quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Identidade das Organizações Desportivas
Observamos os seus papéis sociais e desportivos, comparamos planos, acções, movimentos, estratégias, cruzamos informação, focamo-nos nas pessoas e não nos seus propósitos, escondemos informação e distribuímos um mapa pensando que tal significa o seu território. Sempre foi tempo de pensar a distribuição de funções, tarefas e razões de (in)existência dos Institutos, Fundações, Confederações, Comités, Associações, etc.
A identidade das organizações reúne vários itens: cultura de acção, história, visão, missão, procedimentos e valores de actuação. Os tempos modernos e as suas 'regras' de actuação convidam as organizações a alterarem procedimentos, formas de estar e viver. Convidam ou forçam, a mudança torna-se um sinal natural e/ou de segmentação. Será desta que alguém de direito (e deveres) se debruçará para a não convergência de todas as organizações desportivas em prol de uma só estratégia?
Deveremos continuar a multiplicar papéis, subverter o papel dessas mesmas organizações, competir entre elas para os mesmos fins? Gastar e investir recursos para os mesmos fins, com tanta tarefa que vai a meio ou nunca foi mesmo iniciada? Não seria mais simples, entre todos, federações e associações incluídas, decidir quem ficaria com o papel formativo, do associativismo, coordenação do desporto autárquico, competitivo, representações internacionais, diálogo com as federações, conselhos que não se atropelem, focar as populações especiais, etc?
Observar a forma como o desporto em outros países está distribuído e organizado seria um bom exercício. Existem exemplos para quase todos os gostos, e mesmo um País como Itália, que pode ser sempre 'acusado' de possuir também os nossos hábitos latinos, está organizado de uma forma bem mais realista e operacional, em que pelo menos, existe uma entidade que implícita ou explicitamente, assume a coordenação e a última tomada de decisão.
Em Portugal, tal como as várias intervenções que são feitas - por exemplo - nos passeios da rua, uma vez para a electricidade, outra vez para a água, outra para a Zon ou a Meo, etc, mas nunca ao mesmo tempo para se poder distribuir as tarefas pelo tempo e proporcionar sempre tarefas aos trabalhadores, mesmo que isso implique a destruição do passeio vezes sem conta. O sistema desportivo é semelhante, proporciona e cria as mesmas tarefas e funções multiplicadas por diversos, para sustentar verbas a serem gastas por diferentes territórios pessoais e egos.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Uma acção sobre equipas 4G
Aqui...
http://mbuintelligence.com/blog/?p=631
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Mentoring and Coaching
Hoje, cada vez mais, se exige aos líderes e gestores que sejam coaches dos seus colaboradores, ou individualmente ou de uma equipa.
Ter a capacidade de fazer o coach interno tornou-se uma competência muito valorizada nas empresas. É assim que surge, também cada vez mais, a necessidade do treino em coaching. Durante esse tipo de sessões de treino surge frequentemente a pergunta: "Coaching e Mentoring são a mesma coisa?". A resposta é não! Embora relacionados, não são, de facto, o mesmo. Desde logo um mentor pode ser um coach, mas um coach não é um mentor. Enquanto o primeiro actua funcionalmente e está focado na performance, o mentor, seja no âmbito de um programa de mentoring formal ou numa relação informal, foca-se na relação com o indivíduo. Mas existem outras diferenças significativas.
O coach tem uma agenda específica, já que esse papel é um dos requisitos da sua função como líder ou gestor. O papel do mentor é mais o de facilitador e tem lugar fora da relação gestor/colaborador.
Ou seja, no primeiro caso a relação decorre da própria função de gestão, no segundo a relação é escolhida e decorre do valor que é percebido pelas partes. Acontece, por isso mesmo, que no coaching a relação termina se a linha funcional desaparece. No mentoring a relação pode perdurar e transformar um processo formal num informal.
Assim, os dois papéis, sendo assumidos por pessoas com posições diferentes na organização, são igualmente importantes, complementando-se: o coach, responsável directo do coachee, focalizado em objectivos de negócio e performance, o mentor focado no desenvolvimento pessoal.
É importante sublinhar que o mentor, ao contrário do coach, não avalia o mentoree em relação ao seu trabalho e não dá informação para revisões salariais ou promoções, o que cria um meio de aprendizagem "seguro" em que o mentoree tem à vontade para discutir abertamente o que o preocupa na organização sem preocupações de eventuais consequências negativas.
