Coach do Coach

Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios. (Rui Lança)

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Assim lideras, assim competes!

Artigo da SportLife do mês de Maio

Assim lideras, assim competes!

Diz-me como te lideras, dir-te-ei como competes!

Antes de pensar em treinar ou liderar alguém, tens de treinar primeiro uma das peças fulcrais em todo o processo: Tu! Saberes como és, o que fazes e como o fazes. O processo é cada vez mais analisado por tudo e todos. E deve começar por nós esse treino, auto-análise! Liderar é muito mais que dar orientações, ser exemplo ou dar respostas a quem precisa de ajuda. Liderar é influenciar alguém de como se entrega à tarefa, do estado de espírito que a pessoa e uma equipa apresentam durante o treino e na competição. É dar confiança, é criar impacto com o que diz e como o diz, é tomar boas decisões, é ser-se capaz de ser mais emocional quando é necessário ou ser mais racional. Às vezes é estar lá, outras vezes é sair para libertar e delegar.

Liderar é também criar autonomia! É conseguir que o outro ganhe as competências necessárias para que no momento da verdade, esteja pronto para superar os desafios e os constrangimentos de uma prova, de um jogo ou de um projecto. Não há lideranças perfeitas nem há receitas. Mas há comportamentos e detalhes que funcionam mais vezes do que outros. E há os erros que levam as duas partes até ao fundo.

Como tu és influencia em muito o teu desempenho. E o teu desempenho e como tu o executas influencia as pessoas à tua volta, especialmente, se fores o líder das mesmas. Daí considerar que o primeiro passo, mais do que querer ganhar o mundo, é saber com o que tu podes contar na principal pessoa que tens poder de mudar: tu!    




O que treinar?
 
Motivação: Ser mais autodeterminado do que os outros. Implica ser alguém com uma grande capacidade de se automotivar. Porque se numa equipa está incumbido que o líder deve motivar os outros o inverso é uma cultura que se vai criando aos poucos. E saber como motivar os que estão consigo e perceber que o que funciona com o indivíduo x pode não funcionar com o y. E que o que funciona com x num dia pode não funcionar amanhã.   
 
Comunicação: Se dizes e os outros não entendem é porque não disseste. Se fazes e eles não compreendem é porque não fizeste. O como comunicamos passou a ter tanta importância como o conteúdo! É urgente trabalharmos a nossa clareza, o impacto e que meios utilizamos para as mensagens chegarem aos outros.
 
Gestão de emoções: As emoções, mais nuns do que em outros, têm influência sobre a nossa capacidade de recolher informação sobre o que se passa à nossa volta e do que temos de fazer para atingir o objectivo.
 
Tomada de decisão: Não há ‘não tomadas de decisão’! Passamos a vida a decidir mas não temos a mínima noção de como o fazemos. Precisamos de mais tempo? Somos mais pragmáticos? Porque não treinamos? Porque não compreendemos como funcionamos?
 
Foco: É fundamental! As distracções, os conflitos, o ruído, o cansaço, as emoções, tudo nos pode dificultar a mantermos o foco! A capacidade de perdurarmos o nosso foco é das competências mais fantásticas e que mais diferencia os que vencem mais vezes!
 
Autonomia: Ser autónomo e proporcionar autonomia! Delegar, partilhar, descentralizar e formar à nossa volta competências para que outros possam assumir a liderança do processo e das tarefas. Só isso nos permitirá focar-nos noutros campos que nos possibilitarão ter mais conhecimento e ferramentas.
 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Um sonho ou uma visão

Tenho este pensamento de considerar que as crianças em salas de aulas, ambientes de formação ou treinos são tratadas como máquinas, no sentido que a disciplina e o controlo são mais importantes que a vertente lúdica, da autonomia e do aprender numa vertente menos formatada, menos como se fosse uma fábrica. E os professores, treinadores e educadores explicam-me que só assim se consegue ter algo organizado. Eu percebo e concordo em parte, pois deve existir um equilíbrio. O presente diz-me que isso não acontece, que cada vez há mais modelos para tudo, mais fábricas dentro das aulas e nos treinos de pequeninos. E eu dentro da minha ingenuidade, visão, sonho, penso que poderiam existir menos fábricas...