Coach do Coach

Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios.


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Quanto tempo investimos para motivarmos os outros?

A palavra motivação esteve sempre relacionada com a questão da ajuda, de objectivos, de foco, de processos de lógica que permitem a algumas pessoas - através de indicadores pessoais de sucesso ou não - terem uma capacidade superior de se auto-motivar.

Nos aglomerados de pessoas, nos grupos sociais e de trabalho, nas equipas, a motivação surge como uma alavanca ou um obstáculo a um objectivo comum. A motivação tem de ser algo que se processa de uma forma bastante dinâmica, em diversos sentidos e constantemente. De alguém para outro alguém, com retorno e não existem níveis de hierarquias na motivação. Não é apenas a chefia que tem de motivar ou não é apenas o elemento individual que se tem de motivar. Tem de existir um processo dinâmico e equilibrado, para que em diferentes momentos a motivação possa surgir, umas vezes de processos individuais, outras de processos colectivos.

As áreas comportamentais estão cá para isso e permitem disponibilizar ferramentas às lideranças e às pessoas inseridas no processo para que o processo motivacional seja amplo e proporcione benefícios aos diversos recursos humanos.

Nos grupos e nas equipas, a existência ou a falta de motivação é um motivo de preocupação por diversas razões. Pode ser um obstáculo à obtenção dos objectivos de todo um grupo, pode ser apenas uma preocupação social, mas o processo de motivar os outros deve ser um foco constante. Motivação gera motivação, sem grandes dúvidas. A não ser a inveja, quantos de nós não ficamos contagiados por pessoas motivadas, nem que seja pela simples razão de que uma pessoa motivada motiva outra pessoa a procurar estar motivada...



29 comentários:

Nuno Ribeiro disse...

Boa tarde caro prof. Rui Lança,

Fui seu aluno em Glat nocturno no ano passado, tive imensa pena de não ter conseguido participar na formação de coaching e liderança é uma área que me agrada bastante visto ter dado formação durante vários anos e ter sido professor e Judo igualmente, dai concordar a 100% com a teoria do treino e da valorização que esta trás aos nossos recursos humanos e também à ligação que cria no seio da organização, infelizmente é uma perspectiva que me parecer ser apenas abordada por macro empresas, visto as PME’s não terem muitas das vezes capacidade e principalmente abertura a novas formas de gestão.

Coaching é uma área que gostava de brevemente ter alguma formação visto ser algo que gosto, acha que esta área tem possibilidade de crescimento em Portugal?

Obrigado.

Um abraço,

Nuno Ribeiro

Gaspar disse...

Oi Rui!

Estava aqui a ler o teu post e a pensar no meu treino de hoje e veio-me à cabeça uma ideia que não sei até que ponto é válida.

Será possível, uma pessoa empenhar-se tanto em motivar os restantes e descurar a sua própria motivação? quase como uma transferência de energia e não uma geração de energia. Ou isso será impossível e a nossa motivação será o êxito da motivação alheia.

Abraço

Anónimo disse...

Olá Rui
É sempre bom termos alguém que nos dá boas dicas!!!!!!!
Todos os dias tentamos ser pessoas melhores.....
Atentamente

Cristina Cotovio disse...

Olá Rui

Obrigada pela minha inclusão nas tuas interessantes reflexões.

Bjs

Cristina

RP disse...

Concordo tanto..

Susana Maria Nascimento disse...

Sem dúvida! Constatei por diversas vezes, que a equipa de trabalho reage positivamente ao estimulo de boa disposição, apenas pelo sentimento positivo transmitido.
O simples facto de transmitir confiança e motivação para conseguir atingir um objectivo, é meio caminho andado, para que todos que não acreditam, ou que tenham atitudes negativas, comecem também a ver uma luz no fundo do túnel.

Motivação: Pensamento Positivo, SEMPRE

Rui Lança disse...

Cara Susana,

Também concordo, é preciso é descobrir o que motiva quer individualmente quer no grupo. O tempo serve de desculpa para não se fazer quase nada, daí um compromisso com as regras colectivas bem como a percepção de que também podemos ganhar algo. Porque fomos motivados e porque motivamos, quase como uma corrente, um ciclo...

