Coach do Coach

Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios.


quinta-feira, 8 de março de 2012

Apresentação em Coimbra

Dia 16 de Março em Coimbra, na Livraria Lápis de Memórias às 21h00. Antes, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra!

Apareçam!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Cinco aspectos fundamentais na comunicação em equipa

Quando se fala em aspectos essenciais nas relações e no trabalho em equipa, há algo que aparece sempre, mas sempre, nas minhas primeiras escolhas: comunicação colectiva!

Ao ler e trabalhar com e para equipas, vou ficando ainda mais convencido da sua importância e da minha escolha.

Num artigo interessante que li, um autor tentava focar estas temáticas e obstáculos na dificuldade em comunicar colectivamente em cinco pontos fundamentais. Adaptadas ao meu padrão de análises, com umas pitadas da minha visão, aqui vão:

. Ser claro: Aprendi este princípio quando colaborei com uma ONG e estávamos na Finlândia: ser claro, concreto e conciso.


. Ser presente: Quando se comunica com alguém, é preciso que esses dois comunicadores estejam presentes, atentos, comprometidos com a conversa e o resultado da mensagem chegar ao destinatário.

. Ser empático (minha proposta): Por tudo o que a própria palavra ‘emprega’, a capacidade de nos colocarmos nos sapatos do outro provoca uma sinergia e uma aliança forte e com capacidade de compromisso mais eficiente.

. Ser flexível: A capacidade para argumentar, fundamentar as nossas ideias, aceitar e ser flexível e tolerante às ideias dos outros, mesmo que não se concorde com as mesmas. Talvez o grande fruto de trabalhar com outras populações, aprender a ser flexível e tolerante.

. Ser assertivo (minha proposta): Também pelo seu significado, capacidade de dizermos aquilo que pensamos sem faltar ao respeito ao outro. O que se vê durante o nosso dia-a-dia é…a inexistência disto!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Alinha os teus objetivos com o teu colega

Artigo que pode ser lido aqui.

Ao envolveres alguém no teu treino deves assegurar-te que contemplas:

. Os objetivos dele, inserirem-se num intervalo próximo dos teus objetivos que permita que não te desleixes muito ou que não estejas sempre em perda.
. As motivações dele serem, pelo menos, alinhadas com as tuas.
. Se o objetivo for bastante competitivo, porque sozinho é mais difícil, definir com o maior grau de antecedência e alinhamento, quem faz o quê em cada momento durante o processo de treino.
. Conheceres bem os pontos fortes, as fraquezas e onde se pode melhorar e, assim, a partilha de boas práticas pode tornar-se num hábito bastante positivo.
. Haver sintonia e empatia antes, durante e após o treino, dado que te possibilita uma maior proximidade ao teu ideal de treino, porque é o teu e não apenas o dos outros.

Estas ações ajudam-te! Partilhas boas práticas, ajudas e ajudam-te a definir objetivos mais exequíveis e/ou mais ambiciosos, tens companhia, mais frontalidade para comunicar com os outros e informar os pontos a melhorar.

O não contemplar estes fatores pode fazer com que rapidamente te deixes ir novamente, e começares a treinar sozinho. Que até ao não treinar, pode ser um passo… bem pequeno.

E não esquecer que sabermos bem como somos e o que queremos permite-nos quantificar melhor o que estamos dispostos a dar de nós próprios para alcançar os objetivos, a ceder, quantas sessões de treino conseguimos suportar, o que conseguimos…

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012



Este workshop de dois dias visa ajudar a preparar as pessoas (chefias, líderes, treinadores, colaboradores e equipas) para compreenderem e melhor utilizarem as suas atitudes e comportamentos diários para optimizar o seu desempenho e o desempenho dos outros no trabalho, na sociedade...


Nesta versão do workshop, com uma maior disponibilidade de tempo, será possível aos participantes desenvolverem as suas competências de uma forma mais marcante que num workshop de um dia.


Se coordena ou integra equipas complexas, multi-disciplinares ou muito recentes e a precisar de uma maior coesão e de apresentar excelentes prestações num curto ou médio prazo, este é o workshop para si!


Mais informações aqui!



