Coach do Coach

Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios. (Rui Lança)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Morreste de véspera Nuno Assis...


Aquando da apresentação de Nuno Assis pelo V. Guimarães, o jogador demonstrou-se insatisfeito pela forma como o seu anterior clube o tinha tratado, e em termos irónicos concluiu dizendo "Ao menos vou fazer 2 jogos na Liga dos Campeões enquanto outros nem isso." numa clara alusão ao facto do seu anterior clube não ter conseguido o apuramento para a prova.

Após a 3.ª fase da pré-eliminatória para a Liga dos Campeões, V. Guimarães foi eliminado pelo modesto Basileia e Nuno Assis não jogou nenhum dos jogos por se encontrar lesionado.

Digo eu, morreste cedo...muito cedo, como diz o ditado "Pela boca morre o peixe"...

Exemplo de Di Stefano

Sai hoje no jornal 'A Bola' uma história contada por Di Stefano, antiga glória do Real Madrid, sobre a situação dos jogadores insatisfeitos, por não jogarem ou serem substituídos. Conta assim:

Nos seus velhos tempos, quando sucedeu algo parecido que o treinador chamou esse jogador insatisfeito e fez uma reunião entre toda a equipa no balneário. Pedia ao jogador insatisfeito para se levantar e colocar-se em frente aos colegas e afirmava o seguinte: "Ok, reclamas por ter saído ou não jogar. Tudo bem, é a tua opinião. Mas, agora, vais ter de me ajudar a dizer, na frente de todos, qual o colega que deve sair para jogares tu!". Com esta atitude, diz Di Stefano, que o treinador devolvia ao jogador a responsabilidade de fundamentar perante todo o grupo.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Dar o exemplo!


Vicente Moura, Presidente do COP, aufere 2500 € por mês, mais do que a bolsa de medalhado, mais as ajudas de custos e despesas pagas, verba bem superior à auferida por um atleta que conquiste um medalha, como os casos de Nelson Évora, ouro no triplo salto, e Vanessa Fernandes, prata no triatlo em Pequim.

Esses dois campeões integram agora o estatuto de medalhado recebendo assim até Londres 2012, um subsídio de 1500 €. Para além de Vicente Moura, o secretário geral do COP recebe 2000 € e o tesoureiro 1500€. Segundo o artigo 13, ponto 3, dos estatutos do COP, "o exercício do mandato em qualquer orgão do COP é voluntário e gracioso não podendo os seus membros serem remunerado, sem prejuízo das despesas justificadas ou perda de proveitos do exercício das suas funções".

Lá está...a liderança é quando um Homem quiser!

Qual é o sentido desta estratégia?


Na primeira jornada da Liga de Futebol Profissional, assistiu-se logo no 2.º jogo um caso que tem sido usado ou arrastado para diversos meios. O que quero aqui colocar é a opinião de Rui Cartaxana do jornal 'Record' e não destaco se foi ou não penalty neste caso contra o Sporting e a favor do Trofense. Eu com as imagens que vi apitava para a marca de grande penalidade. Mas como referi, não é isso que quero aqui discutir.

O que quero aqui abordar , é que contra um adversário que vinha da 2.ª Liga e a ganhar 3-0 e a realizar um bela exibição, confrontado com aquela 'injustiça' o treinador do Sporting Paulo Bento decidiu disparar em várias frentes.

O que Rui Cartaxana aqui levanta através do seu artigo que o penaly existiu: "Trata-se, de resto, de uma conhecida recomendação do International Board, a que a FIFA deu seguimento, e que, pelo menos os senhores árbitros tinham obrigação de conhecer, a começar pelo sr. Paulo Baptista. Que diz a tal recomendação? Que os senhores árbitros, perante um jogador defensivo que inicie uma acção faltosa sobre um atacante fora da grande área (por ex., um agarrão), que venha a terminar dentro da grande área, devem assinalar grande penalidade! Precisamente o que aconteceu (o agarrão do texto da recomendação é apenas um exemplo) no jogo de sábado entre o Sporting e o assustador Trofense." Como disse eu marcava e por isso aqui nem quero entrar no tema se era ou não era.

Mas perante o disparo de várias balas por Paulo Bento, como se sentirão os jogadores quando perderem um jogo...porque o adversário jogou melhor ou apenas tiveram a sorte do jogo, sem existirem estes casos? Irão realizar de facto uma introspecção ou na grande maioria terão a 'cabeça feita' para estes casos?

Estes processos facilitam que os jogadores evitem pensar nos erros que fazem ou leva-os a procurar outras desculpas? E como será a postura do treinador quando o seu clube sair vitorioso por erros da equipa de arbitragem? Olhará para o lado como nada fosse? Perdeu-se a tranquilidade...

Será estranho que tão cedo se comece já a fazer 'joguinhos' paralelos, numa equipa que possivelmente não irá precisar tal a sua qualidade e perante um treinador com provas dadas. É de facto uma estratégia arriscada, para além de ser pouco legitima, mas isso, fica para cada um. Ao nível dos processos de treino, quem já foi alvo, condiciona. E não falo de treino de bolas paradas ou defensivos, etc., falo de treino comportamental. Fico por aqui. Se quiserem ler mais sobre a tal entrevista, ver aqui. http://www.record.pt/noticia.asp?id=802155&idCanal=3437

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Coach do Treinador

Li hoje um artigo numa revista da especialidade que gostava de partilhar. É sobre os benefícios que o coaching pode ter sobre os treinadores e dado que já tinha lido outras coisas sobre o assunto, acrescentei mais alguma 'matéria'!

