Artigo do Mais Futebol desta semana! Aproveitar o exemplo de um dos treinadores portugueses.
O treinador do Sporting esteve em foco mais uma vez pelas suas palavras. Uns concordam, outros não. Uns dão-lhe o benefício da dúvida, outros nem tanto. Mas quem interessa saber o que pensam daquilo que Jorge Jesus diz é a sua equipa e os seus jogadores. E quando afirmo que interessa saber o que os jogadores entendem das palavras do seu líder, é porque está mais do que provado que as mensagens do seu treinador são das ações que têm mais impacto na motivação dos jogadores. E os treinadores sabem isso. Ou deveriam saber.
O que tem a ver com isto o termo making-sense?
De tempos a tempos somos confrontados com estrangeirismos. Uns ficam outros nem tanto. Mas o que é isto? É um processo sobre a narrativa que criamos e que nos permite um espaço apropriado onde examinamos a identidade e permite coabitar com as ambiguidades e contradições existentes de quem lidera. Um processo que podemos observar nos treinadores, educadores, professores, etc. E permite ao autor da narrativa explicitar o seu ponto de vista sobre algo e reconhecer que ao contar a sua história sobre si ou outro, concede-lhe a vantagem de usar o seu filtro para condicionar positivamente com as informações temporais, culturais, históricas ou espaciais.
O que isto tem a ver com Jorge Jesus ou com os treinadores? Os treinadores convivem muito num processo solitário. Para lá da equipa técnica e do perfil de líder de cada um, o treinador pensa e repensa muito na sua mente. Uma tentativa constante de criar através do seu estilo interpessoal uma especial influência no comportamento do atleta e essa relação baseia-se muito em tudo o que é comunicação.
Quase que podemos retirar daqui que é um processo consciente e intencional de criar um discurso e uma filosofia com a tentação de motivar e alinhar todos numa só direção. De que aquilo que cada treinador gostaria de dizer, que seja dito de modo a criar um efeito positivo nos seus jogadores. E o making-sense de Jorge Jesus? Nós não privamos nos espaços fechados entre JJ e a sua equipa. Por isso analisamos aquilo que nos é possível receber. A comunicação de JJ nas conferências, pré e pós-jogos e durante os jogos! E o que vemos?
Que Jesus é dos poucos treinadores que ainda mantém uma vertente genuína tão grande que nos faz parecer que o making-sense de JJ é quase nulo. E que isso nos permite, quando ouvimos JJ, pensar que de facto o treinador português considera que tem uma crença enorme que aquilo que pensa não deve sofrer qualquer filtro perante o discurso para dentro e para fora.
O que fez com que JJ viesse posteriormente dizer que afinal as suas palavras eram outras e com outro significado é uma novidade. E é este fenómeno do treinador do Sporting vir pegar nas suas palavras que é bastante interessante, pois significa que JJ – ou outro responsável – percebeu que as palavras poderiam ter um impacto negativo nos seus jogadores. E todos nós sabemos que o treinador deve incutir na sua comunicação e ação uma coerência e uma eficiência fundamental. Daí a importância do mesmo preparar-se, criar uma identidade ou uma marca, saber transferir, criar e treinar a sua narrativa para que a mesma ajude a atingir os seus objetivos.
E só tempo dirá se Jorge Jesus irá manter-se fiel às suas crenças ou não.
Coach do Coach
Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios.
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quarta-feira, 28 de setembro de 2016
terça-feira, 21 de maio de 2013
Artigo no jornal Record - análise ao treinador Jorge Jesus
Uma visão sobre os comportamentos de Jorge Jesus, treinador de Futebol do SL Benfica. Aqui vai o link:
http://www.record.xl.pt/opiniao/artigos/interior.aspx?content_id=823057
Durante a época desportiva escreve-se muito sobre os treinadores. Dos que ganham, perdem, os promissores, os que fracassam, o que devem fazer e que competências devem possuir. Sempre com um especial destaque nos resultados, como se fosse o único indicador de avaliação que os acompanha durante a sua carreira.
Jorge Jesus convive bem com isso, tal como tantos outros. No entanto, deixa transparecer ultimamente uma certa inquietude dado que os cenários não correm como o esperado. Um conjunto de afirmações que saíram fora do perfil que o treinador benfiquista nos tem habituado. Mais genuíno, menos ator, tem deixado transparecer outros sentimentos e emoções, o que, considerando os acontecimentos, é perfeitamente normal.
O treinador em geral vive num clima cultural perverso, dado que o senso comum relacionado com o ato de ser treinador é que o mesmo pressupõe o domínio e controlo total, o que acontece com a sua equipa e, como tal, o retorno é uma exigência feroz de todas as responsabilidades dos resultados por parte dos adeptos e dirigentes.
O treinador benfiquista assume que quer ter um conhecimento claro e profundo de tudo o que rodeia a sua equipa. Não consegue esconder isso. Dos objetivos, na análise dos recursos necessários e, influenciado ultimamente por uma veia académica e vivencial do Professor Manuel Sérgio, tem direcionado muito o seu discurso para as ciências comportamentais, inteligências emocionais, uma forma diferente e mais sistémica de alcançar o sucesso.
Jorge Jesus tem sido alvo nos últimos tempos, e bem, de um processo em que o treinador tem sido também ele treinado na forma como comunica, enfrenta os jornalistas e adeptos, na empatia com os vários elementos que o rodeiam. Um treinador do treinador. Uma mudança que só não vê quem não quer.
O treinador português, apesar de seguir algumas das correntes que defendem as equipas autónomas, denota nos seus hábitos adquiridos um desejo imenso para tomar o controlo de todo o treino e ambiente que o rodeia. Nos jogos, tenta controlar todos os movimentos dos atletas e da sua equipa. A frase “o treinador não joga” não se encaixa de todo no perfil de Jorge Jesus.
Na cabeça do treinador benfiquista há um conflito entre aquilo que sempre defendeu e a corrente nova para si que é a autonomização das equipas. Da auto-responsabilização dos seus atletas, da capacidade dos mesmos conseguirem compreender, questionar e interligar todos os dados que possuem para ganhar maior capacidade de tomar melhores decisões sozinhos.
Uma luta intensa na sua mente. Preciosa, mas difícil.
Rui Lança - Formador e Coach de Treinadores e Equipas. Colaborou com a FPF e Liga PFP. Pós-Graduação em Liderança e Gestão de Pessoas. Licenciado e Mestre em Ciências do Desporto pela FMH. Autor de 4 livros, três na área da gestão desportiva e o último ‘Como formar equipas de elevado desempenho’ com o contributo na vertente desportiva de Paulo Bento, Pedro Proença, Mário Palma e Mário Gomes, Mónica Jorge, Mats Olson e Domingos Soares Oliveira
http://www.record.xl.pt/opiniao/artigos/interior.aspx?content_id=823057
Durante a época desportiva escreve-se muito sobre os treinadores. Dos que ganham, perdem, os promissores, os que fracassam, o que devem fazer e que competências devem possuir. Sempre com um especial destaque nos resultados, como se fosse o único indicador de avaliação que os acompanha durante a sua carreira.
