Coach do Coach

Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios.


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Pequena história de motivação

Retirado e adaptado daqui:

Conversa sobre motivação, entre um CEO e o Vice-Presidente de uma empresa:

CEO - O que está a acontecer em Baltimore? As receitas lá subiram 20 %!
VP - Sabe, não tenho a certeza. Mas coloquei lá um póster no mês passado - aquele que tem os remadores a remarem todos o mesmo lado.
CEO - Ah, sim. Esse é um dos meus favoritos. Bem, duplique os pósteres e as dimensões de todos.

Poucos meses mais tarde, uma nova conversa entre os dois:

CEO - O que está a acontecer em Filadélfia? Não se sentiram nada motivado pelos pósteres?
VP - Sim, temos um problema lá. Não há espaço nas paredes.

Achei piada à pequena história, até porque me seria fácil fazer uma série de analogias com a realidade que se passa em nosso redor.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Devemos partilhar?

Ao procurarmos o significado do verbo/acto de partilhar, encontramos exemplos como repartir, dividir algo com alguém, compartilhar, etc.

Foco-me na atitude e comportamento de partilhar algo com alguém. Alguém esse que não conheço e partilho boas práticas, algo que teoricamente me coloca em vantagem em alguns contextos. Mas partilhar o quê? Boas práticas!

Boas práticas? Mas o quê? Responderei: Sim, boas práticas, conteúdos de acções, ferramentas, sabedoria, conhecimentos, soluções. Apostaria que alguns dos pensamentos serão “Mas se são coisas boas e tuas, ao dares…os outros podem copiar!”.

Acredito que algumas culturas, bem próximas de ‘nós’, a partilha faz parte do comportamento diário e de uma definição de bom senso. A partilha de boas práticas. De bons comportamentos. A partilha de acções que potenciem e façam aumentar comportamentos como a empatia, empreendorismo, tolerância, escuta activa, dedicação! Ao partilhar apresentações passa-se mensagens, ideias, acrescenta-se valor. Claro que existe sempre a hipótese (e o receio?) de serem aproveitadas por outros, fazendo-se passar por ideias deles. Claro que sim. É um risco que tem de ser medido e calculado. Quando, o quê e como?

Mas a partilha deve basear-se na ideia que não é (só) o conteúdo do conhecimento que faz a diferença, mas a aplicação do mesmo. Muito mais no processo que apenas o resultado de uma palavra ou acção. A visualização de uma acção feita por quem sabe e por quem acha que sabe tem de ser diferente e precisamos também de um público que saiba diferenciar e queira essa diferença.


Sei que pode ser uma ideia visionária, mas temos de começar por algum lado.
Também sei que podem existir inúmeras razões para o não fazer: experiências passadas, a nossa cultura, colegas que nos rodeiam, etc. Mas acredito que apenas a razão de a partilha de boas práticas fazer parte de uma sociedade melhor é mais do que suficiente para superar qualquer desconfiança. Com o risco calculado do quando, o que se partilha, como, onde, para quem, etc.

Na pergunta se estamos preparados para partilharmos e não sermos prejudicados, responderia com um “Talvez”. Como em tudo, muitos aproveitarão para crescer com ideias dos outros, criticar quem o faz ou copiar.


Podem partilhar?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

4G para as Equipas

Aconselho vivamente a consulta deste blog e artigo!

"A Four Groups desenvolveu uma nova abordagem chamada 4G para compreender o comportamento, relacionamentos e cultura organizacionais. O 4G fornece aos seus usuários introspecção ao nível das suas características pessoais, desenvolve relacionamentos dentro de equipas e grupos, e mostra como a cultura organizacional pode ser melhor definida e gerida.

O 4G permite às organizações obter informação sobre a melhor forma de implementar e optimizar o desempenho do capital intelectual. Oferece a capacidade de prever comportamentos, agir de acordo com critérios de produtividade e de interacção e dinâmica de grupo, identificando os pontos de maior fricção ao nível dos relacionamentos inter-pessoais.

O 4G representa uma abordagem sistemática para gerir os aspectos intangíveis da vida organizacional. A metodologia é facilmente reproduzível e pode ser implementado rapida e eficientemente."

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Slides de Coaching

Mais umas acções

Através da ESHTE, aqui vão mais três acções para Fevereiro, Março e Abril. Ler aqui.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Conhecem a plataforma SALTO?

Já não é a primeira vez que aqui falo da plataforma SALTO. Dei 'de caras' com esta realidade quando em Novembro de 2002 em Aarhus tive uma experiência na área da facilitação, educação não formal (ENF), trainings, etc, ao serviço da ISCA.

