terça-feira, 5 de outubro de 2010
AVB, nada como um espelho para aprender
Não vi o jogo de ontem do Guimarães - Porto, apenas hoje de manhã vi, primeiro, as capas dos jornais, depois o resumo na SIC e finalmente, li os jornais. Existe uma clara decalage entre aquilo que o treinador do FCP diz e que na verdade - as imagens da tv e as crónicas dos 3 jornais dizem - ou seja, a expulsão do Fucile é justa, há um possível penaltie para o Guimarães e um fora-de-jogo mal tirado a Falcão. Mas ninguém fala dos lances que AVB denuncia. Estranho ou não, há um jornal que manda para o ar a táctica de pressão usado por Mourinho. Até podia ser verdade, mas o AVB diz que não é o Mourinho, por isso, presumo que aquela faceta que se viu durante o jogo, na expulsão, nas entrevistas pós jogo sejam a parte de baixo...muito pouca, diga-se, do iceberg de AVB.
AVB tem surpreendido, contra factos não há argumentos. Considero que o Porto actualmente é um pouco como o Benfica de outros tempos, qualquer treinador arrisca-se a vencer, mas isso não retira o mérito de AVB.
No entanto...aconselho AVB a ler as palavras de Miguel Sousa Tavares hoje no jornal 'A Bola'...treinador que aos 30's não aceita critícas, achava que ia ganhar sempre e não consegue lidar com critícas e derrotas...não vai longe. Venha um espelho para o André!
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Ouvi três defeitos que um líder não pode ter...
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Um Psicólogo do Desporto no Futebol Profissional
"O especialista Pedro Almeida passou a estar perto da equipa de Jorge Jesus depois da derrota na Madeira com o Nacional.
O plantel do Benfica passou a ser acompanhado pelo psicólogo Pedro Almeida há já algumas semanas. A decisão foi tomada pelo presidente Luís Filipe Vieira e pelo director desportivo Rui Costa, sabe o DN, após a derrota na Madeira, com o Nacional, a 21 deste mês.
Trata-se de um regresso à equipa principal, depois de no início da época passada, tal como o DN avançou, o treinador Jorge Jesus ter prescindido da sua presença junto da equipa principal, passando Pedro Almeida a exercer funções apenas junto da formação.
Só que os maus resultados neste início de época e a falta de confiança de alguns jogadores obrigaram a esta decisão por parte da estrutura da SAD, à qual Jesus, desta vez, não se opôs. Um dos atletas que mais beneficiaram com a presença constante e os metódos do psicólogo foi o guarda-redes Roberto Jiménez, que aos poucos viu aumentar os seus níveis de confiança ao ponto de, na Luz, muitos dizerem que já não parece o mesmo que iniciou a temporada. Esta noite terá oportunidade de prová-lo na Alemanha, ante o Schalke.
Sabe o DN que o trabalho de Pedro Almeida incidiu, numa primeira fase, na recuperação psi- cológica dos atletas, que ficaram bastante afectados com as três derrotas consecutivas com que abriram a época (FC Porto, Académica e Nacional), tendo depois procurado reforçar a confiança e o controlo emocional entretanto perdidos pelos jogadores.
Pedro Almeida tem um papel importante na melhoria da autoconfiança da equipa, mas também teve uma intervenção de relevo na conquista do título da época passada. É que, apesar de na altura não fazer parte da equipa principal, a SAD solicitou, por várias vezes, a presença do psicólogo junto de alguns jogadores na fase decisiva do campeonato. O DN sabe que aquele clínico chegou mesmo a deslocar-se a casa de alguns atletas fora das horas de treino para trabalhar a confiança e o controlo emocional."
terça-feira, 28 de setembro de 2010
A gestão do Futebol Profissional do Sporting vista por alguém de fora!
JEB é contestado. Atenção...ganhou as eleições há um ano com 90% dos votos. Costinha, que em Dezembro de 2009 tinha sido vetado pelo ex-futuro treinador dos verdes que acabou por ir para o Porto, assumiu a pasta do Futebol e, sendo verdade que sem dinheiro é mais difícil, acabou por falhar na gestão das contratações e saídas de jogadores.