Jorge Jesus convive bem com isso, tal como tantos outros. No entanto, deixa transparecer ultimamente uma certa inquietude dado que os cenários não correm como o esperado. Um conjunto de afirmações que saíram fora do perfil que o treinador benfiquista nos tem habituado. Mais genuíno, menos ator, tem deixado transparecer outros sentimentos e emoções, o que, considerando os acontecimentos, é perfeitamente normal.
O treinador em geral vive num clima cultural perverso, dado que o senso comum relacionado com o ato de ser treinador é que o mesmo pressupõe o domínio e controlo total, o que acontece com a sua equipa e, como tal, o retorno é uma exigência feroz de todas as responsabilidades dos resultados por parte dos adeptos e dirigentes.
O treinador benfiquista assume que quer ter um conhecimento claro e profundo de tudo o que rodeia a sua equipa. Não consegue esconder isso. Dos objetivos, na análise dos recursos necessários e, influenciado ultimamente por uma veia académica e vivencial do Professor Manuel Sérgio, tem direcionado muito o seu discurso para as ciências comportamentais, inteligências emocionais, uma forma diferente e mais sistémica de alcançar o sucesso.
Jorge Jesus tem sido alvo nos últimos tempos, e bem, de um processo em que o treinador tem sido também ele treinado na forma como comunica, enfrenta os jornalistas e adeptos, na empatia com os vários elementos que o rodeiam. Um treinador do treinador. Uma mudança que só não vê quem não quer.
O treinador português, apesar de seguir algumas das correntes que defendem as equipas autónomas, denota nos seus hábitos adquiridos um desejo imenso para tomar o controlo de todo o treino e ambiente que o rodeia. Nos jogos, tenta controlar todos os movimentos dos atletas e da sua equipa. A frase “o treinador não joga” não se encaixa de todo no perfil de Jorge Jesus.
Na cabeça do treinador benfiquista há um conflito entre aquilo que sempre defendeu e a corrente nova para si que é a autonomização das equipas. Da auto-responsabilização dos seus atletas, da capacidade dos mesmos conseguirem compreender, questionar e interligar todos os dados que possuem para ganhar maior capacidade de tomar melhores decisões sozinhos.
Uma luta intensa na sua mente. Preciosa, mas difícil.
Rui Lança - Formador e Coach de Treinadores e Equipas. Colaborou com a FPF e Liga PFP. Pós-Graduação em Liderança e Gestão de Pessoas. Licenciado e Mestre em Ciências do Desporto pela FMH. Autor de 4 livros, três na área da gestão desportiva e o último ‘Como formar equipas de elevado desempenho’ com o contributo na vertente desportiva de Paulo Bento, Pedro Proença, Mário Palma e Mário Gomes, Mónica Jorge, Mats Olson e Domingos Soares Oliveira
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Jorge Jesus
Os seres humanos têm uma certa capacidade para julgar com muito mais enfoque nos últimos acontecimentos. Não acontece apenas no desporto, mas existirão dezenas ou centenas de exemplos no desporto, e no futebol propriamente dito, de alguns treinadores que foram campeões num ano e no ano a seguir foram demitidos por maus resultados. Apenas alguns jogos (Inácio foi despedido do Sporting na época seguinte depois de ter ganho um Campeonato pelos ‘verdes’, Fernando Santos foi demitido à 1.ª jornada depois da última época ter estado na luta até à última jornada, etc.).
Esta época desportiva Jorge Jesus vive uma espécie de purgatório depois de há uns meses ter sido considerado um excelente treinador, um exemplo, pois era um treinador sem formação académica e que nem a 4.ª classe possui, um mestre da táctica, etc. Teria o seu mérito, o Benfica era Campeão e tinha demonstrado um dos melhores ‘futebóis’ dos últimos tempos em Portugal. Isto apesar dos defeitos na gestão do plantel, que ficaram sempre ofuscados pelas diversas goleadas e excelentes exibições e carreira europeia (que terminou nessa mesma discrepância de gestão de alguns casos internos do plantel).
Na época 2009/10, Jesus conseguiu algumas proezas ao nível da potencialização de jogadores. Extremos mesmo! Conseguiu recuperar quase das últimas o Fábio Coentrão! Tocou no ponto relativamente a Di Maria. Conjugou como ninguém a capacidade de Ramires tornar todos os que com ele jogassem tornarem-se excelentes jogadores (caso mais evidente, Javi Garcia). Recuperou de um ano muito mau Aimar e colocou Saviola a sonhar com a ida ao Mundial, mesmo que fosse apenas na cabeça dos dois.
Esta época, Jorge Jesus vive quase o oposto. Por diversas razões. Umas relacionadas com opções mais estruturais e de direcção que da sua responsabilidade. Outras – penso eu – apenas da sua responsabilidade: empréstimo de alguns jogadores (Urreta apenas técnico? Rodrigo, que custou 6 M €…como pode ser emprestado? o Benfica é algum Real Madrid que empresta jogadores de 6 M €?, insistência de outros (Peixoto é talvez o caso mais evidente). A preparação da época é uma responsabilidade de todos! Se Vieira também serve para ir negociar…porque terá menos responsabilidades noutros assuntos? Jorge Jesus queixa-se da ida dos atletas ao Mundial…muito tempo a resmungar, menos tempo a improvizar soluções para esses problemas.
Jorge Jesus tornou-se menos interventivo. Mais arrogante. A meu ver, menos astuto. Com menos capacidade de surpreender. Tem para este ano um grande desafio: não perder a embalagem que ganhou na época anterior que o prejudique, quer interna quer externamente. Que o impeça de saltar para um Campeonato mais competitivo, embora para uma equipa com menos ‘pujança’ que o Benfica.
Jorge Jesus tem inúmeras qualidades. Não duvido nada. Ganharia muito mais se as equilibrasse com factores como a humildade, melhor comunicação e menos aparições, melhor impacto comunicacional. Não se consegue medir se é melhor que A ou pior que B. Valem os números. As vitórias ou derrotas. A capacidade de cair e levantar-se várias vezes.
Jorge Jesus tem de fazer consigo o que fez com tantos outros jogadores. Ir à boleia de uma boa campanha da equipa para sair para outros voos. Sabe que Ramires e Di Maria (mais este) usufruiram de boa visibilidade para irem para outros clubes. Jesus sabe que pode perder muito com más campanhas internas. UEFA será uma miragem, não há por enquanto qualidade, experiência e alinhamento para irem longe. É verdade que faltam 2 meses e meio, muito ainda, mas ter-se-á de remar mais e mais forte.
