a perceber porque raio ele não vem para nenhum clube português, a selecção de Portugal ou um grande clube europeu?
Talvez isto lhe ajude depois do jogo de hoje à noite!
Manuel José: «Benfica é uma equipa assustada»
segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009
sábado, 19 de Dezembro de 2009
Quem tem o melhor psicólogo?
Crónica de Bruno Prata no jornal o 'Público' de ontem.As análises sobre o jogo que o Benfica e o FC Porto vão realizar depois de amanhã têm ido todas - e justificadamente - no mesmo sentido: o peso importante das ausências nos benfiquistas e as horas sem dormir que Jorge Jesus terá de passar esta semana para apresentar uma equipa competitiva na Luz. Mas, por mais controverso que isso possa parecer, as baixas no rival podem também vir a resultar perniciosas para a própria equipa portista.
quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009
Como é fantástica a comunicação!
Rui Patrício: «Fizemos um excelente jogo, uma excelente exibição mas infelizmente perdemos. Temos que levantar a cabeça mas sentimos que estamos a crescer.»João Moutinho: «Fizemos um bom jogo com bastantes oportunidades de golo mas eles foram mais felizes. Fizemos um jogo consistente. Temos que dar a volta com trabalho. Vamos preparar o jogo com a Naval para sair de lá com a vitória.»
Carlos Carvalhal: «Fizemos uma boa primeira parte, mas não conseguimos manter a mesma intensidade de jogo no segundo tempo, porque alguns jogadores não têm ainda ritmo competitivo», começou por destacar, garantindo não estar arrependido por ter dado oportunidade a alguns jogadores menos utilizados. «Fiquei agradado com os jogadores que têm jogado menos e que aqui deram uma boa reposta. É evidente que faltou um pouco de intensidade, mas em termos de qualidade de jogo acho que demos um salto em frente, criámos oportunidades de golo, mas não conseguimos marcar», acrescentou.
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terça-feira, 15 de Dezembro de 2009
Para perder identidade é preciso tê-la?
O Benfica de 2009/10 começou com a força toda. Ganhou uma mão cheia de torneios, começou a Liga com um grande jogo apenas parado por um guarda-de-redes em dia (muito) sim, algumas goleadas, vitórias difíceis em Guimarães e Leiria, boas exibições na Europa até ao AEK!
Aí...viu-se o primeiro Benfica menos acutilante. Diria que se reflectiram a vertente física, motivadora e talvez a questão de Jorge Jesus não fazer descansar alguns atletas mesmo quando os resultados à hora de jogo já eram de 4 ou 5. Depois o Nacional e a pequena vingança do homem da pastilha elástica contra o bom português.
Braga. Chegara o teste mais difícil, diriam alguns. Entraram mal no jogo e após meios erros distribuídos pela equipa, jogadores, túneis e Jorge Sousa, Braga ganhava com alguma justiça.
Aí começaram os meios-jogos, as meias-grandes exibições, verificaram-se algumas dependências, a de Cardozo, Aimar, e Guimarães para a Taça foi uma faca espetada ali mesmo no meio...do cerne da questão!
Começavam-se a apontar os primeiros erros e defeitos de JJ. Keirrison, substituições tardias, falta de alternativas, aposta sempre nos mesmos, etc. Olhanense veio mostrar algo mais. Falta...disciplina comportamental e não táctica à equipa. A identidade da equipa esbarra no dar a volta ao marcador. Não podem contratar jogadores que após semanas e alguns jogos, afirmam que querem dar o salto para um grande!
O recrutamente tem de ser criterioso até aqui: não basta ser bom jogador, jovem e promissor, etc..., tem de querer estar no clube.
A identidade e o seu crescimento têm várias fases! Uma delas é a capacidade de se conhecerem todos os seus elementos e perceberem a interdependência! Acho que o Benfica ainda não a conquistou totalmente. Está mais perto, é verdade. Mas falta algo...que as equipas grandes têm, que é a regularidade! O ganhar bem mesmo quando não se joga sempre bem. E o ganhar sempre quando se joga bem. E aí passam a ser sustentáveis.
JJ é na minha opinião, alguém que conseguirá dar isso ao clube, pois ele próprio está a crescer e a conhecer-se numa realidade diferente, a de ter de ser campeão. Mas tem de ficar 3 a 4 anos no mínimo naquele clube. Rui Costa aprendeu na primeira época, deu vários erros, quer de casting, timings, intervenções. Este ano, porque as coisas correm bem, está mais na sombra e intervém com maior segurança.
Ao Benfica não faltam infra-estruturas. Não falta um director desportivo, técnico ou para o futebol. Não falta massa adepta. Não faltam bons jogadores. Falta sim, cultura de campeão. O Benfica já a teve, alguns ainda persentem isso. Mas a grande maioria nunca a viveu. Sem viver...o que se pode pensar que se sabe, não conta. Necessitam de criar sustentabilidade nos processos, em que a 'máquina' está montada independentemente de quem liga e desliga os tais processos.
