Coach do Coach

Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios. (Rui Lança)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Golos e mais golos!

Para quem gosta de golos, acompanhar as equipas portuguesas esta semana foi um simples espectáculo. Seis na semana passada contra o Brasil, mais cinco ontem entre o Sporting e um Barcelona económico e mais cinco hoje entre o Benfica que somente a nível interno faz algo contra um primeiro classificado, mas de um campeonato que se julga inferior ao português!

Algo vai mal por aqui! Salvem-se o FCP e o Braga!

A comunicação tem disto...

Existem diversas teorias que os treinadores deviam pensar mesmo antes do jogo realizar-se, o que deveriam dizer na conferência depois do jogo.
Claro que não é pacífico, mas cada vez mais se nota que os treinadores estudam o que devem dizer e treinam a parte comunicacional. Paulo Bento, que sinceramente não me parece encaixar-se para já neste perfil, das duas vezes que se queixou do nojo que era estão paixão pela arbitragem, teve dois jogos onde perdeu bem e sem qualquer erro de arbitragem.

Azar ou não, coincidência ou não, a comunicação tem esta capacidade de poder-nos fazer reflectir. Depois do jogo em Alvalade contra o Porto, perdeu em casa com o Leixões sem dó, depois do jogo em Naval, perdeu em casa com o Barcelona...sem espinhas.

Comunicar é muito mais que chamar nomes a alguém!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Como motivar

Paulo Sousa parece contar com os golos do avançado Dexter Blackstock (do novo clube do treinador Português), que vinha atravessando uma crise de confiança. «Falei com ele um dia antes do jogo. Estivemos a rever os golos dele. »
A revisão do melhores momentos e como factor construtivo é uma das melhores formas de balizar positivamente.

sábado, 22 de novembro de 2008

Onde posso assinar por baixo?


Quique sobre um eventual interesse do Real Madrid: «Aprendi uma frase importante: Há que falar pouco do individual, muito do todo, nada dos outros"

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Enganado ou não?

Carlos Queiroz após a derrota de 6-2 com o Brasil afirmou: "Já sei quem não vai para a selva comigo" utilizando uma velha expressão de quem são as pessoas de máxima confiança que levaria para a guerra.

Sinceramente acho que Queiroz está enganado. A questão parece-me claramente quem são os jogadores que querem e confiam em Queiroz para ir para dentro do campo, a guerra deles. Contra o Brasil o que se viu é que os jogadores brasileiros estavam na guerra com Dunga.

A outra imagem que fica ou deverá ficar é: que pensará um jogador num momento de crise ao olhar para o seu farol (banco de suplentes onde está o Treinador) e observar o Treinador com as mãos na cabeça desesperado?

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Strokes aos nossos atletas

O stroke é um sinal de feedback que se dá a uma pessoa, a um atleta, jogador, etc. A verdade é que cada vez mais existem queixas dos líderes, também de equipas, darem pouco feedback, especialmente o positivo.

O que é isso de um stroke? É um sinal de reconhecimeno incondicional sobre alguém, se for dado de forma construtiva. Para um jogador, com maior ou menor necessidade, os strokes são como as necessidades básicas, tão importantes para um atleta como o sistema de treino. O treinador está a dizer ao jogador que "ele existe". Não o podemos guardar só para quando as coisas correm bem ou mal, é sempre vital dá-los. Adaptá-los aos contextos, mas dar strokes aos atletas.

Nestes comportamentos, o treinador tem de dominar a ferramenta da comunicação, saber escutar, observar, verificar o input que o atleta reconheceu. O treinador tem claramente de perceber os quadros de referência dos atletas...não são todos iguais...se queremos tratar todos da mesma forma, mais tarde perderemos algum.

Para os treinadores é preciso saber dar, receber também, pois existem diversos strokes positivos e negativos por parte dos jogadores. É preciso também pedir e recusar por vezes. Não é fácil.

A importância de strokes para a motivação individual é de reforçar a auto-estima, dar confiança. assegurar que o atleta está no comportamento desejado, premiar o esforço e promover a mudança, a melhoria.

Para o colectivo, os strokes criam modelos, incentivam ao desenvolvimento de competências semelhantes em outros, passam uma mensagem de justiça, de qualidade evidenciada.

A identidade do jogador 'naquela' equipa

Todos os jogadores quando chegam a uma equipa confrontam-se com a conquista do seu espaço. Umas vezes essa luta é mais árdua, outras ocorre de forma natural e por vezes, o seu espaço é definido anteriormente por alguém...criando uma pressão ou não.

O jogador depara-se com passagens de diferentes níveis da sua identidade ali, 'naquela' equipa. Primeiro...é a imagem que o jogador tem dele, a sua confiança, o que ele pensa que deverá assumir e onde se vê!

Segundo, o jogador depara-se com o que pensam dele. Os seus colegas, equipa técnica e restantes dirigentes. Depois, o jogador e o ambiente em seu redor...o seu estatuto, expectativas, dimensão dos seus actos, etc. Por último, o jogador e a competição, onde são avaliadas as suas prestações, evolução, dados, estatísticas.