Têm passado demais Directores Desportivos ou do Futebol nos últimos anos. Pedro Barbosa, Sá Pinto, Costinha, etc...Muitos para tão poucos resultados. Diria mesmo que o melhor elemento, quer se goste quer não se goste, que passou nos últimos anos pelo Futebol Profissional do clube foi o agora seleccionador nacional. Ganhou pouco, mas ganhou algo. Não ganhou mais, mas também não será com outros que irão ganhar. O clube assumiu uma fixação pelo desequilibrio e desnorte que de x em x tempo volta ao local do crime. É uma espécie de cópia do que era o Benfica até há uns 3 ou 4 anos e que poderá sempre lá voltar.
O clube terá de assumir as suas forças e fraquezas, e uma delas - sempre na comparação com o Benfica e Porto - é que a capacidade financeira é menor e com isto, exige uma ponderação melhor na política de contratações. Como acontece com o Sp. Braga por exemplo.
Existem em Portugal milhares de treinadores e também gestores de plantéis, directores, etc. Todos de nós temos um pouco, mas como explicar a venda do melhor ou segundo melhor central do plantel quase a custo zero (ou foi mesmo a custo zero?) e aquisição de um central argentino de 2.ª ou 3.ª linha por 3 milhões de euros? Que não joga! E a venda ou o desbravar de jogadores da Academia como Pereirinha ou Adrien para ir buscar brasileiros com menor valor? E Caneira...que se passa ali, ou um jogador que era titular e jogou nos melhores campeonatos do mundo não tem lugar nem no plantel?
Amanhã haverá uma Assembleia e começam a aparecer interessados...e onde falha mesmo, é na gestão de recursos humanos e desportivos. Falta e falha mesmo!
sábado, 25 de setembro de 2010
Ter habilidade é bom mas...
terça-feira, 21 de setembro de 2010
A diferença entre a formação/treino e a realidade
A adaptação do treino e formação àquilo que encontramos na realidade é um contexto que deve preocupar quem forma e treina e quem decide 'colaborar' e participar nessas acções.
Tal como encontramos atletas que treinam como competem, também encontramos formandos que participam nas formações e dinâmicas que constam delas tal como estivessem a 'sério'. Para quem forma, dá gosto ver os formandos a aplicarem-se e esforçarem-se ao máximo nas dinâmicas. Tal como qualquer treinador adora ver os seus atletas a focarem-se nos objectivos do treino quer na parte técnica quer na parte emocional.
Cabe ao treinador e formador encontrar os melhores exercícios e metodologia para que os atletas e formandos possam encarar a personagem da competição e dia-a-dia de trabalho de forma igual, com a menor diferença possível! Não se fala apenas dos exercícios técnicos, tácticos, expositivos ou questionários x ou y. Fala-se na atitude igual, comportamentos semelhantes, dedicação e partilha dos valores individuais e de equipa.
No ponto 1, cabe ao formador e treinador dar as ferramentas e informações necessárias para que se possa caminhar e descobrir (ponto 2), caminho em que a seta azul significa a decalage entre o treino e a realidade.
O ponto 3 é a protecção (dos três p's de quem lidera) por parte do formador e treinador, perceber o timing correcto para 'deixar ir' o atleta à realidade confrontar-se entre o que possui e o que é necessário.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
A gestão de carreira de Mourinho
Saiu a ganhar na sua saída do Benfica, em que vence 3-0 ao Sporting na Luz e confronta Vilarinho com a exigência de mais um ano. Quando vence a Liga dos Campeões pelo Porto e negoceia logo ali com o Chelsea. Quando vence a Liga dos Campeões pelo Inter e negoceia logo para o Real Madrid. Vários casos...por cima.
No entanto, nesta rábula da FPF, Madaíl, Real Madrid e José Mourinho, diria que pela primeira vez, vejo José Mourinho a sair mal na fotografia. Disse a todos que estava interessado e receptivo em ser o Seleccionador Nacional (por 2 jogos...), assumiu publicamente essa vontade, a não compreensão do Real Madrid em não deixá-lo ir e por fim...Madaíl acaba por não assumir formalmente o convite, dizem as más línguas. Mourinho mostrou-se e o Real Madrid defende-se que não recebeu convite.
A coisa correu mal e como costume...Madaíl anda no silêncio, onde se move melhor!
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Coaching, Desporto e o jornal Público
Os treinadores e os líderes desportivos estão a recorrer cada vez mais a um tipo de formação que nos últimos dois anos se tem multiplicado em Portugal e pela Europa. Trata-se do coaching, uma área que começou a ser utilizada pelas empresas para potenciar o rendimento dos seus colaboradores e que, ultimamente, está a chegar àqueles que têm por objectivo liderar formações desportivas.
