Coach do Coach

Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios. (Rui Lança)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Livros de Talento

Apesar do talento ser uma temática que me entusiasma, não tenho lido muito sobre o mesmo. Para lá de pequenos capítulos ou parágrafos sobre o tema do talento, de livros destaco o "Talento não é tudo" de Geoff Colvin da Lua de Papel.

Que outros livros me sugerem?

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

As consequências que fazem sentido

A palavra consequência está geralmente associada ao que advém após más decisões, acções ou à inexistência de capacidades para as tarefas e desafios com que nos deparamos.

Mas não. Consequências são acontecimentos que decorrem de acções, decisões, comportamentos e estratégias. Boas ou más. E é nas boas que nos devemos focar. Por que são as consequências que nos motivam para algo. E diz a experiência, que andar focado numa recompensa motiva durante mais tempo que a motivação pela fuga ao prejuízo ou a algo negativo. Culturalmente agarramo-nos mais ao impacto negativo. À destruição. Ao que de mal se faz ou acontece.

Quando corremos, podemos aspirar a várias consequências. Uma melhor marca, uma maior distância. Ou fugir de um estado físico ou de saúde que é prejudicial. Apesar do segundo caso ter maior impacto individual, é no primeiro caso que o conjunto de energias positivas se estabelecem durante mais tempo. No foco de querer conseguir atingir algo e não de fugir de algo.

Na gestão de um País também deveria ser assim! O que nos deve ser explicado de forma muito clara e concreta é a consequência. A consequência positiva de trabalharmos de determinada forma. Do modo que o líder, direcção ou governo considera ser a correcta. Para um fim bem definido e que nos consiga ser bem explicado. “As consequências deste trabalho e destas acções são estas!” Muito bem, isso interessa-me.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Muitas pessoas ainda não leram este livro...

"Os próximos tempos vão exigir que as pessoas sejam capazes de pensar e trabalhar fora dos limites de cada domínio interdisciplinarmente, em novas zonas totalmente diferentes da sua área de especialização. Não deverão apenas conseguir cruzar fronteira, mas, também, identificar oportunidades e estabelecer ligações entre elas."

Bibliografia: Pink, D. (2006). A nova inteligência. Lisboa. Academia do livro.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O desporto como escola de vida

O desporto é ainda um dos poucos contextos sociais onde vence e ganha quem faz mais por merecer. Onde o treino, esforço e dedicação tem um peso elevado no que conseguimos alcançar. Onde o trabalho compensa e o talento apresenta-se como aliado e não apenas como o único indicador de sucesso. Onde o rendimento é quase sempre reconhecido sem grandes hiatos por quem treina e lidera.

A razão por que várias crianças e jovens devem continuadamente realizar atividade desportiva está longe de se esgotar nos benefícios físicos e relacionados com a saúde. A prática desportiva em clubes, escolas ou associações, proporciona uma aprendizagem prática, individual e coletiva, de valores pessoais e sociais que serão para sempre importantes no desenvolvimento da personalidade, do saber ser e estar, que serão transversais no modo como nos comportamos e no que fazemos.

Nelson Mandela afirmou que o desporto era talvez uma das áreas sociais mais justas, interdependente e onde existiam menos questões raciais, religiosas ou territoriais. Um olhar rápido para a nossa sociedade, sobretudo, no que se vai passando no sistema educacional e no mercado de trabalho, permite perceber que muito daquilo que nos faz falta, existe numa prática regular de desporto: foco, motivação, objetivos, dedicação, superação, cooperação e liderança.

Se todos os outros contextos tivessem as mesmas regras coletivas do desporto estávamos certamente rodeados de pessoas mais focadas e desejosas de mais e melhor.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

A conclusão do meu livro Coach to Coach era, afinal, um início

Por causa do doutoramento, hoje tive de ir reler a conclusão do meu trabalho Coach to Coach. Percebo que o meu trabalho começa a afunilar em termos de área de trabalho. O coaching serve - para lá de todas as definições que encontramos - para tornar as pessoas mais autónomas de modo a que elas (mais) sós possam atingir os seus resultados (e sendo eficientes). A autonomia - trabalho de um par, líder e liderado, sobre um meio contextual - está intimamente relacionada com a vertente de trabalhar, liderar e atingir melhores resultados. Aqui vai a Conclusão datada de...Setembro de 2013.