Esta época desportiva Jorge Jesus vive uma espécie de purgatório depois de há uns meses ter sido considerado um excelente treinador, um exemplo, pois era um treinador sem formação académica e que nem a 4.ª classe possui, um mestre da táctica, etc. Teria o seu mérito, o Benfica era Campeão e tinha demonstrado um dos melhores ‘futebóis’ dos últimos tempos em Portugal. Isto apesar dos defeitos na gestão do plantel, que ficaram sempre ofuscados pelas diversas goleadas e excelentes exibições e carreira europeia (que terminou nessa mesma discrepância de gestão de alguns casos internos do plantel).
Na época 2009/10, Jesus conseguiu algumas proezas ao nível da potencialização de jogadores. Extremos mesmo! Conseguiu recuperar quase das últimas o Fábio Coentrão! Tocou no ponto relativamente a Di Maria. Conjugou como ninguém a capacidade de Ramires tornar todos os que com ele jogassem tornarem-se excelentes jogadores (caso mais evidente, Javi Garcia). Recuperou de um ano muito mau Aimar e colocou Saviola a sonhar com a ida ao Mundial, mesmo que fosse apenas na cabeça dos dois.
Esta época, Jorge Jesus vive quase o oposto. Por diversas razões. Umas relacionadas com opções mais estruturais e de direcção que da sua responsabilidade. Outras – penso eu – apenas da sua responsabilidade: empréstimo de alguns jogadores (Urreta apenas técnico? Rodrigo, que custou 6 M €…como pode ser emprestado? o Benfica é algum Real Madrid que empresta jogadores de 6 M €?, insistência de outros (Peixoto é talvez o caso mais evidente). A preparação da época é uma responsabilidade de todos! Se Vieira também serve para ir negociar…porque terá menos responsabilidades noutros assuntos? Jorge Jesus queixa-se da ida dos atletas ao Mundial…muito tempo a resmungar, menos tempo a improvizar soluções para esses problemas.
Jorge Jesus tornou-se menos interventivo. Mais arrogante. A meu ver, menos astuto. Com menos capacidade de surpreender. Tem para este ano um grande desafio: não perder a embalagem que ganhou na época anterior que o prejudique, quer interna quer externamente. Que o impeça de saltar para um Campeonato mais competitivo, embora para uma equipa com menos ‘pujança’ que o Benfica.
Jorge Jesus tem inúmeras qualidades. Não duvido nada. Ganharia muito mais se as equilibrasse com factores como a humildade, melhor comunicação e menos aparições, melhor impacto comunicacional. Não se consegue medir se é melhor que A ou pior que B. Valem os números. As vitórias ou derrotas. A capacidade de cair e levantar-se várias vezes.
Jorge Jesus tem de fazer consigo o que fez com tantos outros jogadores. Ir à boleia de uma boa campanha da equipa para sair para outros voos. Sabe que Ramires e Di Maria (mais este) usufruiram de boa visibilidade para irem para outros clubes. Jesus sabe que pode perder muito com más campanhas internas. UEFA será uma miragem, não há por enquanto qualidade, experiência e alinhamento para irem longe. É verdade que faltam 2 meses e meio, muito ainda, mas ter-se-á de remar mais e mais forte.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
A incerteza de Jesus no Domingo(s)
Próximo Domingo, dia 12, os dois melhores treinadores da época passada da Liga Portuguesa da época passada irão defrontar-se e possivelmente, o que perder, sairá bastante fragilizado (claramente mais se o derrotado for o treinador visitado)!
A verdade é que com os nomes dos treinadores e as situações que os dois vivem actualmente, dava para realizar inúmeros trocadilhos: Jesus pode ser massacrado no Natal; Jesus precisa de Paciência para este Domingo; Que Domingo para Domingos?; etc.
Voltando à situação e ao jogo do próximo Domingo, acredito que uma derrota do Benfica deixa o clube sem objectivos quer ambiciosos (pois vencer a Taça da Liga nunca pode ser ambicioso para um clube como o Benfica), quer exequíveis (Liga Portuguesa ou UEFA...é para esquecer). Como escrevia um jornalista do jornal ‘Record’, se os resultados e as más exibições continuarem, não será apenas o JJ a ficar com o seu cargo em risco, arrisca a levar com ele a Direcção e toda a estrutura. Por isso acredito que mais derrota menos derrota, a própria Direcção do clube fica com as suas posições muito fragilizadas perante a queda do Futebol Sénior e as expectativas criadas de uma época para a outra.
Acredito que mais derrota menos derrota, também o Domingos pode ver a sua posição em risco, pois a meio da tabela da Liga Portuguesa está longe dos objectivos e potencial da equipa, e até Fevereiro, um novo treinador poderia muito bem ter tempo para se preparar para os embates europeus.
Voltando ao Benfica, JJ perde margem de manobra e os eventuais reforços a vir não passarão pelas mãos dele e alguns jogadores escolhidos por ele arriscam-se a ser emprestados ou vendidos. Continuará sempre por explicar como se gasta 6 M € no Rodrigo e se empresta. O Urreta ser continuadamente emprestado? Mais brasileiros e argentinos até quando?
Domingo…com uma derrota, duvido que quer Rui Costa quer Luís Filipe Vieira o consigam aguentar, com o risco de caírem mais tarde de forma mais precipitada. No Futebol, como me dizia Manuel Sérgio, não existem adversários, apenas inimigos. Até dentro dos próprios clubes…
A verdade é que com os nomes dos treinadores e as situações que os dois vivem actualmente, dava para realizar inúmeros trocadilhos: Jesus pode ser massacrado no Natal; Jesus precisa de Paciência para este Domingo; Que Domingo para Domingos?; etc.
Voltando à situação e ao jogo do próximo Domingo, acredito que uma derrota do Benfica deixa o clube sem objectivos quer ambiciosos (pois vencer a Taça da Liga nunca pode ser ambicioso para um clube como o Benfica), quer exequíveis (Liga Portuguesa ou UEFA...é para esquecer). Como escrevia um jornalista do jornal ‘Record’, se os resultados e as más exibições continuarem, não será apenas o JJ a ficar com o seu cargo em risco, arrisca a levar com ele a Direcção e toda a estrutura. Por isso acredito que mais derrota menos derrota, a própria Direcção do clube fica com as suas posições muito fragilizadas perante a queda do Futebol Sénior e as expectativas criadas de uma época para a outra.
Acredito que mais derrota menos derrota, também o Domingos pode ver a sua posição em risco, pois a meio da tabela da Liga Portuguesa está longe dos objectivos e potencial da equipa, e até Fevereiro, um novo treinador poderia muito bem ter tempo para se preparar para os embates europeus.
Voltando ao Benfica, JJ perde margem de manobra e os eventuais reforços a vir não passarão pelas mãos dele e alguns jogadores escolhidos por ele arriscam-se a ser emprestados ou vendidos. Continuará sempre por explicar como se gasta 6 M € no Rodrigo e se empresta. O Urreta ser continuadamente emprestado? Mais brasileiros e argentinos até quando?
