Coach do Coach

Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios.


Mostrar mensagens com a etiqueta Team-building. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Team-building. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 2 de julho de 2012

A Espanha em Futebol, o team cognition e as organizações

Não se trata de um texto sobre Futebol, nem sobre as possibilidades deste ou daquele vencerem o melhor futebol da actualidade e que alguns defendem ser o melhor de sempre. Mas sim um texto sobre equipas, processos de grupo e fazer uma ligação a esta equipa de Futebol às equipas das organizações.
O exercício de fazer algo que já se faz há imenso tempo conjuntamente com a aquisição de novos conhecimentos que nos permitem ver com ‘olhos’ novos essas ‘coisas’ antigas, permite-nos perceber aspectos nunca apreendidos, uns que podiam já lá estar, outros serem propostos pelo nosso raciocínio. 

Ao mesmo tempo que pesquiso, leio e aprendo sobre as equipas de elevado desempenho e o termo team cognition, vou perfilando um conjunto de acções, atitudes e ferramentas que ajudam as equipas ainda a serem melhores equipas. Saber como potenciar as fases das equipas, autonomia, compromissos colectivos ou acções que têm uma maior probabilidade de atingirem melhores resultados do que outras. Tudo isto no pilar comportamental, interligado e interdependente dos outros pilares que constituem as equipas.

Já muito se escreveu sobre o Futebol praticado pela selecção espanhola ou pelo Barcelona. Não sei quantos livros, teses, etc. Existe um aspecto focado por mim quando abordo a temática das equipas com elevados desempenhos que é a ‘Intervenção Interpessoal’. Uma normal e natural predisposição para o outro. Este outro pode ser o colega ou o cliente. Esta predisposição é recíproca, ou pelo menos, convém ser, pois apenas assim mantém a (bi)direccionalidade activa.

Quando tento transmitir a importância da predisposição interpessoal nas equipas, seja qual for a sua realidade, costumo dar o exemplo dos desportos colectivos. Se queremos dar continuidade a uma jogada temos de entregar a bola da melhor forma possível. Outros acham que devemos realizar a melhor recepção possível. Penso que as duas se realizadas comummente será melhor (óbvio).

Mas a predisposição interpessoal é a exigência que colocamos no que entregamos aos nossos colegas de equipa. Seja a bola, a mensagem, a tarefa, os recursos, etc. E olhar para o passe – desmarca - recepção da Espanha faz-me ir buscar sempre este exemplo da comunicação ser cada vez mais a peça do puzzle que faz a diferença no funcionamento das melhores equipas. Se a equipa espanhola poderá ensinar algo deveras simples às outras equipas e organizações é que a passagem da bola na Espanha é como a mensagem que contém a informação mais importante: deve ser entregue e recepcionada com o menor erro possível. Neste caso a selecção comunica muitas vezes e tem uma taxa de troca de informação muito superior às restantes organizações.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Expert Teams

Algo distingue as equipas de alto rendimento e as restantes. A bibliografia refere-se a expert teams, temática que muito me fascina. Retirado daqui algumas dicas que após um estudo caracterizam as Expert Teams:

- Expert teams share a clear and common purpose and a strong mission.

- Expert teams share mental models. Their members anticipate each other. That can communicate without the need for overt communication.

- They are adaptive. They are self correcting. Their members compensate for each other. They reallocate functions. They engage in a cycle of prebrief-performance-debrief, giving feedback to each other. They establish and revise team goals. They differentiate between high and low priorities. They have mechanisms for anticipating and reviewing issues and problems of members. They periodically review and diagnose team effectiveness and team vitality.

- They have clear (but not overly clear or rigid) roles and responsibilities. Members understand their roles and how they fit together
- They have strong team leadership. Led by someone with good leadership, not just technical skills. They have team members who believe the leader cares about them. They provide situation updates. They foster teamwork, coordination and cooperation. They self-correct first.

- They develop a strong sense of “collective.” Trust, teamness and confidence are important. They manage conflict well. Members confront each other effectively. They trust each others intentions.

- They optimize performance outcomes. They make fewer errors. They communicate often enough, ensuring members have the information to be able to contribute. They make better decisions.

- The cooperate and coordinate. They identify team task work requirements. They ensure, through staffing and development, that the team possesses the right mix of competencies. They consciously integrate new members. They distribute and assign work thoughtfully. They examine and adjust the physical workspace to optimize communication and coordination.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A diferença de jogar no clube e na selecção! A diferença de estar numa equipa e num grupo!

Não é de agora, mas aproveitando o Campeonato do Mundo de Futebol, mais visível aos ‘nossos’ olhos, vários comentários são proferidos relativamente à diferença de rendimento de alguns jogadores dos clubes para as selecções.

Nos últimos anos habituámo-nos a observar alguns jogadores que jogavam melhor na Selecção Nacional de Futebol do que no seu clube. Lembro-me de um ou dois, com Maniche à cabeça. Claramente um jogador que com Scolari subia de rendimento, principalmente após a saída do Porto, quando a sua carreira nos clubes assumiu quase sempre uma recaída ao nível das suas exibições.
A grande maioria dos jogadores tem uma recaída quando chegam às selecções. E eu digo “Ainda bem!”. Porquê? Porque valoriza o papel do treinador e dos processos de treino, team cognition, building, etc. Qual treinador e processos? Clubes, claro está!