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Workshop em Liderança e Tomada de Decisão no Futsal

No dia 18 e 19 de Maio o CR Leões de Porto Salvo irá organizar um workshop na área da Liderança e Tomada de Decisão no Futsal, modalidade onde o clube, especialmente como exemplo de boa formação, tem dados passos bem estáveis. Mais informações no site do clube!


http://www.leoesdeportosalvo.pt/



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Percepção social da vitória das empresas e do desporto

Excerto do prefácio do meu livro:

"Os negócios não são diferentes do desporto. A equipa que tem os melhores jogadores, ganha. Mas a percepção social da vitória é que muda. Uma equipa com alto desempenho no futebol é motivo de orgulho nacional. Uma equipa com elevado desempenho empresarial é um alvo a abater.

Isto remete para uma discussão sociológica, quase psicanalítica, da relação difícil que certas sociedades (como a nossa) têm com o sucesso, quando este assenta no dinheiro."

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Também há uma geração ‘fast’ nas áreas comportamentais

Estamos na ‘era’ de um sms gerar uma resposta segundos depois. De não termos de esperar que os jogos entrem e demorem 9 a 10 minutos no velhinho sprectrum. Em que há algo a que se chama stress causado pelo tempo que temos de esperar para abrir um site.


Também nestas mudanças de atitudes e hábitos interpessoais, há uma ou outra geração que espera que a partir do momento que se comece a aplicar a escuta activa, a empatia, assertividade, etc… os resultados apareçam nos minutos a seguir. E que colocam em causa que tais comportamentos são mais ou menos correctos porque não trazem resultados na hora. E que os processos de grupo são muito mais discutíveis porque não se consegue mensurar.

Em alguns momentos de formações e das aulas, tal visão é tão límpida como (alguma) água. Se não se vê, e não se vê, nos momentos seguintes…é mais difícil de acreditar e esperar e continuar a repetir até que o erro se traduza em aprendizagem.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Porque falham os grupos?


. Falta de regras colectivas;
. Ausência de coordenação entre os dievrsos elementos;
. Ausência de responsabilização;
. Falta de recursos;
. Falta de liderança situacional;
. Falta de competências, planeamento e apoio;
. Incapacidade para gerir emoções e conflitos.

Não estão por ordem de importância, mas a primeira...ficou bem ali!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O filtro

Sabemos que nem tudo (e por vezes, muito pouco) do que comunicamos é entendido pelo ‘outro’ tal como gostaríamos ou inicialmente o desejaríamos. Por tantos factores que se tornaria quase fastidioso relatar todos.

Se tivermos que agrupar, escolheria como grandes causas o emissor, as ferramentas de comunicação, a capacidade de escuta activa de todos os intervenientes e, finalmente, o receptor.

A ‘mochila’ que cada um de nós traz diariamente condiciona positiva e negativamente a nossa eficiência em tantas, mas tantas, das nossas acções, que a grande maioria das ferramentas que hoje em dia trabalhamos, se forem mal diagnosticadas, de forma muito clara e concreta, tornam-se incoerentes e o resultado em vez de melhorar, apenas piora.

A capacidade e o simples gesto de observar, quer do emissor, quer do receptor, é um dos maiores focos da solução para uma comunicação mais eficiente, mas também, um dos maiores focos do real problema.

O filtro!

O filtro, não do que acontece, mas o filtro que nos permite, condiciona e potencia o que vemos. E como se sabe, existem muitas realidades. A realidade da acção, a realidade de quem faz, quem sente, quem observa, quem faz juízos, quem…Muitos.

Alinhar o filtro de observação de todos nós, para lá de nem saber se seria vantajoso, é claramente o maior desafio na acção de comunicar e processar a informação que é produzida constantemente por todos.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Formação dia 11 de Fevereiro, últimas inscrições

Últimas inscrições para a formação de dia 11 de Fevereiro em Team Building e Dinâmicas de Grupo no Cestur - ESHTE.

Team Building e Dinâmicas de Grupo


•Dinâmicas: conceção e aplicação

•Grupos: definição e comportamentos coletivos

•Animação, dinamização e facilitação de processos de grupo


Objetivos:


•Percecionar as potencialidades das dinâmicas na aprendizagem e desenvolvimento de competências

•Conceção e organização de dinâmicas com grupos

•Facilitação de pessoas, processos e projetos através de comportamentos coletivos


Competências a adquirir:


•Como organizar e dinamizar dinâmicas de grupo

•Características adjacentes aos comportamentos de grupo/coletivos

•Planeamento de ações de formação e desenvolvimento de competências


Data: 11 de fevereiro de 2012 (Sábado) – 7 horas, 09h30-17h30

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

É difícil alguém fazer algo a partir do zero...