Na área do Desenvolvimento Pessoal o coaching ajuda a uma melhor gestão pessoal e controlo emocional. Ajuda a trabalhar as seis áreas do desenvolvimento de capacidades: auto-resolução; auto-motivação; confiança; auto-responsabilidade; identificação; e concentração.

Não nos esquecemos que os treinadores relacionam-se com pessoas, quer seja em desportos individuais ou colectivos. Como líderes, como potenciadores de comportamentos através dos seus próprios comportamentos, têm um papel fundamental nos resultados alcançados, nem que seja através do correcto 'clic'! Os treinadores têm o objectivo de maximizar o potencial e as capacidades de cada um, utilizar as ferramentas para que o todo seja maior que a soma de todas as partes.

Para além dos hardskills (conhecimentos tácticos, técnicos, dos adversários, metodologias de treino, biomecânica, fisiologia do esforço, etc.), tal como em outras profissões, carecem de uma ferramenta importante e que cada vez mais faz a diferença: os softskills.

Questões como observar para além do que se 'vê', questões relacionadas com o relacionamento interpessoal, a definição do estilo de liderança mais adequado, o potenciar a sua comunicação (observar, escutar, analisar e falar). Ajuda a definir os objectivos para a sua equipa e/ou para os seus atletas e a melhor forma de estruturar os procedimentos para melhorar a perfomance.

O coaching sobre os treinadores tem como principal missão elevar a perfomance de quem tem como missão potenciar a sua equipa a atingir níveis de desempenho elevados. Pode-se dividir o processo em quatro fases: 1) coaching a si próprio; 2) coaching à equipa; 3) definir comportamentos; 4) acções.

Como pode um coach ajudar um treinador? Através dos mecanismos referidos. Ajuda a dismistificar certas crenças e bloqueios e criar outro tipo de pensamentos. É sem dúvida uma descoberta pessoal e consciencializada dos valores, planos e metas. Não é alvo de coach quem pode ou precisa, mas quem quer. Apenas isso.

Balanço dos JO para Portugal

Nestas coisas de números e prestações, há sempre diversas formas de encarar os resultados. Muitas das vezes afirma-se que contra factos não há argumentos, mas nós por cá, conseguimos dar sempre uma nova 'olhadela' de ver as coisas.

Nos Jogos Olímpicos de Pequim, podemos afirmar que:

- Portugal conseguiu em termos de medalhas a sua melhor prestação de sempre, com uma medalha de ouro e outra de prata;

- Portugal atingiu 40 % das medalhas a que se tinha proposto publicamente antes do início dos JO;

- Portugal não atingiu 50 % dos pontos (consegui-se 28 e a 'baliza' eram 60) a que se tinha proposto publicamente antes do início dos JO.

Depois temos outros factos! Vicente Moura, Presidente do COP, informou que não se iria candidatar nas próximas eleições para o Comité, mas depois de ver Nélson Évora voar, considerou e afinal já quer ficar.

No Judo ficámos aquém das expectativas e a juntar aos maus resultados, tivémos atitudes que em nada dignificam o nosso país. Ou seja, assistiu-se a uma futebolização na nossa comitiva de Judo dos JO, com diversos apontamentos sobre a arbitragem. Na Natação foram batidos alguns recordes nacionais, noutras disciplinas como o Tiro, onde se esperava muito mais, fomos ficando pelo caminho e no Badminton, por estranho que pareça, havia muito vento na sala.

No Atletismo, tivémos de tudo. A nossa medalha de ouro, uma grande desilusão chamada Naide Gomes e uma méscla de ambição/confiança vs descontextualização da realidade, onde Francis, que nunca tinha conseguido baixar da marca dos 10' aos 100 metros afirmava que podia ser campeão olímpico na disciplina. Foi também nesta modalidade que assistimos a epidódios como de manhã só na caminha, atletas que se distraíam com outras provas e depois afirmavam que não se tinham concentrado para a sua prova, que afirmaram que aquele ambiente não era para eles. Quase no final, a Marcha deu boa conta de si e parece que iremos ter gente para 2012.

No Triatlo Feminino atingimos a prata, numa excelente prova de Vanessa Fernandes, só batida pela super prova da Snowsill, enquanto nos masculinos não atingimos os objectivos propostos. Na água, Gustavo Lima ficou a um ponto do bronze e Emanuel Silva não atingiu a final por menos de um segundo.

domingo, 24 de agosto de 2008

Quanto tempo vai demorar a crescer a 'flor'?


A construção de uma equipa demora o seu tempo, mas o talento demora muito mais, e quando não se tem mesmo skills...é como o ditado "tarde ou nunca se endireita".

Paulo Bento


"O que disse ontem, tenho hoje ainda mais segurança e convicção. Alguns disseram que fui um mau exemplo, mas alertei para o que aí vinha". Para o futuro, o pessimismo de Paulo Bento é evidente: "Não vai mudar, não acredito que vá mudar".

sábado, 23 de agosto de 2008

Que tipo de reforço é este?

Não resisti e criei uma nova etiqueta e tudo! Onde entra este apoio??

"Valentim Loureiro ameaça apoiar Sócrates"...bem, parece-me de longe a melhor estratégia dos laranjas para se aproximarem dos rosas, é quase como vender o Postiga por parte do Porto ao Sporting.

Ó Jesualdo não tem lembras do quê?!


Jesualdo Ferreira hoje numa conferência de imprensa referiu que nunca tinha visto Bruno Alves dar uma cotovelada, uma cabeçada ou uma agressão mais ríspida. Ou é da idade ou então tenho de verificar onde é que se encaixa um líder que ...distorce a realidade.

