Coach do Coach

Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios. (Rui Lança)

quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

Devemos partilhar?

Ao procurarmos o significado do verbo/acto de partilhar, encontramos exemplos como repartir, dividir algo com alguém, compartilhar, etc.

Foco-me na atitude e comportamento de partilhar algo com alguém. Alguém esse que não conheço e partilho boas práticas, algo que teoricamente me coloca em vantagem em alguns contextos. Mas partilhar o quê? Boas práticas!

Boas práticas? Mas o quê? Responderei: Sim, boas práticas, conteúdos de acções, ferramentas, sabedoria, conhecimentos, soluções. Apostaria que alguns dos pensamentos serão “Mas se são coisas boas e tuas, ao dares…os outros podem copiar!”.

Acredito que algumas culturas, bem próximas de ‘nós’, a partilha faz parte do comportamento diário e de uma definição de bom senso. A partilha de boas práticas. De bons comportamentos. A partilha de acções que potenciem e façam aumentar comportamentos como a empatia, empreendorismo, tolerância, escuta activa, dedicação! Ao partilhar apresentações passa-se mensagens, ideias, acrescenta-se valor. Claro que existe sempre a hipótese (e o receio?) de serem aproveitadas por outros, fazendo-se passar por ideias deles. Claro que sim. É um risco que tem de ser medido e calculado. Quando, o quê e como?

Mas a partilha deve basear-se na ideia que não é (só) o conteúdo do conhecimento que faz a diferença, mas a aplicação do mesmo. Muito mais no processo que apenas o resultado de uma palavra ou acção. A visualização de uma acção feita por quem sabe e por quem acha que sabe tem de ser diferente e precisamos também de um público que saiba diferenciar e queira essa diferença.


Sei que pode ser uma ideia visionária, mas temos de começar por algum lado.
Também sei que podem existir inúmeras razões para o não fazer: experiências passadas, a nossa cultura, colegas que nos rodeiam, etc. Mas acredito que apenas a razão de a partilha de boas práticas fazer parte de uma sociedade melhor é mais do que suficiente para superar qualquer desconfiança. Com o risco calculado do quando, o que se partilha, como, onde, para quem, etc.

Na pergunta se estamos preparados para partilharmos e não sermos prejudicados, responderia com um “Talvez”. Como em tudo, muitos aproveitarão para crescer com ideias dos outros, criticar quem o faz ou copiar.


Podem partilhar?

69 comentários:

Anónimo disse...

oi, rui, tudo bem? um dos importantes empreendedores que conheço me disse que as boas práticas são valores sociais particulares e se não forem comentadas, será de bom grado.

BETO MANSUR, MBA, OAB

Anónimo disse...

Viver é correr riscos! Contudo, parir uma ideia e dividí-la com o mundo, certamente dependerá de que esta ideia esteja atrelada a um plano de desenvolvimento da mesma que considere, e até dependa, sobretudo, do talento de quem a gerou. O que quero dizer é que, não importa que roubem, o risco na verdade, não está em perder, pois só se perde aquilo que não se tem. Quem na verdade poderá conduzir a ideia de igual modo, ou nos moldes que pensou seu criador? Nunca uma ideia depois de pensada será a mesma. Prendê-la consigo também significa correr o risco de não vê-la crescer, tal como um filho que geramos, parimos e criamos para o mundo, para a vida.

Rita de Cássia Lins e Silva

Rui Lança disse...

Concordo com ambos, e muito obrigado pela partilha das ideias Rita. Dá paar um novo post! Mas partilhar ainda continua a ser um acto inacessível a algumas mentes.

Anónimo disse...

Boa visão.... Bjos

MJJ

MBUintelligence disse...

