Coach do Coach

Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios. (Rui Lança)

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

É difícil alguém fazer algo a partir do zero...

Por muito que se diga, se tente ou defenda, é difícil aceitar do ponto de vista prático a ideia que começamos alguma coisa – tarefa, relação, intenção, acção, etc. – a partir do zero. O que isto nos indica é que essa pessoa ou esse conjunto de pessoas tem consigo uma mochila de experiências, emoções, crenças, desejos, ideias, etc., que condiciona (pouco ou muito, positiva ou negativamente) o resultado da sua predisposição, dedicação, intencionalidade ou objectividade perante um desafio, acção ou contexto.

A forma como cada um conjuga e coabita com essa mochila, tira o melhor partido da mesma, sabe como conviver com os pontos menos positivos, ultrapassa e contorna as dificuldades, é claramente um indicador importante para o processo e resultado final. Engraçada esta ideia de quem lidera a equipa, o processo, convive com outras pessoas, tenta tomar uma decisão individualmente, já tem uma grande parte pré-definida. O saber como conviver, adaptar, retirar o melhor e afastar o negativo, é em si, uma ferramenta essencial.



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Quanto o tempo para conhecer o real valor da equipa?

Qual o tempo necessário para se conseguir definir uma equipa em termos de identidade? Considerando que a identidade de uma equipa não pode ser constantemente alterada quando entra e/ou sai um novo elemento, mas é o equilíbrio de todo um conjunto de pessoas, atletas, técnicos, etc.

Como se mede e quanto tempo é preciso para sabermos que aquele conjunto de elementos a que chamamos equipa, tem uma dinâmica imbuída que não sofre alterações oscilantes com a entrada de um novo ou de novos elementos? E o que terão de manter esses elementos? Apenas alinhamento?

Nas equipas de alta perfomance, sejam elas desportivas ou não, essas dinâmicas são mais visíveis. Quer pela existência quer pela sua não existência face a desafios de alta complexidade.

Como em tudo, há um 8 e 80, que se passa com alguma velocidade, mais do que a desejável. Parece por vezes que as equipas estão num nível de sustentabilidade técnico e operacional que independentemente do treinador, líder, coach ou elementos/atletas elas conseguem atingir e manter um nível mínimo mas sempre de qualidade acima da média. Como diria J. Collins de "Excelente a Líder", seja quem dê à corda, é preciso é que os ponteiros do relógio estejam sempre a andar.

Ao nível desportivo, talvez pelos embates constantes, impactos visíveis através de um resultado visível e outro menos visível, as equipas quando em competição demonstram uma identidade que pode ser mensurável em alguns campos.
Quais? Diria que ao nível do grau de eficiência da inteligência colectiva, comunicação, rapidez de processos, alinhamento, objectivos comuns e acima de tudo, responsabilização/competência/justiça!

Ainda dentro das equipas desportivas, todos nos recordamos de recentes e excelentes equipas que durante um timing tiveram uma identidade própria que mesmo alternando algumas peças, com ou sem o mesmo treinador/líder, ganhavam as suas competições: a que facilmente me salta são os Chicago Bulls, liderados sempre pelo Phil Jackson e Michael Jordan (Scott Pippen...será sempre a sua sombra). No Futebol assisti em tempos a um AC Milan, Man. United, Barcelona, etc.

Ultimamente nem sei, mas feliz ou infelizmente, até as equipas estão sujeitas a enormes transformações que fazem com que a competição feroz coloque à prova a identidade das equipas de forma constante.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Inteligência Colectiva

O termo inteligência colectiva...

É conjunto das competências dos elementos que compõem o TODO e dos processos/dinâmicas criados para potenciar as mais-valias de TODOS os recursos humanos na concretização dos objectivos propostos e alinhados.

Esta é uma definição que desenvolvi com base em diferentes terminologias, estudos publicados na diversa bibliografia e experiências quer vividas quer observadas. Existem outras definições, umas mais simples mas mais pobres, outras mais complexas mas ainda insuficientes como 1+1=3 ou a inteligência colectiva ser uma dinâmica de indivíduos em coesão com um líder, partilhando uma mesma visão, os mesmos valores e interligados no mesmo modelo cultural comum, mobilizados, responsabilizados e proactivos no esforço pela concretização de objectivos comuns.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Já à venda

Já à venda!


Reforço esta frase do prefácio que aparece em alguns dos sites: "Um País com elevado desempenho consegue-se com equipas de elevado desempenho. Muitas. Em múltiplas frentes e em todos os domínios."