Usain Bolt


Sei que pode ser prematuro ou injusto destacar um ou outro atleta em detrimento de alguns que têm realizado uns JO espectaculares.
Mas não posso deixar de destacar este Usain Bolt pelas suas provas, 3 medalhas de ouro, 3 recordes do mundo em outras tantas corridas e a empatia que cria com o público.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Bandeira portuguesa num jogo de futebol...

Hoje estava a ver um jogo de futebol e reparei que numa das bancadas estava uma bandeira portuguesa. Fiquei surpreendido e dei por mim a pensar quem seria o ou os jogadores portugueses em campo! Um, dois, mais um ali...e pouco mais.

Importante destacar que se tratava de um jogo da Liga Sagres, a primeira divisão portuguesa. Ao que chegou a formação, a base de tudo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

É disto que falo...


Após a medalha de ouro de Nélson Évora, Vicente Moura admite apresentar uma recandidatura à presidência do Comité Olímpico de Portugal. O dirigente tinha manifestado a vontade de sair em Dezembro, devido aos maus resultados alcançados nos Jogos Olímpicos de Pequim, mas agora decidiu ponderar: «Vou falar com as federações, que têm a última palavra. Se as federações entenderem que posso fazer um trabalho de qualidade. Exijo que seja uma candidatura forte, com capacidade para fazer mudanças. Não fico só por ficar.»

É este o nosso estado do dirigismo, no desporto e não só. O compromisso com as vitórias...só com as vitórias. Palavras para quê, se nem os gestos já chegam?

Nélson Évora, um campeão


Nélson Évora fez sorrir os portugueses! Ouviu-se o hino em Pequim!

Num concurso excepcional, em que todos os seus saltos foram para lá dos 7 metros, venceu e convenceu. Foi um grande concurso, com 3 grandes adversários, Nélson Évora superou-se a si próprio e conseguiu finalmente trazer a tão ambicionada medalha de ouro.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Mérito, se fosse sempre assim era bom.


Carlos Queiroz, seleccionador nacional de Futebol, deu a sua primeira conferência após a primeira convocatória da equipa técnica. Com respostas sintéticas e claras, com muita informação no entanto, respondeu assim a algumas questões.

"Mérito, atitude, forma, qualidade técnica e potencial", são as qualidades que o seleccionador dá preferência, fazendo questão de afirmar que não possui "compromisso ou cumplicidade com nenhum clube ou ninguém".

"A selecção não é uma casa nem um espectáculo com lugares marcados" e que a escolha não pode ser feita "com base nos jogadores que chegam primeiro ou que batem à porta". Parece claramente que quer colocar as suas regras e demonstrar num primeiro momento como se vão proceder alguns mecanismos de acção. Nota positiva até ver.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Algumas considerações sobre os JO


Quando faltam ainda alguns dias para terminarem os JO, o (ainda) Presidente do COP afirmou hoje que não se irá recandidatar ao cargo. Afirma ainda "A culpa não pode morrer solteira" perante a campanha decepcionante da Missão Olímpica portuguesa em Pequim.

"É preciso assumir as responsabilidades que estão escritas numa carta que enviei ao governo. O governo cumpriu e ao cumprir não tenho críticas a fazer. Se não tenho críticas a fazer, tenho que assumir as responsabilidades". Sinceramente, fica-lhe bem. Resta saber o que lhe irá acontecer. Assume...e quais serão as consequências.

Gustavo Lima terminou a sua prestação em 4.º lugar, a um ponto do 3.º lugar. Parabéns na mesma, tendo sido este campeão do mundo em 2003. Vanessa Fernandes continuou a disparar algumas verdades e parece que alguns atletas começam a dar de si...a enfiar o barrete e dos grandes. Sérgio Paulino andou a receber bolsa para estar nos JO durante 2 anos e a umas semanas de ir para Pequim, descubriu que lá fazia uma humidade extrema e por isso, devido à sua asma, não poderia ir. Pergunta?!?! Será que ele só soube que os JO iam ser em Pequim agora? Quem vai devolver esse dinheiro?
Quando as coisas correm mal, muitas coisas surgem...aguardemos pelo final, ao que parece, ainda está longe. Atitude...espera-se por alguma ainda.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Esta vale ouro Vanessa!!


Vanessa Fernandes considerou hoje que há atletas portugueses que desconhecem o significado de viver em desporto de alta competição, como em Pequim 2008.

"A alta competição não é brincadeira nenhuma. Não é fazer meia dúzia de provas, andar a receber uma bolsa e está feito. Muitos não vêem bem a realidade das coisas. Não têm a noção do que isto significa. Se calhar por termos facilidades a mais".

Quando vários elementos da Missão de Portugal nos Jogos Olímpicos têm dado as mais diversas e originais desculpas para o falhanço desportivo, a medalha de prata faz questão de se distanciar de alguns comportamentos."Nunca na vida vinha para aqui para viajar e ver os Jogos. Para isso não vinha. O meu pensamento nunca foi assim", vincou, defendendo, em tom de brincadeira, que no fim dos Jogos Olímpicos se deveria fazer a avaliação a cada atleta. As declarações de Vanessa Fernandes surgem no mesmo dia em que o presidente do COP, Vicente Moura, pediu "profissionalismo e brio" aos atletas. A atleta citou exemplos de falta de ambição: "É que há pessoas a quem lhes é igual ficar em 50º ou 20º ou o que quer que seja. Nunca pensaria assim. Até ficava desiludida se pensasse dessa maneira. Os resultados é que me dão ambição para fazer melhor para a próxima. E nunca estou satisfeita".
Vanessa Fernandes diz que muitos não entendem o que é a alta competição: "É como um trabalho. Tem de ser feito. Devemos trabalhar para o que fazemos, no meu caso o triatlo. Há dificuldades em Portugal em entender isso"."Na alta competição deve haver objectivos concretos, pessoas em quem confiar a 100 por cento e nunca fazer as coisas só por si próprias. Ter sempre uma boa equipa, saber o que se quer, onde se está e o que significa alta competição", reforçou. A vice-campeã olímpica considera que às vezes não há pressão suficiente sobre os atletas no sentido de os fazerem perceber a realidade, "o que é pena, pois temos muitos talentos"."No atletismo, natação... o Tiago Venâncio, para mim, podia ser um grande atleta. Mas não há uma estrutura fixa nestes sectores, é tudo à balda, o que é pena", exemplificou.

