence, supera os seus desafios, dificuldades e adversários, bate recordes e quando ouvimos os comentadores e treinadores a falar do seu sucesso, conclui-se que a magnífica equipa baseia os seus processos nas competências técnicas básicas do jogo de futebol para além da qualidade que os seus elementos individuais possuem:
- Passe, recepção, ‘desmarcação, entreajuda, alinhados num objectivo, dedicação ao clube e empenhados.

Para todos aqueles que foram ou são atletas ou treinadores, quer em desportos colectivos quer em desportos individuais, recordamo-nos de que são esses os princípios que ouvíamos ou tentamos instituir nos atletas. Step by step de forma a garantir os princípios para posteriormente se avançar para a complexidade de processos.

Estranhamente, as organizações desportivas, constituídas por técnicos e dirigentes com um passado desportivo, não conseguem transpor os valores porque se regiam enquanto praticantes desportivos para uma realidade organizacional, falando em Federações, Associações, Clubes, ONG’s, Autarquias, etc.

Certo que existem inúmeras explicações para o sucedido. Outras existirão para comprovar a incapacidade das organizações que trabalham no sistema desportivo em produzirem mais valia, diferenciarem-se e terem ‘jogo de cintura’ para os interesses não alinhados existentes, indo contra os tais valores ou competências softs que enquanto treinadores, vamos insistindo que as equipas e os elementos que as compõem, adquirem.

Somos tentados a concluir que as grandes equipas baseiam os seus princípios processuais e técnicos nos softskills. E que quer em jogo quer no nosso local de trabalho, complicamos em vez de facilitar. Destruímos em vez de construir. E que enquanto não comunicarmos de uma forma clara, concreta e concisa, tivermos a preocupação de compreender o outro, assumirmos a organização e a tarefa como nossa, trabalharmos em prol de um objectivo assumidamente global, muitos dos esforços são em vão, consumidos por obstáculos e adversários que nós próprios alimentamos.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Paradigma Guardiola

Aconselha-se a dar alguma atenção a este blog:

http://paradigmaguardiola.blogspot.com/

Estou certo que tem coisas...engraçadas para alguns treinadores aprenderem.

Gestão de carreiras

Não será apenas esta notícia de Miguel que me faz escrever sobre o assunto, é também devido ao interesse destas temáticas, um misto de futebol propriamente dito, gestão de carreiras, gestão desportivas por parte dos clubes e até um pouco de coaching individual.

Esta notícia não é a primeira de Miguel, um jogador que quando estava no Benfica já tinha a fama (e proveito), mas principalmente após a sua saída também menos agradável para o Valência, que o foco começou a ter razão de ser.

Lembro-me de um frase do dirigente da Juventus, que quando decidiram avançar para Paulo Sousa (ex-Sporting), afirmaram que já o 'seguiam' há algum tempo. Não no campo apenas, mas também a sua vida social e pessoal.

Há muito que se sabe que os empresários de jogadores os tratam...como mercadorias. Produtos, que se tentam potenciar e trocar de x em x tempo para haver prémios de assinatura, negociações, etc. A verdade é que um empresário (bom) faz falta. Veja-se o caso da assinatura de Luís Figo duas vezes por dois clubes. Depois...com Jorge Mendes, que é mais um tratador de produtos, mas com qualidade, o endireitou para a 'vida'.

A inexistência na grande maioria de gestão de carreiras por parte dos jogadores, uma percentagem também escassa dos empresários com esses comportamentos, observamos alguns clubes que se viram para essa preocupação.

Por dar mais enfoque ao que sigo, o Benfica teve durante uns anos alguns casos de jogadores que geriam e ainda gerem mal a sua carreira, quer com maus exemplos desportivos quer sociais:

- Este Miguel;
- Manuel Fernandes que também saiu a mal duas vezes;
- Tiago para o Chelsea;
- Hugo Leal para o At. Madrid;
- Edgar para o Real Madrid.

De todos...apenas Tiago tem passado por bons momentos e clubes, sendo que os outros, mesmo em campeonatos melhores que o português, tiveram bem mais olhos que barriga.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

João Pereira, que gestão desportiva?

Penso que a grande maioria dos adeptos ficaram surpreendidos com a notícia que João Pereira, defesa direito do Sp. Braga, iria para o Sporting por 3 M € logo na abertura de mercado.