Por muito que se diga, se tente ou defenda, é difícil aceitar do ponto de vista prático a ideia que começamos alguma coisa – tarefa, relação, intenção, acção, etc. – a partir do zero. O que isto nos indica é que essa pessoa ou esse conjunto de pessoas tem consigo uma mochila de experiências, emoções, crenças, desejos, ideias, etc., que condiciona (pouco ou muito, positiva ou negativamente) o resultado da sua predisposição, dedicação, intencionalidade ou objectividade perante um desafio, acção ou contexto.

A forma como cada um conjuga e coabita com essa mochila, tira o melhor partido da mesma, sabe como conviver com os pontos menos positivos, ultrapassa e contorna as dificuldades, é claramente um indicador importante para o processo e resultado final. Engraçada esta ideia de quem lidera a equipa, o processo, convive com outras pessoas, tenta tomar uma decisão individualmente, já tem uma grande parte pré-definida. O saber como conviver, adaptar, retirar o melhor e afastar o negativo, é em si, uma ferramenta essencial.



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Quanto o tempo para conhecer o real valor da equipa?

Qual o tempo necessário para se conseguir definir uma equipa em termos de identidade? Considerando que a identidade de uma equipa não pode ser constantemente alterada quando entra e/ou sai um novo elemento, mas é o equilíbrio de todo um conjunto de pessoas, atletas, técnicos, etc.

Como se mede e quanto tempo é preciso para sabermos que aquele conjunto de elementos a que chamamos equipa, tem uma dinâmica imbuída que não sofre alterações oscilantes com a entrada de um novo ou de novos elementos? E o que terão de manter esses elementos? Apenas alinhamento?

Nas equipas de alta perfomance, sejam elas desportivas ou não, essas dinâmicas são mais visíveis. Quer pela existência quer pela sua não existência face a desafios de alta complexidade.

Como em tudo, há um 8 e 80, que se passa com alguma velocidade, mais do que a desejável. Parece por vezes que as equipas estão num nível de sustentabilidade técnico e operacional que independentemente do treinador, líder, coach ou elementos/atletas elas conseguem atingir e manter um nível mínimo mas sempre de qualidade acima da média. Como diria J. Collins de "Excelente a Líder", seja quem dê à corda, é preciso é que os ponteiros do relógio estejam sempre a andar.

Ao nível desportivo, talvez pelos embates constantes, impactos visíveis através de um resultado visível e outro menos visível, as equipas quando em competição demonstram uma identidade que pode ser mensurável em alguns campos.
Quais? Diria que ao nível do grau de eficiência da inteligência colectiva, comunicação, rapidez de processos, alinhamento, objectivos comuns e acima de tudo, responsabilização/competência/justiça!

Ainda dentro das equipas desportivas, todos nos recordamos de recentes e excelentes equipas que durante um timing tiveram uma identidade própria que mesmo alternando algumas peças, com ou sem o mesmo treinador/líder, ganhavam as suas competições: a que facilmente me salta são os Chicago Bulls, liderados sempre pelo Phil Jackson e Michael Jordan (Scott Pippen...será sempre a sua sombra). No Futebol assisti em tempos a um AC Milan, Man. United, Barcelona, etc.

Ultimamente nem sei, mas feliz ou infelizmente, até as equipas estão sujeitas a enormes transformações que fazem com que a competição feroz coloque à prova a identidade das equipas de forma constante.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Inteligência Colectiva

O termo inteligência colectiva...

É conjunto das competências dos elementos que compõem o TODO e dos processos/dinâmicas criados para potenciar as mais-valias de TODOS os recursos humanos na concretização dos objectivos propostos e alinhados.

Esta é uma definição que desenvolvi com base em diferentes terminologias, estudos publicados na diversa bibliografia e experiências quer vividas quer observadas. Existem outras definições, umas mais simples mas mais pobres, outras mais complexas mas ainda insuficientes como 1+1=3 ou a inteligência colectiva ser uma dinâmica de indivíduos em coesão com um líder, partilhando uma mesma visão, os mesmos valores e interligados no mesmo modelo cultural comum, mobilizados, responsabilizados e proactivos no esforço pela concretização de objectivos comuns.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Já à venda

Já à venda!