Do lado oposto, destacou o "trabalho e procura dos limites" no quotidiano de atletas da estirpe de Naide Gomes e Nelson Évora. Vanessa Fernandes considera mesmo que os actuais atletas são "privilegiados" e falou do seu caso, onde conseguiu tudo o que queria em termos de descanso, alimentação, treinadores, equipa de treino e apoio da família e amigos: "Que mais posso querer?"."Nos tempos do meu pai poucos eram capazes de competir assim. Era trabalhar para ganhar dinheiro e treinar por gosto. Admiro-o por tudo o que conseguiu como desportista, pois na altura não havia condições".

Era Carlos Queiroz


Começa hoje uma nova era no futebol da selecção nacional. Após a convocatória, muita coisa já se disse e devem ficar, por enquanto, por aí, dada a vitória quase que certa contra o adversário Ilhas Faroé.


Todos os líderes de projecto gostam de mudar algo quando entram nesse desafio, mesmo que tudo esteja bem, há sempre um cunho muito pessoal. Não estava tudo bem, por isso juntou-se o útil ao agradável. Deixou alguns jogadores que tinham ido ao Mundial 2008, casos de Petit (que ainda não tinha confirmado o seu abandono da selecção), Jorge Ribeiro, Postiga, Miguel Veloso e Rui Patrício (ambos para os sub 21), Ricardo e Quaresma. Este último caso é intrigante...ele está em boas condições físicas, treina todos os dias com o plantel do seu clube e pelo que se sabe, apenas não joga por....precaução contra algo.


Achei interessante comparar duas mentalidades. Ibrahimovic, jogador do Inter de Milão tem treinado com o plantel de Mourinho, mas não tem jogado para poupá-lo. Para o seleccionador sueco isso pouco importa e toca de chamá-lo à selecção para o jogo desta semana. Só após isso ter acontecido é que Mourinho decidiu colocá-lo contra o Benfica no jogo treino de 6.ª feira passada. Queiróz decidiu poupar-se a um embróglio logo no início da 'era' e Quaresma fica de fora.


Espera-se muita coisa boa nesta nova 'era, a começar por aspectos que se calhar nem têm nada a ver com o futebol jogado. Espera-se justiça nas convocatórias, organização dos quadros competitivos, especialmente nas áreas jovens, e a continuação de profissionalismo que existiu com Scolari até ao último Mundial.

Vanessa Fernandes


Vanessa Fernandes é como o algodão, não engana. Podia ter até perdido qualquer uma das três medalhas, mas o discurso e a atitude com que encara a prova, os adversários, a humildade...fica-te muito bem.

Quanto à medalha, vai fazer muito feliz os portugueses e em especial alguns dirigentes que já devem ter a cabeça a prémio.


Jorge Jesus no seu melhor


Jorge Jesus a dar uma lição: "O Sp. Braga só terá uma grande equipa se os jogadores perceberem que, jogando ou não, fazem parte da equipa. Caso contrário, e para andarem todos contentes, só se contratava 11 e não era preciso dois por posição ou três em alguns casos.” E acrescentou: “Jogadores que só fazem parte da equipa quando jogam, comigo não têm hipótese.”

domingo, 17 de agosto de 2008

Como aguentas Jesualdo?


Será que os accionistas de uma grande empresa aguentariam que uma das maiores mais valias para o 'negócio' onde investem ficasse de fora de jogo tanto tempo sem...acontecer nada?


Devem certamente existir razões. Boas ou más? Válidas? Não sei, mas para o treinador Jesualdo Ferreira, a não ser por questões disciplinares, como deverá ele reagir? Seguir as orientações superiores, mesmo que isso vá dando cabo do 'negócio'? Achar outras alternativas? Demitir-se?


Oito...o número da sorte chinês!


Michael Phelps conquistou este domingo a oitava medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim. O nadador norte-americano bateu o recorde de Mark Spitz e ganhou, na terra em que o número 8...oito, dá sorte...ganhou 8 medalhas de ouro.

Quando assim é, resta dar os parabéns. Fica aqui o registo. Não ganhou sozinho...algumas provas foram nas estafetas. Teve muitos por trás. Mas também é importante destacar que fez 40 testes antidoping. 40!

Até que nasça outro fenómeno.

Onde se arranjam mais destes?!


Francis Obikwelu após não ter conseguido o apuramento para a final dos 100 metros nos JO de Pequim: "A culpa é minha e só minha. Este é o meu trabalho, sou pago pelos portugueses e, por isso, não quero arranjar desculpas. Queria pelo menos ter dado a final. Deixei o meu País ficar mal e peço desculpa a todos."


Depois, para espantar ainda mais esta nossa cultura de sabedoria constante e adaptada, pediu desculpa aos portugueses pelo dinheiro que tinha sido gasto nele, pelos dias que tinha estado ali e todos os dias de treino! Há mais destes por aí? Ou temos de ir à Nigéria?

sábado, 16 de agosto de 2008

Terry sobre Scolari

"Não fala muito, mas quando o faz consegue ter a atenção de todos. Estávamos a precisar disso."