Parabéns Rui.
Da minha observação da realidade retiro que existe, ainda, na nossa cultura, uma forte dependência do Eu e um medo exacerbado de exposição, quer da opinião (mental) quer da presença (físico) . Existem muitas pessoas que partilham muito e nunca conseguem elas próprias ter vantagens nesse comportamento fechando-se progressivamente por causa disso e não deixando o médio/longo prazo mostrar-lhes que existem grandes proveitos associados nesse comportamento. As nossas experiências e perspectivas acerca de determinados problemas, são muitas vezes críticas para outros. Como uma mentora que costumo citar: "What you know is worth more than you know" - se nós não partilharmos alguém o fará e perderemos a hipótese de ajudar alguém a ser melhor e mais competitivo.

Anónimo disse...

Caro Rui,

Estavas inspirado

Agradeço muito a tua partilha, a qual vou, por meu turno partilhar aqui nos Açores e não só. Concordo plenamente contigo; vai de encontro ao que penso e ao que, creio, tenho feito ou procurado fazer ao longo da vida. Não me custa ensinar (sem falsas modéstias) aquilo que sei e também não me custa pedir ajuda quando não sei ou dizer “não sei”, quando me procuram – mas vou procurar saber para o ajudar.

Parabéns e bem hajas pela iniciativa.

Um abraço.

ivone

Anónimo disse...

Olá Rui.

Gostei do texto… levas jeito para a coisa!

Para mim a partilha está directamente relacionada com o ego, sentimento de posse e grau de identificação com o que produzes|crias… requer talvez uma “desidentificação” com o trabalho, deixando sobrepor valores do colectivo e do bem comum.

Todo o esforço de quem nos “lidera” (no geral) vai precisamente no sentido oposto… para mim, o desafio do presente é encontrar o líder que há em nós e “desencostar” dos pilares a que estamos habituados.

Abraço e obrigado pela partilha ;-)

NM

Gaspar disse...

Boas!

Muito bem "esgalhado", como se costuma dizer.

Já partilhei no FB e no blog é já a seguir.

Penso que o Ricardo tocou no ponto fulcral da coisa: não a quantidade de pessoas com coisas para partilhar e vontade para tal, mas a outra quantidade bastante superior de pessoas que usurpam as partilhas e/ou as utilizam apenas para deitar a baixo quem as ousou partilhar.

Nós, por aqui continuaremos a partilhar com quem quer que seja e restar-nos-á o consolo de que pelo menos haverá quem queira ser receptor dessa partilha.

Abraço

Rui Lança disse...

Olá Ivone,

Obrigado pelos comentários. Às vezes saem umas coisas assim. E concordo muito com o que dizes também, e por isso é que acredito que deve fazer parte do bom senso e não por obrigação. Mas temos de incutir, acredito que sim.

Bjs,

Rui Lança disse...

Olá Nuno,

Tento ter jeito para a coisa, algo que gosto cada vez mais. E gostei muito do que escreveste, concordo plenamente. Mesmo muito. Vamos ver o que nos espera no futuro, sabendo que grande parte depende da nossa atitude e comportamento.

Abraço

Anónimo disse...

Olá Rui

Obrigada por partilhares esta ideia de partilha. Mais uma vez concordo contigo, porém, a partilha do conhecimento ao nível das organizações, tal como tu referes, pode por vezes ser contraproducente para quem partilha justamente porque não existe essa “cultura”. Tipos que copiam e tipos que se aproveitam do potencial alheio é o que mais há por aí, acresce que não sei bem o que fazer numa organização na qual eu não sei o que é que o vizinho do lado está a fazer porque se trabalha em segredo (de assunto banais que não carecem de sigilo). O mais curioso é percebermos que essas são precisamente as pessoas que copiam e se apropriam dos trabalhos e das ideias dos outros. Não há confiança para partilhar de um modo efectivo. A má gestão do conhecimento é só mais um item a acrescentar à interminável lista de “más práticas”.

Perdoa-me o tom negativo mas o não reconhecimento contínuo tem-me tornado uma céptica.

Beijos

CC

Anónimo disse...

