Coach do Coach

Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios.


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O recrutamento e a silly season

A silly season (termo utilizado para definir o período em que os clubes - neste caso de Futebol - podem adquirir jogadores) está para os agentes de jogadores de Futebol como o verão está para a hotelaria no Algarve.

É natural então perceber algumas das suas acções durante este período que termina amanhã, 31 de Agosto, pois o resto da temporada futebolística pode ser um marasmo – tirando o mês de Janeiro – onde a capacidade de investir por parte dos clubes é muito menor do que nos períodos do Verão, a chamada pré-época.

O que trago para a discussão do blog é a capacidade dos clubes resistirem à pressão que poderá ser feita de forma directa e indirecta por parte dos empresários, dado que estes combatem qualquer tipo de recrutamento ou planeamento de construção das equipas, ao impingirem jogadores aos pacotes, sejam eles resposta às lacunas das equipas ou não.

Não quero com isto impor algum tipo de culpa aos empresários pela desorganização que por vezes é bem visível na construção de um plantel das equipas, sejam elas grandes, médias ou de pequena dimensão. Porque por muita força, pressão ou desinformação que os empresários lancem, a última palavra será sempre a dos clubes, sejam eles representados pelos Presidentes ou Directores Desportivos e/ou para o Futebol. Para isso, e apesar da satisfação que a contratação de José Mourinho causou em Madrid, existem já algumas correntes contra o poder que um empresário português tem na actual equipa com a centralização de contratações por parte desse empresário.

Perceber contratações sem qualquer tipo de trabalho antecedente e depois observar jogadores que custam fortunas (grandes percentagens dos orçamentos para uma época) a serem facilmente descartados como aconteceu durante este fim-de-semana com um clube português despachou o 2.º jogador mais caro da sua história, quer por verbas irrisórias, quer por empréstimos, é de questionar toda a estratégia (?) ao nível da gestão quer desportiva quer financeira que os clubes possuem. Se possuem…

É de lembrar já há algum tempo quando o jogador português Paulo Sousa foi para a Juventus, o Director Desportivo da equipa italiana afirmou que já o ‘seguia’ e estudava os seus hábitos de vida há algum tempo de forma a diminuir ao máximo o risco de má adaptação e não corresponder às necessidades da equipa e do plantel. Como perceber nos tempos actuais que as regras mais simples de construção de equipas de trabalho e desportivas sejam deturpadas com entradas de jogadores, muitas vezes, contratados à lupa de DVD’s, jogos FM’s, e que durante o mesmo período entrem diversos jogadores para as mesmas posições, apenas porque o próximo será sempre melhor do que aquele que foi contratado há 1 ou 2 semanas?

Quantas histórias são conhecidas de contratações feitas com processos rocambolescos? E por mais incrível que possa parecer, continuam a acontecer? Pode-se entender que se seja surpreendido com a saída de um elemento da nossa equipa e não ter alternativas para o lugar? Talvez! Pode-se compreender que se dispense jogadores e depois não ter alternativas? Considero que não!

De que vale a pena falar em gestão desportiva, gestão de algo, quando os plantéis são construídos da forma que percebemos que o são? Acredito que hoje e amanhã hajam diversas pessoas dinâmicas…é abrir os links dos jornais desportivos para ver a quantidade de nomes novos que aparecem hora a hora? Um Director de um jornal diário desportivo dizia que nesta altura recebiam em média uns 50 telefonemas diários de empresários a ‘incutir’ diversos nomes para os clubes a ou b!

Como iniciei, a questão é saber quem gere o quê e quem faz de facto a gestão desportiva de um plantel!

sábado, 28 de agosto de 2010

O talento e o teamwork

Retirado de uma acção de Michael Jordan..."O talento ganha jogos, o trabalho em equipa e a inteligência ganham campeonatos..."

Perante isto, pergunto ainda quantos processos disciplinares irá a Federação Portuguesa de Futebol precisar para retirar de lá o Carloz Queiroz?

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O novo cenário do Futebol Português...