Domingo…com uma derrota, duvido que quer Rui Costa quer Luís Filipe Vieira o consigam aguentar, com o risco de caírem mais tarde de forma mais precipitada. No Futebol, como me dizia Manuel Sérgio, não existem adversários, apenas inimigos. Até dentro dos próprios clubes…
sábado, 21 de agosto de 2010
A diferença entre ser bicampeão e bipolar
Existem muitas deixas desportivas, umas mais conhecidas outras menos mediáticas. Quem foi atleta certamente se recorda de frases que os treinadores vão alimentando durante as temporadas desportivas, com maior ou menor impacto.Jorge Jesus alimenta e alimentou algumas. Terá já algumas para recordar e isto da escrita tem algo de bom, ficam...registadas. As últimas é que ninguém venceria o Benfica com aquela atitude (resta saber em termos mensuráveis qual) e que seria bicampeão.
O treinador Jorge Jesus não passou de bestial a besta, longe disso. Sabe, porque tem alguns jogadores a fazer o mesmo, que os seus objectivos individuais somente serão concretizados se a equipa também os concretizar minimamente. Conseguiu ser campeão nacional na 1.ª época que teve condições para tal. Foi cedo demais e não terá conseguido adquirir algumas competências que fazem os treinadores mais vezes campeões que outras?
Não coloco nada em causa em termos futebolísticos ou das técnicas, tácticas ou estratégias. Vejo aquilo que alguns também conseguirão ver. De facto não estão a jogar no Benfica os melhores que lá estão, pelo menos, no presente momento. Falo muitas vezes da contrução de uma identidade nas equipas...apenas se constrói uma vencendo muitas vezes e não apenas um ano.
Jorge Jesus insiste em apostar num atleta que custou mais do que supostamente e na prática, vale. Acredito (quero...) que um treinador num clube português não possa decidir sozinho uma contratação de um jogador de um clube mediano espanhol (falo do Saragoça e não do Atlético) por um valor que deve ser maior que os orçamentos dos 13 ou 14 clubes da Primeira Liga. A culpa do 'casting' não é apenas dele, mas alguém o obrigará a colocá-lo a jogar? Atenção que dos três jogos oficiais não considero que todos os golos foram culpa dele, onde estava hoje o Cardozo? E o Sidnei nos dois golos contra a Académica? Como a bola passa toda a pequena área até ao Rolando?
Observamos jogadores a jogar que na realidade não estão a jogar. Preciso de referir nomes de alguns que andam a passear as camisolas? Que pensarão os que não jogam? Seria um exercício interessante perguntar porque jogam os nomes e não as perfomances.
O início de época é para todos os clubes. JJ viu contra a Académica um massacre benfiquista...quantos mais viram? Jogou 45' com mais um jogador apesar de todas as paragens que os jogadores tiveram e alguém foi complacente. Contra o Porto foi o fenómeno do golo sofrido aos 3' que condicionou todo o jogo...pode ser. Contra o Totenham tiveram 45' de grande entrega, porque será? Hoje fala-se numa pretensa grande penalidade...se calhar seria. A mão ou a falta sobre Coentrão. Prefiro pensar que se pode mudar a atitude dos jogadores ou então colocar os que têm alguma!
Sairam 3 jogadores, todos eles importante. Quim foi dispensado, Di Maria era o desiquilibrador nato e sempre em grande forma e Ramires talvez o jogador mais disciplinado tacticamente que passou no Benfica nos últimos anos e com uma entrega notável. Se Quim foi uma decisão da equipa técnica e os outros dois já todos sabiam que iam sair, onde estão os que compraram os maus erros de casting? E que tiveram muito tempo para o fazer.
Vamos ver no que torna JJ...se bicampeão, ex-campeão ou bipolar!
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Porque às vezes mais vale estar calado

Jorge Jesus: «Benfica está cansado de ganhar muitas vezes»
Leva-me o bom senso a dizer que nestas alturas...o melhor é estar caladinho, deixar que os cães ladrem e a caravana passar.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Para perder identidade é preciso tê-la?
O Benfica de 2009/10 começou com a força toda. Ganhou uma mão cheia de torneios, começou a Liga com um grande jogo apenas parado por um guarda-de-redes em dia (muito) sim, algumas goleadas, vitórias difíceis em Guimarães e Leiria, boas exibições na Europa até ao AEK!
Aí...viu-se o primeiro Benfica menos acutilante. Diria que se reflectiram a vertente física, motivadora e talvez a questão de Jorge Jesus não fazer descansar alguns atletas mesmo quando os resultados à hora de jogo já eram de 4 ou 5. Depois o Nacional e a pequena vingança do homem da pastilha elástica contra o bom português.
Braga. Chegara o teste mais difícil, diriam alguns. Entraram mal no jogo e após meios erros distribuídos pela equipa, jogadores, túneis e Jorge Sousa, Braga ganhava com alguma justiça.
Aí começaram os meios-jogos, as meias-grandes exibições, verificaram-se algumas dependências, a de Cardozo, Aimar, e Guimarães para a Taça foi uma faca espetada ali mesmo no meio...do cerne da questão!
Começavam-se a apontar os primeiros erros e defeitos de JJ. Keirrison, substituições tardias, falta de alternativas, aposta sempre nos mesmos, etc. Olhanense veio mostrar algo mais. Falta...disciplina comportamental e não táctica à equipa. A identidade da equipa esbarra no dar a volta ao marcador. Não podem contratar jogadores que após semanas e alguns jogos, afirmam que querem dar o salto para um grande!
O recrutamente tem de ser criterioso até aqui: não basta ser bom jogador, jovem e promissor, etc..., tem de querer estar no clube.
A identidade e o seu crescimento têm várias fases! Uma delas é a capacidade de se conhecerem todos os seus elementos e perceberem a interdependência! Acho que o Benfica ainda não a conquistou totalmente. Está mais perto, é verdade. Mas falta algo...que as equipas grandes têm, que é a regularidade! O ganhar bem mesmo quando não se joga sempre bem. E o ganhar sempre quando se joga bem. E aí passam a ser sustentáveis.
JJ é na minha opinião, alguém que conseguirá dar isso ao clube, pois ele próprio está a crescer e a conhecer-se numa realidade diferente, a de ter de ser campeão. Mas tem de ficar 3 a 4 anos no mínimo naquele clube. Rui Costa aprendeu na primeira época, deu vários erros, quer de casting, timings, intervenções. Este ano, porque as coisas correm bem, está mais na sombra e intervém com maior segurança.
Ao Benfica não faltam infra-estruturas. Não falta um director desportivo, técnico ou para o futebol. Não falta massa adepta. Não faltam bons jogadores. Falta sim, cultura de campeão. O Benfica já a teve, alguns ainda persentem isso. Mas a grande maioria nunca a viveu. Sem viver...o que se pode pensar que se sabe, não conta. Necessitam de criar sustentabilidade nos processos, em que a 'máquina' está montada independentemente de quem liga e desliga os tais processos.