Boa Noite a Todos

O Acto de partilhar, já por si só é algo complicado, pois nós fomos habituados, a lemas do tipo a alma do negocio é o segredo. Eu colocaria a questão, de outra forma até onde pode ir a totalidade da partilha? Ou seja quero com isto dizer que depende da "pessoa" , com quem devemos partilhar as ideias e práticas, claro que vai depender muito do grau de relacionamento que temos para com elas, mas ter boas maneiras e ensina-las desde que o interlecutor as queira aceitar eu sou a favor da partilha das mesmas, se nos as roubarem ou copiarem, pelo menos que façam melhor, mas acho que desde que fiquemos de bem com a nossa consciência é o que interessa!

Cpts

João Cordeiro

Rui Lança disse...

Caro João Cordeiro,

Concordo exactamente consigo. Aliás, vai responder à questão que coloco no meu post do blog, que é sabermos quando, onde, com quem, etc. podemos e devemos partilhar, mas que a competência deveria ser apre(e)ndida logo an escola, acho que deveria.

Cumps,

rl

Rui Lança disse...

Amigos Ricardo e Fernando,

Vocês tocam em questões tão fulcrais como a própria temática em si. E acredito que qualquer um de vós escreveria questões tão pertinentes sobre o tema da partilha, aliás, o Ricardo brilha com o ponto de vista dele.

Obrigado aos dois :)

abraços

Anónimo disse...

Não há dúvidas que partilhar idéias é muito bom, aprofunda-se o conhecimento; mas, como bem colocado pelo Sr. João Cordeiro, depende com quem se partilhar e o que se partilha, deve se ter precaução para não partilhar idéias com quem não quer ouvir o que você tem a dizer, é como jogar "pérolas aos porcos".

MADELINE ROCHA FURTADO

Rui Lança disse...

Obrigado Madeline!

Caro Luís Passos, gostei muitos dos seus comentários, sério que gostei. Aliás, por alguma razão considero que aquelas piadas do Dogbert e Dilgbert devem ter sido retiradas em boa parte do nosso dia-a-dia de algumas organizações bem portugueses. Embora não seja apenas uma problemática 'tuga', é uma área que também temos de dar passos e de forma o mais célere possível.

Obrigado pelos contributos,

rl

Anónimo disse...

Sim....eu sou um defensor acérrimo da partilha de ideias, contactos, experiências , conhecimento.Nada disso prejudica o nosso sucesso.Temos é de ser trabalhadores.Partilhar com os outros; passar a "pasta" para os outros, liberta-nos para podermos fazer outras coisas, diferentes, quiçá mais interessantes, com mais valor.

Mário Sampaio

Rui Lança disse...

Obrigado Caro Mário, concordo com tudo. Faz a diferença, claramente. E a necessidade de encontrar pessoas com quem partilhar e que partilham é urgente, quase! Precisa-se. Obrigado pelo comentário.

Anónimo disse...

De facto em Portugal existe uma cultura de secretismo e uma fixacao na blindagem de ideias, que em nada ajuda o empreendedorismo. As ideias devem ser partilhadas porque o que realmente importa é a execucao. Uma ideia fantástica na gaveta vale zero. Uma ideia mediana bem executada pode valer milhoes, até porque só a execucao permite refiná-la. Como, em geral, é dificil implementar uma ideia sozinho, a partilha é fundamental. Além disso, se alguém "roubar" a ideia, tal só significa que foi capaz de a executar antes e melhor que o pensador original, pelo que o demérito é de quem nao usou a ideia. Em países com forte cultura empreendedora, como os Estados Unidos e o Reino Unido, é normal discutir abertamente ideias, e quanto mais se discutem, melhor elas se tornam.

O risco está na execucao. Pensar todos conseguem. Arriscar e implementar nao está ao alcance de muitos, pelo que a probabilidade de ter uma ideia roubada nao é assim tao grande como se julga.

Jorge Mascarenhas

Anónimo disse...

Acredito fortemente que as pessoas que tem boas idéias, geralmente saberão aplicá-las ou buscar quem tem condições de fazer isso. Para os medíocres que copiam nem isso eles tem, por isso vejo que o Sucesso está em partilhar, pois este terão bons seguidores.

Dani Alberton

Anónimo disse...

Concordo plenamente e gostei do artigo na partilha de boas práticas.