Fiquei surpreendido por várias questões. Dirão logo alguns que se trata de uma visão de um adepto não sportinguista, mas aqui vai!

Numa perspectiva de gestão desportiva, é dúbia, são 3 M € de um clube que se diz sem grandes verbas para contratações, que investe num dos lugares da equipa que possuem 3 jogadores (Abel, Pedro Silva e Pereirinha, este adaptado).

Não tenho grandes dúvidas que João Pereira entrará sem grandes problemas no onze inicial, apesar de gostar de ver Pereirinha adaptado a defesa direito. Trata-se de facto do melhor defesa direito português a actuar em Portugal, sendo qeu no global, não sei se estará ao nível de um Fucile ou Maxi Pereira. Não esquecendo qeu um jogador é também ele um pacote completo, não apenas correr, garra ou técnica. É muito mais.

Do ponto de vista meramente desportivo, João Pereira, fará parte de mais um conjunto de jogadores baixos, sem alto nível físico no impacto a defender. Virão alguns dizer que Roberto Carlos, Daniel Alves, Maicon, etc., também são baixos. Como costumo dizer, cá estarei no futuro para virem cobrar se estiver errado.

Sporting gasta...1/3 (falavam em 7 milhões) do valor que possui para gastar numa posição longe de ser a mais...urgente. Defesa esquerdo seria mais urgente, Sporting não possui nenhum defesa central goleador como David Luiz ou Bruno Alves, ou que faça a diferença nas bolas paradas, possui um meio-campo baixo (embora com alta qualidade do ponto de vista técnico), para não falar de um parceiro para Liedson, etc.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Alguém ajuda o Manuel José...

a perceber porque raio ele não vem para nenhum clube português, a selecção de Portugal ou um grande clube europeu?

Talvez isto lhe ajude depois do jogo de hoje à noite!

Manuel José: «Benfica é uma equipa assustada»

sábado, 19 de dezembro de 2009

Quem tem o melhor psicólogo?

Crónica de Bruno Prata no jornal o 'Público' de ontem.

As análises sobre o jogo que o Benfica e o FC Porto vão realizar depois de amanhã têm ido todas - e justificadamente - no mesmo sentido: o peso importante das ausências nos benfiquistas e as horas sem dormir que Jorge Jesus terá de passar esta semana para apresentar uma equipa competitiva na Luz. Mas, por mais controverso que isso possa parecer, as baixas no rival podem também vir a resultar perniciosas para a própria equipa portista.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Como é fantástica a comunicação!

Rui Patrício: «Fizemos um excelente jogo, uma excelente exibição mas infelizmente perdemos. Temos que levantar a cabeça mas sentimos que estamos a crescer.»

João Moutinho: «Fizemos um bom jogo com bastantes oportunidades de golo mas eles foram mais felizes. Fizemos um jogo consistente. Temos que dar a volta com trabalho. Vamos preparar o jogo com a Naval para sair de lá com a vitória.»

Carlos Carvalhal: «Fizemos uma boa primeira parte, mas não conseguimos manter a mesma intensidade de jogo no segundo tempo, porque alguns jogadores não têm ainda ritmo competitivo», começou por destacar, garantindo não estar arrependido por ter dado oportunidade a alguns jogadores menos utilizados. «Fiquei agradado com os jogadores que têm jogado menos e que aqui deram uma boa reposta. É evidente que faltou um pouco de intensidade, mas em termos de qualidade de jogo acho que demos um salto em frente, criámos oportunidades de golo, mas não conseguimos marcar», acrescentou.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Para perder identidade é preciso tê-la?

O Benfica de 2009/10 começou com a força toda. Ganhou uma mão cheia de torneios, começou a Liga com um grande jogo apenas parado por um guarda-de-redes em dia (muito) sim, algumas goleadas, vitórias difíceis em Guimarães e Leiria, boas exibições na Europa até ao AEK!

Aí...viu-se o primeiro Benfica menos acutilante. Diria que se reflectiram a vertente física, motivadora e talvez a questão de Jorge Jesus não fazer descansar alguns atletas mesmo quando os resultados à hora de jogo já eram de 4 ou 5. Depois o Nacional e a pequena vingança do homem da pastilha elástica contra o bom português.