Domingo, estarão frente a frente uma equipa em construção contra uma construída, independentemente dos moldes que utilizaram para tal. O ciclo. Sem algumas pedras influentes na equipa, com o adversário a subir, a identidade ...nasce aqui. Ou não!
Aí...viu-se o primeiro Benfica menos acutilante. Diria que se reflectiram a vertente física, motivadora e talvez a questão de Jorge Jesus não fazer descansar alguns atletas mesmo quando os resultados à hora de jogo já eram de 4 ou 5. Depois o Nacional e a pequena vingança do homem da pastilha elástica contra o bom português.
Braga. Chegara o teste mais difícil, diriam alguns. Entraram mal no jogo e após meios erros distribuídos pela equipa, jogadores, túneis e Jorge Sousa, Braga ganhava com alguma justiça.
Aí começaram os meios-jogos, as meias-grandes exibições, verificaram-se algumas dependências, a de Cardozo, Aimar, e Guimarães para a Taça foi uma faca espetada ali mesmo no meio...do cerne da questão!
Começavam-se a apontar os primeiros erros e defeitos de JJ. Keirrison, substituições tardias, falta de alternativas, aposta sempre nos mesmos, etc. Olhanense veio mostrar algo mais. Falta...disciplina comportamental e não táctica à equipa. A identidade da equipa esbarra no dar a volta ao marcador. Não podem contratar jogadores que após semanas e alguns jogos, afirmam que querem dar o salto para um grande!
O recrutamente tem de ser criterioso até aqui: não basta ser bom jogador, jovem e promissor, etc..., tem de querer estar no clube.
A identidade e o seu crescimento têm várias fases! Uma delas é a capacidade de se conhecerem todos os seus elementos e perceberem a interdependência! Acho que o Benfica ainda não a conquistou totalmente. Está mais perto, é verdade. Mas falta algo...que as equipas grandes têm, que é a regularidade! O ganhar bem mesmo quando não se joga sempre bem. E o ganhar sempre quando se joga bem. E aí passam a ser sustentáveis.
JJ é na minha opinião, alguém que conseguirá dar isso ao clube, pois ele próprio está a crescer e a conhecer-se numa realidade diferente, a de ter de ser campeão. Mas tem de ficar 3 a 4 anos no mínimo naquele clube. Rui Costa aprendeu na primeira época, deu vários erros, quer de casting, timings, intervenções. Este ano, porque as coisas correm bem, está mais na sombra e intervém com maior segurança.
Ao Benfica não faltam infra-estruturas. Não falta um director desportivo, técnico ou para o futebol. Não falta massa adepta. Não faltam bons jogadores. Falta sim, cultura de campeão. O Benfica já a teve, alguns ainda persentem isso. Mas a grande maioria nunca a viveu. Sem viver...o que se pode pensar que se sabe, não conta. Necessitam de criar sustentabilidade nos processos, em que a 'máquina' está montada independentemente de quem liga e desliga os tais processos.
Domingo, estarão frente a frente uma equipa em construção contra uma construída, independentemente dos moldes que utilizaram para tal. O ciclo. Sem algumas pedras influentes na equipa, com o adversário a subir, a identidade ...nasce aqui. Ou não!
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
'Eu é mais bolos!'
Por falar em bolos, veremos quem terá mais 'recursos' para fazer os tais 'eu, é mais bolos'! Se Jorge Jesus ou Jesualdo Ferreira.
domingo, 22 de novembro de 2009
O 8 e o 80 de Jorge Jesus
O Benfica deixa fugir o primeiro troféu da época. Logo à 2.ª tentativa. Não era fácil o adversário, mas tinha tudo para seguir. Em casa e teoricamente muito mais forte. O Guimarães teve bem, como não era de esperar outra coisa, quer pela qualidade dos seus jogadores quer pelo treinador que se está ali a formar, Paulo Sérgio.
Jorge Jesus não deixa de ter todo o mérito por uma derrota em casa. É, e deve o assumir SEMPRE, responsável pelo resultado. Quer este quer os 5-0, 6-1, 1-0, etc. Responsável por todos os resultados, faz qualquer líder que queira se destacar dos normais e assumir-se como excelente.
Não passa a ser mau treinador aos olhos dos racionais. Deixo os facciosos de fora. Tem tido o mérito (ele e a sua equipa técnica) de recuperar alguns jogadores, principalmente comparando o desempenho com a época passada.
Mas perde e assume alguns erros...que se têm tornado constantes. A aposta em Keirrison. Má aposta! Substituições quase sempre aos mesmos minutos...terá, tal como Quique tinha, qualquer 'panca'?
Para os benfiquistas, esta derrota terá algum significado sim, mas o verdadeiro significado e impacto veremos após o resultado do dia 28 deste mês. Uns dirão que querem mostrar que isto foi um acidente, outros no caso de perderem em Alvalade...que a equipa está a descer. Uma coisa parece indesmentível...Benfica assume-se uma equipa com querer, atacante, alguns vícios do seu modelo, mas acima de tudo, cansada. E sem Cardozo...perde presença em toda a área.
Jorge Jesus não deixa de ter todo o mérito por uma derrota em casa. É, e deve o assumir SEMPRE, responsável pelo resultado. Quer este quer os 5-0, 6-1, 1-0, etc. Responsável por todos os resultados, faz qualquer líder que queira se destacar dos normais e assumir-se como excelente.
Não passa a ser mau treinador aos olhos dos racionais. Deixo os facciosos de fora. Tem tido o mérito (ele e a sua equipa técnica) de recuperar alguns jogadores, principalmente comparando o desempenho com a época passada.
Mas perde e assume alguns erros...que se têm tornado constantes. A aposta em Keirrison. Má aposta! Substituições quase sempre aos mesmos minutos...terá, tal como Quique tinha, qualquer 'panca'?
Para os benfiquistas, esta derrota terá algum significado sim, mas o verdadeiro significado e impacto veremos após o resultado do dia 28 deste mês. Uns dirão que querem mostrar que isto foi um acidente, outros no caso de perderem em Alvalade...que a equipa está a descer. Uma coisa parece indesmentível...Benfica assume-se uma equipa com querer, atacante, alguns vícios do seu modelo, mas acima de tudo, cansada. E sem Cardozo...perde presença em toda a área.
sábado, 31 de outubro de 2009
O meu Braga-Benfica
Regressei eu de Roma para isto eheh!
Vi com a atenção que consigo ter este particular Braga- Benfica.
. Vi um Braga a entrar muito forte, a não deixar o Benfica sair para o ataque.
. Vi um daqueles golos que já não se podem sofrer no futebol. E eu a pensar que golos como aquele que o Deco meteu há muitos anos ao Moreira já não se usavam e lá vem o Quim a negar-me. Quim até teve bem em 1 ou 2 lances, mas JJ!, se o queres tirar, é agora.