Rui Lança disse...

Olá Nuno,

Pensava que ias estar lá no dia 12.

As PME neste aspecto eu considero que podem ser iguais às Grandes Empresas ou Grupos Empresariais. É um facto que possuem menos recursos, mas o maior que se pode ter nestas áreas são as competências nas pessoas, das pessoas e para as pessoas. E aí...a 'corrida' é igual.

Quanto ao Coaching e Portugal, acredito - até porque não é apenas uma percepção pessoal é também uma constatação de um facto - a gestão de projectos e equipas passa cada vez mais por compromisso com as pessoas, por extra-miles e nestas áreas tens de ter mesmo mais e melhores ferramentas para conseguires melhores resultados através das pessoas.

Abraço,

rl

Rui Lança disse...

Obrigado eu pelo feedback. E continuem...vale a pena!

Cumprimentos,

rl

Rui Lança disse...

Amigo Fernando :)

"Será possível, uma pessoa empenhar-se tanto em motivar os restantes e descurar a sua própria motivação? quase como uma transferência de energia e não uma geração de energia."

Não tenho respostas, mas concordo. Quase como um colocar motivações, expectativas noutras pessoas...através da inclusão da nossa parte no processo? Parece-me uma ideia bastante válida. Que achas?

MJJ disse...

Muito obrigada por esta partilha. Muito bom, realmente escreves e exprimes muito bem.

Continua assim, mas também põe em prática.

Nuno Ribeiro disse...

Olá prof. Rui,

Realmente tive imensa pena de não ter ido mas estive até à ultima a espera de saber se íamos ter um projecto nesse fim de semana e depois já foi tarde.

Concordo e acho que falta haver mais formações e workshops como o seu para alertar a este tema.

Neste momento esta formação em coaching passa mais por valorização de conhecimento e não tanto por uma área profissionalizante penso, visto que lá fora existem empresas de consultoria nesta área que prestam este tipo de apoio e suporte e em Portugal apesar de não estar a par inteiramente do mercado, esta área ainda não foi assumida.

Abraço

Nuno Ribeiro

Manuel Alves disse...

Na nossa empresa em Inglaterra e Suécia pelo menos 8 horas semanais.

Manuel Alves

Rui Lança disse...

Caro Manuel Alves,

Mas é um processo consciente, com estratégias ou ja 'sai' de forma natural, pelo bom senso?

Cumps

Ana Sofia Sousa disse...

Olá Rui!
Na minha opinião, o tempo dedicado à motivação de equipas é preocupantemente escasso. Algo que muitas vezes nos esquecemos é de agradecer aos colaboradores no final de um dia de trabalho. Um "mero" obrigada é reconhecer o esforço e a dedicação que a equipa manifestou naquele dia. Poderemos começar por aqui, concordas?
Continuação de um bom fim-de-semana,
Ana

Rui Lança disse...

Olá Ana,

Sim, é preocupante...nas duas vias, quer como processo individual quer a dedicação que damos aos outros. No final...todos ralham e ninguém tem razão!

Seria benéfico que fosse algo natural...mas primeiro, terá que começar com pequenos esforços, nem que seja isso que a Ana diz.

Cumps e bom fds!

Horácio Lopes disse...

Neste contexto, um líder atento, tentará evidenciar as conquistas e superações individuais e colectivas, transferindo-as para o grupo.
Assim, estará a prestar a devida homenagem a quem esteve directamente envolvido no sucesso, motivando-o, e a prestar um serviço de "demonstração" a quem esteve indirectamente (ou não) envolvido, motivando-o pelo exemplo.

Horácio Lopes

Rui Lança disse...

Olá Horácio,

Concordo. Bem gerido, as motivações e os feedbacks positivos individuais podem servir para motivar todo um grupo e/ou nivelar o ponto que pretende que todos os outros atinjam. Seria tudo mais fácil, é verdade.

Vasco Assis Paixao disse...