"O treino não dá descanso! Nem aos treinadores nem às equipas e atletas. Estes precisam dos treinadores e estes necessitam de potenciar ao máximo as competências dos seus atletas e incrementar outras. Quase todos os dias o treinador vê aumentar o seu role de tarefas, a importância e o impacto das mesmas na sua equipa técnica, equipas e atletas.

A convicção da necessidade do treinador melhorar os seus processos, conhecimentos, comportamentos, potenciar as suas ferramentas de motivação, comunicação, observação, liderança e relações interpessoais ficou ainda mais reforçada com o conjunto de bibliografia e, principalmente, nas conversas tidas com os mais diversos e conceituados treinadores que decidiram contribuir para este desafio: melhorar não só o que se faz, mas como se faz!

A figura que possa ajudar e facilitar esta aprendizagem tornará o processo mais eficiente, metódico, isento e balizado em metas e objectivos. Convicto que será prática mais comum daqui a uns anos, este livro tem como foco desencadear para as vantagens e necessidades de um processo denominado treinador do treinador. Um…coach do coach!

Durante a escrita do livro, provavelmente porque o meu filtro aumentou ainda mais para estes fenómenos, vi um conjunto vastíssimo de exemplos de comportamentos de treinadores que em nada ajudaram certamente para alcançar os objectivos ou aproximar-se dos atletas e dirigentes. Reforço a mensagem diariamente: os melhores desempenhos têm um lado – enorme – que advém da capacidade de relacionar-se de forma mais eficiente com os outros. Não é dar-nos bem. É sermos claros, concretos, assertivos, empáticos, reconhecedores, situacionais, flexíveis, bons comunicadores, observadores, perspicazes, exigentes, etc.

Muito direi eu! Muita exigência para uma pessoa só. Claro que qualquer um de nós pode tentar. Duvido que muitos consigam ter elevados desempenhos em todas aquelas competências. Mutuamente podemos melhorar! É uma viagem com várias paragens, só entra quem quer e às vezes sai quem não consegue."

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Autonomia e controlo de uma equipa por parte do líder: Missão Possível ou Impossível?

Embora a literatura tenha dado quase sempre ênfase a que autonomia numa equipa e o controlo do líder sejam situações quase incompatíveis, gostaria de aprofundar esta 'causa' e pedir-vos ajuda se souberem de estudos ou algo que me possa ajudar:

- Um treinador, tal como um líder numa empresa, não participa activamente (estando por vezes impossibilitado fisicamente ou pelas regras nas diferentes moda...lidades desportivas) em quase todas as acções dos atletas e das equipas durante a competição. Nas tomadas de decisão, em muitas das operações, nas acções e reacções dos jogadores e adversários, em muitos dos comportamentos dos seus jogadores, o treinador é um observador, embora possa assumir um papel mais interventivo em termos comunicacionais durante o jogo. O seu papel e maior intervenção ocorrem antes dos jogos e depois dos mesmos, com o especial enfoque no feedback do desempenho conseguido e já com ênfase nos jogos seguintes. Ou seja, um treinador não joga, tem de conseguir que os seus atletas e equipa consigam em campo tomar as melhores decisões e que ele próprio também considera serem as melhores.

- Outra razão deve-se ao facto de uma das características associadas aos profissionais e às equipas mais motivadas e com melhores desempenhos através de resultados e vitórias, ser a autonomia e a capacidade dos seus intervenientes terem mais e melhores competências para durante mais tempo poderem tomar autonomamente melhores decisões. Ou seja, a autonomia está intimamente relacionada com as equipas de melhores desempenhos.

- Por último, até a liderança mais partilhada nunca perde a noção de uma das suas principais funções, ter (algum a muito) controlo sobre o que os seus elementos e as suas equipas realizam.