Coach do Coach

Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios. (Rui Lança)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Desconstruir a razão de ser de um livro sobre equipas

A construção de um livro começa por algumas questões da criação de um produto que não domino na perspectiva técnica de um profissional de marketing (será o termo correcto?).

Pensar sobre o próximo passo de um próximo livro é pensar sobre o que faz falta às pessoas que gostam, desejam e precisam de saber mais sobre equipas de elevados desempenhos.

A área das equipas na macro-temática dos recursos humanos não é das mais estudadas! Diria que é das mais recentes. Tem-se caminhado por caminhos mais administrativos, uns logísticos, outros mais legislativos, algumas áreas mais comportamentais, mas sobre algumas temáticas interligadas às equipas...não!

Somente em Abril a revista de Havard dedicou uma série de descobertas sobre algumas particularidades das equipas. Comunicação, relações e ligações comunicacionais entre pares, etc!

Para lá de gostar...há muito ainda a descobrir e a perceber o que pode interessar e ajudar as pessoas a trabalharem bem em equipa!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Vem aí os Jogos Olimpicos...onde os melhores em muitas áreas se juntam

Já falta pouco para começar um dos eventos que mais talento junta por esse mundo. Os Jogos Olímpicos deixaram de ser apenas um agregar dos melhores desportistas há muito tempo. Juntam os maiores especialistas em muitas áreas como a fisiologia, treino desportivo e mental, nutricionistas, melhores marcas desportivas, tecnológicas, tratamento de imagem, som, tempos, especialistas em centenas de materiais que são utilizados nos JO.

Tudo para que o evento possa ser sempre um marco de imagem, dinheiro a circular, promotores a lucrarem e que algumas marcas e tempos sejam batidos!

Em termos de rendimento humano, os JO juntam possivelmente o conjunto de pessoas que durante mais tempo da sua vida investem para ‘brilharem’ em pouco tempo. Provas de segundos, minutos ou poucas horas. Há imensos estudos do número de horas que um atleta para ganhar uma medalha em provas como a Natação, Ginástica, Atletismo, Triatlo, etc. tem de treinar. Algumas milhares de horas…
Para quem gosta das áreas de rendimento, treino, motivação, relações interpessoais entre os muitos técnicos e recursos humanos que trabalham para que um atleta e uma equipa possam competir, esta é a competição certa.

Quase como que se realizasse um campeonato entre as melhores empresas do mundo! Em quase tudo!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Quando as nossas expectativas têm um impacto poderoso no desempenho dos outros...

Espectacular esta história. Recomendo vivamente.

Quando as nossas expectativas têm um impacto poderoso no desempenho dos outros...

O efeito Pigmaleão é um fenómeno criado com base na mitologia grega. Pigmaleão era um escultor que certa vez esculpiu a estátua de uma bela mulher. Tão bela que se apaixonou por ela e todos os seus desejos e vontades fizeram com que esta se tornasse numa mulher de ...
carne e osso.

Rosenthal, professor de Harvard, estudou este fenómeno em contexto escolar: no início do ano lectivo, foi dito a 3 professores que devido ao seu magnífico desempenho teriam a oportunidade de leccionar uma turma de estudantes com resultados elevados, que foram selecionados com base no seu QI. Estes alunos teriam de ter evolução académica de 20 a 30%. Na verdade, estes alunos tinham sido escolhidos aleatoriamente. As aulas foram monitorizadas durante o ano lectivo e no final do ano, houve uma evolução cerca de 20 a 30% nas turmas assinaladas. Os professores estavam surpreendidos, ainda mais por que estes também foram selecionados aleatoriamente e não tinham tido desempenhos exepcionais.

Tirar o melhor das pessoas, ter o melhor desempenho depende fortemente das expectativas que temos delas. Seja como líder de uma organização ou de uma equipa, o nosso papel é tratar as pessoas de forma a apoiar ou sustentar a sua auto-confiança e acreditar que elas conseguem obter sempre os melhores resultados.

As nossas expectativas que temos acerca das pessoas guiam o seu desempenho. As pessoas tornam-se aquilo que pensamos e dizemos delas. Se não esperarmos muito das pessoas, então a probabilidade delas falharem é maior. Se esperarmos muito, então a probabilidade de serem bem sucedidas será maior.