Comprovar a teoria


Paulo Bento na véspera da final da Supertaça: "As equipas grandes vêem-se na competição."

Marcos Fortes...'atleta'?


Marcos Fortes, a representar Portugal nos JO de Pequim, após falhar o apuramento para a final afirmou "(...) a estas horas eu estou bem é na caminha com as pernas esticadinhas a descansar."

Ouvi bem? Ouvi, (in)felizmente passaram diversas vezes na tv as suas declarações. Uma perguntinha...quanto me custou dos meus impostos estar lá esta atleta??

Não me interessa se trazemos 1 ou 20 medalhas, não esqueço as expectativas lançadas pelo COP, mas o que me mais importa é a atitude. Que reacção vai ter o Director da Comitiva Portuguesa com este 'atleta'?

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Equipas para quê?!


"Dizem que o bom chefe de equipa é aquele que consegue obter o máximo dos seus membros. No entanto, dirigir uma equipa nem sempre é um mar de rosas, até porque o factor humano tem um peso determinante dentro da mesma.". Haveria muito mais a dizer de uma equipa, tendo lido diversos autores que fazem a seguinte pergunta: "Vale mesmo a pena perder tanto tempo para criar uma equipa? Não será possível atingir o mesmo objectivo com pessoas 'remando' sozinhas?"

Sei que isto de falar sempre sobre equipas, às vezes faz com que se repita diversos aspectos, mas o tema é deveras importante nos dias de hoje. Cá vai. 'Espírito de Equipa'. Retirado
daqui!



" A expressão, já por si, faz pensar de imediato em colegas entusiastas e animados que defendem um projecto 'em bloco', que se atiram incansavelmente ao trabalho e que, ainda por cima, são os melhores amigos. A realidade é bem diferente porque, onde há pessoas juntas, os problemas surgem automaticamente. Contudo, é possível fazer algumas intervenções simples para promover o espírito de equipa.



Os membros da equipa devem saber porquê é que foram escolhidos para a equipa. Assim, aprendem a respeitar-se a si mesmos e a respeitar os outros membros. Tanto os objectivos comuns como os individuais são importantes. Os objectivos comuns dão à equipa uma meta final que se tenta atingir. Os objectivos individuais evitam que a pessoa singular se apague completamente dentro da equipa.


Uma equipa só pode apresentar resultados se houver comunicação. A melhor comunicação vem dos contactos pessoais. É importante estimular esse tipo de contactos. Quando uma equipa trabalha bem, pode dizer-se isso em voz alta. Este incentivo só pode melhorar o ambiente e a motivação.


O espírito de equipa é reforçado pela sensação de confiança mútua e de comunicação aberta. Uma equipa deve ficar com a sensação de que o que ela faz é importante e deve saber que o líder a escuta. Muitas vezes organizam-se reuniões informais fora do escritório para melhorar a cooperação de uma equipa. Estes encontros são uma oportunidade das pessoas se conhecerem melhor fora das paredes da empresa. Depois de um destes encontros o ambiente melhora e a equipa trabalha de uma forma mais eficiente.

Coach K


Mike Krzyzewski, mais conhecido por Coach K é uma lenda no Basquetebol em particular, mas também no mundo das organizações. É treinador de Basquetebol (universitário) há 22 anos, um dos técnicos mais fortes e respeitados dos Estados Unidos da América. Coach K foi eleito recentemente pela CNN e pela revista Time como o melhor técnico dos EUA. Não só no Basquetebol, mas em geral, com os técnicos de todos os outros desportos incluídos.


Mike é conhecido no mundo das empresas pelas magníficas palestras que dá, até pelo valor de 100 mil dólares que cobra por cada uma! Conta diversas experiências como técnico, todas aplicáveis ao mundo dos negócios. Uma das mais enfatizadas é a de que todos os membros de uma equipa têm que se sentir de uma forma que os interesses do grupo estejam sempre acima dos interesses pessoais. Acima de tudo, os integrantes têm que respeitar uns aos outros para que o objectivo comum seja alcançado. Contou a história de quando ele era co-técnico do “Dream Team” das Olimpíadas em 1992, em que após um treino, Michael Jordan pediu para que ele o ajudasse a treinar lançamentos. Treinaram durante30 minutos. Coach K não esqueceu de três palavras usadas por Michael Jordan: coach, please e thank you (técnico, por favor e obrigado). Michael dirigiu-se a Mike como sendo seu técnico, pediu, por favor, para ajudá-lo e, logo após o treino, agradeceu pela ajuda. Neste momento, ficou claro para Mike o quanto este fenomenal jogador o respeitava, que estava integrado ao espírito de equipa e que ele iria fazer o melhor por ela.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

E o coaching é...




De um pequeno texto e opinião de Miguel Pina e Cunha da Universidade Nova de Lisboa sobre o coach:

"Dois significados do termo coaching ajudam a compreender a sua aplicação ao mundo das organizações: por um lado, coach é o treinador, aquele que ajuda os seus pupilos a desenvolverem as suas capacidades. Por outro, é um meio de transporte, o que explica o processo de autodesenvolvimento como uma viagem de descoberta e melhoria."

"O coaching pode ser tomado como um processo que visa fomentar no colaborador o conhecimento de si mesmo e impulsionar o desejo de melhorar ao longo do tempo, bem como a orientação necessária para que a mudança se produza." Deste parágrafo destaco dois aspectos que me fascinam: 1) dá enfoque no processo e não somente no resultado, embora o resultado alcançado seja superior; e 2) garante aquilo que Jim Collins apelida 'garantir a continuação dos processos independentemente de quem dá à corda'.