Braga. Chegara o teste mais difícil, diriam alguns. Entraram mal no jogo e após meios erros distribuídos pela equipa, jogadores, túneis e Jorge Sousa, Braga ganhava com alguma justiça.

Aí começaram os meios-jogos, as meias-grandes exibições, verificaram-se algumas dependências, a de Cardozo, Aimar, e Guimarães para a Taça foi uma faca espetada ali mesmo no meio...do cerne da questão!

Começavam-se a apontar os primeiros erros e defeitos de JJ. Keirrison, substituições tardias, falta de alternativas, aposta sempre nos mesmos, etc. Olhanense veio mostrar algo mais. Falta...disciplina comportamental e não táctica à equipa. A identidade da equipa esbarra no dar a volta ao marcador. Não podem contratar jogadores que após semanas e alguns jogos, afirmam que querem dar o salto para um grande!

O recrutamente tem de ser criterioso até aqui: não basta ser bom jogador, jovem e promissor, etc..., tem de querer estar no clube.

A identidade e o seu crescimento têm várias fases! Uma delas é a capacidade de se conhecerem todos os seus elementos e perceberem a interdependência! Acho que o Benfica ainda não a conquistou totalmente. Está mais perto, é verdade. Mas falta algo...que as equipas grandes têm, que é a regularidade! O ganhar bem mesmo quando não se joga sempre bem. E o ganhar sempre quando se joga bem. E aí passam a ser sustentáveis.

JJ é na minha opinião, alguém que conseguirá dar isso ao clube, pois ele próprio está a crescer e a conhecer-se numa realidade diferente, a de ter de ser campeão. Mas tem de ficar 3 a 4 anos no mínimo naquele clube. Rui Costa aprendeu na primeira época, deu vários erros, quer de casting, timings, intervenções. Este ano, porque as coisas correm bem, está mais na sombra e intervém com maior segurança.

Ao Benfica não faltam infra-estruturas. Não falta um director desportivo, técnico ou para o futebol. Não falta massa adepta. Não faltam bons jogadores. Falta sim, cultura de campeão. O Benfica já a teve, alguns ainda persentem isso. Mas a grande maioria nunca a viveu. Sem viver...o que se pode pensar que se sabe, não conta. Necessitam de criar sustentabilidade nos processos, em que a 'máquina' está montada independentemente de quem liga e desliga os tais processos.

Domingo, estarão frente a frente uma equipa em construção contra uma construída, independentemente dos moldes que utilizaram para tal. O ciclo. Sem algumas pedras influentes na equipa, com o adversário a subir, a identidade ...nasce aqui. Ou não!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

'Eu é mais bolos!'



Por falar em bolos, veremos quem terá mais 'recursos' para fazer os tais 'eu, é mais bolos'! Se Jorge Jesus ou Jesualdo Ferreira.

Onde já ouvi este discurso?

Nesta 2.ª feira haveria muito por escolher o que escrever, mas já tinha pensado neste e aqui vai!

Falo do sorrir no balneário que Carlos Carvalhal tanto focou numa das suas conferências de imprensa. Faço aqui uma pausa para considerar que o último treinador que falava assim em Portugal está agora para os lados de Madrid a tentar tirar o Simão e outros da zona de despromoção.

Carlos Carvalhal fala com algum ritmo, vê-se que pensa antes das próprias conferências o que irá dizer e fala...melhor que Paulo Bento. Não deixa passar oportunidades para de alguma forma dizer o que já fez comparativamente a quem saiu de lá e para lá das metrelhadoras e os taus talibans que JEB falava, abordou que o balneário sorria para já.

Não faço juízos de valor sobre as palavras certas nestes momentos para um clube como o Sporting. Compreendo que CC quer aproveitar esta oportunidade da melhor forma, sabendo que pode ter sido a primeira e a última para treinar um grande clube, depois de Braga.

Não tem, na minha humilde opinião, categoria para o Sporting. Acho e acharei até que me provem o contrário, que o Paulo Bento dos 4 anos (e não os 4 ou 5 meses desta época apenas) é bem superior a CC. E quem achar que não, que veja o que Paulo Bento vai fazer na próxima época num clube com maiores recursos mais a norte do País.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Coaching de Equipas

Como se cria a inteligência colectiva, ou seja, a tal soma de todos os resultados individuais?