Se um jogador chegar à selecção, após dezenas e centenas de treinos a proceder de forma x e chegar à Selecção e for indiferente a posição onde irá jogar, algo poderá estar errado, mesmo quando falamos de um Messi ou um Ronaldo. Porquê? Porque nos clubes o treinador dedica-se a definir algo que na sua concepção, é o melhor processo de grupo para o conjunto de jogadores que compõem a sua equipa. Na Selecção será igual, mas o tempo de adaptação é muito menor e isso ser ainda mais visível quando os atletas se juntam dois ou três dias antes dos jogos.

Daí algumas das melhores Selecções e seleccionadores optarem, quando possível, por ‘esqueletos’ e sectores de alguns clubes. Meio-campo constituído por jogadores do Porto no Euro 2004, Itália que ‘abusava’ da ‘espinha-dorsal’ durante alguns anos do AC Milan, Espanha a utilizar o meio-campo catalão, etc.

Afirmo que é positivo este trabalho. Se por um lado, as selecções por vezes atingem um potencial individual melhor e poderá de alguma forma diluir estas dificuldades, de outras formas, a Selecção ter de passar em pouco tempo da fase de formação para a fase de normalização, sem dar espaço a conflitos posicionais. Sim, conflitos, testes, análises, etc.

sábado, 5 de junho de 2010

Team Building e os Contemporâneos

Qualquer semelhança entre este video e aquilo que muitos ainda acreditam ser o coaching de equipas é pura...


segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Motivação por Wenger

Tópicos dos discursos de Arsene Wenger aos seus atletas! 'Apanhado' no quarto de um dos muitos Hotéis por onde passa o Arsenal.

“Uma equipa é tão forte quanto as relações que se estabelecem no seu interior”, lê-se a abrir. A construção do espírito de conjunto prossegue com tópicos como estes: “Demonstrar atitude positiva dentro e fora do campo”; “Ser exigente consigo próprio”; “Manter a união”; “Mostrar o desejo de vencer em tudo o que se faz”.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Equipas para quê?!


"Dizem que o bom chefe de equipa é aquele que consegue obter o máximo dos seus membros. No entanto, dirigir uma equipa nem sempre é um mar de rosas, até porque o factor humano tem um peso determinante dentro da mesma.". Haveria muito mais a dizer de uma equipa, tendo lido diversos autores que fazem a seguinte pergunta: "Vale mesmo a pena perder tanto tempo para criar uma equipa? Não será possível atingir o mesmo objectivo com pessoas 'remando' sozinhas?"

Sei que isto de falar sempre sobre equipas, às vezes faz com que se repita diversos aspectos, mas o tema é deveras importante nos dias de hoje. Cá vai. 'Espírito de Equipa'. Retirado
daqui!



" A expressão, já por si, faz pensar de imediato em colegas entusiastas e animados que defendem um projecto 'em bloco', que se atiram incansavelmente ao trabalho e que, ainda por cima, são os melhores amigos. A realidade é bem diferente porque, onde há pessoas juntas, os problemas surgem automaticamente. Contudo, é possível fazer algumas intervenções simples para promover o espírito de equipa.



Os membros da equipa devem saber porquê é que foram escolhidos para a equipa. Assim, aprendem a respeitar-se a si mesmos e a respeitar os outros membros. Tanto os objectivos comuns como os individuais são importantes. Os objectivos comuns dão à equipa uma meta final que se tenta atingir. Os objectivos individuais evitam que a pessoa singular se apague completamente dentro da equipa.


Uma equipa só pode apresentar resultados se houver comunicação. A melhor comunicação vem dos contactos pessoais. É importante estimular esse tipo de contactos. Quando uma equipa trabalha bem, pode dizer-se isso em voz alta. Este incentivo só pode melhorar o ambiente e a motivação.


O espírito de equipa é reforçado pela sensação de confiança mútua e de comunicação aberta. Uma equipa deve ficar com a sensação de que o que ela faz é importante e deve saber que o líder a escuta. Muitas vezes organizam-se reuniões informais fora do escritório para melhorar a cooperação de uma equipa. Estes encontros são uma oportunidade das pessoas se conhecerem melhor fora das paredes da empresa. Depois de um destes encontros o ambiente melhora e a equipa trabalha de uma forma mais eficiente.

sábado, 2 de agosto de 2008

Plantel do Benfica faz team building


"Uma tarde diferente - Reforçar espírito de grupo na Foz do ArelhoDepois de um intenso treino pela manhã em Óbidos, uma tarde diferente na Foz do Arelho. Todo o grupo de trabalho (incluindo a equipa técnica) do Benfica deslocou-se àquela zona da Costa de Prata para actividades outdoor em que veio ao de cima o forte espírito de grupo existente neste novo Benfica 2008/09.Todos realizaram exercícios de team building, apelando ao espírito de grupo, sempre integrados num esplendoroso cenário dominado pela força da Natureza. Uma tarde diferente e que a todos cativou, sendo notória a amizade reinante no seio do plantel às ordens de Quique Flores."

Mal mesmo, somente a surpresa que isto (ainda) causa em algumas pessoas. É caso para perguntar 'E a pólvora depois da guerra, não?!'