. Vi claramente o Benfica a ser prejudicado aos 30'. Agarrões daqueles até no metro há...
. Vi uma decisão muito pacífica mas com muitos efeitos secundários...do lado do Braga expulso um defesa central...e do Benfica...deixa ver quem, ah, o melhor marcador do Campeonato! Nas imagens vê-se muitas mãos, mas quem me parece que leva mesmo uma é o Cardozo de um suplente do Braga...mas ok.
. 2.ª parte podia cair para qualquer lado, JJ esteve mal a meu ver ao colocar o Keirrison, manter Aimar e não apostar por exemplo em Nuno Gomes e Weldon para abrir espaços.
Mas quem é o treinador é ele! Do Braga vê-se claramente um grupo de 11 ou 12 jogadores fortes, bem fisicamente, sem cansaço (vale a prova da UEFA) e a pensar que se passarem o próximo...vamos lá ver. Têm um próximo teste muito complicado, vai ser um dérbie minhoto.
Do Benfica...deixa ver o que sai de Liverpool e em casa contra a Naval. Para terminar, apenas deixar a minha mensagem...que mais contentes que os adeptos do Braga, só mesmo os comentadores da SportTv, que país este.
Vi com a atenção que consigo ter este particular Braga- Benfica.
. Vi um Braga a entrar muito forte, a não deixar o Benfica sair para o ataque.
. Vi um daqueles golos que já não se podem sofrer no futebol. E eu a pensar que golos como aquele que o Deco meteu há muitos anos ao Moreira já não se usavam e lá vem o Quim a negar-me. Quim até teve bem em 1 ou 2 lances, mas JJ!, se o queres tirar, é agora.
. Vi claramente o Benfica a ser prejudicado aos 30'. Agarrões daqueles até no metro há...
. Vi uma decisão muito pacífica mas com muitos efeitos secundários...do lado do Braga expulso um defesa central...e do Benfica...deixa ver quem, ah, o melhor marcador do Campeonato! Nas imagens vê-se muitas mãos, mas quem me parece que leva mesmo uma é o Cardozo de um suplente do Braga...mas ok.
. 2.ª parte podia cair para qualquer lado, JJ esteve mal a meu ver ao colocar o Keirrison, manter Aimar e não apostar por exemplo em Nuno Gomes e Weldon para abrir espaços.
Mas quem é o treinador é ele! Do Braga vê-se claramente um grupo de 11 ou 12 jogadores fortes, bem fisicamente, sem cansaço (vale a prova da UEFA) e a pensar que se passarem o próximo...vamos lá ver. Têm um próximo teste muito complicado, vai ser um dérbie minhoto.
Do Benfica...deixa ver o que sai de Liverpool e em casa contra a Naval. Para terminar, apenas deixar a minha mensagem...que mais contentes que os adeptos do Braga, só mesmo os comentadores da SportTv, que país este.
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Jorge Jesus não reconhece capacidade aos laterais Patric e Shaffer
"Jorge Jesus não reconhece capacidade aos laterais Patric e Shaffer para serem titulares no Benfica e só não os dispensa porque ambos chegaram à Luz há pouco mais de um mês.
O CM apurou que o técnico não percebe mesmo como foi possível contratar dois jogadores com limitações evidentes, no momento actual, para jogar num clube com as exigências do Benfica. Certo é que o Benfica desembolsou cerca de quatro milhões de euros por estes dois jogadores.
Patric foi aconselhado ao Benfica pelo empresário Giuliano Bertolucci e Shaffer foi contratado em circunstâncias especiais, após o FC Porto ter desviado o lateral-esquerdo uruguaio Álvaro Pereira, da rota da Luz para o Dragão.
As limitações de Shaffer acabaram por prejudicar Jorge Ribeiro, que seria o suplente do argentino, se este desse garantias ao técnico, mas neste momento, é Shaffer que tem o banco como destino, se vier César Peixoto.Do lado direito, foi o ex-proscrito, Luís Filipe, a beneficiar com a má impressão causada por Patric."
Bem sei que esta notícia vale pouco, até porque ainda não saiu em nenhum órgão de comunicação social...daqueles que se podem acreditar, mas naquele que quando se expreme sai 50% de sangue e outros 50% de mentiras.
Mas esta fixação por César Peixoto...faz-me pensar, será que JJ acha mesmo que Peixoto é melhor que Shaffer? Ou existem outros fact(v)ores por trás?
O CM apurou que o técnico não percebe mesmo como foi possível contratar dois jogadores com limitações evidentes, no momento actual, para jogar num clube com as exigências do Benfica. Certo é que o Benfica desembolsou cerca de quatro milhões de euros por estes dois jogadores.
Patric foi aconselhado ao Benfica pelo empresário Giuliano Bertolucci e Shaffer foi contratado em circunstâncias especiais, após o FC Porto ter desviado o lateral-esquerdo uruguaio Álvaro Pereira, da rota da Luz para o Dragão.
As limitações de Shaffer acabaram por prejudicar Jorge Ribeiro, que seria o suplente do argentino, se este desse garantias ao técnico, mas neste momento, é Shaffer que tem o banco como destino, se vier César Peixoto.Do lado direito, foi o ex-proscrito, Luís Filipe, a beneficiar com a má impressão causada por Patric."
Bem sei que esta notícia vale pouco, até porque ainda não saiu em nenhum órgão de comunicação social...daqueles que se podem acreditar, mas naquele que quando se expreme sai 50% de sangue e outros 50% de mentiras.
Mas esta fixação por César Peixoto...faz-me pensar, será que JJ acha mesmo que Peixoto é melhor que Shaffer? Ou existem outros fact(v)ores por trás?
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Jorge Jesus é um mentiroso...
disse que ia por o Benfica a jogar o dobro do ano passado e já deve ir no triplo ou quádruplo! Que raio de treinador é este...
Viva a euforia!
Viva a euforia!
sexta-feira, 26 de junho de 2009
PlayStation
Eu no real (real...idade) não sei, mas com Saviola e se não sair mais ninguém, ganhava na PlayStation.
Vamos ver como funcionam os processos de grupo agora.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Menino Jesus ou Jesus Cristo SuperStar?
Aproveitar uma crónica do jornalista do Record Luis Avelãs para deixar aqui algumas opiniões sobre Jorge Jesus e o ambiente que o rodeia quase numa análise SWOT. "Depois de vários trabalhos de qualidade em emblemas onde atingir as competições europeias era o máximo que lhe podiam exigir, Jorge Jesus chega, finalmente, a um grande. O Benfica concede-lhe a oportunidade que sempre desejou mas, agora, não basta praticar um futebol interessante, fazer a vida negra aos crónicos candidatos ao título ou dizer que, com outros jogadores, dava de avanço a este ou aquele." - Vamos ver, não me parece que JJ queira desperdiçar esta oportunidade, até porque no Dragão esperam por ele e LFV sabe que não terá muitas mais oportunidades.