A partir desse momento, mesmo com um interregno, esta plataforma passou a ser um instrumento de trabalho regular nas áreas da educação e formação, oportunidades, dinâmicas, notícias, tudo relacionado com jovens, mesmo este sendo um conceito que se vai modificando devido à idade que a UE ou o Conselho Europeu consideram para estes programas (1.º 28, depois 30 e alguns programas já para os 35 anos).


A plataforma SALTO possibilita a diversos públicos grandes vantagens:

. para quem se enquadra nas idades, países abrangidos e motivados para as áreas de formação focadas (digamos que se junta o viajar com o aprender áreas específicas para além da troca de experiências culturais);
. para quem pode ser formador/trainer nestes programas;
. para quem educa, forma, lecciona e necessita constantemente de procurar e aplicar dinâmicas nas suas formações, aulas, palestras, etc. existe uma área muito específica, 'tools'.

A plataforma SALTO, há boa maneira de alguns países europeus, vive com base no espírito que defendem: tudo se encontra disponível e gratuitamente, acreditando eles que partilhando boas práticas, ideias, interagindo com outras pessoas, convidando qualquer pessoa espalhada pelo mundo a sugerir dinâmicas e acções de formação, se nivela por cima a qualidade de tudo o que pode ser oferecido. Acrescentando eu, que o segredo dos bons resultados não está apenas no conteúdo mas também na forma como o mesmo é aplicado e o modo como se realiza o 'transfer'.

Convido todos a darem um salto pelo SALTO. Alguma dúvida...ao vosso dispor.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Acção de Formação

Acção de Formação em: Coaching, Liderança e Desenvolvimento de Competências
Dia: 12 de Fevereiro, Sábado, das 09h30 às 17h30

Deixo aqui o folheto.


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Alguns slides de Coaching de Equipas

Prioridades


Como irá ser 2011? Não consigo responder. Apenas dizer aquilo que irei fazer para o alcançar sem saber se concretizar-se-á, mas com a plena consciência que ao não fazer nada...dificilmente alcançarei.

Dizem-me que é uma questão de gestão de prioridades. Será? Uma coisa é certa, sem prioridades, seja onde for e em que contexto acontecer, dificilmente conseguiremos uma boa gestão dos nossos recursos internos. Onde colocar mais a minha emoção, onde e quando batalhar mais, o que realizar e com quem!

Os tais famosos 6 'w' ou 2 'h' utilizados na gestão num modelo tipicamente 'americano' possibilitam definir prioridades. A experiência e a qualidade das mesmas dão-nos uma ferramenta fulcral na definição de prioridades.Muitas dúvidas subsistem, mas que uma má gestão de prioridades dificultam a gestão de recursos humanos, os valores dessa mesma gestão, cometem-se injustiças e mais do que tudo, confunde-se a orientação, tempos, coração, razão e com isto tudo, resultados menos equilibrados!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

2010...

O ano que agora finda tornou-se num ano de grandes aprendizagens. Curiosamente, cada momento de formação, de coaching individual ou com grupos/equipas, foram momentos de aprendizagem individual e das pessoas com quem lido diária, semanal, mensal ou pontualmente.

Momentos excelentes de auto-conhecimento. Auto-avaliação. Auto-controlo. De perfomance. Superação. Esforços. Empatia. Escuta Activa.

A ferramenta da facilitação agrada-me. Fascina-me pelas capacidades que possui e acima de tudo, pelos resultados que alcança. Momentos de discussão. Reflexão individual e em grupo. Dinâmicas de grupo. De comunicação implícita e explícita.

Espaços de crescimento e de observação, que existem sempre hiatos de fiabilidade, zonas de conforto, equilíbrios ténues e espaços e oportunidades de crescimento enormes. Pontos fulcrais, momentos de viragem que devemos aproveitar.

Dinâmicas de equipa. Alinhamento constante entre uma pessoa e o grupo. Responsabilização sobre os resultados obtidos ou a falta deles. Respostas ou ausências de resposta aos sinais emitidos. Aprendizagem constante.

Por tudo e por muito mais, Muito Obrigado pelos momentos proporcionados ao longo de 2010, onde cada momento proporcionou-me também ele uma auto-formação. E os votos de um excelente 2011!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Jorge Jesus

Os seres humanos têm uma certa capacidade para julgar com muito mais enfoque nos últimos acontecimentos. Não acontece apenas no desporto, mas existirão dezenas ou centenas de exemplos no desporto, e no futebol propriamente dito, de alguns treinadores que foram campeões num ano e no ano a seguir foram demitidos por maus resultados. Apenas alguns jogos (Inácio foi despedido do Sporting na época seguinte depois de ter ganho um Campeonato pelos ‘verdes’, Fernando Santos foi demitido à 1.ª jornada depois da última época ter estado na luta até à última jornada, etc.).