Augusto Inácio, Manuel Machado ou o ex-andebolista Carlos Resende foram alguns que já tiveram contacto com esta nova realidade e consideram que os resultados são positivos. O antigo treinador campeão de basquetebol Jorge Araújo foi mesmo um dos pioneiros na utilização desta técnica, quer no desporto, quer nas empresas em Portugal.
Teoricamente, esta técnica aumenta a confiança, a capacidade de comunicação entre técnico e atletas, amplia competências, permitindo uma melhor utilização do potencial dos desportistas. E os cursos multiplicam-se, requisitados por clubes e empresas.
"É uma ferramenta transversal a toda a sociedade e mais importante ainda quando se tem por actividade dirigir um grupo de trabalho", garante Carlos Resende. "Ajuda a adquirir competências para retirar o melhor partido do conjunto de atletas que fazem parte de uma equipa e dos próprios técnicos. Mas é tão importante no desporto como em qualquer empresa", continua aquele que é ainda hoje considerado por muitos como o melhor andebolista português de sempre.
Resende frisa que um dos aspectos mais importantes é a eficácia com que depois se consegue passar a mensagem para o grupo: "Conseguimos transformar os vários objectivos de cada atleta num objectivo mais amplo que é o da equipa."
Uma opinião partilhada por Pedro Vieira, co-proprietário de uma empresa que presta serviços de coaching. Este especialista em programação neurolinguística e neuroestratégia refere que muitas vezes no futebol parte-se do princípio que todos os atletas estão focados no mesmo objectivo, o que, no seu entender, não é verdade. "Cada elemento tem as suas ambições e a função de um líder é fazer convergir todos para algo maior que é o bem do grupo.
O coaching permite treinar técnicas, por exemplo, para desenvolver confiança entre o treinador e os atletas", explica aquele economista que, depois de trabalhar numa multinacional onde lhe foi proporcionado o acompanhamento por um coach, passou a interessar-se tanto pela área que acabou por fazer vários cursos em Inglaterra. Pedro Vieira aponta o actual momento da selecção nacional, na qual diz existir uma "grande dificuldade em reunir os vários talentos que a equipa possuiu num objectivo comum", como um exemplo em que o coaching seria importante".
Evitar declarações a quente
O interesse nesta área está a aumentar entre os profissionais do futebol. Manuel Machado, treinador do V. Guimarães, só conseguiu participar em algumas sessões num curso na Madeira, mas pretende conhecer melhor aquilo que define "como mais uma ferramenta de trabalho". "Nas poucas sessões em que participei fiquei com a ideia que a forma de comunicação, a capacidade de fazer passar a mensagem é particularmente importante", diz.
"É uma coisa nova que não visa a táctica, nem os treinos, mas ajuda sobretudo na organização e oferece-nos uma preparação extra, por exemplo, no relacionamento com a imprensa, evitando muitas declarações imprudentes a quente. Passamos a fazer uma antecipação mental das coisas", conta, por seu lado, Augusto Inácio que garante estar a tirar dividendos do curso Sports Coaching que frequentou. "Passei a ter uma capacidade maior de automotivação, acreditando que é possível superar obstáculos que consideramos impossíveis. Também se aprende a passar essa motivação para o grupo", remata.
O especialista em Psicologia Desportiva Jorge Silvério confirma que o coaching utiliza a psicologia para aumentar as capacidades de treinadores e dirigentes. "Há um conjunto de técnicas e estratégias que o coaching está a recuperar para o desporto que são muito importantes e permitem ao treinador ganhar em liderança, comunicação e interacção", diz. Os formadores de coaching referem que os técnicos perderam, com a dedicação extrema aos aspectos tácticos e físicos, aspectos como a motivação e a comunicação. "O coaching está a trazer novamente muito daquilo que se tinha esquecido em termos de liderança e motivação", conclui o coach Ricardo Silva.
domingo, 12 de setembro de 2010
Basquetebol é um mundo à parte nas equipas!
O que trago para a conversa - algo que cheguei a tentar explicar ao meu amigo PS e mais dois seus amigos - é que o Basquetebol é de longe a modalidade colectiva mais complexa que existe, a que mais regras tem, a que mais condicionantes quer no acto defensivo quer no acto ofensivo fomenta, exige e proporciona aos atletas e equipas.