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Há tanta coisa que fala por si, veja este livro!

No Sábado fui assistir a um evento "Apresentações que falam por si" do meu amigo João Aragão e Pina.

A confirmar aquilo que se suspeita mas que existem ainda milhares de aspectos por descobrir e auto-descobrir. Aconselho a seguir o livro, blog, apresentações e a pessoa! Muito bom. Obrigado João por partilhares.

Aqui vão alguns dados:

http://aragaopina.blogspot.com/


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Feedbacks

Está mais do que provado que não vivemos em ambientes onde o feedback seja uma acção comum. E quando o há, maioritariamente é negativo ou destrutivo. Acaba por ser mais fácil, menos exigente e, suponho eu com base em quase nada, mais confortável.

Dar aulas este ano tem sido uma experiência mais interessante ainda, tenho reforçado que individual ou colectivamente, dar e receber feedback concreto e claro pode ser um reforço importante nas tarefas e no contexto organizacional. Sejam quais forem esses contextos organizacionais e colectivos.

Várias vezes os alunos, com mais anos de vida do que eu, dizem-me o seguinte: "Tenho de reconhecer que ao início estava com baixas expectativas, mas de facto, estas áreas são mesmo muito importantes e quando pensamos que fazemos bem ou não fazemos algumas coisas que criticamos, somos apanhados a fazê-las!".

De forma geral é isso, quanto menos se espera, estamos lá! Tem de se tornar um hábito 'isto' de praticar escuta activa. Perceber as vantagens. Aceitar os erros e reflectir sobre os mesmos. Nem acho que seja um caminho árduo, é rápido, basta querer e praticar. Uns com menos tempo, outros com mais tempo, mas chegamos lá.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Metacomunicar na liderança de grupos

Ouvi pela primeira vez o termo 'metacomunicar' durante o meu curso de Coaching. Já lá vão alguns anos. Confesso que na altura a compreensão não foi a melhor e com algum ruído à mistura, a eficácia da mensagem não foi a melhor.

Nos últimos tempos voltei a recordar o termo como algo que se encaixa perfeitamente na tarefa de comunicar individual e colectivamente. Bem como na tarefa de liderar, seja qual for o estilo que se pratique.

Atinge uma importância fundamental com grupos, pois a dificuldade de aperfeiçoarmos a nossa mensagem a vários receptores dificulta a escolha e tomada de decisão/consciência do que devemos dizer ou evitar por inúmeras razões.

Um pequeno texto sobre o que é. Aconselho vivamente a perceberem o que JÁ fazemos. Uns bem, sabendo ou não sabendo o que e como se faz, e outros mal...sabendo ou não sabendo que o fazemos.

"A Metacomunicação pode ser definida como um processo pelo qual um emissor tentapassar em sua mensagem a maneira como ela deve ser interpretada. Isto se faznecessário quando temos necessidade de que o receptor de fato receba a mensagemem seu sentido mais claro e original possível.A técnica de metacomunicação é utilizada em geral quando queremos expressar algumsentimento humano, mas de forma não invasiva à uma pessoa, isto é, uma forma menos bruscade se transmitir uma mensagem, uma forma de preparação para que a pessoa receba amensagem sem constrangimento ou espanto. Usamos a metacomunicação por exemplo aonoticiar fatos ruins, ao pedir atenção, ao dar alguma advertência, enfim, algo que faça umprelúdio daquilo que se quer comunicar. Embora se aplique mais na linguagem, ametacomunicação não se restringe à ela. Pode-se usar de gestos, olhares, expressões corporaise faciais para dar mais ênfase ao que queremos comunicar e ao modo como queremos serinterpretados.Questões como distância e ruído podem afetar a metacomunicação, porque influenciam nomodo como a mensagem chegará ao destinatário, podendo assim alterar a percepção doconteúdo desta. É muito mais seguro para um emissor que quer manter a integridade de suamensagem passa-la a uma distância pequena do receptor.Eventualmente, é preciso tomar certa precaução em usar metacomunicação. Devemos serobjetivos na preparação do receptor, isto é, não usarmos elementos de metacomunicação emdemasia, senão podemos dar a impressão de estarmos enrolando e deixando o receptorimpaciente para o conteúdo real da mensagem."

sábado, 7 de janeiro de 2012

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Notícia na impresa sobre o livro


A notícia do meu livro 'Como formar equipas de elevado desempenho' no jornal A Bola de hoje.