Já adicionei o teu blogue com uma visita rápida, é de interesse de consulta e cultura de horizontes abertos com humildade do saber e aprender sempre evolução na troca de experiências no nosso desempenho do dia a dia profissional, e não só…Na relações humanas de mediação de conflitos sem felo.

Abraços Aquáticos

CA

Rui Lança disse...

Olá Carlos,

Obrigado pelo feedback. Decidi enviar para ti, pois lembro-me que em Ansião gostaste das áreas que falávamos. Vamos ver o que nos reserva o futuro relativamente a estes softskills.

Abraço,

rl

Anónimo disse...

Concordo com tudo o que li nos post anteriores. Na minha opinião, partilhar significa acima de tudo evoluír, motivar e crescer. Quem não partilha e esconde são os inseguros!

Fátima Marques Monteiro

Anónimo disse...

IDEIAS (boas práticas) só são úteis quando postas em prática.

Alcino PINHEIRO

Anónimo disse...

Bom dia, acho que temos aqui dois conceitos diferentes: Boas Práticas e Ideias.
As boas práticas resultam de ideias iniciais que já foram aplicadas e das quais foram obtidos bons resultados. Dentro de uma mesma organização, devem as mesmas ser partilhadas de forma a que possam ser aplicadas, ou adaptadas em diferentes àreas.
Já em relação às Ideias, as mesmas podem ser um agente diferenciador, em relação a uma empresa concorrente, por isso há que acautelar essa partilha, até porque enquanto não forem aplicadas, não sabemos que tipo de resultados as mesmas no s poderão trazer.

Sónia Carla Inácio

Rui Lança disse...

Caro Jorge,

Tudo parte de 'dentro', da forma como encaramos as ideias, o ambiente, competitividade, o que é sucesso ou não, etc. E aí sim, infelizmente, perdemos para outras culturas. Há claramente um trabalho a fazer desde base. Quanto mais rápido melhor, na minha opinião.

Rui Lança disse...

Sim Sónia, toca aí numa diferenciação de terminologias. Comecei por dizer que era a partilha de boas práticas...mas também nas ideias, se pode discutir na mesma o quando, como, a quem, etc. E continuo a considerar que são questões muito de 'dentro', comportamentais, da nossa sociedade.

Anónimo disse...

Se a partilha de boas práticas for feita de maneira cuidadosa, como no formato de um case, não vejo problemas em partilhar. Há maneiras de se resguardarem as idéias originais, como nas práticas de propriedade intelectual. Sem mencionar a ética e o alinhamento desta partilha com as diretrizes da empresa onde estas práticas são exercidas; isto é de extrema importância para que nada de estratégico vase. Além disso a troca de melhores práticas é uma ótima oportunidade de expansão de network.

Rosiane Gonçalves

Rui Lança disse...

Cara Rosiane,

Sim, claramente. O problema a este nível - Portugal - são as mentalidades e o se pensar que a partilha é perder poder e não ganhar aliados, pessoas a concordarem connosco e aumentar a criação de valor.

Anónimo disse...

Todo o tipo de conhecimento tem um tempo específico e contextos diferentes para a sua partilha. A partilha é sempre importante em qualquer sociedade pois educa e ajuda a aprimorar os nosso próprios conhecimentos através dos feedbacks (positivos ou negativos), mas nunca devemos colocar-nos em situações de fragilidade.

Nuno Quidiongo

MBUintelligence disse...

Parabéns por tão intensa partilha de conhecimento e perspectivas. Obrigado ao autor e a todos aqueles que têm a coragem de partilhar tão ricas perspectivas acerca de um tema que está na base de grandes feitos. Costumo dizer que só com a partilha de conhecimento se alcança um resultado tangível, embora a intangilibilade de conceitos como competência, conhecimento e partilha tornem difíl a avaliação de um determinado resultado ou impacto. Abraços e obrigado

Rui Lança disse...

Caro Nuno,

Concordo contigo e falas de algo muito importante, termos feedback. Algo que também não é usual nas organizações portuguesas, não achas?

Abraço,

Anónimo disse...