Agora com os ânimos mais calmos e a breves momentos de se realizar o sorteio da Liga dos Campeões com a presença também do Sp. Braga, deve-se destacar as coisas boas que o nosso País consegue fazer e uma delas, é no que diz respeito a atletas e treinadores na modalidade de Futebol (há muitas outras modalidades, é verdade) o Sp. Braga conseguiu com muito trabalho superiorizar-se a uma equipa com um investimento maior que o Sporting e o Benfica ou o Sporting e Porto juntos!

Destacaria aqui pela positiva o seu líder António Salvador que de há 8 anos para cá desenvolveu um trabalho (com muitos erros é verdade), mas conseguiu principalmente nas últimas três épocas, primeiro com o Jorge Jesus na Taça Intertoto e no ano passado com o Domingos cimentar um trabalho que dará frutos não apenas desportivos mas também financeiros com a entrada na Liga dos Campeões e uma receita sempre superior a 10 M €.

Em termos de gestão desportiva, observa-se um clube que representa uma região, tem infra-estruturas de top, um estádio novo ao abrigo do Euro 2004, um conjunto de participações recentes na Liga Portuguesa sempre em lugares cimeiros, que culminaram com a vitória na Intertoto e no 2.º lugar do ano passado. Juntando isto a uma gestão financeira que a diferença entre as entradas de jogadores e saídas atinge um diferencial muito agradável e positivo, com diversas vendas para os clubes chamados grandes.

Deveria ser encarado como um caso de sucesso, porque não? O facto de ser do Futebol não deveria ser analisado com os maus olhos que a sociedade vai criando sobre os agentes desportivos que andam por aí nesta modalidade, embora se perceba exactamente essa imagem, bastando ver ou ler a novela que tem sido a instituição Federação Portuguesa de Futebol no caso do seu seleccionador nacional.

Para lá do exemplo e caso de sucesso, o que me parece é que o surgimento sustentado e viável do Sp. Braga, com este encaixe financeiro, considerando aquilo que tem sido a gestão do seu Presidente, vai alterar o quadro nos próximos tempos do Futebol em Portugal.

Ou deixaremos de ter apenas três grandes e passamos a quatro ou dos três, há um que irá sair para entrar o Sp. Braga. Sei que pela história do Benfica, Porto e Sporting, serão sempre os 'grandes'. Mas se analisarmos do ponto de vista da actualidade, é de prever que nos próximos tempos teremos uma luta a três: Porto, Braga e Benfica!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A Pós-Graduação na Human

Hoje recebi uma boa notícia, a Pós-Graduação que irei coordenar nas áreas do Coaching e Liderança de Equipas na ESHTE, saiu na revista Human!

sábado, 21 de agosto de 2010

A diferença entre ser bicampeão e bipolar

Existem muitas deixas desportivas, umas mais conhecidas outras menos mediáticas. Quem foi atleta certamente se recorda de frases que os treinadores vão alimentando durante as temporadas desportivas, com maior ou menor impacto.

Jorge Jesus alimenta e alimentou algumas. Terá já algumas para recordar e isto da escrita tem algo de bom, ficam...registadas. As últimas é que ninguém venceria o Benfica com aquela atitude (resta saber em termos mensuráveis qual) e que seria bicampeão.

O treinador Jorge Jesus não passou de bestial a besta, longe disso. Sabe, porque tem alguns jogadores a fazer o mesmo, que os seus objectivos individuais somente serão concretizados se a equipa também os concretizar minimamente. Conseguiu ser campeão nacional na 1.ª época que teve condições para tal. Foi cedo demais e não terá conseguido adquirir algumas competências que fazem os treinadores mais vezes campeões que outras?

Não coloco nada em causa em termos futebolísticos ou das técnicas, tácticas ou estratégias. Vejo aquilo que alguns também conseguirão ver. De facto não estão a jogar no Benfica os melhores que lá estão, pelo menos, no presente momento. Falo muitas vezes da contrução de uma identidade nas equipas...apenas se constrói uma vencendo muitas vezes e não apenas um ano.

