Coach do Coach

Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios. (Rui Lança)

segunda-feira, 31 de março de 2014

Um bom discurso

Não há melhor forma de ter um excelente discurso que ter algo de importante para dizer a quem nos ouve. Nem sempre o que temos é interessante ou importante. E que pode ser para uns pode não ser para outros. Organizar e partir em parcelas o que queremos dizer é uma das partes mais importantes da preparação!

quarta-feira, 26 de março de 2014

Conversa com...5 perguntas, Pedro Marques

Mais uma semana, mais um convidado. Director do Parque de Jogos 1.º de Maio da Fundação INATEL. Com mais de 4 000 pessoas diariamente a usufruir do espaço mesmo no meio de Lisboa!

Competente e acima de tudo, muito flexível e com grande capacidade de adaptação. Aqui vão!

- Motivação, o que tens a dizer?

A falta de motivação é normalmente o primeiro e principal obstáculo a vencer. Tentar perceber a forma de nos motivarmos e motivarmos os outros é a melhor forma de percebermos que somos todos diferentes.

- O que te faz querer aprender mais?
A dificuldade de resolver alguns problemas.

- Equipas boas, o que são?
São equipas que, para quem vê de fora, trabalham como um só. São equipas em que os elementos se complementam e, no caso de equipes de médio e longo prazo, mantêm uma capacidade de desafiar/motivar os seus elementos.

- Um líder! Quem e porquê?
Uma resposta fácil mas sincera: José Mourinho. Pela capacidade, nos vários clubes onde passou, de potenciar ao máximo o rendimento dos jogadores e das equipas. Pela capacidade de antecipar acontecimentos, demonstrativa de uma capacidade de trabalho extraordinária.

- Errar ou não errar? Porquê?
Na prática é uma inevitabilidade. Concordo que aprender com os erros é fundamental para o sucesso.

terça-feira, 18 de março de 2014

Conversa com...5 perguntas, João Aragão Pina

Mais uma semana, mais um convidado. Amigo! Daqueles com quem se estabelece uma enorme empatia e sinergia em temáticas e formas de trabalhar.

O João Aragão Pina tem um livro fantástico "Apresentações que falam por si" .É uma daquelas pessoas que eu considero mesmo um perito nas áreas das apresentações, comunicação, olha para uma apresentação e consegue potenciar muito o conteúdo e a forma! Sigam-no!

- Motivação, o que tens a dizer? Que sim! Para mim e para todos!

- O que te faz querer aprender mais? A consciência plena de pouco saber. A satisfação pessoal e o objetivo de tornar úteis (a mim e aos outros) as aprendizagens que se conquistam!

- Equipas boas, o que são? São equipas perdedoras... hoje desejam-se equipas excelentes. Só que, ao que parece, a fórmula mágica ainda é desconhecida pelo que é mais uma das razões para querer aprender mais!

- Um líder! Quem e porquê? ....

- Errar ou não errar? Porquê? De preferência, não errar, o que sabemos que é impossível. Mas entre alguém que erra muito e aprende com isso e alguém que acerta muito, prefiro o segundo.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Saber parar para perceber!

O perigo de não conseguirmos e não sabermos 'clicar' no pause por breves momentos. Não entendemos o porquê das coisas, qual o processo das mesmas, como acontecem...e o que poderemos fazer de diferente! Claramente é um investimento e nunca a perda de tempo como muitos querem pensar como forma de auto-desculpa.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Conversa com...5 perguntas!

A partilha é uma das formas mais simples, baratas e eficientes de aprender ou confrontar o nosso conhecimento/opinião com outros conhecimentos e opiniões.

A partir desta semana, colocarei aqui respostas a 5 perguntas sobre equipas, liderança, aprendizagem, competências, etc. de pessoas que são peritos nas suas áreas e - na minha opinião - podem (e querem) partilhar boas práticas!

Para começar, escolhi o João Louro. Pessoa dinâmica, que tirou comigo o curso de Coaching em...2008! É desde há 1 ano Diretor de Sistemas de Informação do Centro Hospitalar Lisboa Norte (Hospital de Santa Maria + Hospital de Pulido Valente). Diz o João que o pouco tempo que sobra é para a docência no ISGB.

Aqui vão:

- Motivação, o que tens a dizer? Ingredientes importantes: atitude positiva, auto-estima saudável e vontade genuína de ajudar os outros.
- O que te faz querer aprender mais? Viver como se for morrer amanhã e aprender como se for viver para sempre.
- Equipas boas, o que são? Atitude, motivação, competências base e ... um bom líder.
- Um líder! Quem e porquê? Qualquer um que consiga entender que ajudar as equipas a serem bem sucedidas, é sempre mais importante que qualquer outra coisa que faça
- Errar ou não errar? Porquê? Errar não é uma fatalidade nem sequer uma necessidade: podemos também aprender com os erros dos outros. Ler história ajuda.