Há claramente jogadores, novos ou experientes, que vivem bem com estas exigências e fases diferentes da identidade dos jogadores na conquista do seu espaço nos plantéis.

Inteligência colectiva no...desporto

Nalgumas conversa que tenho tido com treinadores das mais diversas modalidades, principalmente colectivas, questiono sobre o papel dos jogadores e equipa na construção das regras do conjunto. E dos valores porque se regem. E dos objectivos. Pergunto se estão alinhados.

Bem sabem que nas empresas é, ou melhor, deveria ser assim. Será que no desporto também dá? Estarão os treinadores preparados para escutar e levar em linha de conta as opiniões dos seus jogadores para o regulamento interno do clube? E da equipa? Os objectivos deles...são os mesmos que os dos treinadores só porque estes impõem?


"Os jogadores estão sempre dispostos a enfrentar os maiores desafios, desde que esses sejam os seus desafios" disse Wyane Smith, treinador dos All-Blacks. Será que os treinadores vão nisto? Para uma melhor sinergia entre todos, devemos:

- co-responsabilizar todos na construção da visão da equipa, podendo mesmo ser com pesos difrentes, mas todos devem sentir aquilo também deles;

- gerir o processo...umas vezes deixar andar, outras insistir mais, facilitar a participação;

- existir um alinhamento entre tudo o que é decidido, existir coerência;

- acompanhar o processo e os conteúdos;

- favorecer o empowerment...não basta perguntar, é preciso escutar e perceber os sinais, nem que seja o silêncio.

A partir de agora os adeptos do Inter são conhecidos como Costinhas...

O Inter sofreu para vencer a Udinese, com o golo da vitória a chegar nos descontos. Após o cabeceamento certeiro de Julio Cruz, já nos descontos da partida, José Mourinho festejou efusivamente e levou o indicador aos lábios, num gesto conhecido em todo o planeta como de silêncio.

Aos microfones da Sky, o treinador português referiu que não estava a mandar calar o público e que o gesto «foi para Costinha», internacional português, ex-jogador de Mourinho no F.C. Porto, que estava na bancada do Giuseppe Meazza.

E lá voltámos a isto!

Acusando Bruno Paixão de falta de coragem, Paulo Bento afirmou: «Aí coragem não lhe faltou, até porque estava de costas. Quem deu a ordem pareceu-me o fiscal de linha, mais uma vez. A questão da arbitragem no futebol português já mete nojo. Não é uma questão de profissionalismo, porque se os árbitros passarem a profissionais serão profissionais incompetentes.»

Quando lhe foram pedidos exemplos concretos dos erros de arbitragem, o técnico do Sporting recorreu ao sarcasmo: «Tem aí uma folha A4? Se tiver, eu faço-lhe um resumo. E isto é antes de ir para casa rever o jogo, porque de certeza que ainda vou encontrar mais.»

Podemos também nós depois de ver mais uma vez o jogo enviar uma folhita A3 ou A2 com os erros do Paulo Bento? Mas com tranquilidade...porque irá ser preciso muito tempo para perceber como é que um plantel como aquele (que o ano passado estava em construção e este ano com mais 3 ou 4 bons internacionais, ainda está...em construção mas mais atrás) não termina com o jogo logo na 1.ª parte?

sábado, 8 de novembro de 2008

O que é isso de uma equipa autónoma?

Qualquer treinador tem o seu ego! Fala-se muito do ego dos jogadores, da sua identidade, forma de estar, esquecendo-se por vezes o treinador. Conforme o estilo de liderança mais utilizado pelo treinador, tal como um chefe, vemos treinadores mais centralizadores, mais dirigistas, mais democráticos, concensuais, visionários, coachers, etc.

Faz parte do papel de um treinador deixar obra feita no sentido de tornar o seu jogador mais autónomo? E o que é isso de autonomia de um jogador? Bem, diria que é capacitar o jogador a pensar por si, a não estar dependente a 100 % do treinador e em situações de pressão e tomada de decisão, saber pensar por si! Até porque...quem joga são os jogadores e não os treinadores!

Porque passos passa é independência? Autonomia é igual a independência? Ou é interdependência? As equipas passam geralmente por quatro fases na conquista de uma autonomia que lhes possibilita encarar os desafios e os objectivos de uma forma 'culturalmente' comum.

Fase 1 - Dependência (do treinador)
Fase 2 - Contra-dependência (tentativa de mostrar que não precisam do treinador)

Fase 3 - Independência (as coisas saiem bem, mas não existe um compromisso comum a 100 % entre todos os intervenientes nos processos)

Fase 4 - Interdependência (implementação de uma relação de paridade entre todos - jogadores e equipa técnica - que conduza à responsabilização individual fazendo parte de uma abordagem sistémica...que todos dependem e condicionam).

Fair but no equal

Paulo Bento voltou a deixar Vukcevic de fora da lista de convocados para o jogo deste domingo com o F.C. Porto para a Taça de Portugal. O treinador garante que o ambiente nos treinos é bom mas, sem querer referir nomes, deixou uma «indirecta» que se cola na perfeição no jogador montenegrino.