Rui

Infelizmente a maior parte das organizações portuguesas apenas acham relevante o "feed" e desconhecem (ou preferem ignorar) a importância do "back". As poucas que trabalham de forma global são empresas líder (ou a caminho de) e/ou melhor preparadas para a sociedade/economia do futuro.

Abraço

Nuno

Rui Lança disse...

Excelente Nuno. Mesmo. Reforçava tudo o que disseste.

Anónimo disse...

Caro Rui, acho que devemos correr o risco numa óptica coopetitiva (cooperar e competir numa base simultânea) e também concordo que são questões de "dentro" da nossa sociedade. Por vezes temos uma visão míope e acreditamos que detemos as melhores ideias e por isso corremos o risco de sermos copiadas ou ultrapassados. Contudo, curiosamente Portugal é um dos países da Europa com menos patentes registadas. Por motivos culturais, os portugueses normalmente só confiam na família, o que explica o facto do tecido empresarial português ser maioritariamente de cariz familiar tornando-se pouco competitivo numa arena global. Com esta falta de confiança e de cooperação perdem-se inovações incrementais interessantes ou até disruptivas e essencialmente perda de sinergias (1+1=3) estratégicas. Na minha opinião, o estabelecimento de parcerias estratégicas tornam-se fundamentais para as organizações portuguesas entrarem em mercados e projectos que por si só não teriam dimensão critica. Considero ainda que em Portugal fica muito por fazer, não por não termos capital intelectual ou iniciativa empreendedora, mas sim por esta questão cultural (latino-católica) que se apodera de nós.

Cumprimentos

Flávio Rodrigues

Rui Lança disse...

Caro Flávio,

Excelente a sua análise, precisamos de crescer como sociedade, cultura e como um grupo enorme, que apesar de todo o peso negativo, a sua soma tem de ser positiva e continuar a crescer a uma velocidade que não se vê...e duvido que seja exequível, quanto mais possível.

Obrigado

Rui Lança disse...

Olá Sandra,

Sim, o acto de partilhar muitas vezes faz-se sem pensar no porquê, sai naturalmente. Mas não há grande dúvida sobre o benefício que pode trazer. Aprendemos e recebemos retorno de critícas, observações, etc.

Obrigado!

Anónimo disse...

Partilhar boas práticas é sempre saudável, a questão é que no nosso país (onde tenho experiência) há pouca ética e as ideias/boas práticas são roubadas de forma descarada. Hoje percebo porque é que em países evoluídos como os EUA, Espanha etc, as associações empresariais funcionam e em Portugal são meras montras para os seus dirigentes se promoverem.

Carlos Gonçalves

Rui Lança disse...

Também assim espero Flávio. Espero mesmo. Mas não é algo que se fará de um momento para o outro, como quase tudo o que advém da parte cultural ou comportamental.Obrigado pelo feedback! Continue a passar pelo blog!

Anónimo disse...

Claro que devemos, pelo menos podemos ficar satisfeito que alguém gostou da nossa ideia. Quem avança com as nossas ideias pode também correr o risco de ser roubado.

Januário

Anónimo disse...

É doloroso e frustrante ver outras pessoas aproveitarem-se das nossas ideias. Também já perdi algumas oportunidades por falar com as pessoas erradas, mas o nosso dever cívico e ético é continuar divulgar e desafiar as competências.
Face à minha experiência por bater nas portas erradas, descobri uma técnica e forma de combater os oportunistas e falsas entidades. Não podemos cruzar os braços nem deixar que uma péssima oportunidade (mau contacto) supere todas as possibilidades e ideias que possam concretizar em objectivos absolutos.
Força Rui, não perca a esperança.

Januário

Rui Lança disse...

Caro Januário, baixar os braços ou acomodar-nos é que não! É difícil também perceber onde vai a partilha, feedback e o oportunismo de nos 'levarem' as ideias. Depende da capacidade de exequibilidade e colocação da mesma em prática. Mas é bom ver que existem muitos outros que consideram que a partilha, inclusão, parcerias, debate é a forma de podermos elevar a fasquia da qualidade do que se oferece e produz.