Obrigado João, até à próxima semana!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Chegar melhor preparado

"Por que chegam geralmente mal preparadas as pessoas em termos de atitude e comportamentos cooperantes, colectivos e comunicacionais às empresas e organizações? Por que razão esta temática, não sendo nova, continua a verificar um hiato entre o que é necessário e o que é fomentado? Quer no ensino quer na sociedade?”

Uma das constatações que um formador na vertente mais comportamental afere é a impreparação que uma maioria das pessoas e equipas, não descurando nunca as suas habilidades técnicas nas áreas onde exercem as suas funções, tem para trabalhar em equipa, em expressar-se ou coordenar-se. Na falta de hábitos de partilha, predisposição interpessoal, muitos pressupostos comunicacionais e relacionais, dificuldade em entender as vantagens de saber os seus mapas mentais relativamente à forma como se comporta e (re)age a uma série de acontecimentos.

Embora de um ângulo diferente, este facto também é visível quando se lecciona no ensino superior. Alguns (muitos? demasiados?) alunos continuam a sair de um curso sem saber apresentar uma ideia estruturada e ‘apetecível’. Têm poucas ou nenhumas noções sobre a real importância de possuírem impacto comunicacional nas suas conversas, apresentações, discussões, etc. Sempre que existe necessidade de realizar tarefas ou trabalhos em grupo há uma resistência enorme. Não possuem habilidades em estruturar pensamentos, ideias ou até um texto. E dão demasiado relevo ao talento em favor do saber agir.

Todos ganharíamos se o mercado de trabalho (e a própria sociedade) recebesse os potenciais colaboradores melhor preparados ao nível das competências comportamentais. Até porque vários estudos demonstram que as organizações e equipas com melhores resultados e durante mais tempo apresentam, acima de tudo, processos relacionais e comportamentais mais eficientes. Deixou de ser uma questão de talento, não porque este tenha deixado de ser importante, nada disso, mas porque existe cada vez quantidade de potenciais colaboradores a sair das universidades com conhecimentos técnicos em diferentes áreas.

Falta - e continua a faltar… - pessoal competente aquando do trabalho em equipa, em contextos flexíveis e exigentes em diferentes áreas, em que lhes é exigido para liderar, comunicar, tomar decisões, motivar, definir objectivos ou desenvolver os outros. Perante esta realidade, existe a necessidade urgente de trabalhar dois futuros:

1) Um onde naturalmente existam cidadãos e profissionais com maior capacidade de trabalhar em conjunto, capacidade de foco, definição de objectivos, motivação interpessoal, não ter receio de decidir e delegar decisões. Estas pessoas continuarão sempre a precisar de formação na óptica do alinhamento de visões e compromisso colectivo. Mas partindo de um princípio que o indivíduo traz consigo uma mochila de hábitos, experiências e competências que facilita esse trabalho colectivo.

2) O outro futuro será a viagem que qualquer criança, jovem e adulto fará até chegar ao mercado de trabalho. Ou seja, um caminho onde existam mais e melhores episódios de participação activa em projectos sociais, ambientais, desportivos, empresariais. Onde a média de participação em ONG’s seja superior à actual. Onde na escola existam mais interacções e disciplinas que incentivem ao empreendedorismo pessoal. Que existam mais professores no ensino universitário a potenciar essas mesmas competências comportamentais que referi.

Em geral, os jovens e adultos chegam e estão mal preparados para o mercado de trabalho ao nível das suas competências comportamentais. É urgente trabalhar em metodologias, dinâmicas, sugestões, acções para que os hábitos dos jovens e adultos a trabalhar em equipa, a comunicar, a partilhar, a serem empáticos, dinâmicos, flexíveis e focados sejam melhores e mais eficientes!

É quase como uma convicção, mas considero existir uma relação directa entre a inexistência de trabalhos nas áreas comportamentais nas nossas crianças e jovens durante o seu ensino, infância e juventude e a falta de hábitos positivos de trabalho em equipa e situacional nos nossos adultos e trabalhadores. Começo também a perceber que os próprios adultos têm identificado essa noção. Mas nem todos consideram que isso seja...grave. E isto é por si só um sinal ainda mais grave. Daí ter considerado que seria benéfico ‘descer’ e tentar incutir estes hábitos de trabalhar com o outro, fundamentar, discutir pontos de vista, gerir pessoas, tomar decisões, comunicar, aceitar a diferença, etc. cada vez mais cedo. Com as crianças, jovens, alunos. O nosso futuro!