Imaginemos o colaborador que diz ao seu manager/coach que não está a conseguir atingir um determinado objectivo porque tem um conflito com um colega da equipa. A resposta do coach pode muito bem ser: "O que pode fazer para ultrapassar o conflito e conseguir atingir o objectivo?", ou "O que pode fazer para que o conflito não interfira nos objectivos?". Já o mentor pode intervir com uma pergunta mais aberta: "Quer falar-me desse conflito?" sem prejuízo de prosseguir a partir daí para o atingir de objectivos.
As mudanças rápidas a que as empresas estão hoje sujeitas, tornam difícil atrair e reter talentos. Por outro lado, as estruturas organizacionais cada vez mais achatadas, levam a que se aposte na oferta de oportunidades de crescimento e desenvolvimento dos colaboradores. É aqui que, quer o coaching, quer o mentoring, surgem como ferramentas poderosas a utilizar em programas de retenção de talentos.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
O paradigma da informação vs aprendizagem
A informação chega hoje à velocidade de segundos, à distância de uma pesquisa pela internet ou à troca de informação com profissionais do outro lado do oceano. Se esta quantidade de informação pode possibilitar inúmeras vantagens para o desenvolvimento da sociedade e de sectores em específico, pode criar expectativas e falsas-percepções de auto-conhecimento que provocam mais conflitos, trocas de ideias mais confusas e uma maior decalage entre o que se pensa que se sabe (quantidade de informação recebida) e o que na realidade o agente desportivo sabe (informação que é traduzida em conhecimento e aplicada correctamente).
Se o leitor considera que o referido é algo não se passa é porque (felizmente) tem o hábito de pesquisar informação com maior regularidade, já há algum tempo, está inserido num meio que possui essa filosofia, etc.
Mas infelizmente o aspecto transversal da nossa sociedade não é esse. Muitos sub-sectores ou sub-ramos do desporto vivem algo que não estão a conseguir adaptar-se: fazer diferente hoje porque é assim que se faz; ou pensar que ler ou ouvir como se faz, torna a pessoa capacitada para o fazer.
Subirmos o nível de exigência apenas porque a informação está ao alcance de todos ou a um nível mais acessível é criar patamares de exigência que corresponderão, mais cedo ou mais tarde, à incapacidade e desafios que essa mesma exigência cria. Considero que esse é um cenário que se passa em muitas chefias de processos, equipas, serviços, pessoas, etc., que é a pressão de acompanhar a modernidade, estar ao nível que alguns serviços, produtos, equipas, processos, pessoas assim o exigem. A necessidade de parecer bem, dar saltos não protegidos pelo conhecimento.
Pode parecer de senso comum o que se afirma ou se aborda, mas em campos como o ensino, o treino, a formação formal ou informal, o dirigismo, a coordenação de projectos, é fácil assistir-se a decisões, liderança, aulas, formações com base unicamente em informação que se ‘apanhou’, mas que na realidade não se sabe bem qual o impacto da mesma e que outros desafios e consequências irão criar. Não é bem a diferença do saber saber e do saber fazer ou ser. É a diferença entre o saber porque se leu e os restantes ‘três saberes’.
Quando se aborda que a informação é um bem necessário e nos pode ajudar a dar passos e saltos na qualidade da oferta desportiva a vários níveis, o cuidado como ela chega e o que se faz com a mesma deve ser um cuidado a gerir a quem compete. Quem diria que não ter boa e melhor informação era um problema com tantas implicações como tê-la, mas não a sabendo usar?
terça-feira, 5 de outubro de 2010
AVB, nada como um espelho para aprender
Não vi o jogo de ontem do Guimarães - Porto, apenas hoje de manhã vi, primeiro, as capas dos jornais, depois o resumo na SIC e finalmente, li os jornais. Existe uma clara decalage entre aquilo que o treinador do FCP diz e que na verdade - as imagens da tv e as crónicas dos 3 jornais dizem - ou seja, a expulsão do Fucile é justa, há um possível penaltie para o Guimarães e um fora-de-jogo mal tirado a Falcão. Mas ninguém fala dos lances que AVB denuncia. Estranho ou não, há um jornal que manda para o ar a táctica de pressão usado por Mourinho. Até podia ser verdade, mas o AVB diz que não é o Mourinho, por isso, presumo que aquela faceta que se viu durante o jogo, na expulsão, nas entrevistas pós jogo sejam a parte de baixo...muito pouca, diga-se, do iceberg de AVB.
