Coach do Coach

Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios. (Rui Lança)

quarta-feira, 20 de março de 2013

Sem softskills vamos (continuar a) passar por maus momentos

Tenho tido a sorte e privilégio de poder comunicar para os jovens que se encontram a sair das faculdades. Quer por ser docente quer por vários momentos como os de ontem na Un. Católica do Porto. Já tinha tido este privilégio em diversos países quando colaborei com diversas ONG’s do Conselho Europeu.

Infelizmente, mantemos muito a ideia ...
do encaixotar o saber nas pessoas, principalmente nestes jovens. Investimos ao máximo em decorar isto e aquilo. Como peças a montar um automóvel. Em que, por vezes e infelizmente, alguns agentes de ensino são como os funcionários na linha de montagem.

Ainda ontem, a confirmação que muitos dos profissionais de amanhã não têm a mínima noção da importância de ser flexível, saber trabalhar em equipa, sair da zona de conforto, saber comunicar, fazer uma apresentação sua sem dificuldade. Interessante que cresce muito a ideia de irem lá para fora trabalhar, sabendo eu que neste campo específico, alguns países apostam nos softskills desde do ensino primário e secundário.

Lembro-me bem deste número: um jovem de um país do centro e norte da Europa participa em média em mais de 4 associações jovens, ONG’s, ambientais, políticas, sociais, etc, até aos 18 anos. Em Portugal a média ronda os 0,4 / pessoa. Acredito cada vez mais no peso que isto tem no pacote profissional que é a pessoa quando chega e sai das universidades, etc.

sábado, 9 de março de 2013

Dúvidas são sinais de inteligência

"Dúvida é outro nome para inteligência". Esta frase - mais uma que considero 'feliz' - não é minha, é de Jorge Luís Borges. Ouvi-a ontem pela Helena Marujo - pessoa que aconselho a conhecerem ou pessoalmente ou a obra da mesma - e de facto dá um lado inteligente e muito útil para as dúvidas que tanta nos vão tomando tempo e espaço.

Costumo ter (pelo menos) três objectivos em qualquer formação que participe enquanto formador, facilitador ou coach. As pessoas poderem divertir-se (dentro do âmbito da formação :), perceberem que as áreas que iremos falar, algumas técnicas, situações, perfis e ditas soluções não passam de ferramentas. E que podem funcionar para umas situações, contextos e pessoas, mas noutro dia com as mesmas pessoas, noutras situações, o resultado pode ser bem diferente.

O terceiro objectivo passa pelas pessoas ficarem a saber menos do que quando entraram ali. Abrir novas gavetas de conhecimentos faz, na minha opinião, ficar a saber novas coisas, logo a ficar a saber menos de algo. Introduzir novas áreas faz-nos ter sede de mais conhecimento. Como ouvi "aprender coisas novas alimenta as incertezas". Esperemos que se consiga alimentar cada vez mais este sentimento.

Esta atitude / acção perfaz um sentimento de proactividade relativamente ao conhecimento e à insatisfação de mais e mais. Todos - social e profissionalmente - teremos a ganhar muito mais nesta óptica. Obrigado pela partilha de ontem.