Esta época desportiva Jorge Jesus vive uma espécie de purgatório depois de há uns meses ter sido considerado um excelente treinador, um exemplo, pois era um treinador sem formação académica e que nem a 4.ª classe possui, um mestre da táctica, etc. Teria o seu mérito, o Benfica era Campeão e tinha demonstrado um dos melhores ‘futebóis’ dos últimos tempos em Portugal. Isto apesar dos defeitos na gestão do plantel, que ficaram sempre ofuscados pelas diversas goleadas e excelentes exibições e carreira europeia (que terminou nessa mesma discrepância de gestão de alguns casos internos do plantel).

Na época 2009/10, Jesus conseguiu algumas proezas ao nível da potencialização de jogadores. Extremos mesmo! Conseguiu recuperar quase das últimas o Fábio Coentrão! Tocou no ponto relativamente a Di Maria. Conjugou como ninguém a capacidade de Ramires tornar todos os que com ele jogassem tornarem-se excelentes jogadores (caso mais evidente, Javi Garcia). Recuperou de um ano muito mau Aimar e colocou Saviola a sonhar com a ida ao Mundial, mesmo que fosse apenas na cabeça dos dois.

Esta época, Jorge Jesus vive quase o oposto. Por diversas razões. Umas relacionadas com opções mais estruturais e de direcção que da sua responsabilidade. Outras – penso eu – apenas da sua responsabilidade: empréstimo de alguns jogadores (Urreta apenas técnico? Rodrigo, que custou 6 M €…como pode ser emprestado? o Benfica é algum Real Madrid que empresta jogadores de 6 M €?, insistência de outros (Peixoto é talvez o caso mais evidente). A preparação da época é uma responsabilidade de todos! Se Vieira também serve para ir negociar…porque terá menos responsabilidades noutros assuntos? Jorge Jesus queixa-se da ida dos atletas ao Mundial…muito tempo a resmungar, menos tempo a improvizar soluções para esses problemas.

Jorge Jesus tornou-se menos interventivo. Mais arrogante. A meu ver, menos astuto. Com menos capacidade de surpreender. Tem para este ano um grande desafio: não perder a embalagem que ganhou na época anterior que o prejudique, quer interna quer externamente. Que o impeça de saltar para um Campeonato mais competitivo, embora para uma equipa com menos ‘pujança’ que o Benfica.

Jorge Jesus tem inúmeras qualidades. Não duvido nada. Ganharia muito mais se as equilibrasse com factores como a humildade, melhor comunicação e menos aparições, melhor impacto comunicacional. Não se consegue medir se é melhor que A ou pior que B. Valem os números. As vitórias ou derrotas. A capacidade de cair e levantar-se várias vezes.

Jorge Jesus tem de fazer consigo o que fez com tantos outros jogadores. Ir à boleia de uma boa campanha da equipa para sair para outros voos. Sabe que Ramires e Di Maria (mais este) usufruiram de boa visibilidade para irem para outros clubes. Jesus sabe que pode perder muito com más campanhas internas. UEFA será uma miragem, não há por enquanto qualidade, experiência e alinhamento para irem longe. É verdade que faltam 2 meses e meio, muito ainda, mas ter-se-á de remar mais e mais forte.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Competitividade

Saiu ontem no jornal 'A Bola' um artigo do Prof. Doutor Pedro Mil Homens sobre a competitividade (parte I, informa-se). Interessante o artigo, debatendo ideias que mesmo os menos afortunados academicamente, já lançaram ideias e discussões.

Lança ideias e factos passados noutros países que contribuem para uma maior competitividade em diversas modalidades e nos escalões mais jovens. A história de que mesmo nos escalões jovens, deve-se exigir rigor e competição em todas as situações dos torneios, competições e até ao final do jogo, competição, treino, etc.

Na minha (curtíssima) carreira como treinador, um dos casos com que nos debatíamos na área de motivação era quando a equipa (constituída por 'putos' bons tecnicamente e com uma entrega exemplar) iam jogar com equipas menos apetrechadas técnica e fisicamente. A ideia passava não só por ganhar mas criar sempre uma diferença de golos como objectivo no término do jogo! Esta é uma das ideias lançadas pelo responsável máximo da Academia.