Domingo, estarão frente a frente uma equipa em construção contra uma construída, independentemente dos moldes que utilizaram para tal. O ciclo. Sem algumas pedras influentes na equipa, com o adversário a subir, a identidade ...nasce aqui. Ou não!
Aí...viu-se o primeiro Benfica menos acutilante. Diria que se reflectiram a vertente física, motivadora e talvez a questão de Jorge Jesus não fazer descansar alguns atletas mesmo quando os resultados à hora de jogo já eram de 4 ou 5. Depois o Nacional e a pequena vingança do homem da pastilha elástica contra o bom português.
Braga. Chegara o teste mais difícil, diriam alguns. Entraram mal no jogo e após meios erros distribuídos pela equipa, jogadores, túneis e Jorge Sousa, Braga ganhava com alguma justiça.
Aí começaram os meios-jogos, as meias-grandes exibições, verificaram-se algumas dependências, a de Cardozo, Aimar, e Guimarães para a Taça foi uma faca espetada ali mesmo no meio...do cerne da questão!
Começavam-se a apontar os primeiros erros e defeitos de JJ. Keirrison, substituições tardias, falta de alternativas, aposta sempre nos mesmos, etc. Olhanense veio mostrar algo mais. Falta...disciplina comportamental e não táctica à equipa. A identidade da equipa esbarra no dar a volta ao marcador. Não podem contratar jogadores que após semanas e alguns jogos, afirmam que querem dar o salto para um grande!
O recrutamente tem de ser criterioso até aqui: não basta ser bom jogador, jovem e promissor, etc..., tem de querer estar no clube.
A identidade e o seu crescimento têm várias fases! Uma delas é a capacidade de se conhecerem todos os seus elementos e perceberem a interdependência! Acho que o Benfica ainda não a conquistou totalmente. Está mais perto, é verdade. Mas falta algo...que as equipas grandes têm, que é a regularidade! O ganhar bem mesmo quando não se joga sempre bem. E o ganhar sempre quando se joga bem. E aí passam a ser sustentáveis.
JJ é na minha opinião, alguém que conseguirá dar isso ao clube, pois ele próprio está a crescer e a conhecer-se numa realidade diferente, a de ter de ser campeão. Mas tem de ficar 3 a 4 anos no mínimo naquele clube. Rui Costa aprendeu na primeira época, deu vários erros, quer de casting, timings, intervenções. Este ano, porque as coisas correm bem, está mais na sombra e intervém com maior segurança.
Ao Benfica não faltam infra-estruturas. Não falta um director desportivo, técnico ou para o futebol. Não falta massa adepta. Não faltam bons jogadores. Falta sim, cultura de campeão. O Benfica já a teve, alguns ainda persentem isso. Mas a grande maioria nunca a viveu. Sem viver...o que se pode pensar que se sabe, não conta. Necessitam de criar sustentabilidade nos processos, em que a 'máquina' está montada independentemente de quem liga e desliga os tais processos.
Domingo, estarão frente a frente uma equipa em construção contra uma construída, independentemente dos moldes que utilizaram para tal. O ciclo. Sem algumas pedras influentes na equipa, com o adversário a subir, a identidade ...nasce aqui. Ou não!
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segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009
'Eu é mais bolos!'
Por falar em bolos, veremos quem terá mais 'recursos' para fazer os tais 'eu, é mais bolos'! Se Jorge Jesus ou Jesualdo Ferreira.
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Onde já ouvi este discurso?
Nesta 2.ª feira haveria muito por escolher o que escrever, mas já tinha pensado neste e aqui vai!
Falo do sorrir no balneário que Carlos Carvalhal tanto focou numa das suas conferências de imprensa. Faço aqui uma pausa para considerar que o último treinador que falava assim em Portugal está agora para os lados de Madrid a tentar tirar o Simão e outros da zona de despromoção.
Carlos Carvalhal fala com algum ritmo, vê-se que pensa antes das próprias conferências o que irá dizer e fala...melhor que Paulo Bento. Não deixa passar oportunidades para de alguma forma dizer o que já fez comparativamente a quem saiu de lá e para lá das metrelhadoras e os taus talibans que JEB falava, abordou que o balneário sorria para já.
Não faço juízos de valor sobre as palavras certas nestes momentos para um clube como o Sporting. Compreendo que CC quer aproveitar esta oportunidade da melhor forma, sabendo que pode ter sido a primeira e a última para treinar um grande clube, depois de Braga.
Não tem, na minha humilde opinião, categoria para o Sporting. Acho e acharei até que me provem o contrário, que o Paulo Bento dos 4 anos (e não os 4 ou 5 meses desta época apenas) é bem superior a CC. E quem achar que não, que veja o que Paulo Bento vai fazer na próxima época num clube com maiores recursos mais a norte do País.