Tirado do blog http://myviewofhumancapital.blogspot.pt/ (recomendo, está na lista do lado direito)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Visão para uma excelente equipa

A visão para uma excelente equipa não pode nem deve fugir dos pilares básicos da potencialização dos seus rh's. A cultura da própria organização já deve reflectir a capacidade de gerar e saber viver com equipas altamente exigentes e competentes.

Se por um lado são as habilidades que se encontram à superfície que podemos treinar vezes sem conta, e é nessas que as empresas e as equipas centram mui...
to da atenção em termos de treino de competências, não é menos verdade que a zona submersa, mais difícil de modificar e desenvolver, marca a diferença, pois é esta zona mais submersa que acaba por distinguir as verdadeiras equipas que se tornam mais sustentáveis à capacidade de suportar determinados desafios e obstáculos.

Não estranha o facto de quer no mundo empresarial quer no mundo desportivo, que a captação dos denominados talentos se inicie cada vez mais cedo, para que as pessoas e organizações que são responsáveis pela liderança pelos indivíduos e equipa consigam ter mais tempo para treinar as duas partes do iceberg.

sábado, 14 de julho de 2012

Uma história sobre grupos que contei ao meu filho Miguel de 6 anos (inventada por mim...)

“Uma tarde estavam os animais todos a brincar com bolas, balões, ao elástico, etc e o porco-espinho estava de lado. Tristonho. Já tinha tentado brincar à bola, mas tinha um problema: furava todas as bolas. Os balões por muito giros que fossem, arrebentavam todos assim que os tentava pegar. Aos poucos ele pró...prio afastou-se, até porque alguns dos seus colegas já estavam a refilar. Triste, ficou à parte a pensar mil coisas.

Uma tartaruga que andava por lá foi ter com ele e perguntou-lhe porque não vinha brincar. O porco-espinho respondeu que não queria, não sabia brincar àquilo e sempre que tentava ajudar, só estragava. A tartaruga respondeu “Certamente vamos precisar de ti, vais de certeza ajudar-nos a brincar ainda mais. Anda daí!”. O porco-espinho acabou por ir. Quando chegou ao meio dos outros que brincavam, ia a olhar para o chão. Triste.

Perto dali estavam vários animais a brincar ao elástico, esperavam pacientemente pela sua vez. A tartaruga chamou-os e dividiu o elástico por vários. Uma de cada ponta dos vários…ficaram distribuídas nos muitos espinhos do porco-espinho. Os que jogavam voleibol utilizaram um dos seus espinhos para ser um poste! Assim, todos interagiram. Mesmo não jogando, o porco-espinho estava mais feliz por ajudar nas brincadeiras!”

Falar sobre a inclusão das pessoas nas equipas é um tema, diria, um quanto ambíguo. Nestas áreas de gestão mais comportamental, existem diversas visões que podem sofrer um pouco de excesso ou de falta de objectividade.

Há quem defenda a inclusão das pessoas nas equipas, nos grupos ou organizações. Ou seja, se estão inseridos devem fazer parte e não estar à parte. Se estão lá...é para contribuirem positivamente com o que de melhor sabem fazer ou contribuir. Se por muito que se tente, se chegue à conclusão que afinal não há mesmo nada onde essa pessoa possa dar o seu contributo, é sempre melhor afastar essa pessoa para o bem e compromisso dos outros que participam activamente para que o objectivo seja alcançado.

Mas diria que na educação dos mais novos devemos passar a mensagem que todos podem ajudar de que forma for! Nem que seja instituir o valor educacional que a escuta activa em prol das pessoas é um dado realmente positivo!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

artigo na revista Human

Um artigo na revista Human deste mês de Julho. Sobre boas práticas! A dar início a outro livro...

domingo, 8 de julho de 2012

Colaboração semanal na SportLife

Crónica desta semana no site da SportLife sobre algumas competências de um treinador ou PT com os seus atletas. Aqui!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Boas práticas das equipas com melhores desempenhos



Uma das características mais associadas às equipas com elevados desempenhos e que as diferenciam de ‘outras’, é o enfoque regular no equilíbrio entre a vertente técnica dos seus recursos humanos, as competências comportamentais das equipas e a vertente estratégica da sua força cognitiva. Perante este facto, compreende-se melhor a opção de algumas equipas fomentarem em si o hábito... de treinar e colocar em prática um conjunto de acções como a escuta activa, flexibilidade e predisposição para falar com o meu colega e ‘cliente interno’, adaptabilidade e a melhoria contínua.