AVB tem surpreendido, contra factos não há argumentos. Considero que o Porto actualmente é um pouco como o Benfica de outros tempos, qualquer treinador arrisca-se a vencer, mas isso não retira o mérito de AVB.
No entanto...aconselho AVB a ler as palavras de Miguel Sousa Tavares hoje no jornal 'A Bola'...treinador que aos 30's não aceita critícas, achava que ia ganhar sempre e não consegue lidar com critícas e derrotas...não vai longe. Venha um espelho para o André!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Ouvi três defeitos que um líder não pode ter...
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Um Psicólogo do Desporto no Futebol Profissional
"O especialista Pedro Almeida passou a estar perto da equipa de Jorge Jesus depois da derrota na Madeira com o Nacional.
O plantel do Benfica passou a ser acompanhado pelo psicólogo Pedro Almeida há já algumas semanas. A decisão foi tomada pelo presidente Luís Filipe Vieira e pelo director desportivo Rui Costa, sabe o DN, após a derrota na Madeira, com o Nacional, a 21 deste mês.
Trata-se de um regresso à equipa principal, depois de no início da época passada, tal como o DN avançou, o treinador Jorge Jesus ter prescindido da sua presença junto da equipa principal, passando Pedro Almeida a exercer funções apenas junto da formação.
Só que os maus resultados neste início de época e a falta de confiança de alguns jogadores obrigaram a esta decisão por parte da estrutura da SAD, à qual Jesus, desta vez, não se opôs. Um dos atletas que mais beneficiaram com a presença constante e os metódos do psicólogo foi o guarda-redes Roberto Jiménez, que aos poucos viu aumentar os seus níveis de confiança ao ponto de, na Luz, muitos dizerem que já não parece o mesmo que iniciou a temporada. Esta noite terá oportunidade de prová-lo na Alemanha, ante o Schalke.
Sabe o DN que o trabalho de Pedro Almeida incidiu, numa primeira fase, na recuperação psi- cológica dos atletas, que ficaram bastante afectados com as três derrotas consecutivas com que abriram a época (FC Porto, Académica e Nacional), tendo depois procurado reforçar a confiança e o controlo emocional entretanto perdidos pelos jogadores.
Pedro Almeida tem um papel importante na melhoria da autoconfiança da equipa, mas também teve uma intervenção de relevo na conquista do título da época passada. É que, apesar de na altura não fazer parte da equipa principal, a SAD solicitou, por várias vezes, a presença do psicólogo junto de alguns jogadores na fase decisiva do campeonato. O DN sabe que aquele clínico chegou mesmo a deslocar-se a casa de alguns atletas fora das horas de treino para trabalhar a confiança e o controlo emocional."
terça-feira, 28 de setembro de 2010
A gestão do Futebol Profissional do Sporting vista por alguém de fora!
JEB é contestado. Atenção...ganhou as eleições há um ano com 90% dos votos. Costinha, que em Dezembro de 2009 tinha sido vetado pelo ex-futuro treinador dos verdes que acabou por ir para o Porto, assumiu a pasta do Futebol e, sendo verdade que sem dinheiro é mais difícil, acabou por falhar na gestão das contratações e saídas de jogadores.
Têm passado demais Directores Desportivos ou do Futebol nos últimos anos. Pedro Barbosa, Sá Pinto, Costinha, etc...Muitos para tão poucos resultados. Diria mesmo que o melhor elemento, quer se goste quer não se goste, que passou nos últimos anos pelo Futebol Profissional do clube foi o agora seleccionador nacional. Ganhou pouco, mas ganhou algo. Não ganhou mais, mas também não será com outros que irão ganhar. O clube assumiu uma fixação pelo desequilibrio e desnorte que de x em x tempo volta ao local do crime. É uma espécie de cópia do que era o Benfica até há uns 3 ou 4 anos e que poderá sempre lá voltar.