Falo do sorrir no balneário que Carlos Carvalhal tanto focou numa das suas conferências de imprensa. Faço aqui uma pausa para considerar que o último treinador que falava assim em Portugal está agora para os lados de Madrid a tentar tirar o Simão e outros da zona de despromoção.
Carlos Carvalhal fala com algum ritmo, vê-se que pensa antes das próprias conferências o que irá dizer e fala...melhor que Paulo Bento. Não deixa passar oportunidades para de alguma forma dizer o que já fez comparativamente a quem saiu de lá e para lá das metrelhadoras e os taus talibans que JEB falava, abordou que o balneário sorria para já.
Não faço juízos de valor sobre as palavras certas nestes momentos para um clube como o Sporting. Compreendo que CC quer aproveitar esta oportunidade da melhor forma, sabendo que pode ter sido a primeira e a última para treinar um grande clube, depois de Braga.
Não tem, na minha humilde opinião, categoria para o Sporting. Acho e acharei até que me provem o contrário, que o Paulo Bento dos 4 anos (e não os 4 ou 5 meses desta época apenas) é bem superior a CC. E quem achar que não, que veja o que Paulo Bento vai fazer na próxima época num clube com maiores recursos mais a norte do País.
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sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009
Coaching de Equipas
Como se cria a inteligência colectiva, ou seja, a tal soma de todos os resultados individuais?
O Coaching de Equipas é um processo que visa o desenvolvimento e formação de equipas, ao nível de objectivos, tomadas de decisão, comunicação inter-equipas, ou ganhos de autonomia. A busca da inter-dependência que as equipas desportivas necessitam e vivem disso!
Ferramentas
Através de apoio, de feedback, de processos motivacionais e através da compreensão e do equilíbrio entre o quadro de referência individual, das pessoas e atletas que compõem os grupos, procurando transformar a inteligência colectiva num quadro de referência colectivo. Não há grandes equipas sem um expert, que em situações de maior aperto...fure o esquema, mas na grande maioria, o colectivo faz a individualidade.
Um processo de responsabilização
O Coaching, numa visão sistémica, é orientado para os recursos existentes da equipa. Trata-se de um processo de responsabilização “the power is in you”. Sendo a equipa Expert no conteúdo? Poderá ajudar o treinador ser bom ou ter sido bom executante...mas quem joga são os jogadores. Mais verdade que esta num jogo será difícil.
Vantagens do Coaching de Equipas
O que diferencia uma equipa, para além da soma das potencialidades das várias pessoas que a compõem, são as dinâmicas e os processos que encontram para maximizar o seu rendimento e esforços. De todas as equipas com quem tenho colaborado, desportivas ou não, um gesto técnico ganha muito mais impacto quando percebido mais cedo, o acto passe a ser informação favorável e não um acto estranho que demore mais tempo a ser percebido pelos seus colegas. A tal inteligência colectiva que faz com que todos estejam alinhados (e empenhados ordenadamente).
No coaching de equipas desenvolvem-se:
· Objectivos e princípios de trabalho em grupo;
· Fomenta-se uma comunicação aberta e coordenada entre todas as partes integrantes;
· Definem-se papéis e áreas de responsabilidade sobre as funções a serem desenvolvidas por cada um;
· Visa-se um nível superior de inter-dependência nas equipas e um estilo de liderança adequado ao ambiente, pessoas e situações.
O Coaching de Equipas é um processo que visa o desenvolvimento e formação de equipas, ao nível de objectivos, tomadas de decisão, comunicação inter-equipas, ou ganhos de autonomia. A busca da inter-dependência que as equipas desportivas necessitam e vivem disso!
Ferramentas
Através de apoio, de feedback, de processos motivacionais e através da compreensão e do equilíbrio entre o quadro de referência individual, das pessoas e atletas que compõem os grupos, procurando transformar a inteligência colectiva num quadro de referência colectivo. Não há grandes equipas sem um expert, que em situações de maior aperto...fure o esquema, mas na grande maioria, o colectivo faz a individualidade.
Um processo de responsabilização
O Coaching, numa visão sistémica, é orientado para os recursos existentes da equipa. Trata-se de um processo de responsabilização “the power is in you”. Sendo a equipa Expert no conteúdo? Poderá ajudar o treinador ser bom ou ter sido bom executante...mas quem joga são os jogadores. Mais verdade que esta num jogo será difícil.
Vantagens do Coaching de Equipas
O que diferencia uma equipa, para além da soma das potencialidades das várias pessoas que a compõem, são as dinâmicas e os processos que encontram para maximizar o seu rendimento e esforços. De todas as equipas com quem tenho colaborado, desportivas ou não, um gesto técnico ganha muito mais impacto quando percebido mais cedo, o acto passe a ser informação favorável e não um acto estranho que demore mais tempo a ser percebido pelos seus colegas. A tal inteligência colectiva que faz com que todos estejam alinhados (e empenhados ordenadamente).