Jorge Jesus insiste em apostar num atleta que custou mais do que supostamente e na prática, vale. Acredito (quero...) que um treinador num clube português não possa decidir sozinho uma contratação de um jogador de um clube mediano espanhol (falo do Saragoça e não do Atlético) por um valor que deve ser maior que os orçamentos dos 13 ou 14 clubes da Primeira Liga. A culpa do 'casting' não é apenas dele, mas alguém o obrigará a colocá-lo a jogar? Atenção que dos três jogos oficiais não considero que todos os golos foram culpa dele, onde estava hoje o Cardozo? E o Sidnei nos dois golos contra a Académica? Como a bola passa toda a pequena área até ao Rolando?

Observamos jogadores a jogar que na realidade não estão a jogar. Preciso de referir nomes de alguns que andam a passear as camisolas? Que pensarão os que não jogam? Seria um exercício interessante perguntar porque jogam os nomes e não as perfomances.

O início de época é para todos os clubes. JJ viu contra a Académica um massacre benfiquista...quantos mais viram? Jogou 45' com mais um jogador apesar de todas as paragens que os jogadores tiveram e alguém foi complacente. Contra o Porto foi o fenómeno do golo sofrido aos 3' que condicionou todo o jogo...pode ser. Contra o Totenham tiveram 45' de grande entrega, porque será? Hoje fala-se numa pretensa grande penalidade...se calhar seria. A mão ou a falta sobre Coentrão. Prefiro pensar que se pode mudar a atitude dos jogadores ou então colocar os que têm alguma!

Sairam 3 jogadores, todos eles importante. Quim foi dispensado, Di Maria era o desiquilibrador nato e sempre em grande forma e Ramires talvez o jogador mais disciplinado tacticamente que passou no Benfica nos últimos anos e com uma entrega notável. Se Quim foi uma decisão da equipa técnica e os outros dois já todos sabiam que iam sair, onde estão os que compraram os maus erros de casting? E que tiveram muito tempo para o fazer.

Vamos ver no que torna JJ...se bicampeão, ex-campeão ou bipolar!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Equipas não se medem pelo €

O Sp. de Braga ganhou hoje a uma equipa com um orçamento superior...quase 7 vezes, dizia a comunicação social.

Ainda bem que isto de equipas tem o seu "espanto" do trabalho muitas vezes ser recompensado. Diria mesmo, quase sempre. Se retirarmos o doping ou os resultados combinados, o desporto continua a ser a área que mais destaca e premeia quem trabalha e se esforça!

O que compensa é o trabalho e não o valor monetário que a equipa através dos seus elementos possui. Não é claramente a soma monetária do valor dos atletas que faz algo. Ainda bem! Vivam as dinâmicas de grupo e equipa que potenciam os valores individuais para que o resultado final da equipa seja uma soma maior.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

NBA...um mundo à parte

Observem estes treinadores a falar...e vejam se a NBA e quem anda ali se encaixavam noutros mundos...



segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O clima e as equipas

Dizem (e se me recordo das aulas de Geografia do 8.º ano) que para se conhecer ou definir o clima de determinado local ou região seriam precisos 30 anos. Não sei se com as alterações climatéricas, frio ou calor, ainda continuam nos 30 anos.

Com as equipas de trabalho ou desportivas não é preciso tanto tempo. Mas qual o tempo necessário para se conseguir definir uma equipa em termos de identidade? Considerando que a identidade de uma equipa não pode ser constantemente alterada quando entra e/ou sai um novo elemento, mas é o equilíbrio de todo um conjunto de pessoas, atletas, técnicos, etc.

Como se mede e quanto tempo é preciso para sabermos que aquele conjunto de elementos a que chamamos equipa, tem uma dinâmica imbuída que não sofre alterações oscilantes com a entrada de um novo ou de novos elementos? E o que terão de manter esses elementos? Apenas alinhamento?

Nas equipas de alta perfomance, sejam elas desportivas ou não, essas dinâmicas são mais visíveis. Quer pela existência quer pela sua não existência face a desafios de alta complexidade.

Como em tudo, há um 8 e 80, que se passa com alguma velocidade, mais do que a desejável. Parece por vezes que as equipas estão num nível de sustentabilidade técnico e operacional que independentemente do treinador, líder, coach ou elementos/atletas elas conseguem atingir e manter um nível mínimo mas sempre de qualidade acima da média. Como diria J. Collins de "Excelente a Líder", seja quem dê à corda, é preciso é que os ponteiros do relógio estejam sempre a andar.