"Trata-se, portanto, de uma filosofia de liderança que assenta na ideia de que o desenvolvimento e a aquisição de competências são processos contínuos e da responsabilidade de todos, e não apenas episódios limitados no tempo e espoletados pela hierarquia. A lógica do coaching tende pois a ser privilegiada nas organizações genuinamente aprendentes, nas quais a responsabilidade pelo desenvolvimento é pessoal, embora apoiada e enquadrada pela organização."

Sempre eles!


Quer no mundo das empresas quer no mundo desportivo, 'eles' são um adversário poderoso. Não sabemos bem onde se situam, se mais à nossa volta ou se estão mesmo 'cá' dentro, mas encontrá-los torna-se numa batalha interessante.


Este pequeno livro, que se lê bastante bem, foca de uma forma diferente e muito eficiente, a problemática de encontrarmos sempre alguém para colocar a culpa, o outro, aquele, não se esquecendo nunca de demonstrar onde no mundo actual essas situações podem prejudicar-nos. Vale a pena investir neste.
Nome: Afinal quem são 'eles'?
Autor: BJ Gallagher & Steve Ventura
Ano: 2007, Actual Editora

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Já faltou mais!


Vá para fora (mas continue) cá dentro

João Pina, atleta português de Judo: "Quando em certos cargos estão pessoas de nacionalidade com quem estamos a lutar, os árbitros às vezes sentem-se um bocado pressionados e isso talvez possa acontecer um bocado aqui no judo".

Telma Monteiro, também atleta de Judo a representar Portugal nos JO, criticou a arbitragem no final da sua participação nos Jogos Olímpicos de Pequim, que considerou tendenciosa. «Não tivemos uma competição justa. Lutei um pouco contra os árbitros. Saí com vontade de rir. Pensei que estava a lutar contra quatro pessoas. Mas nem quero dar isso como desculpa. Quando estamos num dia para ganhar, entramos e projectamos a outra pessoa por Ippon se for preciso, mesmo que os árbitros não estejam a ajudar».

Como dizia um artigo hoje no DN, em Portugal não há derrotados, apenas 'roubados'.

domingo, 10 de agosto de 2008

Kit do coach


Mais um livro, desta vez mais técnico mas ao mesmo tempo, com imensas ferramentas práticas para utilizar, quer individualmente quer com equipas de trabalho. Estes dois autores possuem diversos livros, este reúne matéria mais que suficiente para fazer parte da biblioteca de quem trabalha com equipas ou fazer 'lá tenta chegar'.


Autor: Perry Zeus & Suzanne Skiffington
Ano: 2007, Mc Graw Hill

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Ferguson adormeceu?


O treinador escocês Alex Ferguson tem estranhado a abordagem da imprensa inglesa que considera Scolari mais experiente e, dessa forma, assume os "blues" como o grande favorito à conquista do título inglês.“Dizem que o Chelsea vai conquistar o título graças à experiência de Scolari. Eu não compreendo isso. O que é que eu fiz nos últimos 34 anos? Devo ter perdido um episódio ou adormeci em qualquer parte”.

Quique: como te ficam bem essas palavras


Quique Flores em entrevista: "Exemplo de Michael Jordan, enalteceria a continuidade no rendimento. Sempre pensava que a melhor partida ainda teria de ser jogada. As equipas também têm de pensar que há sempre algo a melhorar!"

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Scolari...se tu dizes


«Quando Mourinho diz que irá ganhar e no fim não ganha, isso pode causar alguns problemas, porque o treinador não joga. São os jogadores que estão no relvado, por isso se você diz uma coisa dessas e eles cometem um erro, no fim terá que dizer: a culpa é deles, ou eles é que são maus. Eu nunca faria isso. Como treinador, assumo toda a responsabilidade».

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A novela do Cristiano Ronaldo (ainda) não acabou...


Numa entrevista ao jornal 'Público', Cristiano Ronaldo assegura que continuará pelo menos mais uma época nos Red Devils, colocando um ponto final nesta novela de fazer inveja a muitas que preenchem vários horários 'nobres' da espectacular televisão portuguesa.


Existem diversas teorias na constituição de equipas, umas que afastam a hipótese de ter 'estrelas' no seio da equipa, outras que acham que para além do todo que deve ser a equipa, as estrelas servem para nos momentos menos bons da equipa...elas surgirem e acabarem por desequilibrar.


Com as várias atitudes do mister Alex Ferguson, alguns de vós podem pensar que ele se rebaixou perante o jogador, perdendo a superiodade que deve manter, etc. Sir deu mais uma prova do seu estilo de liderança e do que será capaz, ao aceitar o desafio de continuar a liderar um grupo de atletas, depois de fazer tudo por tudo para que um deles fique num local onde não quer estar e depois de afirmar várias vezes que queria ir para Madrid.


Ronaldo tem aquilo que alguns treinadores afirmam que os melhores têm de possuir: a individualidade q.b. para querer ser melhor que a equipa...primeiro 'eu', depois a 'equipa'. Pessoalmente acho que Ronaldo tem muito mais que o 'q.b.', sendo na minha opinião um jogador que pensa quase exclusivamente no seu sucesso, pensando ele que puxa pela equipa e não o contrário. Quem se lembra das suas atitudes na final da Champions League após o falhanço da grande penalidade pelo jogador francês do Chelsea Nicolas Anelka, percebe que Ronaldo claramente ficava sem o grande fardo de ter sido ele a falhar o penalty. Quando se deixou cair no chão a 'chorar' em vez de ir festejar com Van der Saar, queria chamar a ele novamente as luzes da ribalta. Ninguém me tira a ideia que fez parte de todo um show-off. Merece ser o melhor do mundo nesta época, não há muitas mais montras, mas assim será difícil de se manter no topo.