No coaching de equipas desenvolvem-se:
· Objectivos e princípios de trabalho em grupo;
· Fomenta-se uma comunicação aberta e coordenada entre todas as partes integrantes;
· Definem-se papéis e áreas de responsabilidade sobre as funções a serem desenvolvidas por cada um;
· Visa-se um nível superior de inter-dependência nas equipas e um estilo de liderança adequado ao ambiente, pessoas e situações.
quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009
Emoção ou razão?
Num projecto de livro com alguns autores, entre eles o Prof. Jorge Araújo, ele colocava isto como nota introdutória:"Infelizmente, a maioria dos estabelecimentos de ensino ainda estão organizados segundo o velho modelo industrial em que as crianças e os jovens são tratados como peças de automóveis que se deslocam numa linha de montagem e os professores tentam martelar, torcer e moldar à sua passagem.
O FUTURO DO SUCESSO
De Robert B. Reich"
Estranho é pensar que ao nível do treino, é nisto que ainda muitos treinadores querem condicionar, tornar o atleta de desportos colectivos uma máquina que reage da forma mais 'correcta' aos estímulos, apenas pela 'razão' (?) e não pelas emoções também.
É caso para dizer que caminhamos em sentidos quase opostos!
A terminar coloco um texto do português consagrado António Damásio também retirado do projecto-livro com os vários autores e colegas:
"Acontecem primeiro as emoções como forma de reagir às circunstâncias exteriores. Depois os sentimentos como alerta mental e prolongamento do impacto das emoções, afectando a atenção e a memória. Por fim, a combinação de memórias do passado, imaginação, raciocínio, a permitir a antecipação e previsão dos problemas e a possibilidade de criar novas soluções.
António Damásio,
“À Procura de Espinosa”
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terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
É a parte comportamental que num processo de grupo faz com que o 1+1 seja mais (ou menos) que 2?
Fica aqui mais um belo texto do meu amigo Luis Vilar sobre uma afirmação minha em tempos:
"É a parte comportamental do jogador que num processo de grupo faz com que o 1+1 seja mais (ou menos) que 2."
"Sobre esta temática do todo ser diferente da soma das partes, muito se fala e muito vezes, não tão acertivamente como desejado. Este raciocínio provém das ciências da complexidade, várias vezes citado pelos filosofos Morin (em Introdução ao Pensamento Complexo) e por Le Moigne (em O Método). Posteriormente, foi divulgada pela física na Teoria Sistémica, Teoria do Caos e mais recentemente, pela Abordagem Baseada nos Constrangimentos. Mas em que consiste concretamente?!
Um sistema é composto por partes que interagem entre si. O produto da interacção das partes, ou seja, o comportamento do todo, não é possível de verificar quando apenas uma parte do sistema está presente. Ou seja, o padrão formado pelo sistema (dinâmico) é diferente do que aquilo que cada uma das partes consegue fazer por si só, e da soma do que ambas conseguem fazer isoladamente. O sistema é complexo (com um todo diferente das suas partes) quando as suas partes estão constrangidas, isto é, ligadas por um qualquer elo. Por exemplo, é um eixo de um carro que permite que as rodas do mesmo (partes do sistema) se comportem de forma organizada e conferém ao carro a capacidade de virar (um todo diferente da soma das partes).
E no futebol?
O elo que une as partes do sistema (i.e., os jogadores) é a informação. Esta, emerge do contexto de jogo por intermédio da relação com a oposição. É o grau de afinação de todos os sujeitos de uma mesma equipa às propriedades relevantes do contexto que proporcionam acções ajustadas (i.e., as affordances) que vai determinar as melhores equipas. Isto é, a capacidade de todos e cada jogador identificar a informação pertinente e agir sobre ela, e a capacidade de todos e cada jogador agir para criar a informação pertinente, faz do todo algo maior que a soma das partes.
É o grau de afincação de cada jogador ao ciclo de informação e acção (i.e., o modelo de jogo) próprio de cada equipa que distingue, em Futebol como nos Desportos Colectivos, os bons dos melhores.
Saudações desportivas,
Luís Vilar."
"É a parte comportamental do jogador que num processo de grupo faz com que o 1+1 seja mais (ou menos) que 2."
"Sobre esta temática do todo ser diferente da soma das partes, muito se fala e muito vezes, não tão acertivamente como desejado. Este raciocínio provém das ciências da complexidade, várias vezes citado pelos filosofos Morin (em Introdução ao Pensamento Complexo) e por Le Moigne (em O Método). Posteriormente, foi divulgada pela física na Teoria Sistémica, Teoria do Caos e mais recentemente, pela Abordagem Baseada nos Constrangimentos. Mas em que consiste concretamente?!