Observar o método de trabalho de um treinador de Basquetebol ou de outra modalidade colectiva é um trabalho engraçado. Não digo com isto que os treinadores de basquetebol sejam melhores que os outros, até porque são 'mundos' diferentes. Apenas refiro que no Basquetebol existem tanta estatística, tanto dado importante, um ritmo tão elevado no jogo, condicionantes como o tempo de 24'' no ataque, 10'' na transposição para o meio-campo do adversário, 3'' no garrafão, segundos para repor a bola em jogo, etc...
Ao nível das dinâmicas de equipa ou grupo, o Basquetebol oferece um conjunto infindável de referências para se estudar as inteligências colectivas, dado o ritmo a que acontecem. Boa modalidade para se estudar...
sábado, 11 de setembro de 2010
Algumas acções de formação!
Objectivos do Curso: A participação neste curso visa desenvolver objectivos e princípios de trabalho em grupo, fomentar uma comunicação aberta e coordenada entre todas as partes integrantes, definir os papéis e áreas de responsabilidade sobre o trabalho a ser desenvolvido por cada elemento das equipas, um nível superior de autonomia e inter-dependência nas equipas e um estilo de liderança adequado ao ambiente, pessoas e situaçõe...s.
Destinatários: Líderes, Dirigentes, Chefias, Coordenadores de Equipas e Projectos e Treinadores.
Conteúdo Programáticos: O programa do curso considera a abordagem a conteúdos técnicos na área da Liderança, Gestão e Coordenação de Equipas, designação da visão e missão de uma equipa, sempre através de uma vertente prática (dinâmicas e exemplos) e experiencial do saber fazer.
Bloco 1. Equipas: realidades, autonomia e características .
Bloco 2. Liderança: Estilos e Contextos . Bloco 3 . Coaching: Individual, Organizações e Equipas.
Bloco 4. Comunicação nas Equipas .
Bloco 5. Gestão de Conflitos e Interdependência.
Bloco 6 . Visão e Missão das Equipas
Formador: Rui Lança
Formado na área do Coaching pela International Coaching Federation
(ICF), Executive Master em Auditoria em Gestão na EGE da Universidade Católica do Porto Pós-Graduação em Liderança e Gestão de Equipas pelo INA Mestrado em Gestão do Desporto pela FMH/UTL.
Para mais informações:
e-mail: comercial@cedis.pt
Telefone: +351 21 967 66 20
Fax: + 351 21 967 66 69
Mais a Sul...Portimão
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
E na 4.ª jornada...tudo se foi!
E pronto...já está! Na 4.ª jornada...tudo se foi. Nem mesmo o empate serviria, o Benfica à 4.ª jornada deixava de depender dele próprio para poder ser campeão da Liga de Futebol. Fruto do quê?quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Walk the Talk!
Na gestão e/ou no marketing apontamos para a característica que tanto se pretende nos produtos e serviços, a fiabilidade, a capacidade de ser aquilo que diz ser.
Nas pessoas, caso elas não seja o serviço, dou cada vez mais valor às pessoas que fazem o que dizem e não os que falam demais. Preferindo mesmo alguém que diz que faz pouco mas que o faz, do que alguém que fala mas faz uma percentagem reduzido. Saber-se com o que se conta...talvez seja essa decalage das expectativas vs realidade que me acalma.
A frase é tão simples, com um impacto vivencial de enorme dimensão que temo que nenhuma palavra minha possa acrescentar nada melhor.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Começamos por onde hoje?
1. Há quanto tempo que a selecção nacional não começava um jogo apenas com portugueses?
2. Repararam que o Yannick Djaló jogou na selecção...? A partir de agora, basta saber correr para poder ser convocado.
3. O que vem lá de fora...é sempre melhor que interno? Manuel Fernandes...foi dispensado do Valência! Será que Ruben Amorim não tinha espaço nesta selecção? Miguel Veloso não terá mais ritmo?
4. Os russos do Zenit devem estar a pensar como deram 22 M € pelo Bruno Alves!
5. A brincar, apenas a brincar, Eduardo afinal também dá ou tira pontos.
6. Raul Meireles jogou...sem ritmo, porquê?
7. Por momentos pensou-se mesmo que não era o Carlos Queiroz a comandar a equipa, mas depois percebeu-se que sim...quando tirou Hugo Almeida.