O clube terá de assumir as suas forças e fraquezas, e uma delas - sempre na comparação com o Benfica e Porto - é que a capacidade financeira é menor e com isto, exige uma ponderação melhor na política de contratações. Como acontece com o Sp. Braga por exemplo.
Existem em Portugal milhares de treinadores e também gestores de plantéis, directores, etc. Todos de nós temos um pouco, mas como explicar a venda do melhor ou segundo melhor central do plantel quase a custo zero (ou foi mesmo a custo zero?) e aquisição de um central argentino de 2.ª ou 3.ª linha por 3 milhões de euros? Que não joga! E a venda ou o desbravar de jogadores da Academia como Pereirinha ou Adrien para ir buscar brasileiros com menor valor? E Caneira...que se passa ali, ou um jogador que era titular e jogou nos melhores campeonatos do mundo não tem lugar nem no plantel?
Amanhã haverá uma Assembleia e começam a aparecer interessados...e onde falha mesmo, é na gestão de recursos humanos e desportivos. Falta e falha mesmo!
sábado, 25 de setembro de 2010
Ter habilidade é bom mas...
terça-feira, 21 de setembro de 2010
A diferença entre a formação/treino e a realidade
A adaptação do treino e formação àquilo que encontramos na realidade é um contexto que deve preocupar quem forma e treina e quem decide 'colaborar' e participar nessas acções.
Tal como encontramos atletas que treinam como competem, também encontramos formandos que participam nas formações e dinâmicas que constam delas tal como estivessem a 'sério'. Para quem forma, dá gosto ver os formandos a aplicarem-se e esforçarem-se ao máximo nas dinâmicas. Tal como qualquer treinador adora ver os seus atletas a focarem-se nos objectivos do treino quer na parte técnica quer na parte emocional.
Cabe ao treinador e formador encontrar os melhores exercícios e metodologia para que os atletas e formandos possam encarar a personagem da competição e dia-a-dia de trabalho de forma igual, com a menor diferença possível! Não se fala apenas dos exercícios técnicos, tácticos, expositivos ou questionários x ou y. Fala-se na atitude igual, comportamentos semelhantes, dedicação e partilha dos valores individuais e de equipa.
No ponto 1, cabe ao formador e treinador dar as ferramentas e informações necessárias para que se possa caminhar e descobrir (ponto 2), caminho em que a seta azul significa a decalage entre o treino e a realidade.
O ponto 3 é a protecção (dos três p's de quem lidera) por parte do formador e treinador, perceber o timing correcto para 'deixar ir' o atleta à realidade confrontar-se entre o que possui e o que é necessário.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
A gestão de carreira de Mourinho
Saiu a ganhar na sua saída do Benfica, em que vence 3-0 ao Sporting na Luz e confronta Vilarinho com a exigência de mais um ano. Quando vence a Liga dos Campeões pelo Porto e negoceia logo ali com o Chelsea. Quando vence a Liga dos Campeões pelo Inter e negoceia logo para o Real Madrid. Vários casos...por cima.
No entanto, nesta rábula da FPF, Madaíl, Real Madrid e José Mourinho, diria que pela primeira vez, vejo José Mourinho a sair mal na fotografia. Disse a todos que estava interessado e receptivo em ser o Seleccionador Nacional (por 2 jogos...), assumiu publicamente essa vontade, a não compreensão do Real Madrid em não deixá-lo ir e por fim...Madaíl acaba por não assumir formalmente o convite, dizem as más línguas. Mourinho mostrou-se e o Real Madrid defende-se que não recebeu convite.
A coisa correu mal e como costume...Madaíl anda no silêncio, onde se move melhor!
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Coaching, Desporto e o jornal Público
Os treinadores e os líderes desportivos estão a recorrer cada vez mais a um tipo de formação que nos últimos dois anos se tem multiplicado em Portugal e pela Europa. Trata-se do coaching, uma área que começou a ser utilizada pelas empresas para potenciar o rendimento dos seus colaboradores e que, ultimamente, está a chegar àqueles que têm por objectivo liderar formações desportivas.
Augusto Inácio, Manuel Machado ou o ex-andebolista Carlos Resende foram alguns que já tiveram contacto com esta nova realidade e consideram que os resultados são positivos. O antigo treinador campeão de basquetebol Jorge Araújo foi mesmo um dos pioneiros na utilização desta técnica, quer no desporto, quer nas empresas em Portugal.