Um sistema é composto por partes que interagem entre si. O produto da interacção das partes, ou seja, o comportamento do todo, não é possível de verificar quando apenas uma parte do sistema está presente. Ou seja, o padrão formado pelo sistema (dinâmico) é diferente do que aquilo que cada uma das partes consegue fazer por si só, e da soma do que ambas conseguem fazer isoladamente. O sistema é complexo (com um todo diferente das suas partes) quando as suas partes estão constrangidas, isto é, ligadas por um qualquer elo. Por exemplo, é um eixo de um carro que permite que as rodas do mesmo (partes do sistema) se comportem de forma organizada e conferém ao carro a capacidade de virar (um todo diferente da soma das partes).
E no futebol?
O elo que une as partes do sistema (i.e., os jogadores) é a informação. Esta, emerge do contexto de jogo por intermédio da relação com a oposição. É o grau de afinação de todos os sujeitos de uma mesma equipa às propriedades relevantes do contexto que proporcionam acções ajustadas (i.e., as affordances) que vai determinar as melhores equipas. Isto é, a capacidade de todos e cada jogador identificar a informação pertinente e agir sobre ela, e a capacidade de todos e cada jogador agir para criar a informação pertinente, faz do todo algo maior que a soma das partes.
É o grau de afincação de cada jogador ao ciclo de informação e acção (i.e., o modelo de jogo) próprio de cada equipa que distingue, em Futebol como nos Desportos Colectivos, os bons dos melhores.
Saudações desportivas,
Luís Vilar."
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segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009
Haverá coincidências?
Com enorme prazer que publico um texto do meu amigo Luis Vilar. Aqui vai!"Assistimos a Liedson contestar no final do jogo com o Herenveen o sistema de jogo de Carlos Carvalhal, um 4:5:1 com o "Levesinho" sozinho na frente. É o desespero de um jogador que, jogando sozinho no meio dos centrais, faz muito mais apelo às suas (in)capacidades físicas do que à sua (enorme) mobilidade.
Mas teremos assistido apenas a isto?!
Mas teremos assistido apenas a isto?!
Relembro que nas primeiras semanas de Peseiro no comando da equipa Liedson não compareceu aos treinos. Peseiro nada fez... Passado uns tempos, com Paulo Bento a estrear-se na liderança do Sporting, repetiu-se o fenómeno. Contudo, Paulo Bento teve uma posição bem diferente... Com Carvalhal, o episódio repete-se, desta feita o motivo é diferente: sabendo da sua importância na equipa, e sabendo também do mau momento que atravessa no campeonato (2 golos em 11 jogos), Liedson procura mais uma vez "esticar a corda" para conhecer qual o ponto em que ela arrebenta.
Qual a posição de Carlos Carvalhal?! Assusta-se com a dimensão do jogador e do clube, ou faz valer a sua posição de líder?! Eu sei bem o que faria o Peseiro e o Paulo Bento... E o Liedson também!
Haverá coincidências?!
Saudações desportivas.
Luís Vilar."
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domingo, 6 de Dezembro de 2009
A folha A4
Paulo Bento, numa das várias afirmações 'polémicas' que teve na sua passagem pelo Sporting, disse num certo jogo que nem uma folha A4 chegaria para ele escrever todas as observações que achava que lhe estavam a fazer, quer dirigentes quer o sector ligado à arbitragem.Carlos Carvalhal está no Sporting há 3 semanas e eu diria que Paulo Bento, mesmo com uma folha A3, não consegueria apontar as directas e indirectas que Carlos Carvalhal lhe continua a endereçar. As últimas form as questões de enganar jogadores, relativamente a Angulo e o 'falar' aos jogadores
Será que Paulo Bento vai usar essa folha e quando...em breve?
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quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009
Boa notícia?
A boa notícia da noite é a passagem do Sporting à fase seguinte. A outra...boa (?) é ver o Carlos Carvalhal festejar um golo já em tempos de desconto a uma equipa medíocre de um campeonato também medíocre (semelhante ao nosso) como fosse...não sei bem o quê!
Dirão alguns...que se tratou do golo do apuramento. Pergunto...quanto tempo aguentará estes foguete a brilhar?
Dirão alguns...que se tratou do golo do apuramento. Pergunto...quanto tempo aguentará estes foguete a brilhar?
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quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009
Superação? Michael Jordan...
Hoje sonhei que acordava por volta das 3h00 da matina para me sentar durante quase 3 horas e ver os jogos das finais entre os Chicago Bulls e os Utaz, Lakers, Portland, etc. A atenção focava-se naquela equipa (com todas e quaisquer características que as equipas possam ter) e em jogadores fenomenais como Bill Carthright, Pippen, Horace Grant, Kukoc, Paxson, Michael Jordan, etc. liderados pelo não menos genial ex-jogador mediano de Basquetebol, Phil Jackson.