Outras são as ideias de competitividade que devem ser transversais. Ideias que podem ser transferidas para outros campos mesmo organizacionais. A ler...e debater. Fica apenas o apontamento que algumas das ideias são debatidas há muitos anos...e que poucos ou quase nenhuns jornais foram dando atenção a questões lançadas, quer por Professores quer pelo público em geral.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Dogbert e Dilbert

Existem vários livros e séries televisivas que devem ser vistas e revistas em diferentes alturas da vida. Com a experiência vamos lidando com as várias mensagens, histórias e acontecimentos dos livros ou séries de diferentes formas.

Ler um livro do Dogbert e Dilbert quando ainda estudamos, quando começamos a vida laboral, quando se está em início de carreira ou quando já temos alguma experiência em diferentes locais e com naturezas distintas, quase que afirmaria que é um processo de crescimento e maturidade.

Numa das passagens dos diversos livros que existem, achei uma pérola:

"Felizmente, há muitas coisas «gestoriais» que pode fazer para preencher o seu tempo e dar a ideia de que é um executivo capaz.

Buchas de gestão para queimar tempo

- Mudar o nome do departamento
- Relatórios de actividades
- Exercícios de trabalho de equipa
- Transferências dentro do escritório
- Escrever declarações de intenções
- Mudanças aleatórias na organização
- Fazer gráficos de apresentação
- Microgestão"

Caso para perguntar "Onde é que já vimos e vamos vendo isto?". Será que alguns dos nossos gestores seguem os seus modelos por aqui? Dado que vem de uma cultura americana, a concretização do uso de equipas raramente entra nas nossas organizações. Deve ser apenas por isso.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O país não pode ter na sua juventude qualificada a melhor mercadoria para exportar

Há muito tempo que não lia uma frase tão consensual!

Um artigo que se recomenda

Um artigo já com quase um ano que saiu no Público. Recomenda-se!




terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Compromisso

Não sei se é ter receio de compromissos ou não, mas gostamos pouco de estar comprometidos com o quer que seja: pessoas, resultados, objectivos, etc. Por outro lado, devemos ter a noção que apenas comprometendo as pessoas com outras pessoas (mesmo abordando apenas a questão profissional ou social) podemos alcançar resultados, objectivos, fins!

Existe um equilibrio entre não querer estar e querer estar comprometido. Os perigos de não comprometermos as pessoas com os nossos objectivos, resultados, ambientes é bem superior ao comprometer. Comprometendo, existe uma percentagem mais elevada dos meus passarem a ser meus e deles. Nossos! Quem não sabe o que se passa, a razão para que estão a trabalhar ou esforça faz com que não seja prioritário, crie desinteresse, não dê o extra-mile e coloque outros factores à frente dessas funções que atribuem. Para além…de não saber, especular.

Uma simples alteração na abordagem modifica quase exponencialmente a atitude e comportamento do outro. Para melhor. Sabermos para onde se dirige ou queremos que se dirija o barco é mais do que suficiente para: criar trocas de ideias e quem sabe criação de mais valor, mesmo que exista discórdia existe por algo em concreto e não do desconhecido, existe um mapa e bússola, existe um reconhecimento com algo. Algo mais do que suficiente para altera a abordagem de quem quer alcançar um objectivo e necessita de outros para os alcançar.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A incerteza de Jesus no Domingo(s)

Próximo Domingo, dia 12, os dois melhores treinadores da época passada da Liga Portuguesa da época passada irão defrontar-se e possivelmente, o que perder, sairá bastante fragilizado (claramente mais se o derrotado for o treinador visitado)!

A verdade é que com os nomes dos treinadores e as situações que os dois vivem actualmente, dava para realizar inúmeros trocadilhos: Jesus pode ser massacrado no Natal; Jesus precisa de Paciência para este Domingo; Que Domingo para Domingos?; etc.

Voltando à situação e ao jogo do próximo Domingo, acredito que uma derrota do Benfica deixa o clube sem objectivos quer ambiciosos (pois vencer a Taça da Liga nunca pode ser ambicioso para um clube como o Benfica), quer exequíveis (Liga Portuguesa ou UEFA...é para esquecer). Como escrevia um jornalista do jornal ‘Record’, se os resultados e as más exibições continuarem, não será apenas o JJ a ficar com o seu cargo em risco, arrisca a levar com ele a Direcção e toda a estrutura. Por isso acredito que mais derrota menos derrota, a própria Direcção do clube fica com as suas posições muito fragilizadas perante a queda do Futebol Sénior e as expectativas criadas de uma época para a outra.

Acredito que mais derrota menos derrota, também o Domingos pode ver a sua posição em risco, pois a meio da tabela da Liga Portuguesa está longe dos objectivos e potencial da equipa, e até Fevereiro, um novo treinador poderia muito bem ter tempo para se preparar para os embates europeus.