O Coaching de Equipas é um processo que visa o desenvolvimento e formação de equipas, ao nível de objectivos, tomadas de decisão, comunicação inter-equipas, ou ganhos de autonomia. A busca da inter-dependência que as equipas desportivas necessitam e vivem disso!

Ferramentas


Através de apoio, de feedback, de processos motivacionais e através da compreensão e do equilíbrio entre o quadro de referência individual, das pessoas e atletas que compõem os grupos, procurando transformar a inteligência colectiva num quadro de referência colectivo. Não há grandes equipas sem um expert, que em situações de maior aperto...fure o esquema, mas na grande maioria, o colectivo faz a individualidade.

Um processo de responsabilização


O Coaching, numa visão sistémica, é orientado para os recursos existentes da equipa. Trata-se de um processo de responsabilização “the power is in you”. Sendo a equipa Expert no conteúdo? Poderá ajudar o treinador ser bom ou ter sido bom executante...mas quem joga são os jogadores. Mais verdade que esta num jogo será difícil.


Vantagens do Coaching de Equipas


O que diferencia uma equipa, para além da soma das potencialidades das várias pessoas que a compõem, são as dinâmicas e os processos que encontram para maximizar o seu rendimento e esforços. De todas as equipas com quem tenho colaborado, desportivas ou não, um gesto técnico ganha muito mais impacto quando percebido mais cedo, o acto passe a ser informação favorável e não um acto estranho que demore mais tempo a ser percebido pelos seus colegas. A tal inteligência colectiva que faz com que todos estejam alinhados (e empenhados ordenadamente).

No coaching de equipas desenvolvem-se:


· Objectivos e princípios de trabalho em grupo;
· Fomenta-se uma comunicação aberta e coordenada entre todas as partes integrantes;
· Definem-se papéis e áreas de responsabilidade sobre as funções a serem desenvolvidas por cada um;
· Visa-se um nível superior de inter-dependência nas equipas e um estilo de liderança adequado ao ambiente, pessoas e situações.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Emoção ou razão?

Num projecto de livro com alguns autores, entre eles o Prof. Jorge Araújo, ele colocava isto como nota introdutória:

"Infelizmente, a maioria dos estabelecimentos de ensino ainda estão organizados segundo o velho modelo industrial em que as crianças e os jovens são tratados como peças de automóveis que se deslocam numa linha de montagem e os professores tentam martelar, torcer e moldar à sua passagem.

O FUTURO DO SUCESSO
De Robert B. Reich"


Estranho é pensar que ao nível do treino, é nisto que ainda muitos treinadores querem condicionar, tornar o atleta de desportos colectivos uma máquina que reage da forma mais 'correcta' aos estímulos, apenas pela 'razão' (?) e não pelas emoções também.


É caso para dizer que caminhamos em sentidos quase opostos!

A terminar coloco um texto do português consagrado António Damásio também retirado do projecto-livro com os vários autores e colegas:


"Acontecem primeiro as emoções como forma de reagir às circunstâncias exteriores. Depois os sentimentos como alerta mental e prolongamento do impacto das emoções, afectando a atenção e a memória. Por fim, a combinação de memórias do passado, imaginação, raciocínio, a permitir a antecipação e previsão dos problemas e a possibilidade de criar novas soluções.

António Damásio,

“À Procura de Espinosa”

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

É a parte comportamental que num processo de grupo faz com que o 1+1 seja mais (ou menos) que 2?

Fica aqui mais um belo texto do meu amigo Luis Vilar sobre uma afirmação minha em tempos:

"É a parte comportamental do jogador que num processo de grupo faz com que o 1+1 seja mais (ou menos) que 2."

"Sobre esta temática do todo ser diferente da soma das partes, muito se fala e muito vezes, não tão acertivamente como desejado. Este raciocínio provém das ciências da complexidade, várias vezes citado pelos filosofos Morin (em Introdução ao Pensamento Complexo) e por Le Moigne (em O Método). Posteriormente, foi divulgada pela física na Teoria Sistémica, Teoria do Caos e mais recentemente, pela Abordagem Baseada nos Constrangimentos. Mas em que consiste concretamente?!