Ao nível desportivo, talvez pelos embates constantes, impactos visíveis através de um resultado visível e outro menos visível, as equipas quando em competição demonstram uma identidade que pode ser mensurável em alguns campos.

Quais? Diria que ao nível do grau de eficiência da inteligência colectiva, comunicação, rapidez de processos, alinhamento, objectivos comuns e acima de tudo, responsabilização/competência/justiça!

Ainda dentro das equipas desportivas, todos nos recordamos de recentes e excelentes equipas que durante um timing tiveram uma identidade própria que mesmo alternando algumas peças, com ou sem o mesmo treinador/líder, ganhavam as suas competições: a que facilmente me salta são os Chicago Bulls, liderados sempre pelo Phil Jackson e Michael Jordan (Scott Pippen...será sempre a sua sombra). No Futebol assisti em tempos a um AC Milan, Man. United, Barcelona, etc.

Ultimamente nem sei, mas feliz ou infelizmente, até as equipas estão sujeitas a enormes transformações que fazem com que a competição feroz coloque à prova a identidade das equipas de forma constante.

sábado, 7 de agosto de 2010

Mais 8 do que 80...

Ao contrário do jogo do Porto, a época do Benfica começou mal (à semelhança de João Ferreira, que entre um penaltie e cartões vermelhos para o Peixoto e o Cardozo na dúvida, deve reflectir também). Muito mal. Porque perderam? Seria bom ser apenas por isso.

Roberto acaba por ser um felizardo, não teve a culpa nos golos mas continua a não dar confiança. Nem aos adeptos e parece que aos seus colegas também não. Quim com duas muletas dever-se-á estar a rir.

Peixoto gordo e tem de agradecer por ter terminado o jogo. Amorim, ao contrário da sua capacidade de não jogar mal, tem feito uma pré-época péssima. Luisão e David Luiz parece uma dupla de centrais que se conheceu esta pré-época.

Airton acaba por ser o pior do jogo na minha opinião. Principalmente porque tem uma sombra, que fruto da sua experiência, tem de jogar. E certamente faria melhor. Depois na frente...a bola não chegou, apenas a partir dos 30' o Benfica fez algo. Um ou dois remates, um penaltie sobre Coentrão, umas entradas a valer daqui e dali. Gostei de ver Álvaro Pereira a por a mão na cara de João Ferreira, demonstra empatia...

Segunda-parte, do mesmo! Porto muito superior e o Benfica parecia aquele Benfica do tempo antes da época passada. Perdido, sem rumo, objectividade e tacticamente fraco. Não se perdeu tudo, acredito que não. Mas se quiserem comprar alguém ainda, pensem num argentino que foi para Madrid e um brasuca que vai a caminho de Londres.

Para a semana há mais é certo, mas será para descansar. Algo que se viu claramente foi JJ a descansar ou poupar os amarelados para o primeiro jogo da Liga. Que quererá dizer isto? Jara e Gaitan entraram mal, não seria de esperar outra coisa, a equipa estava...fora dali. Porto ganhou mais que bem, mas não era preciso um jogo marcado por tanto tempo parado, tantos lances que de dúvida não têm nada, e que para os comentadores da Tvi (não conseguiram disfarçar o clube...) já está encontrado o campeão.

Tal como teria sido importante aprender algo com o Totenham (parece que não), pode ser que se aprenda algo deste jogo. Porque senão, a época irá ser longa...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O meu next goal!

Caros,

Envio-vos um projecto/aposta pessoal na área do Coaching e Liderança, áreas que muito me são queridas. É algo construído com ajuda de algumas pessoas em especial, que como todas as vitórias têm o contributo de pessoas amigas.

Trata-se de uma junção entre as áreas comportamentais do Coaching, Liderança, Gestão de Equipas, Facilitação, Dinâmicas de Grupo, etc. e o turismo e hotelaria na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril onde lecciono.

É um primeiro esboço, algo para iniciar em Outubro/Novembro de 2010 e neste link podem verificar o contexto, coordenação, disciplinas revistas, competências a desenvolver, etc.