«O bom ambiente continua. Vocês vêm parte do treino, não o vêm todo, mas quanto ao ambiente e ao empenho, em ternos gerais, estou satisfeito. Seria mentiroso se dissesse que estão todos empenhados da mesma forma, não estão, mas não vou dizer quem é.»

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O estado de graça!

À partida para a semana europeia, os três 'grandes' do Futebol nacional estavam em fases diferentes. Fases? Talvez estados de espírito.

A que se encontrava mais no fundo ganhou no último minuto, tornando a vitória mais saborosa. A equipa que se tentava recompor ganhou bem, num jogo equilibrado fez a diferença marcando. A equipa que estava numa estado de graça maior, fez o pior jogo dos três e talvez da sua época desportiva, curta até à presente data.

O estado de graça é assim...com a certeza que na 3.ª feira, pelo menos (!!) uma das três equipas terá perdido um jogo e assim...o seu estado de graça mínimo e curto.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Novo sucesso da Sport Tv, de seu nome Pedro Henriques!

Nas habituais escolhas que a SportTv faz para comentar alguns dos jogos de Futebol que passa nas suas edições, surgem por vezes...algumas vedetas ou marretas!

Hoje, nos últimos minutos do jogo D. Kiev - FC Porto, já depois do 2.º golo da equipa portista, Pedro Henriques (mais informações aqui ) apelava ao anti fairplay dos jogadores, para se mandarem para o chão, etc. Que serviço (público e não só) exerce uma estação de televisão quado apela a isso? Mesmo que fosse em prol do clube português, a ideia seria passar tempo, para que a equipa portuguesa ganhasse, mas...será correcto expressar isso dessa forma?

Quantos de nós estamos à espera de num jogo de Basquetebol ou Voleibol, ouvir o comentador a fomentar que os jogadores não estejam no verdadeiro espírito de fairplay? Será que não começa também aqui a educação desportiva e cultural do adepto?

Quanto à escolha das palavras...fico por aqui, quanto ao comentador...

Coerência!

Jesualdo Ferreira no final do jogo em Kiev onde venceu por 2-1: «Hoje nem o azar travou o F.C. Porto».
Impressão minha, ou antes do 2.º golo do Porto já no penúltimo minuto de desconto, o D. Kiev tinha enviado 1 bola ao poste e um cruzamento a passar a linha da baliza? Coerência...deve ser isto.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Comunicar mais alto!!


Para um treinador que ganhou uma Liga dos Campeões por 2-1 estando a perder até ao minuto 90, pensar-se-ia que este seria o jogo que lhe traria melhores recordações. Mas não. Pelo menos para Alex Ferguson. O treinador do Manchester United afirmou que o jogo mais memorável para si foi uma vitória por 5-3 sobre o Tottenham.

«Aquele que me vem à cabeça foi quando fomos a casa do Tottenham em Setembro de 2001 e estávamos a perder 3-0 ao intervalo e fomos ganhar 5-3. Foi uma reviravolta espantosa, com grande ajuda dos adeptos também. Foi um grande jogo», revelou Ferguson à revista de adeptos Red News.
Consta que para que tal cambalhota no marcador com os três golos de Dean Richards, Les Ferdinad e Ziege na primeira parte, o treinador do United teve de se aplicar ao intervalo no seu conhecido tratamento do secador (em que berra de tal forma em cima da cara dos jogadores que o cabelo deles esvoaça).

Tenha sido com a potência a meio ou até mesmo no máximo, o que é certo é que o Manchester United deu de facto a volta completa ao marcador com cinco golos de Andy Cole, Blanc, Van Nistelrooy, Verón e Beckham.

Quem será o novo treinador do Sporting CP?

Face às constantes dicas de Paulo Bento que o seu trabalho 'terminará' no mês de Junho ou Julho no Sporting CP e que irá deixar obra feita, nota-se claramente um desgaste psicológico mas também que pretende mudar de ares.

Será que a SAD do clube já estará a trabalhar no perfil do próximo treinador ou candidatos, ou preocupada somente com o presente e manter Paulo Bento por mais uns tempos?


Candidatos...há?

domingo, 2 de novembro de 2008

Só para quem esperava algo de ti, Cajuda!

Foi a decepção e o fracasso no acesso à Liga dos Campeões contra um adversário acessível como o Basileia (nem o golo mal anulado disfarça a incompetência do jogo na cidade berço), depois o falhanço à Taça UEFA em que faz 1 ponto em 6 possíveis, e agora isto!!

Hoje, 50 minutos com mais um homem (quem é que isto faz lembrar...?), com a equipa a beneficiar de uma má decisão pela grande penalidade não marcada contra si, dois dos seus jogadores a merecerem serem expulsos por agressões e a ficarem por lá a rir, pergunto...quem esperava algo de si estará assim tão decepcionado? Eu não! Como diziam de Bush..."shame of you, Mr. Cajuda, shame of you..."