Teoricamente, esta técnica aumenta a confiança, a capacidade de comunicação entre técnico e atletas, amplia competências, permitindo uma melhor utilização do potencial dos desportistas. E os cursos multiplicam-se, requisitados por clubes e empresas.
"É uma ferramenta transversal a toda a sociedade e mais importante ainda quando se tem por actividade dirigir um grupo de trabalho", garante Carlos Resende. "Ajuda a adquirir competências para retirar o melhor partido do conjunto de atletas que fazem parte de uma equipa e dos próprios técnicos. Mas é tão importante no desporto como em qualquer empresa", continua aquele que é ainda hoje considerado por muitos como o melhor andebolista português de sempre.
Resende frisa que um dos aspectos mais importantes é a eficácia com que depois se consegue passar a mensagem para o grupo: "Conseguimos transformar os vários objectivos de cada atleta num objectivo mais amplo que é o da equipa."
Uma opinião partilhada por Pedro Vieira, co-proprietário de uma empresa que presta serviços de coaching. Este especialista em programação neurolinguística e neuroestratégia refere que muitas vezes no futebol parte-se do princípio que todos os atletas estão focados no mesmo objectivo, o que, no seu entender, não é verdade. "Cada elemento tem as suas ambições e a função de um líder é fazer convergir todos para algo maior que é o bem do grupo.
O coaching permite treinar técnicas, por exemplo, para desenvolver confiança entre o treinador e os atletas", explica aquele economista que, depois de trabalhar numa multinacional onde lhe foi proporcionado o acompanhamento por um coach, passou a interessar-se tanto pela área que acabou por fazer vários cursos em Inglaterra. Pedro Vieira aponta o actual momento da selecção nacional, na qual diz existir uma "grande dificuldade em reunir os vários talentos que a equipa possuiu num objectivo comum", como um exemplo em que o coaching seria importante".
Evitar declarações a quente
O interesse nesta área está a aumentar entre os profissionais do futebol. Manuel Machado, treinador do V. Guimarães, só conseguiu participar em algumas sessões num curso na Madeira, mas pretende conhecer melhor aquilo que define "como mais uma ferramenta de trabalho". "Nas poucas sessões em que participei fiquei com a ideia que a forma de comunicação, a capacidade de fazer passar a mensagem é particularmente importante", diz.
"É uma coisa nova que não visa a táctica, nem os treinos, mas ajuda sobretudo na organização e oferece-nos uma preparação extra, por exemplo, no relacionamento com a imprensa, evitando muitas declarações imprudentes a quente. Passamos a fazer uma antecipação mental das coisas", conta, por seu lado, Augusto Inácio que garante estar a tirar dividendos do curso Sports Coaching que frequentou. "Passei a ter uma capacidade maior de automotivação, acreditando que é possível superar obstáculos que consideramos impossíveis. Também se aprende a passar essa motivação para o grupo", remata.
O especialista em Psicologia Desportiva Jorge Silvério confirma que o coaching utiliza a psicologia para aumentar as capacidades de treinadores e dirigentes. "Há um conjunto de técnicas e estratégias que o coaching está a recuperar para o desporto que são muito importantes e permitem ao treinador ganhar em liderança, comunicação e interacção", diz. Os formadores de coaching referem que os técnicos perderam, com a dedicação extrema aos aspectos tácticos e físicos, aspectos como a motivação e a comunicação. "O coaching está a trazer novamente muito daquilo que se tinha esquecido em termos de liderança e motivação", conclui o coach Ricardo Silva.
domingo, 12 de setembro de 2010
Basquetebol é um mundo à parte nas equipas!
O que trago para a conversa - algo que cheguei a tentar explicar ao meu amigo PS e mais dois seus amigos - é que o Basquetebol é de longe a modalidade colectiva mais complexa que existe, a que mais regras tem, a que mais condicionantes quer no acto defensivo quer no acto ofensivo fomenta, exige e proporciona aos atletas e equipas.
