Coach do Coach

Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios. (Rui Lança)

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Estar e conhecer as pessoas

Não sei se conheço muitas ou poucas pessoas! Estudos dizem que em média um ser humano apenas consegue 'conhecer' 150 pessoas simultaneamente. Este conhecer implica saber um conjunto de informações até ao máximo de 150 pessoas. Nomes, informações, dados, algo que possibilite uma natural relação interpessoal.

Há quem diga que este número também aparecer porque é a partir de 150 pessoas que as tribos decidiam dividir e recomeçar um novo grupo. Ou seja, quando uma tribo atingia 150 pessoas, o chefe da mesma decidia separar alguns membros porque já não era possível saber tudo de todos.

Mas comparando com as pessoas que existem no planeta, 150 pessoas bem ou duas mil no facebook ou as centenas do trabalho, família, amigos e grupos disto e daquilo, são sempre poucas pessoas.

A ideia que tenho é que hoje em dia, juntar-me às 150 pessoas mesmo assim é difícil. E falo das 150 pessoas que gostaria...

terça-feira, 16 de junho de 2015

Sabe bem ler outras coisas

Como a tonelada de documentos académicos que se vai lendo, já nem sabia como era ler outras coisas...

quinta-feira, 11 de junho de 2015

O que se deve mesmo desenvolver (competências) nos outros?

As áreas da formação e do treino são cada vez mais investigadas como momentos fundamentais para as organizações e equipas, não apenas pela sua importância para o desenvolvimento de competências nos recursos humanos, mas também pela necessidade de tornar esses momentos mais eficientes em termos do investimento dos recursos temporais e financeiros.

Sendo a autonomia uma das características referidas como relevantes e fundamentais para os profissionais e equipas com elevados desempenhos, considero relevante saber como é que a autonomia individual e colectiva pode ser desenvolvida, treinada, como acontece e com que práticas de treino (formação vai perdendo espaço como palavra em si) as mesmas podem ser melhoradas.

É difícil encontrar literatura sobre como se alcança a autonomia individual e colectiva. É pertinente investigar sobre como são os exercícios, métodos, treinos e transferências com esse propósito.

Gosto da ideia de identificar como são planeados, organizados e dinamizados os treinos direccionados para criar, manter ou desenvolver a autonomia nas pessoas. Que tipo de exercícios, como é a relação entre o comportamento do líder e a tipo de dinâmicas.

A questão pode ser: Que tipo de treino e exercícios desenvolvem a autonomia individual e coletiva na perspetiva do líder?

Deixo aqui alguns pontos (sem a referência dos livros, se alguém quiser, é só pedir):

A importância do treino: O treino tem um grande impacto no desempenho das equipas desportivas, já que permitem estar à altura das exigências da competição. O treino para a autonomia deve recriar e potenciar situações que encorajem as pessoas a experimentar, corrigir, estabilizar e inovar processos, decidir e permitir-se errar e para recriar ambientes de aprendizagem deve-se considerar as diferenças individuais.

O primeiro passo para o treino é a análise adequada das necessidades de formação e o que é necessário treinar, para quem e em que tipo de contexto. Saber quais os resultados esperados, a orientação para executar, ideias prévias de avaliação desse mesmo treino e informações sobre os fatores que podem facilitar ou dificultar a utilidade da formação. O desafio de definir tarefas adequadas para a aprendizagem não é uma tarefa fácil, mas a dinâmica ecológica aproxima o reforço de reconhecer as competências que são necessárias para os indivíduos em ambientes específicos de desempenho durante a prática e treino.  

Deve-se exigir ao elemento comportamentos continuados de coadaptação com os colegas e adversários e dar-se enfoque aos comportamentos interactivos dos jogadores, permitindo que se auto-organizem e possa existir uma influência de um planeamento anterior, como uma cooperação já definida sob a alçada de restrições relativamente a algumas tarefas, mas não através da voz do treinador.