Coach do Coach

Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios. (Rui Lança)

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Explicar o que é autonomia

Ouço frequentemente que temos de dar autonomia a estes ou àqueles. Tenho investido algum tempo nisto da autonomia. O doutoramento tem como denominador comum esta 'coisa' da autonomia. E é interessante que é difícil encontrar uma boa definição do que é isso de autonomia. O que percebemos é como uma pessoa autónoma se comporta ou se sente e é por aí que fazemos a relação direta no que deve ser isto de autonomia ou ser autónomo!
 
De acordo com a teoria da autodeterminação a autonomia facilita o preenchimento de uma das necessidades básicas da saúde psicológica de um indivíduo e fazem-no sentir que as suas ações vão ao encontro daquilo que são os seus valores e convicções em direção dos seus objetivos que refletem caraterísticas pessoais (Lindo, direi eu!). Ajuda ainda a criar pessoas 'inteligentes' (seja lá o que isto é para cada um de nós!) com a capacidade de lidar com os constrangimentos das tarefas.
 
A autonomia é considerada um sinónimo de aproveitamento das competências das pessoas e proporciona pessoas mais motivadas de forma intrínseca, satisfeitos e com melhores desempenhos (naquilo que se aplicam). A intenção de uma pessoa é a determinação para envolver um comportamento específico e é equivalente a estar motivado para agir. Tal intenção origina-se dentro do próprio indivíduo e está totalmente aceite pelo sentimento de ‘auto’. Quando é assim, reflete uma elevada autonomia e está associado com tipos de autonomia.
 
Com mais autonomia e numa perspetiva de auto-organização, as pessoas assumem maior responsabilidade na sua aprendizagem e desenvolvimento e os indivíduos desenvolvem uma mistura de exigência e aprender com os outros. Criar autonomia contextualizada é um dos desafios mais relevantes de um 'orientador' (Mãe, Pai, etc.).

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Mister, o que tu dizes é muito importante!

Às vezes damos por nós a defender causas e crenças sem compreender muito bem o alcance das mesmas e o impacto que podem provocar. O discurso e o conteúdo de um treinador – já para não abordar a postura durante a comunicação – são importantes e é fácil encontrarmos treinadores, atletas e dirigentes a defender a importância de o treinador ter uma boa capacidade de explanar as suas ideias, ser claro, conciso, concreto e empático.

Mas para lá da necessidade de passar a mensagem, e é através desses simples gestos que o treinador consegue transmitir o seu conhecimento, existe ainda outro fator muitas vezes esquecido ou ainda desconhecido: é através da comunicação e da intervenção, do tipo de palavras que se diz, o tom, o momento, o tempo que se dá para que seja um diálogo e não um monólogo, que se produz também inteligência no atleta!

Inteligência como? Porque transmitimos conhecimento? Não. Porque o diálogo, se as palavras forem mais positivas e interrogativas do que negativas e impositivas, permite que o atleta processe a informação e o tal conhecimento que o treinador transmite. Porque o diálogo após um exercício, questionando o que o atleta compreendeu do exercício ou ouvindo sugestões dos próprios atletas, permite que estes se debrucem sobre o conhecimento que têm na sua posse e «joguem» com ele. Cruzando informação, vendo mais além e alinhando com os objetivos do treino, do exercício ou da equipa.

Quando filmamos, gravamos e contabilizamos as intervenções do treinador o que podemos também captar é isto. O relacionamento entre um treinador e o atleta é das ações que mais impacto têm na predisposição para que o atleta dê mais de si. Esse discurso pode até ser num tom muito suave ou até simpático, mas pode ao mesmo tempo ser castrador da capacidade do atleta perceber o que faz, levando-o a apenas o fazer porque alguém ordena, manda, decide. Ao contrário, se for um discurso de questionamento e descoberta através do atleta com o treinador e não apenas ‘porque sim’ ou ‘porque não’, criamos no atleta uma capacidade de pensar mais.

E sim, o treino neste momento está formatado mais para fazer do que pensar. Ao contrário do jogo, que tem um misto de pensar e fazer bastante equilibrado. Então, se queremos jogar como treinamos ou treinar como queremos jogar, há aqui algo que não bate certo. E cabe a cada treinador perceber se prefere um atleta que execute apenas com um conjunto limitado de decisões que está capacitado para tomar ou criar aos poucos no atleta um ser pensante daquilo que faz e, com isso, compreender e decidir melhor. 

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Mudanças

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