Michael Jordan, bastava ver, e alguns anos depois, após ler os livros de e sobre Phil Jackson, distinguiu-se na minha opinião por ser aquele que superava os limites físicos, técnicos, tácticos e até comportamentais, bastando lembrar a exibição um dia após a morte do seu Pai.
Por fim, foi na minha opinião o melhor ATLETA de sempre!
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domingo, 29 de Novembro de 2009
Equipa? Envolve sacrifício, alinhamento, esforço, abdicação individual...
Sporting - Benfica, análise factual ou de factos?
Alguns cenários de análise do resultado Sporting - Benfica, 0-0;Sporting, 8.º classificado: Menos mal, empatar em casa contra o 2.º classificado com os mesmos pontos que o 1.º, no 2.º jogo do seu novo treinador, pode ser bastante moralizador.
Benfica, 2.º classificado com os mesmos pontos que o 1.º: Mau resultado, pois quem quer ser campeão não pode perder pontos com equipas que estão nesses lugares.
__________
Sporting, candidato ao título a 11 pontos dos dois primeiros classificados, num jogo contra um deles: Péssimo resultado, pois teria de começar claramente a recuperação ganhando 3 pontos directamente a um dos seus adversários directos e primeiros classificados.
Benfica, jogando em casa de um dos candidatos ao título a 11 pontos: Mau resultado, ganhar seria sempre melhor, mas tem o ponto negativo de possivelmente deixar fugir o Braga e ver o Porto aproximar-se, mas não deixa o Sporting recuperar.
_________
Sporting, 2.º jogo do novo treinador, derbie e a precisar de um balão de oxigénio: Menos mal, podia ser melhor, a vitória daria grande moral, mas a derrota deitaria possivelmente todo e qualquer cenário positivo pelo cano abaixo. O empate pode ter um efeito agregador e positivo ou estilo fogo-de-artifício...temporário apenas.
Benfica, vindo de uma derrota e de exibições menos conseguidas: Não queria claramente perder, parece-me que foi assumidamente o 1.º objectivo. Ganhar seria o ideal, à falta de certezas, não perder daria para beliscar o adversário e não assumir as duas possíveis derrotas.
Conferências de imprensa:
Carlos Carvalhal, quis assumir que se trata de um resultado que contribuirá para a recuperação, não querendo abordar qualquer discurso se ficou ou não fora da corrida. Parece-me que assumiu na conferência perante algumas questões o seu estilo de liderança: consensual. Não é bom nem mau, tem contextos apenas.
Dois próximos jogos, Setúbal fora e Leiria em casa, se conseguir 6 pontos, considero que começará a recuperação até em termos anímicos.
Jorge Jesus, se estava chateado com o resultado não pareceu. Pareceu mais querer dizer que o Sporting estava fora da corrida do que propriamente explicar a exibição menos conseguida, tendo já 4.ª feira outro teste difícil.
Se não perderem pontos até à recepção do Porto (Académica em casa e Olhanense fora), pode ser que a sustentabilidade da equipa se mantenha.
Análise futura considerando os '4' candidatos:
Sporting, recebeu dois deles em casa e jogou nas Antas, conseguiu 1 ponto em 9 possíveis.
Porto, falta ir à Luz, conseguiu 3 em 6 pontos, e jogará na 1.ª volta fora duas vezes e uma no Dragão.
Benfica, 1 em 6 pontos possíveis, e falta receber o Porto. Dos 3 jogos contra os candidatos, jogará 2 vezes fora e apenas 1 em casa.
Braga, 9 em 9 (!), jogou duas vezes em casa e fora contra o Sporting.
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quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
Os processos de equipa
A convite de um amigo treinador, ontem tive mais uma experiência a trabalhar com uma equipa desportiva para de alguma forma trabalhar e sensibilizar para isso da...Inteligência Colectiva ou um termo mais científico, team cognition.
Curioso que uma grande fatia dos jogadores assume que a parte técnica (podendo dividir o jogador na parte física, técnica, táctica e comportamental) é a que faz a diferença, ou onde muito consuma no resultado final dos jogadores.
Por formação e experiência de trabalho com equipas multi-disciplinares, desportivas e multi-culturais também, a parte comportamental de cada jogador, que o diferencia por um lado de todos os outros que correm, se esforçam, ouvem as palestras do treinador, é na minha opinião o tal condimento que num processo de grupo faz com que 1+1 seja mais (ou menos) que 2!
Aquela velha frase que o resultado final deve ser maior que a soma de todas as partes/jogadores, mas que ouvimos e não sabemos bem o que retirar de lá! Estilo...and what next?!