Obrigado! Abraço.

Anónimo disse...

Caros,

Existe um ditado chinês que reflecte a linha de pensamento dos comentários.

Ditado Chinês.: “Se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando um pão, e, ao se encontrarem, eles trocam os pães, cada homem vai embora com um. Porém, se dois homens vêm andando por uma estrada cada um carregando uma ideia, e, ao se encontrarem, eles trocam as ideias, cada homem vai embora com duas.
Sempre que possível troque idéias, elas esclarecem, acrescentam, ajudam, evoluem… ainda que não precises da tua ideia, servirão para o outro.”

Com isto, quero acrescentar que, nem só as ideias que nos podem "alavancar" é que são úteis. Partilha as tuas ideias (In)úteis, mesmo quando estas não influenciam o teu quotidiano.

Cumps

Daniel Pinto

Anónimo disse...

Parabéns. Abraço musculado

Tiago Viana

Anónimo disse...

parece-me que faz todo o sentido partilharmos boas práticas, pois dessa forma podemos colaborar com outros, reflectir sobre o trabalho desenvolvido em conjunto e desenvolvermo-nos! o isolamento profissional não traz benefícios a longo prazo.

Susana Correia

Anónimo disse...

Estou sempre a ter ideias, e sempre a falar delas. As pessoas com falo das minhas ideias enriquecem-nas com os seus pontos de vista, validam-nas e sei lá se as aproveitam! Não consigo implementá-las todas. Nunca me arrependi de partilhar as minhas ideias.

Margarida Branco

Anónimo disse...

Sou apologista da partilha..todos crescemos (e nós tambám).O acto da partilha começa por ser um acto egoísta, porque nos sentimos bem a fazê-lo.
Temos que ir no risco, como dizem os brasileiros e deixar para trás um pouco o que nos caracteriza...inveja, mesquinhez...
Claro que há sempre uns xicos-espertos...
João.

Joao Paulo Marques

Anónimo disse...

Caro Rui

O tema está interessante e as opiniões tb...tendencialmente a convergirem par o mesmo lado...ou seja há um sentimento e prática de partilha;

Mas no meu anterior post o que eu quiz dizer foi que podemos dar ou partilhar algumas das nossas ideias, mas acho importante não dar tudo na totalidade! E porque? Pois ao longo destes poucos anos de experiência, tive oportunidade de trabalhar com grupos diferentes e de sectores da estrutura diferente, e quando digo diferentes é na atitude perante as "mais diversas situações"...pois o que tenho constatado é que 75% dos elementos do grupo, ficam espera que se lhes diga e se lhes de tudo....ou seja querem as coisas como se costuma dizer de "mão beijada", então se não dermos tudo e obrigarmos o grupo a interargir , a discutir e a ser pro activo perante a informação ou tema que se partilha é melhor! Pois pegando na deixa dos ditados Chineses..."Não lhe des o peixe, mas sim a cana para pescar " e assim ensina-los a pescar....independetemente dos grupos que pode haver numa empresa, partilhar sim e sou a favor de não e nem se dizer tudo pois os outros não são acefálos e tb podem dar continuidade á ideia ou partilha...ou o melhoe a meu ver é vir "discutir a ideia";

Cpts

João Cordeiro

Anónimo disse...

Parece-me sempre uma boa ideia! A partilha das boas práticas promove o desenvolvimento do conhecimento..permite que a inovação e a criatividade tenham lugar. Protejam-se os direitos de autor quando é necessário, porque quem cria tem dirteito a ser reconhecido pelo mérito. Mas partilhar sempre..de que serve o conhecimento, a informação se não for partilhada. Se der lugar a mais conhecimento, mais informação, mais desenvolvimento, mais crescimento, porque não?

Catarina Pereira

Maria Costa disse...

Cada vez mais acredito que só na partilha existe crescimento e evolução.
Reter conhecimento e informação apenas o cristaliza, isola e rapidamente fica desactualizado.
Acredito que é na qualidade da partilha que se distingue um verdadeiro high performer, qualquer que seja a sua área.