Reforço esta frase do prefácio que aparece em alguns dos sites: "Um País com elevado desempenho consegue-se com equipas de elevado desempenho. Muitas. Em múltiplas frentes e em todos os domínios."


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Há tanta coisa que fala por si, veja este livro!

No Sábado fui assistir a um evento "Apresentações que falam por si" do meu amigo João Aragão e Pina.

A confirmar aquilo que se suspeita mas que existem ainda milhares de aspectos por descobrir e auto-descobrir. Aconselho a seguir o livro, blog, apresentações e a pessoa! Muito bom. Obrigado João por partilhares.

Aqui vão alguns dados:

http://aragaopina.blogspot.com/


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Feedbacks

Está mais do que provado que não vivemos em ambientes onde o feedback seja uma acção comum. E quando o há, maioritariamente é negativo ou destrutivo. Acaba por ser mais fácil, menos exigente e, suponho eu com base em quase nada, mais confortável.

Dar aulas este ano tem sido uma experiência mais interessante ainda, tenho reforçado que individual ou colectivamente, dar e receber feedback concreto e claro pode ser um reforço importante nas tarefas e no contexto organizacional. Sejam quais forem esses contextos organizacionais e colectivos.

Várias vezes os alunos, com mais anos de vida do que eu, dizem-me o seguinte: "Tenho de reconhecer que ao início estava com baixas expectativas, mas de facto, estas áreas são mesmo muito importantes e quando pensamos que fazemos bem ou não fazemos algumas coisas que criticamos, somos apanhados a fazê-las!".

De forma geral é isso, quanto menos se espera, estamos lá! Tem de se tornar um hábito 'isto' de praticar escuta activa. Perceber as vantagens. Aceitar os erros e reflectir sobre os mesmos. Nem acho que seja um caminho árduo, é rápido, basta querer e praticar. Uns com menos tempo, outros com mais tempo, mas chegamos lá.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Metacomunicar na liderança de grupos

Ouvi pela primeira vez o termo 'metacomunicar' durante o meu curso de Coaching. Já lá vão alguns anos. Confesso que na altura a compreensão não foi a melhor e com algum ruído à mistura, a eficácia da mensagem não foi a melhor.

Nos últimos tempos voltei a recordar o termo como algo que se encaixa perfeitamente na tarefa de comunicar individual e colectivamente. Bem como na tarefa de liderar, seja qual for o estilo que se pratique.

Atinge uma importância fundamental com grupos, pois a dificuldade de aperfeiçoarmos a nossa mensagem a vários receptores dificulta a escolha e tomada de decisão/consciência do que devemos dizer ou evitar por inúmeras razões.

Um pequeno texto sobre o que é. Aconselho vivamente a perceberem o que JÁ fazemos. Uns bem, sabendo ou não sabendo o que e como se faz, e outros mal...sabendo ou não sabendo que o fazemos.

"A Metacomunicação pode ser definida como um processo pelo qual um emissor tentapassar em sua mensagem a maneira como ela deve ser interpretada. Isto se faznecessário quando temos necessidade de que o receptor de fato receba a mensagemem seu sentido mais claro e original possível.A técnica de metacomunicação é utilizada em geral quando queremos expressar algumsentimento humano, mas de forma não invasiva à uma pessoa, isto é, uma forma menos bruscade se transmitir uma mensagem, uma forma de preparação para que a pessoa receba amensagem sem constrangimento ou espanto. Usamos a metacomunicação por exemplo aonoticiar fatos ruins, ao pedir atenção, ao dar alguma advertência, enfim, algo que faça umprelúdio daquilo que se quer comunicar. Embora se aplique mais na linguagem, ametacomunicação não se restringe à ela. Pode-se usar de gestos, olhares, expressões corporaise faciais para dar mais ênfase ao que queremos comunicar e ao modo como queremos serinterpretados.Questões como distância e ruído podem afetar a metacomunicação, porque influenciam nomodo como a mensagem chegará ao destinatário, podendo assim alterar a percepção doconteúdo desta. É muito mais seguro para um emissor que quer manter a integridade de suamensagem passa-la a uma distância pequena do receptor.Eventualmente, é preciso tomar certa precaução em usar metacomunicação. Devemos serobjetivos na preparação do receptor, isto é, não usarmos elementos de metacomunicação emdemasia, senão podemos dar a impressão de estarmos enrolando e deixando o receptorimpaciente para o conteúdo real da mensagem."