Uma equipa deve ter acima de tudo:
Curioso que uma grande fatia dos jogadores assume que a parte técnica (podendo dividir o jogador na parte física, técnica, táctica e comportamental) é a que faz a diferença, ou onde muito consuma no resultado final dos jogadores.
Por formação e experiência de trabalho com equipas multi-disciplinares, desportivas e multi-culturais também, a parte comportamental de cada jogador, que o diferencia por um lado de todos os outros que correm, se esforçam, ouvem as palestras do treinador, é na minha opinião o tal condimento que num processo de grupo faz com que 1+1 seja mais (ou menos) que 2!
Aquela velha frase que o resultado final deve ser maior que a soma de todas as partes/jogadores, mas que ouvimos e não sabemos bem o que retirar de lá! Estilo...and what next?!
Uma equipa deve ter acima de tudo:
Boa comunicação (frontal, escuta activa e assertividade)
Objectivos comuns
Alinhamento e Envolvimento
Tarefas bem definidas
Compromisso
Liderança
Individual inserido no Grupo
Etc...
Curioso também verificar como facilmente cometemos os erros que aparentemente são de bom senso, mas que o facto de não os treinarmos tornam quer os atletas quer os treinadores menos hábeis para comunicar, escutar os outros, filtrar e processar a informação que interessa para tomar uma ou mais decisões muitas das vezes em décimas de segundo.
Como dizia alguém que muito estimo...não há treinar bem e não ganhar, ou seja, sendo o treino o aperfeiçoamento e o desenvolvimento das capacidades e competências para aquilo que 'suposta e possivelmente' iremos encontrar na competição, o treino resulta se de facto treinarmos para aquilo que efectivamente vamos defrontar. Dado que não 'jogamos' sozinhos...o resultado final é a soma dos contributos individuais mais os tais processos!
segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
domingo, 22 de Novembro de 2009
O 8 e o 80 de Jorge Jesus
O Benfica deixa fugir o primeiro troféu da época. Logo à 2.ª tentativa. Não era fácil o adversário, mas tinha tudo para seguir. Em casa e teoricamente muito mais forte. O Guimarães teve bem, como não era de esperar outra coisa, quer pela qualidade dos seus jogadores quer pelo treinador que se está ali a formar, Paulo Sérgio.
Jorge Jesus não deixa de ter todo o mérito por uma derrota em casa. É, e deve o assumir SEMPRE, responsável pelo resultado. Quer este quer os 5-0, 6-1, 1-0, etc. Responsável por todos os resultados, faz qualquer líder que queira se destacar dos normais e assumir-se como excelente.
Não passa a ser mau treinador aos olhos dos racionais. Deixo os facciosos de fora. Tem tido o mérito (ele e a sua equipa técnica) de recuperar alguns jogadores, principalmente comparando o desempenho com a época passada.
Mas perde e assume alguns erros...que se têm tornado constantes. A aposta em Keirrison. Má aposta! Substituições quase sempre aos mesmos minutos...terá, tal como Quique tinha, qualquer 'panca'?
Para os benfiquistas, esta derrota terá algum significado sim, mas o verdadeiro significado e impacto veremos após o resultado do dia 28 deste mês. Uns dirão que querem mostrar que isto foi um acidente, outros no caso de perderem em Alvalade...que a equipa está a descer. Uma coisa parece indesmentível...Benfica assume-se uma equipa com querer, atacante, alguns vícios do seu modelo, mas acima de tudo, cansada. E sem Cardozo...perde presença em toda a área.
Jorge Jesus não deixa de ter todo o mérito por uma derrota em casa. É, e deve o assumir SEMPRE, responsável pelo resultado. Quer este quer os 5-0, 6-1, 1-0, etc. Responsável por todos os resultados, faz qualquer líder que queira se destacar dos normais e assumir-se como excelente.
Não passa a ser mau treinador aos olhos dos racionais. Deixo os facciosos de fora. Tem tido o mérito (ele e a sua equipa técnica) de recuperar alguns jogadores, principalmente comparando o desempenho com a época passada.
Mas perde e assume alguns erros...que se têm tornado constantes. A aposta em Keirrison. Má aposta! Substituições quase sempre aos mesmos minutos...terá, tal como Quique tinha, qualquer 'panca'?
Para os benfiquistas, esta derrota terá algum significado sim, mas o verdadeiro significado e impacto veremos após o resultado do dia 28 deste mês. Uns dirão que querem mostrar que isto foi um acidente, outros no caso de perderem em Alvalade...que a equipa está a descer. Uma coisa parece indesmentível...Benfica assume-se uma equipa com querer, atacante, alguns vícios do seu modelo, mas acima de tudo, cansada. E sem Cardozo...perde presença em toda a área.