8. Chipre com 10 % da nossa técnica era uma grande selecção, nós com 10 % da entrega dos cipriotas éramos uma grande selecção.
9...Se tiverem mais contributos, venham daí!
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Vejam isto senhores treinadores...
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Lamenta? Lamentamos!!!
"Lamento tudo o que se está a passar", disse o presidente da FPF quando questionado sobre a sua posição relativamente à ausência de Carlos Queiroz."
Lamenta, mas pergunto porque não faz nada? Porque se mantem em silêncio há diversos meses? Pensaria que a sua posição de liderança era apenas para decidir coisas boas e dar 'tachos'? Mesmo que essas coisas boas para ele sejam gastos de dinheiro dos cidadãos que descontam e bem?
Pessoas que querem ser chefes para decidir coisas apenas que sejam confortáveis...onde é que eu vi ou ouvi isto?
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
O recrutamento e a silly season
É natural então perceber algumas das suas acções durante este período que termina amanhã, 31 de Agosto, pois o resto da temporada futebolística pode ser um marasmo – tirando o mês de Janeiro – onde a capacidade de investir por parte dos clubes é muito menor do que nos períodos do Verão, a chamada pré-época.
O que trago para a discussão do blog é a capacidade dos clubes resistirem à pressão que poderá ser feita de forma directa e indirecta por parte dos empresários, dado que estes combatem qualquer tipo de recrutamento ou planeamento de construção das equipas, ao impingirem jogadores aos pacotes, sejam eles resposta às lacunas das equipas ou não.
Não quero com isto impor algum tipo de culpa aos empresários pela desorganização que por vezes é bem visível na construção de um plantel das equipas, sejam elas grandes, médias ou de pequena dimensão. Porque por muita força, pressão ou desinformação que os empresários lancem, a última palavra será sempre a dos clubes, sejam eles representados pelos Presidentes ou Directores Desportivos e/ou para o Futebol. Para isso, e apesar da satisfação que a contratação de José Mourinho causou em Madrid, existem já algumas correntes contra o poder que um empresário português tem na actual equipa com a centralização de contratações por parte desse empresário.
Perceber contratações sem qualquer tipo de trabalho antecedente e depois observar jogadores que custam fortunas (grandes percentagens dos orçamentos para uma época) a serem facilmente descartados como aconteceu durante este fim-de-semana com um clube português despachou o 2.º jogador mais caro da sua história, quer por verbas irrisórias, quer por empréstimos, é de questionar toda a estratégia (?) ao nível da gestão quer desportiva quer financeira que os clubes possuem. Se possuem…
É de lembrar já há algum tempo quando o jogador português Paulo Sousa foi para a Juventus, o Director Desportivo da equipa italiana afirmou que já o ‘seguia’ e estudava os seus hábitos de vida há algum tempo de forma a diminuir ao máximo o risco de má adaptação e não corresponder às necessidades da equipa e do plantel. Como perceber nos tempos actuais que as regras mais simples de construção de equipas de trabalho e desportivas sejam deturpadas com entradas de jogadores, muitas vezes, contratados à lupa de DVD’s, jogos FM’s, e que durante o mesmo período entrem diversos jogadores para as mesmas posições, apenas porque o próximo será sempre melhor do que aquele que foi contratado há 1 ou 2 semanas?
Quantas histórias são conhecidas de contratações feitas com processos rocambolescos? E por mais incrível que possa parecer, continuam a acontecer? Pode-se entender que se seja surpreendido com a saída de um elemento da nossa equipa e não ter alternativas para o lugar? Talvez! Pode-se compreender que se dispense jogadores e depois não ter alternativas? Considero que não!
De que vale a pena falar em gestão desportiva, gestão de algo, quando os plantéis são construídos da forma que percebemos que o são? Acredito que hoje e amanhã hajam diversas pessoas dinâmicas…é abrir os links dos jornais desportivos para ver a quantidade de nomes novos que aparecem hora a hora? Um Director de um jornal diário desportivo dizia que nesta altura recebiam em média uns 50 telefonemas diários de empresários a ‘incutir’ diversos nomes para os clubes a ou b!
Como iniciei, a questão é saber quem gere o quê e quem faz de facto a gestão desportiva de um plantel!
sábado, 28 de agosto de 2010
O talento e o teamwork
Perante isto, pergunto ainda quantos processos disciplinares irá a Federação Portuguesa de Futebol precisar para retirar de lá o Carloz Queiroz?