Aqui, Alex Ferguson tem de aprender algo com Phil Jackson, que tornou Michael Jordan no melhor jogador de basquetebol de sempre - eu acrescento, melhor desportista de sempre. Fazer perceber que Michael Jordan somente ganharia algo e seria o melhor de todos, se a sua equipa vencesse também. Duas fases, step by step, "ajudas a tua equipa a crescer...e posteriormente ela colocar-te-á no topo". Simples. Aqui o Manchester Uniter não tem de crescer muito mais...mas até quando aceitará jogadores que pensam 'quase' exclusivamente neles próprios?

'Emprestado' de um blog de uma amiga

'Ninguém cometeu erro maior do que aquele que não fez nada porque apenas
podia fazer muito pouco' (Voltaire).

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Ainda as equipas e a liderança


Porque queremos equipas? Já pensámos mesmo nisso? Não vale a pena considerar essa hipótese se não soubermos o que de positivo a mesma pode proporcionar para o grupo de trabalho e para alcançar os objectivos propostos.


Penso mesmo que o objectivo de criar sinergias entre os funcionários ou atletas é admitir que o todo tem de ser maior que a soma de todas as partes. Nestes contextos implica que haja cooperação para que se consiga atingir colectivamente mais do que todas as individualidades. Quando se trabalha em equipa necessitamos de certas competências como a:

- resolução de problemas;
- tomada de decisão;
- capacidade de trabalhar sobre pressão;
- cooperação, compromisso, respeito;
- flexibilidade de acção e recepção de ideias de diferentes quadrantes.


Se tento incutir isso na minha equipa e sou treinador de um número de atletas, não posso estar à espera que o meu estado de espírito seja só 'meu'! Os estados emocionais e as acções dos líderes influenciam o comportamento dos subordinados e, portanto, o seu desempenho. A capacidade dos líderes para gerirem os seus estados de espírito e para influenciarem os estados de espírito dos outros já não pode ser considerado um assunto pessoal, é um factor que determina os resultados da equipa.


Este é outro desafio, sairmos do nosso estado de conforto para criarmos um estado de conforto noutras pessoas. Empatia e não simpatia. Se somos treinadores de alguém, deveremos em 1.º lugar dar as condições para que 'eles' estejam em posição de alcançar os objectivos. Este auto-conhecimento de sabermos se conseguimos viver num desconforto pessoal ao trabalhar com alguém e para esse alguém, torna o desafio ainda mais ...'desafiante'.


Para terminar, uma frase de António Damásio: "Uma das razões porque algumas pessoas se tornam líderes e outras seguidoras, umas comandam e outras se acobardam, tem a ver com a sua capacidade de promover certas respostas emocionais nos outros e não propriamente com os seus conhecimentos ou aptidões."

Qualquer comportamento ou ausência do mesmo irá influenciar um outro comportamento ou a ausência dele.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Era uma vez uma equipa!


Penso que já fiz parte de equipas, tenho essa sensação. Não me disseram, mas senti. Na verdade até me diziam, eu é que não acreditava, sempre tive esse defeito que era de duvidar de algumas pessoas. Sentir...era isso que fazia a diferença...sentia que pertencia.


'Olhando' para alguns exemplos que tivemos, sentia verdadeiras equipas por aí. Ao nível desportivo, equipas que se mantiveram no topo durante algum tempo e que tive oportunidade de as acompanhar...lembro-me de algumas. Os Chicago Bulls com o Phil Jackson, AC Milan com diversos treinadores, Man United com o Alex Fergunson, várias e certamente ia-me esquecer e muitas. Mas o que tinham estas equipas de comum?


Muitos dizem que uma verdadeira equipa é mais que a soma de todas as partes! Lindo. Outros até diziam que não queriam grandes individualidades, pegavam em qualquer aglomerado de pessoas e tornavam 'aquilo' numa equipa.


O treinador dos 'All Black's dizia que todos os atletas eram capazes de alcançar os objectivos propostos...desde que fossem os seus objectivos! Bem...estaria a falar do Quadro de Referência Individual (QRI). Mas o problema da equipa, para além de diversas condicionantes é conjugar isso tudo e torná-los num Quadro de Referência Colectiva (QRC).


Para não maçar muito, quantos de nós fazemos mesmo parte de uma equipa? Quer seja para o berlinde quer seja a nível profissional? Que tem uma visão? E que tem uma cultura, algo com que todos se identificam? Tem uma estrutura e um mecanismo de processos autónomo? Existe de facto um envolvimento de todos? Empenho? Reconhecimento? Compromisso? Relações? Como era bom...


Para quem é líder...


Se existem palavras que são dúbias na sua aplicação ou definição, a liderança e o ser líder figuram nesse 'pacote'. Jim Collins no seu livro 'Good to Great' explica que o bom líder é aquele que monta uma equipa/relógio com a autonomia necessária para responder aos desafios ou esteja pronta para que outra pessoa dê 'corda ao relógio'.


Goleman fala em seis estilos de liderança: Visionário; Coach; Relacional; Democrático; Pressionador; e Dirigista. Para quem lidera, se não tiver muito tempo, pode sempre colocar este sistema de auto-motivação extra!

Entrevistas que valem a pena ler

Deixo aqui algumas entrevistas que penso que poderão acrescentar valor, que acham?