Um sistema é composto por partes que interagem entre si. O produto da interacção das partes, ou seja, o comportamento do todo, não é possível de verificar quando apenas uma parte do sistema está presente. Ou seja, o padrão formado pelo sistema (dinâmico) é diferente do que aquilo que cada uma das partes consegue fazer por si só, e da soma do que ambas conseguem fazer isoladamente. O sistema é complexo (com um todo diferente das suas partes) quando as suas partes estão constrangidas, isto é, ligadas por um qualquer elo. Por exemplo, é um eixo de um carro que permite que as rodas do mesmo (partes do sistema) se comportem de forma organizada e conferém ao carro a capacidade de virar (um todo diferente da soma das partes).

E no futebol?
O elo que une as partes do sistema (i.e., os jogadores) é a informação. Esta, emerge do contexto de jogo por intermédio da relação com a oposição. É o grau de afinação de todos os sujeitos de uma mesma equipa às propriedades relevantes do contexto que proporcionam acções ajustadas (i.e., as affordances) que vai determinar as melhores equipas. Isto é, a capacidade de todos e cada jogador identificar a informação pertinente e agir sobre ela, e a capacidade de todos e cada jogador agir para criar a informação pertinente, faz do todo algo maior que a soma das partes.
É o grau de afincação de cada jogador ao ciclo de informação e acção (i.e., o modelo de jogo) próprio de cada equipa que distingue, em Futebol como nos Desportos Colectivos, os bons dos melhores.

Saudações desportivas,

Luís Vilar."

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Haverá coincidências?

Com enorme prazer que publico um texto do meu amigo Luis Vilar. Aqui vai!

"Assistimos a Liedson contestar no final do jogo com o Herenveen o sistema de jogo de Carlos Carvalhal, um 4:5:1 com o "Levesinho" sozinho na frente. É o desespero de um jogador que, jogando sozinho no meio dos centrais, faz muito mais apelo às suas (in)capacidades físicas do que à sua (enorme) mobilidade.
Mas teremos assistido apenas a isto?!

Relembro que nas primeiras semanas de Peseiro no comando da equipa Liedson não compareceu aos treinos. Peseiro nada fez... Passado uns tempos, com Paulo Bento a estrear-se na liderança do Sporting, repetiu-se o fenómeno. Contudo, Paulo Bento teve uma posição bem diferente... Com Carvalhal, o episódio repete-se, desta feita o motivo é diferente: sabendo da sua importância na equipa, e sabendo também do mau momento que atravessa no campeonato (2 golos em 11 jogos), Liedson procura mais uma vez "esticar a corda" para conhecer qual o ponto em que ela arrebenta.

Qual a posição de Carlos Carvalhal?! Assusta-se com a dimensão do jogador e do clube, ou faz valer a sua posição de líder?! Eu sei bem o que faria o Peseiro e o Paulo Bento... E o Liedson também!

Haverá coincidências?!

Saudações desportivas.
Luís Vilar."

domingo, 6 de dezembro de 2009

A folha A4

Paulo Bento, numa das várias afirmações 'polémicas' que teve na sua passagem pelo Sporting, disse num certo jogo que nem uma folha A4 chegaria para ele escrever todas as observações que achava que lhe estavam a fazer, quer dirigentes quer o sector ligado à arbitragem.

Carlos Carvalhal está no Sporting há 3 semanas e eu diria que Paulo Bento, mesmo com uma folha A3, não consegueria apontar as directas e indirectas que Carlos Carvalhal lhe continua a endereçar. As últimas form as questões de enganar jogadores, relativamente a Angulo e o 'falar' aos jogadores

Será que Paulo Bento vai usar essa folha e quando...em breve?

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Superação? Michael Jordan...

Hoje sonhei que acordava por volta das 3h00 da matina para me sentar durante quase 3 horas e ver os jogos das finais entre os Chicago Bulls e os Utaz, Lakers, Portland, etc.

A atenção focava-se naquela equipa (com todas e quaisquer características que as equipas possam ter) e em jogadores fenomenais como Bill Carthright, Pippen, Horace Grant, Kukoc, Paxson, Michael Jordan, etc. liderados pelo não menos genial ex-jogador mediano de Basquetebol, Phil Jackson.

Michael Jordan, bastava ver, e alguns anos depois, após ler os livros de e sobre Phil Jackson, distinguiu-se na minha opinião por ser aquele que superava os limites físicos, técnicos, tácticos e até comportamentais, bastando lembrar a exibição um dia após a morte do seu Pai.
Por fim, foi na minha opinião o melhor ATLETA de sempre!