"Na Luz - como seria no Dragão ou em Alvalade - só há um lugar que interessa e esse, convém recordar, poucas vezes foi ocupado pelas águias nos últimos tempos, o que indicia que, por aquelas paragens, talvez não seja somente o treinador o único (ou principal) causador de tantas desilusões.
Jesus tem demonstrado, ao longo dos tempos, ser um técnico descomplexado, astuto. Não é por acaso que para muitos futebolistas passa por ser um mago das tácticas. Mas ao talento que revela para descodificar os esquemas dos adversários, Jesus sempre juntou imensas dificuldades para falar. Ou melhor: para falar sem os seus "pontapés na gramática" que há muito são famosos entre as gentes do desporto-rei
Pode um treinador ser bem sucedido apesar de não se exprimir da melhor maneira? Claro! Aliás, se Jesus entrar com o pé direito no Benfica, vencendo os primeiros compromissos oficiais e colocando a equipa - como prometeu - a jogar, no mínimo, o dobro do que fazia com Quique Flores, terá todo o crédito para, aqui e ali, "escorregar" nas conferências de imprensa. Vieira (que também não é propriamente um exímio orador) e Rui Costa não o foram buscar por causa do seu português. E sócios e simpatizantes pretendem tudo menos "conversa".
Mas, como sucede com todos os outros treinadores que passam pelos grandes, também este não terá vida fácil se tardar em colocar os encarnados no trilho certo. Sem títulos no currículo, dado aos deslizes no contacto com a imprensa e incapaz de refrear os ânimos durante a apresentação (onde garantiu que vai ser campeão), Jesus será um alvo fácil dos exigentes adeptos. E num clima de instabilidade, nem Vieira lhe poderá valer."
Jesus tem demonstrado, ao longo dos tempos, ser um técnico descomplexado, astuto. Não é por acaso que para muitos futebolistas passa por ser um mago das tácticas. Mas ao talento que revela para descodificar os esquemas dos adversários, Jesus sempre juntou imensas dificuldades para falar. Ou melhor: para falar sem os seus "pontapés na gramática" que há muito são famosos entre as gentes do desporto-rei
Pode um treinador ser bem sucedido apesar de não se exprimir da melhor maneira? Claro! Aliás, se Jesus entrar com o pé direito no Benfica, vencendo os primeiros compromissos oficiais e colocando a equipa - como prometeu - a jogar, no mínimo, o dobro do que fazia com Quique Flores, terá todo o crédito para, aqui e ali, "escorregar" nas conferências de imprensa. Vieira (que também não é propriamente um exímio orador) e Rui Costa não o foram buscar por causa do seu português. E sócios e simpatizantes pretendem tudo menos "conversa".
Mas, como sucede com todos os outros treinadores que passam pelos grandes, também este não terá vida fácil se tardar em colocar os encarnados no trilho certo. Sem títulos no currículo, dado aos deslizes no contacto com a imprensa e incapaz de refrear os ânimos durante a apresentação (onde garantiu que vai ser campeão), Jesus será um alvo fácil dos exigentes adeptos. E num clima de instabilidade, nem Vieira lhe poderá valer."
António Boronha diz que dobro de nada é zero, vamos ver que equações vai utilizar para exponenciar o zero ou o nada.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Acredito em Jorge Jesus, não em Jesus.
Modifiquei o título não fossem pensar que tinha deixado de ser ateu.
Quanto ao Benfica e ao período que o mesmo atravessa, ou o forçam a atravessar, teremos talvez mais umas semanas agitadas e controversas!
Parece-me claramente que LFV está mais que 100% convicto que irá ganhar. Não só pelos prazos apertados e quase pouco exequíveis de aparecer mais alguém, mas também porque o BES fará questão que LFV seja somente substituído por alguém que tenha suporte financeiro e sobreponha a sua assinatura perante o cenário do Benfica ou SAD ruir.
Enquanto Rui Costa se mantiver ao lado de LFV, os adversários sabem que poucas ou nenhumas hipóteses terão. Até agora, apenas uns lunáticos que andam pelos ares literalmente de avião a anunciar este ou aquele informam que vão avançar.
Quanto à legitimidade para contratar este ou aquele, refugiam-se no papel da SAD para o fazerem. Mal da comunicação social se o Benfica não pudesse contratar mais ninguém até às eleições, os jornais e sites morriam literalmente.
Para mim, considero que a melhor notícia de todas é a vinda de Jesus, por vários aspectos. Pensa futebol, vive futebol, lidera humanos e para além disso, ainda percebe de futebol.
Já agora...há quantos dias não se fala na vinda ou não de Reyes?
Quanto ao Benfica e ao período que o mesmo atravessa, ou o forçam a atravessar, teremos talvez mais umas semanas agitadas e controversas!
Parece-me claramente que LFV está mais que 100% convicto que irá ganhar. Não só pelos prazos apertados e quase pouco exequíveis de aparecer mais alguém, mas também porque o BES fará questão que LFV seja somente substituído por alguém que tenha suporte financeiro e sobreponha a sua assinatura perante o cenário do Benfica ou SAD ruir.
Enquanto Rui Costa se mantiver ao lado de LFV, os adversários sabem que poucas ou nenhumas hipóteses terão. Até agora, apenas uns lunáticos que andam pelos ares literalmente de avião a anunciar este ou aquele informam que vão avançar.
Quanto à legitimidade para contratar este ou aquele, refugiam-se no papel da SAD para o fazerem. Mal da comunicação social se o Benfica não pudesse contratar mais ninguém até às eleições, os jornais e sites morriam literalmente.
Para mim, considero que a melhor notícia de todas é a vinda de Jesus, por vários aspectos. Pensa futebol, vive futebol, lidera humanos e para além disso, ainda percebe de futebol.
Já agora...há quantos dias não se fala na vinda ou não de Reyes?
terça-feira, 26 de maio de 2009
Quem mente?
"Ainda há pouco falei com ele, que me garantiu que não tem contacto com nenhum clube para sair e disse-me que está de corpo e alma para preparar a próxima época. O Jorge Jesus não me disse nada, do Benfica ninguém me falou, é com ele que vamos contar na próxima época", referiu o líder António Salvador aos jornalistas presentes no Estádio Municipal de Braga.Votem:
- Luis Filipe Vieira
- Benfica SAD
- Dezenas de órgãos de comunicação social (atenção que não se inclui neste rol a TVI)
- SC Braga/António Salvador
- Jorge Jesus
- ...ou o PNR, dado que não quer ciganos cá!
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domingo, 17 de maio de 2009
Recortes de um fim-de-semana futebolístico
Mais um fim-de-semana cheio, ou quase cheio, ou nem tanto, mais ou menos, de emoções!