Maria Costa

Carlos disse...

Partilhar? É claro que sim! Afinal, todos partilhamos este mundo não é?

Carlos Almeida

Maria da Graça Kraemer disse...

Olá Rui,
Sou favorável a partilhar idéias e boas práticas, percebo que nos faz crescer, agrega valor , além disso, o conhecimento e a vivência de quem recebeu a informação , fará a diferença no resultado final.
Abçs,

Carlos disse...

Partilhar? Claro que sim! Afinal não partilhamos todos este mundo?
Partilhar, é um verbo que possibilita múltiplas formas, em vários contextos, mas trata-se sobretudo de uma necessidade primária indispensável para a evolução do ser humano.

É partilhando entre si a informação disponível, que os neurónios conseguem produzir no nosso cérebro essa fantástica maravilha que é o acto de criar ideias, e de nos empolgarmos com elas.

Pessoalmente estou muito atento ao que vão partilhando comigo, tento sempre igualmente, partilhar ao máximo o pouco que sei, e as ideias que vou tendo, no intuito de contribuir, à minha escala, para que, nem que seja um único ser humano que se cruze comigo, progrida acrescentando alguma coisa em algum aspecto; essa pessoa ficará mais enriquecida, e o mundo e a humanidade também; logo, se eu faço parte da humanidade, e vivo neste mundo, eu próprio ficarei também mais rico. Uma forma de egoísmo? É! Mas acrededito que esta forma de egoísmo, se a cultivássemos com maior frequência, nos traria maiores benefícios a todos.

Carlos Almeida

Anónimo disse...

Claro! Não é o conhecimento que faz o sucesso, mas sim o saber fazer e principalmente a resiliência na aplicação deste.

Carlos Monteiro

Patricia disse...

Olá Rui. Sim definitivamente sim. Penso que o nosso crescimento e desenvolvimento profissional enquanto sociedade terá que passar de uma lógica estrita de competição para uma de cooperação...mas temo que ainda vá levar um bom tempo...

Patricia Lourenco

Rita Mendes Albino disse...

Na minha opinião o melhor método de trabalho é a partilha. Quando se partilha a probabilidade de acrescentar valor à ideia é superior à probabilidade de se apoderarem dela... É este o melhor método, até na área científica! Assim evitamos que ande meio mundo a inventar o inventado... É assim que se promove o desenvolvimento e o conhecimento, na minha perspectiva, claro!

Anónimo disse...

olá Rui,

hoje em dia, nesta era digital, partilhar é a base de qualquer relação prospecto/empresa...

Para ganhar confiança e credibilidade é preciso dar primeiro para receber mais tarde.

Cada vez mais existem aplicações Open Source para os computadores, disponibilidade de e-books online etc...

Excelente questão!

Abraço,

Ken.

Carla disse...

No dicionário SUCESSO vem antes de TRABALHO, na realidade primeiro temos de trabalhar para depois termos sucesso e como a excepção não faz a regra, PARTILHAR vem antes de RECEBER, por isso vamos seguir esta ordem e partilhar, quem dá sempre recebe...
mais importante do que aquilo que partilhamos é a atitude com que o fazemos e isso é pessoal e intransmissível.

Carla i Vitor Amador

Francisco disse...

Basicamente quem não partilha é porque tem um déficit de confiança em si próprio, e provavelmente pensa que dificilmente terá um nova boa ideia. Por outro lado, nas empresas em Portugal é raro vir de cima o incentivo da partilha, o que é fundamental.

Francisco

Rui Lança disse...

Muito obrigado a todos pelos vários e muito bons contributos que fomos dando! Bom espaço de troca de ideias!

Obrigado :)

Peter disse...

Grande Rui,

Mais uma óptima partilha da tua parte. Sempre fui um defensor da partilha de experiências, sabedoria e opiniões, entre outras coisas... Só assim poderemos criar Valor Acrescentado! Só uma sociedade com uma consciência colectiva pode criar Riqueza, e não me refiro a dinheiro. O todo só se pode construir com a soma do valor individual de cada um, e se este permanece no individuo e não no grupo, não é possivel partir para a construção de algo realmente sustentável. Abraço!