Mas será isto por si só suficiente para explicar o sucesso destas equipas? Será apenas um processo tão estandardizado que nos permita criar receitas para o sucesso? Não!

Não existem as tais receitas para que estes colectivos se criem, se mantenham no tempo e consigam enfrentar e superar com maior eficiência os obstáculos e desafios que outras. Existe sim, um conjunto de processos e dinâmicas que podem ser aplicados na equipa considerando o contexto, a liderança, as identidades das pessoas, os objectivos, os procedimentos adjacentes ao dia-a-dia da organização onde a mesma se situa.

Sempre conscientes que tal como os processos operacionais, técnicos, tácticos, físicos que para se manterem eficientes ou melhorarem, precisam de criar rotinas e hábitos de exigência e avaliação, também os processos para motivar, potenciar e criar patamares de elevado desempenho nas equipas devem ser aplicados regularmente.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

A Espanha em Futebol, o team cognition e as organizações

Não se trata de um texto sobre Futebol, nem sobre as possibilidades deste ou daquele vencerem o melhor futebol da actualidade e que alguns defendem ser o melhor de sempre. Mas sim um texto sobre equipas, processos de grupo e fazer uma ligação a esta equipa de Futebol às equipas das organizações.
O exercício de fazer algo que já se faz há imenso tempo conjuntamente com a aquisição de novos conhecimentos que nos permitem ver com ‘olhos’ novos essas ‘coisas’ antigas, permite-nos perceber aspectos nunca apreendidos, uns que podiam já lá estar, outros serem propostos pelo nosso raciocínio. 

Ao mesmo tempo que pesquiso, leio e aprendo sobre as equipas de elevado desempenho e o termo team cognition, vou perfilando um conjunto de acções, atitudes e ferramentas que ajudam as equipas ainda a serem melhores equipas. Saber como potenciar as fases das equipas, autonomia, compromissos colectivos ou acções que têm uma maior probabilidade de atingirem melhores resultados do que outras. Tudo isto no pilar comportamental, interligado e interdependente dos outros pilares que constituem as equipas.

Já muito se escreveu sobre o Futebol praticado pela selecção espanhola ou pelo Barcelona. Não sei quantos livros, teses, etc. Existe um aspecto focado por mim quando abordo a temática das equipas com elevados desempenhos que é a ‘Intervenção Interpessoal’. Uma normal e natural predisposição para o outro. Este outro pode ser o colega ou o cliente. Esta predisposição é recíproca, ou pelo menos, convém ser, pois apenas assim mantém a (bi)direccionalidade activa.

Quando tento transmitir a importância da predisposição interpessoal nas equipas, seja qual for a sua realidade, costumo dar o exemplo dos desportos colectivos. Se queremos dar continuidade a uma jogada temos de entregar a bola da melhor forma possível. Outros acham que devemos realizar a melhor recepção possível. Penso que as duas se realizadas comummente será melhor (óbvio).

Mas a predisposição interpessoal é a exigência que colocamos no que entregamos aos nossos colegas de equipa. Seja a bola, a mensagem, a tarefa, os recursos, etc. E olhar para o passe – desmarca - recepção da Espanha faz-me ir buscar sempre este exemplo da comunicação ser cada vez mais a peça do puzzle que faz a diferença no funcionamento das melhores equipas. Se a equipa espanhola poderá ensinar algo deveras simples às outras equipas e organizações é que a passagem da bola na Espanha é como a mensagem que contém a informação mais importante: deve ser entregue e recepcionada com o menor erro possível. Neste caso a selecção comunica muitas vezes e tem uma taxa de troca de informação muito superior às restantes organizações.