Jorge Costa, para mim um futuro grande treinador, uma subida para começar a sua carreira. Pode ser que veja o Belenenses a passar em sentido contrário e aquele dirigente em vez de telefonar para o Pacheco, ex-pseudo-treinador de Futebol, não se engane no número!
Quique ganha ao Jesus. Bem...Quique deve estar feliz. Eu também, pois fiquei hoje a saber mais um pouco que afinal também percebo de futebol. Ruben Amorim no meio, Cardozo tem de jogar e Urreta tinha de ter mais minutos. Bem, parece que resultou. Quanto é que eu recebo? Nada...ainda pago!
Jesus...não lhe correu bem. Não sei se vem mesmo para o Benfica. Não sei se Quique vai mesmo sair. Nem sei mesmo se Luis Filipe Vieira e Rui Costa sabem o que vão fazer. Os jogadores do Benfica mostraram que estão com o treinador...isso pareceu-me!
Porto, mesmo a jogar a meio-gás, dá 4 ao clube que tinha vindo empatar na Luz. Benfica perde 5 pontos com o último classificado. Liedson é mesmo uma grande máquina. Parece que afinal não haverão 10 candidatos às eleições do Sporting, mas só 5! Pode ser que os outros 5 façam oposição ao Vieira no Benfica para este não pensar que aquilo é tudo dele.
Contratações...o Benfica já comprou umas dezenas de gajos, o Porto vendeu outros tantos, o Sporting não se ouve, o Benfica interessado no treinador do clube adversário...bem, eu até simpatizo com o Rui Jorge, afinal de contas, com treinos, podia fazer concorrência ao Jorge Ribeiro a defesa esquerdo.
Quanto a António Salvador...não sabe se há-de segurar Jesus se há-de contratar já o Domingos. Está tudo relacionado...salva-te num domingo...dia em que jesus não trabalha.
Jorge Costa, para mim um futuro grande treinador, uma subida para começar a sua carreira. Pode ser que veja o Belenenses a passar em sentido contrário e aquele dirigente em vez de telefonar para o Pacheco, ex-pseudo-treinador de Futebol, não se engane no número!
Quique ganha ao Jesus. Bem...Quique deve estar feliz. Eu também, pois fiquei hoje a saber mais um pouco que afinal também percebo de futebol. Ruben Amorim no meio, Cardozo tem de jogar e Urreta tinha de ter mais minutos. Bem, parece que resultou. Quanto é que eu recebo? Nada...ainda pago!
Jesus...não lhe correu bem. Não sei se vem mesmo para o Benfica. Não sei se Quique vai mesmo sair. Nem sei mesmo se Luis Filipe Vieira e Rui Costa sabem o que vão fazer. Os jogadores do Benfica mostraram que estão com o treinador...isso pareceu-me!
Porto, mesmo a jogar a meio-gás, dá 4 ao clube que tinha vindo empatar na Luz. Benfica perde 5 pontos com o último classificado. Liedson é mesmo uma grande máquina. Parece que afinal não haverão 10 candidatos às eleições do Sporting, mas só 5! Pode ser que os outros 5 façam oposição ao Vieira no Benfica para este não pensar que aquilo é tudo dele.
Contratações...o Benfica já comprou umas dezenas de gajos, o Porto vendeu outros tantos, o Sporting não se ouve, o Benfica interessado no treinador do clube adversário...bem, eu até simpatizo com o Rui Jorge, afinal de contas, com treinos, podia fazer concorrência ao Jorge Ribeiro a defesa esquerdo.
Quanto a António Salvador...não sabe se há-de segurar Jesus se há-de contratar já o Domingos. Está tudo relacionado...salva-te num domingo...dia em que jesus não trabalha.
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
Jorge Jesus no Benfica
De fonte segura, private joke, que Jorge Jesus será o próximo treinador do Benfica.
Já em anteriores posts, critiquei o senhor, principalmente pela dualidade de reacções quando foi prejudicado com os três ‘grandes’. Todos o davam como futuro treinador do Porto, com a saída de Paulo Bento do Sporting…podia ser uma das hipóteses, mas agora fala-se que estará a caminho da Luz.
O público benfiquista não dá muitas tréguas aos treinadores portugueses, principalmente a alguém que não tem o dom da comunicação para o público. Fernando Santos vestia-se mal, ajeitava o fato dezenas de vezes durante o jogo. Este come dezenas de pastilhas.
A ser verdade, pois a fonte segura é igual àquelas que os jornais têm, o Benfica traria alguém que é bom tacticamente. Por isso, mantenho a minha deixa…deixem o Quique para as conferências de imprensa, e contratem…
Já em anteriores posts, critiquei o senhor, principalmente pela dualidade de reacções quando foi prejudicado com os três ‘grandes’. Todos o davam como futuro treinador do Porto, com a saída de Paulo Bento do Sporting…podia ser uma das hipóteses, mas agora fala-se que estará a caminho da Luz.
O público benfiquista não dá muitas tréguas aos treinadores portugueses, principalmente a alguém que não tem o dom da comunicação para o público. Fernando Santos vestia-se mal, ajeitava o fato dezenas de vezes durante o jogo. Este come dezenas de pastilhas.
A ser verdade, pois a fonte segura é igual àquelas que os jornais têm, o Benfica traria alguém que é bom tacticamente. Por isso, mantenho a minha deixa…deixem o Quique para as conferências de imprensa, e contratem…
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Paulo Bento no Porto...
Bem sei que já escrevi neste blog a minha ideia sobre a ida de Jorge Jesus para o Porto. Bem sei que ele teve comportamentos diferentes após os jogos com o Benfica e o Porto. Mas...já há algum tempo que vai circulando por aí rumores que Paulo Bento poderá não ir para fora do País, talvez Atlético Madrid, mas sim, Porto.
Alguns blogs bem informados, na 5.ª feira estive com uma conceituada pessoa no mundo desportivo e hoje, até o DN lança a dúvida nos adeptos portistas. A ser verdade...e mesmo não gostando do estilo comunicacional do Paulo Bento, o Porto ficará servido de alguém que faz boas omoletes com poucos ovos.
O problema...é que no Porto existem muitos ovos...e o Paulo Bento nunca geriu bem essa situação no Sporting e foi afastando temporariamente alguns jogadores para ir gerindo poucos ovos. Aguardemos...
Alguns blogs bem informados, na 5.ª feira estive com uma conceituada pessoa no mundo desportivo e hoje, até o DN lança a dúvida nos adeptos portistas. A ser verdade...e mesmo não gostando do estilo comunicacional do Paulo Bento, o Porto ficará servido de alguém que faz boas omoletes com poucos ovos.
O problema...é que no Porto existem muitos ovos...e o Paulo Bento nunca geriu bem essa situação no Sporting e foi afastando temporariamente alguns jogadores para ir gerindo poucos ovos. Aguardemos...
domingo, 25 de janeiro de 2009
A pensar no futuro...
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