Voltando ao Benfica, JJ perde margem de manobra e os eventuais reforços a vir não passarão pelas mãos dele e alguns jogadores escolhidos por ele arriscam-se a ser emprestados ou vendidos. Continuará sempre por explicar como se gasta 6 M € no Rodrigo e se empresta. O Urreta ser continuadamente emprestado? Mais brasileiros e argentinos até quando?

Domingo…com uma derrota, duvido que quer Rui Costa quer Luís Filipe Vieira o consigam aguentar, com o risco de caírem mais tarde de forma mais precipitada. No Futebol, como me dizia Manuel Sérgio, não existem adversários, apenas inimigos. Até dentro dos próprios clubes…

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Expert Teams

Algo distingue as equipas de alto rendimento e as restantes. A bibliografia refere-se a expert teams, temática que muito me fascina. Retirado daqui algumas dicas que após um estudo caracterizam as Expert Teams:

- Expert teams share a clear and common purpose and a strong mission.

- Expert teams share mental models. Their members anticipate each other. That can communicate without the need for overt communication.

- They are adaptive. They are self correcting. Their members compensate for each other. They reallocate functions. They engage in a cycle of prebrief-performance-debrief, giving feedback to each other. They establish and revise team goals. They differentiate between high and low priorities. They have mechanisms for anticipating and reviewing issues and problems of members. They periodically review and diagnose team effectiveness and team vitality.

- They have clear (but not overly clear or rigid) roles and responsibilities. Members understand their roles and how they fit together
- They have strong team leadership. Led by someone with good leadership, not just technical skills. They have team members who believe the leader cares about them. They provide situation updates. They foster teamwork, coordination and cooperation. They self-correct first.

- They develop a strong sense of “collective.” Trust, teamness and confidence are important. They manage conflict well. Members confront each other effectively. They trust each others intentions.

- They optimize performance outcomes. They make fewer errors. They communicate often enough, ensuring members have the information to be able to contribute. They make better decisions.

- The cooperate and coordinate. They identify team task work requirements. They ensure, through staffing and development, that the team possesses the right mix of competencies. They consciously integrate new members. They distribute and assign work thoughtfully. They examine and adjust the physical workspace to optimize communication and coordination.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Alinhamento entre o individual e o colectivo

Algumas modalidades desportivas, pelas suas características e 'catalogação' de modalidade individual, vivem o treino com o desafio de - isoladamente, quando os há - inserir objectivos de equipa na modalidade em que a prática é quase sempre individual na competição.

Atletas que são treinados e 'formatados' a valores individuais e de um momento para o outro, a obtenção do objectivo passa a incluir uma equipa, um conjunto de colegas durante a competição propriamente dita. A tal questão de correr unicamente só ou estar numa competição onde se inserem também valores e comportamentos relacionados com uma equipa que apenas existe durante a competição e depois volta à 'normalidade'.

Poderíamos saltar quantas vezes as necessárias para a analogia entre o exemplo anterior e o mundo das organizações, onde damos preferência a valores organizacionais e profissionais relacionados com os aspectos individuais e depois, como fosse simples, mudar-se o chip para algo colectivo e em grupo.


Os treinadores trabalham atletas de forma a que os mesmos sejam fortes mental, física e tecnicamente e a conquistarem os seus objectivos de forma quase 'só' quando estão em competição. Em outras situações a confrontarem-se com um problema de alinhamento quando tentam explicar aos mesmos atletas que nesta competição, para a vencerem terão de trabalhar em equipa, puxar uns pelos outros.

Não se trata de nenhuma crítica ao nível competitivo das modalidades, antes, uma reflexão sobre a dificuldade do próprio treinador alterar o seu discurso e alinhar as formas metodológicas e processuais para conseguir aumentar o rendimento dos atletas, quer quando competem de forma individual, quer quando a sua modalidade 'oferece' a via colectiva.

Ao nível das organizações, mesmo as desportivas, essa necessidade de alinhamento é tudo menos empática. Não existe qualquer sentimento e preocupação relacionada com o ajustar do discurso e das mensagens a um melhor resultado final colectivo.


As dinâmicas geralmente são sempre as mesmas, apenas condicionadas se são comunicadas para uma pessoa só ou a um conjunto. No desporto, apesar de existir a dificuldade, a empatia e necessidade criam nos treinadores uma tentativa e esforço de mesmo em pouco tempo fazer com que os seus atletas entendam que o seu resultado individual depende sempre de um colectivo.

O desporto, que tem muita a ensinar às organizações, independentemente das suas dimensões, podia começar a catalogar os ensinamentos às organizações. Este era um deles.