Rui Gomez disse...

Caro RL,
Mais uma excelente publicação, que desencadeou esta massa em comentários - e dos bons!
Ácerca da partilha, concordo com os comentários anteriores. Sem partilha não há evolução! Por exemplo, a SALTO - que referiste num post anterior - é o exemplo de partilha, tal como outros: IASFA, etc. PartilhaR provoca evolução e surgem ideias para melhor o partilhado. No desporto temos bons exemplos, o do jogo: Alguém um dia criou um jogo, e com a partilha entre gerações esse "jogo" foi desenvolvido, realizando-se em diferentes variantes (exemplo: jogos de animação e dinâmicas de grupo). Em Portugal, existe o medo de partilhar, devido à cultura do "eu" e só "eu". Há o medo de perder a autenticidade das ideias... Será que estamos a evoluir na partilha de técnicas, de produto, de educação, de formação, de sentimentos...? Será que partilhamos mesmo? Ou vamos continuar a cultivar a cultura do umbigo: só o meu?!
Abr

Maria Rosario Pereira disse...

Cada vez mais as organizações percebem quanto o compartilhamento de conceitos, métodos e técnicas promovem a socialização do conhecimento, permitindo assim que haja uma continuidade das atividades com maior qualidade. O que ainda é muito difícil é conscientizar pessoas que elas só tem a ganhar em compartilhar seus conhecimentos.

Alexandre Sousa disse...

Tenho alguma dificuldade em dizer que esta ou aquela ideia é minha propriedade.
Confesso, em 100 anos de vida e milhares de documentos que possuem a minha paternidade, nunca consegui produzir uma só linha original!

Jailson Gomes disse...

O risco de termos nossas idéias "roubadas" é e sempre será uma constante. Se nos preocuparmos com isso estaremos indo na contramão dos formadores de lideres. Como bem citado pela Carla, a partilha vem antes do retorno.

Jailson Gomes

Helena disse...

Considero que sim! Concordo com o Alcino Pinheiro.

Helena Rollo

Mário Sampaio disse...

Vamos partilhar Boas Práticas................assim também nos damos a conhecer...............e podemos "ganhar" com isso.Partilhar só traz vantagens.A vida é uma partilha constante de atitudes.

Mário Sampaio

Celso Capella disse...

Rui

Caso você registre que a idéia ou boa prática foi sua, mediante um Plano de Ação ou algo similar, não vejo incoveniente.

Vamos separar o que seriam Idéias ou Boas Práticas de um Produto Novo, o qual você investe tempo e/ou dinheiro e que espere um retorno.

Exemplo:

1) Boa prática: resíduos do setor serem destinados a reciclagem

2) Produto Novo: um Sistema de gestão desenvolvido por você ou financiado por você em que haja uma economia ou melhora da gestão e não tenha similar, fora do horário de trabalha na empresa atual.

No caso 1 você documentaria e distribuiria, seria bom para seu histórico profissional na empresa atual, o caso 2 seria um investimento não vinculado a empresa atual.

São 2 situações que eu me recorde no momento.

Abraços

Celso Capella

Celso Capella disse...

Rui

Caso você registre que a idéia ou boa prática foi sua, mediante um Plano de Ação ou algo similar, não vejo incoveniente.

Vamos separar o que seriam Idéias ou Boas Práticas de um Produto Novo, o qual você investe tempo e/ou dinheiro e que espere um retorno.

Exemplo:

1) Boa prática: resíduos do setor serem destinados a reciclagem

2) Produto Novo: um Sistema de gestão desenvolvido por você ou financiado por você em que haja uma economia ou melhora da gestão e não tenha similar, fora do horário de trabalha na empresa atual.

No caso 1 você documentaria e distribuiria, seria bom para seu histórico profissional na empresa atual, o caso 2 seria um investimento não vinculado a empresa atual.

São 2 situações que eu me recorde no momento.

Abraços

Celso Capella