Aqui vai. Obrigado, cumprimentos, e por último, se puderem reencaminhar e partilhar, força.



http://www.eshte.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1643&Itemid=539
"Coaching e Liderança

Todos os projectos turísticos e de hotelaria que se destaquem positivamente, empresas que liderem o seu segmento, serviços que marcam a diferença, todos têm algo em comum: equipas de alto desempenho lideradas por gestores, que de uma forma visionária, utilizando diversas ferramentas, conseguem partilhar objectivos pessoais e de todo o grupo, resolver conflitos, alinhar as directrizes dos projectos e eventos, ou seja, compatibilizar a inteligência colectiva de toda a empresa e/ou projecto.

A diversificação e competitividade existente no turismo e hotelaria, aliada quer a uma maior oferta quer a uma maior procura, tem despoletado a selecção dos projectos que melhor conjugam um conjunto de factores: conteúdo, actividades, equipas de trabalho e empresas que conseguem superar-se à concorrência e a elas próprias.

Tal como outros mercados existentes, um dos valores mais importantes que comportam os projectos são as pessoas que fazem parte dos mesmos. O turismo e a hotelaria não fogem à regra, inseridos num ambiente altamente competitivo, em que as áreas dos produtos e serviços são aperfeiçoados aos clientes. E em que as áreas do marketing e publicidade tentam alcançar os seus públicos-alvo e em que os clientes têm cada vez mais acesso à informação.

Considerando o potencial do património português, é necessário criar uma inteligência colectiva nos projectos de turismo e hotelaria nas equipas que trabalham nos produtos e serviços turísticos, facilitar a obtenção de resultados, equilibrar as especificidades do mercado turístico e na gestão de equipas vocacionadas para a sustentabilidade e rentabilidade de ideias.

A utilização do coaching para executivos e de ferramentas como a liderança partilhada, individual e de equipas, tem-se tornado numa realidade na gestão de equipas de trabalho em mercados competitivos, em que diariamente se deparam com obstáculos que são necessários ultrapassar.

Os desafios com que diariamente os directores, gestores, coordenadores de projectos e equipas são confrontados exigem que se potencie não só os pontos fortes dos seus produtos mas também das suas equipas de trabalho."

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Empurrar ou puxar

Um tenente que comandou tropas da infantaria na II Guerra Mundial tornou-se lendário pelo sucesso que teve no teatro de guerra europeu. Quando era altura para atacar, ele era o primeiro homem a sair das trincheiras, liderando sempre as suas tropas na batalha. Ele era referenciado como herói entre as suas tropas. A sua coragem perante o fogo inimigo era espantosa.

Sem surpresa, ele foi honrado pela sua liderança excepcional. Foi organizada uma cerimónia onde ele recebeu duas condecorações. Depois de o general ter lido a recomendação pela repetida bravura e sucesso do tenente, derrotando o inimigo e de, pessoalmente, ele ter próprio colocado as condecorações, um jornalista procurou-o, tinha uma pergunta. Queria saber por que é que o tenente era sempre o primeiro a ir para a frente de batalha. Afinal de contas, ele era um oficial, e ser o primeiro era extremamente arriscado.

O tenente, um homem de poucas palavras, olhou o jornalista directamente nos olhos e perguntou: "Já alguma vez tentou empurrar uma corda?"

domingo, 18 de julho de 2010

Divagação Social ou Desportiva?

Existe formalmente uma técnica de divagação. Diria melhor, pelo menos uma.
“Técnica da divagação

Deixar a sua mente divagar pode ser muito útil. Esta técnica tem quatro fases: a divagação propriamente dita, em que cada membro do grupo tenta visualizar mentalmente imagens relacionadas com o tema; a criação de analogias entre as imagens visualizadas e o problema em causa; a avaliação das analogias, identificando as suas aplicações práticas para criar soluções para o problema; a partilha das conclusões com o grupo.”

No nosso país existe uma cultura de divagação, especialmente em alguns campos operacionais. Tivemos oportunidade de assistir durante uns meses a uma divagação profunda de vários agentes desportivos relativamente ao Campeonato Mundial de Futebol e ao que a selecção nacional pretendia fazer a África do Sul.