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sábado, 21 de Novembro de 2009
Ainda a entrevista de Paulo Bento
Depois de ler a entrevista de Paulo Bento no Record, alguns 'recortes' da entrevista ao 'JN', fico ainda mais com a noção que se tratava (e trata) de alguém com muitos valores e possivelmente, alguma dificuldade de se encaixar nisto do Futebol...onde, como dizia o Prof. Manuel Sérgio, não há adversários...apenas inimigos.Contudo, para os Sportinguistas, para quem Paulo Bento foi e para muitos, continua a ser alguém que merece todo o respeito, ficam algumas ideias fortes:
- o vizinho da 2.ª circular condiciona muito (Ribeiro Telles diz ao jornal o 'Sol' o mesmo);
- Sá Pinto tinha...tudo acordado, faltava a Bettencourt preparar e afastar (...) quem se opunha à sua entrada;
- para quem se entendia por sinais de fumo (PB e JEB), Sá Pinto passava pelos infra-vermelhos;
- JEB tem o seu futuro muito condicionado pelo resultado dia 28 deste mês, partindo do princípio que amanhã para a Taça passa e goleia.
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quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Quando um treinador recebe menos que um jogador
Soube por fonte segura (termo dúbio em Portugal) que Carlos Carvalhal (CC) ia ter como vencimento mensal 13 000 € por treinar o Sporting. Esperei que saísse nos jornais (que afirmaram esse mesmo valor) e decidi escrever esta crónica.
Utilizo o exemplo de Carvalhal como podia utilizar o de JJ ou Jesualdo Ferreira, embora destes eu não saiba correctamente o vencimento mensal, enquanto o de CC parecem ser mesmos os treze mil com mais algumas hipóteses de prémios. Lembro-me bem dos primeiros treinadores da modernidade que fizeram um cavalo de batalha o facto de não aceitarem ganhar menos que qualquer jogador do plantel.
Hoje é irreal esta ideia, tirando um ou outro caso. Lembro-me de Crujft no Barcelona ou até de Artur Jorge no Paris SG discursarem sobre esta tese. Não havia hipótese de um líder ser aceite ganhando menos que um seu jogador. Discutível, eu sei, mas são teses aplicadas. Hoje, existe uma decalage enorne em alguns clubes, desde das distritais até aos colossos mundias.
Pedir que Pelligrini ganhe mais que Ronaldo, Káká ou Raúl é impensável em termos ecnómicos quase. Abriria uma grande excepção. CC aceita receber quase que um décimo de jogadores como Moutinho ou Liedson. Provavelmente JJ ganha muito menos que quase todos os jogadores do Benfica enquanto JF deve ficar muito aquém de jogadores como Bruno Alves, C. Rodriguez ou Hulk.
Duas questões se levantam...uma, que é certa, é a aceitação por parte do treinador ganhar menos que a maioria das pessoas que comanda. Outra é a visão que o jogador tem de alguém que ganha um décimo ou metade do que o treinador ganha.
Nos tempos actuais, não são só os jogadores que se sujeitam a muitas coisas, treinadores a aceitar ganhar 13 000 € para treinar um grande é estranho, principalmente porque apresenta mais credenciais que outro candidato que recusou, e recusou, pelo que sabemos, um vencimento mais alto.
Utilizo o exemplo de Carvalhal como podia utilizar o de JJ ou Jesualdo Ferreira, embora destes eu não saiba correctamente o vencimento mensal, enquanto o de CC parecem ser mesmos os treze mil com mais algumas hipóteses de prémios. Lembro-me bem dos primeiros treinadores da modernidade que fizeram um cavalo de batalha o facto de não aceitarem ganhar menos que qualquer jogador do plantel.
Hoje é irreal esta ideia, tirando um ou outro caso. Lembro-me de Crujft no Barcelona ou até de Artur Jorge no Paris SG discursarem sobre esta tese. Não havia hipótese de um líder ser aceite ganhando menos que um seu jogador. Discutível, eu sei, mas são teses aplicadas. Hoje, existe uma decalage enorne em alguns clubes, desde das distritais até aos colossos mundias.
Pedir que Pelligrini ganhe mais que Ronaldo, Káká ou Raúl é impensável em termos ecnómicos quase. Abriria uma grande excepção. CC aceita receber quase que um décimo de jogadores como Moutinho ou Liedson. Provavelmente JJ ganha muito menos que quase todos os jogadores do Benfica enquanto JF deve ficar muito aquém de jogadores como Bruno Alves, C. Rodriguez ou Hulk.
Duas questões se levantam...uma, que é certa, é a aceitação por parte do treinador ganhar menos que a maioria das pessoas que comanda. Outra é a visão que o jogador tem de alguém que ganha um décimo ou metade do que o treinador ganha.
Nos tempos actuais, não são só os jogadores que se sujeitam a muitas coisas, treinadores a aceitar ganhar 13 000 € para treinar um grande é estranho, principalmente porque apresenta mais credenciais que outro candidato que recusou, e recusou, pelo que sabemos, um vencimento mais alto.
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