Observar o método de trabalho de um treinador de Basquetebol ou de outra modalidade colectiva é um trabalho engraçado. Não digo com isto que os treinadores de basquetebol sejam melhores que os outros, até porque são 'mundos' diferentes. Apenas refiro que no Basquetebol existem tanta estatística, tanto dado importante, um ritmo tão elevado no jogo, condicionantes como o tempo de 24'' no ataque, 10'' na transposição para o meio-campo do adversário, 3'' no garrafão, segundos para repor a bola em jogo, etc...
Ao nível das dinâmicas de equipa ou grupo, o Basquetebol oferece um conjunto infindável de referências para se estudar as inteligências colectivas, dado o ritmo a que acontecem. Boa modalidade para se estudar...
sábado, 11 de setembro de 2010
Algumas acções de formação!
Objectivos do Curso: A participação neste curso visa desenvolver objectivos e princípios de trabalho em grupo, fomentar uma comunicação aberta e coordenada entre todas as partes integrantes, definir os papéis e áreas de responsabilidade sobre o trabalho a ser desenvolvido por cada elemento das equipas, um nível superior de autonomia e inter-dependência nas equipas e um estilo de liderança adequado ao ambiente, pessoas e situaçõe...s.
Destinatários: Líderes, Dirigentes, Chefias, Coordenadores de Equipas e Projectos e Treinadores.
Conteúdo Programáticos: O programa do curso considera a abordagem a conteúdos técnicos na área da Liderança, Gestão e Coordenação de Equipas, designação da visão e missão de uma equipa, sempre através de uma vertente prática (dinâmicas e exemplos) e experiencial do saber fazer.
Bloco 1. Equipas: realidades, autonomia e características .
Bloco 2. Liderança: Estilos e Contextos . Bloco 3 . Coaching: Individual, Organizações e Equipas.
Bloco 4. Comunicação nas Equipas .
Bloco 5. Gestão de Conflitos e Interdependência.
Bloco 6 . Visão e Missão das Equipas
Formador: Rui Lança
Formado na área do Coaching pela International Coaching Federation
(ICF), Executive Master em Auditoria em Gestão na EGE da Universidade Católica do Porto Pós-Graduação em Liderança e Gestão de Equipas pelo INA Mestrado em Gestão do Desporto pela FMH/UTL.
Para mais informações:
e-mail: comercial@cedis.pt
Telefone: +351 21 967 66 20
Fax: + 351 21 967 66 69
Mais a Sul...Portimão
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
E na 4.ª jornada...tudo se foi!
E pronto...já está! Na 4.ª jornada...tudo se foi. Nem mesmo o empate serviria, o Benfica à 4.ª jornada deixava de depender dele próprio para poder ser campeão da Liga de Futebol. Fruto do quê?quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Walk the Talk!
Na gestão e/ou no marketing apontamos para a característica que tanto se pretende nos produtos e serviços, a fiabilidade, a capacidade de ser aquilo que diz ser.
Nas pessoas, caso elas não seja o serviço, dou cada vez mais valor às pessoas que fazem o que dizem e não os que falam demais. Preferindo mesmo alguém que diz que faz pouco mas que o faz, do que alguém que fala mas faz uma percentagem reduzido. Saber-se com o que se conta...talvez seja essa decalage das expectativas vs realidade que me acalma.
A frase é tão simples, com um impacto vivencial de enorme dimensão que temo que nenhuma palavra minha possa acrescentar nada melhor.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Começamos por onde hoje?
1. Há quanto tempo que a selecção nacional não começava um jogo apenas com portugueses?
2. Repararam que o Yannick Djaló jogou na selecção...? A partir de agora, basta saber correr para poder ser convocado.
3. O que vem lá de fora...é sempre melhor que interno? Manuel Fernandes...foi dispensado do Valência! Será que Ruben Amorim não tinha espaço nesta selecção? Miguel Veloso não terá mais ritmo?
4. Os russos do Zenit devem estar a pensar como deram 22 M € pelo Bruno Alves!
5. A brincar, apenas a brincar, Eduardo afinal também dá ou tira pontos.
6. Raul Meireles jogou...sem ritmo, porquê?
7. Por momentos pensou-se mesmo que não era o Carlos Queiroz a comandar a equipa, mas depois percebeu-se que sim...quando tirou Hugo Almeida.
8. Chipre com 10 % da nossa técnica era uma grande selecção, nós com 10 % da entrega dos cipriotas éramos uma grande selecção.
9...Se tiverem mais contributos, venham daí!