Boa noite,

Partilho da opinião d ambos em que é verdadeiramente preocupante o pouco esforço que se faz em motivar os outros.

No projecto onde estou inserido começámos, como que brincadeira, com a tal "palmadinha nas costas" de cada vez que cada um cumpria o pedido que lhe tinha sido solicitado. Por um lado achávamos que era um pouco ridículo, por outro, sabe bem reconhecer o trabalho dos outros e sermos reconhecidos por o termos feito também.

Gostava que esses momentos fossem também efectuados pelas chefias e não apenas cobranças. Deste modo, haveriam uma noção de reconhecimento e uma apreciação do bom trabalho feito pelas bases.

Cumprimentos e bom fim de semana.

Vasco Assis Paixao

Rui Lança disse...

Boa noite Vasco,

Sim, é verdade, deveria ser executado (o quer que fosse) em todos as hierarquias e não apenas em algumas.

Existem diversas empresas com processos já mesmo instituídos, para lá daquilo do empregado do mês, essas coisas. Umas bem giras mesmo. Depois, não premiar ou motivar apenas quando as coisas correm bem, mas como um processo que motiva para melhorarmos a perfomance e ajudar a definir melhor o foco.

Cumps

Filipa Gomes de Sousa disse...

É um assunto que deveria ser mais desenvolvido nas nossas empresas: motivação dos colaboradores!
O trabalho de uma pessoa motivada é quantitativa e qualitativamente superior ao trabalho de uma pessoa desmotivada ou não motivada. E só por este motivo, as chefias deveriam pensar de outro modo relativamente a ter os seus colaboradores motivados! Quer seja por motivação externa, quer por fomentar a auto-motivação.

Rui Lança disse...

Boa noite Filipa,

Sem duvida, mas ainda há muito a ideia de:

- as emoções do chefe não influenciam directamente as dos colaboradores e por isso, acha-se que se pode motivar não estando motivado;
- muitas chefias acham que ter trabalhado por si só já deve chegar para motivar;
- ou ainda que esses processos são puras perdas de tempo.

Considero que o presente e o futuro demonstrarão que não vão longe. Esperemos!

Nuno Quidiongo disse...

Penso que é extremamente difícil haver motivação entre as pessoas se estas não partilharem algo mais do que a normal relação profissional/social/desportiva/etc. É preciso haver uma identificação, que cruze o motivo pelo qual as pessoas interagem e algo mais pessoal de cada um...aí está o "ponto de rebuçado" das relações profissionais e cabe ao líder encontrá-lo e exponenciá-lo. A amizade q.b. costuma ser um bom ponto de partida.

Nuno Quidiongo

Rui Lança disse...

Concordo Nuno, muito mesmo.

Manuel Alves disse...

Caro Rui,
E um processo normal de desenvolvimento de competencias...e senso comum e visao de futuro...que faz a empresa e a sociedade sao os individuos que na sua variedade multicultural se engrandecem intrinsecamente

Manuel Alves

Nelson Duarte disse...

Os "factores" de motivação variam de indivíduo para indivíduo consoante aspectos da natureza, quer do seu trabalho, quer de natureza socio-cultural. Antes de motivar quem quer que seja com "palmadinhas nas costas" perceba-se antes se isso realmente motiva o indivíduo ou se, pelo contrário, o desmotiva. A "palmadinha nas costas" funciona para os dois lados. Se a motivação é realmente um factor importante, antes há que perceber o indivíduo.

Nelson Duarte

Carla Rocha disse...

Bom dia,
No meu caso actual, não me posso queixar.

Mas, penso que a motivação em algumas empresas, resumem-se à entrevista anual de avaliação. Temos muito a melhorar.

Carla Rocha

Anónimo disse...

Tempo para motivar os que me rodeiam? - o máximo possível, sempre. Porque gosto de ouvir um "BOM DIA" forte e feliz; porque prefiro os sorrisos sinceros e porque acredito na minha equipa e quero ajudá-la a crescer e vencer!

Fátima Marques Monteiro

Maria Suzel disse...

É mesmo, Rui! Energia gera energia :)

Maria Suzel