- Jorge Araújo ao jornal 'A Bola'

- Jorge Araújo à revista 'Pessoal'

- Jorge Valdano à 'Economia Elche' sobre o mundo do desporto e as empresas

domingo, 3 de agosto de 2008

Onde encaixo esta?

Quique Flores (treinador da equipa do Benfica) na conferência de imprensa depois do jogo Benfica - Paris SG 2-2 na pré-época:

"A primeira coisa que me pediram foi para melhorar o grupo que já tinha. Não se pode pedir que mudem tudo de um dia para o outro, temos de ser compreensivos, mas, quando há erros, dói tanto como quando nasce um dente ou um menino..."

Superação é isto

Para quem já teve oportunidade de treinar atletas, muitas das vezes deparamo-nos com a dificuldade de passarmos a mensagem do que é estar motivado, concentrado, dar tudo pela equipa, pelo objectivo comum. Quando pedirmos a alguém para se superar, não vale a pena ir tão longe, mas a dorzinha aqui ou ali deixa de ser desculpa para muita coisa e...lembrem-se disto: Era uma vez...

"O drama de Ralston começou no dia 26 de abril, em um passeio que deveria ter durado apenas um dia.Ele foi até o parque Parque Nacional dos Cânions, no Colorado, com sua carrinha, parou o veículo no estacionamento, pegou sua bicicleta e pedalou cerca de 24 km até a abertura de um cânion – uma garganta profunda. A ideia era descer o cânion, que terminava próximo do local onde a carrinha estava parada, pegar o veículo e ir buscar a bicicleta, que ele havia deixado presa a uma árvore em um ponto no início da garganta. O drama começou quando, durante uma de suas manobras, um grande rocha escorregou e prendeu a mão contra a parede de pedra. Espera e dor. O alpinista tentou várias alternativas para tentar soltar a sua mão, desde tentar tirar lascas da pedra com seu canivete até usar as polias e cordas que estava carregando para tentar mover a pedra. Nada funcionou. Após três dias, a água e a comida, apenas algumas barras energéticas, acabaram e ninguém o havia encontrado. Nesse ponto, diz o alpinista, ele começou a pensar que teria que se salvar sozinho. Com calma, Ralston contou que tentou decepar sua mão com o canivete, mas que a lâmina estava tão cega que mal dava para cortar a pele. No quinto dia, ele diz ter percebido que a faca não seria suficiente para cortar os ossos de seu braço e decidiu que precisaria quebrá-los. "Eu consegui primeiro quebrar o rádio e em alguns minutos depois quebrei o cúbito na área do pulso", afirmou, se referindo aos dois ossos do braço do antebraço. Ele então usou o canivete para finalmente amputar a mão. Sem resgate, mesmo depois de ter amputado o braço, Ralston teve que rastejar por um cânion tortuoso, descer um precipício de 18 metros e andar 10 km pelo cânion.Quando ele encontrou outros aventureiros e foi ajudado, estava a apenas cerca de 2 km de seu carro. Apesar de ter sangrado bastante e ter ficado desidratado, o alpinista chegou andando ao hospital onde foi tratado. Ralston disse que, durante os cinco dias em que esteve preso, sentia um misto de calma e depressão com a possibilidade de morrer. Ele afirmou que imaginava seu corpo sendo levado por uma enchente antes que qualquer pessoa pudesse encontrá-lo."Pode ser que eu nunca entenda completamente os aspectos espirituais do que eu vivenciei. A fonte do meu poder foram os pensamentos e as orações de muitas pessoas."Uma equipa de resgate procurou pelo alpinista durante três dias. Segundo um dos membros da equipe, seria praticamente impossível ter localizado Ralston a partir do helicóptero que foi usado para procurá-lo. A equipa tentou também recuperar a mão para verificar a possibilidade de que ela fosse reimplantada. Embora tenham reencontrado o local onde ele ficou preso, o esforço não adiantou. Ralston, provavelmente, terá que usar uma prótese.

sábado, 2 de agosto de 2008

Livro sobre 'equipes'


Sou a favor que não devemos 'provar' apenas aquilo que supostamente sabemos que é bom, de excelência ou que nos provoca conforto e não nos obriga a sair da nossa zona de conforto pessoal e social. Este livro é um pouco disso, com algumas expectativas à mistura...tem mais do mesmo. Esperava mais é certo, mas fica aí para quem quiser ler e dar um outro contributo ou comentário.


Com a entrada do novo acordo, nem o facto de estar escrito em 'brasileiro' pode ser desculpa para não o avaliar.


Nome: Equipes de alta perfomance
Autor: Jon R. Katzenbach & Douglas Smith
Ano: 2002, Editora Campus

E a liderança também pode ser...


Helena Costa: «O único objectivo que admito é ser campeã, mais nada»

E a liderança é...


Marco Caneira: «Não preciso de braçadeira para liderar»

Plantel do Benfica faz team building


"Uma tarde diferente - Reforçar espírito de grupo na Foz do ArelhoDepois de um intenso treino pela manhã em Óbidos, uma tarde diferente na Foz do Arelho. Todo o grupo de trabalho (incluindo a equipa técnica) do Benfica deslocou-se àquela zona da Costa de Prata para actividades outdoor em que veio ao de cima o forte espírito de grupo existente neste novo Benfica 2008/09.Todos realizaram exercícios de team building, apelando ao espírito de grupo, sempre integrados num esplendoroso cenário dominado pela força da Natureza. Uma tarde diferente e que a todos cativou, sendo notória a amizade reinante no seio do plantel às ordens de Quique Flores."

Mal mesmo, somente a surpresa que isto (ainda) causa em algumas pessoas. É caso para perguntar 'E a pólvora depois da guerra, não?!'