Mesmo após o término da campanha quer da selecção quer do próprio Mundial, continuámos a divagar. Perante o contexto social que Portugal se encontra, foi com alguma perplexidade que fomos confrontados com dois tipos de avaliação da nossa participação:

- Umas vezes a selecção nacional tinha alcançado os objectivos mínimos no Mundial;
- Outras vezes não!

Estas duas avaliações rigorosas serviram acima de tudo para dia sim, dia não, irem justificando as razões e fundamentações da prestação do grupo de trabalho, que vão desde da estrutura técnica, administrativa, logística, atletas, etc.

A avaliação continuou quando se soube dos prémios que o seleccionador nacional e os atletas tiveram direito após a participação no Campeonato. Que a participação da Federação Portuguesa de Futebol deu prejuízo, mesmo sabendo que a selecção nacional tinha tido uma equipa técnica constituída por um número acima da média, profissionais altamente remunerados, com alguns episódios mal contados, desde do início…e sabemos que mais cedo ou mais tarde, mais alguns aparecerão.

A divagação continuará quando nos questionarmos se e quanto dinheiro público servirá para suportar estas despesas. E mesmo que não seja directamente para este projecto, permitirá a aplicação noutros projectos e concentração de verbas para o Mundial.

A divagação continuará quando nos focamos sobre o processo e não apenas no resultado (que já sabemos que uns dias foi bom, noutros mau e alguns dias assim-assim). Desde do processo de liderança mais que ausente de alguns responsáveis, que se refugiaram, até à desresponsabilização completa, ao desalinhamento de discursos, continuamos a não perceber quais eram os resultados esperados, objectivos de participação e a possibilitar divagar sem limites. Aí, reutilizo a primeira frase “Deixar a sua mente divagar pode ser muito útil”. Pois pode…

sábado, 17 de julho de 2010

Visionário...

Gostei da imagem. Gostei da frase. Gostei....parece algo visionário, à base da confiança, algo que se tem chamado inteligência espiritual. Guiar ou ser guiado não à base da fé ou de espíritos, mas de empatia com alguém. Que podes ser tu! Giro não é?


Dicas para Motivação de Equipas

Retirado daqui, deixo-vos mais um contributo sobre equipas.

Caminho para a produtividade - Motive a equipa e desfrute os resultados
Segundo Chris Devany, manter as equipas motivadas é sempre um desafio. Aqui está uma lista “Top10” dos métodos para manter as nossas equipas enérgicas e a desempenhar bem:

1. Todos os colaboradores querem que se lhes pergunte sobre a sua opinião de vez em quando. Pergunte aos elementos da equipa o que os motiva e inspira, o que eles acham que funciona bem e o que a equipa poderia fazer para desempenhar melhor. Perceba isto: não faça perguntas só por fazer. Ignorar os seus pensamentos é ainda mais ineficiente e desencorajador do que nunca lhes perguntar nada sobre as suas necessidades.

2. Use técnicas activas de audição – supervisionar, parafrasear, tomar notas e responder com afirmações sintéticas e assertivas – para obter o input da equipa.

3. Reaja rapidamente ao input para estabelecer e confirmar a reacção padrão que espera da sua equipa.

4. Faça perguntas mais significativas e aprofundadas sobre os elementos das suas equipas, de forma a não só controlar melhor as conversações, mas também a gerir mais eficientemente. Aborde a sua equipa, dando-lhe permissão para o abordar a si em reacção. Irão agradecer-lhe e respeitá-lo mais como gestor quando molda os comportamentos que espera deles e lhes dá a oportunidade para praticarem esses comportamentos como reacção.

5. Exija continuadamente o melhor da sua equipa e de si. Ao fazê-lo, estará
não só a desafiar-se a si mesmo a melhorar, mas está também a moldar a atitude de “melhoria contínua” que pretende implementar na sua equipa.

6. Peça à sua equipa para desenvolver uma lista das suas três maiores prioridades que gostaria de ver alcançadas no curto prazo e ao longo do próximo ano. Isto irá proporcionar-lhe a autoridade precisa para ajudá-lo a interagir com eles, um verdadeiro sinal de coesão de equipa.

7. Pergunte aos clientes o que você e a sua equipa poderiam fazer melhor. Partilhe respostas com a sua equipa e estabeleça uma estratégia de colaboração para melhorar a satisfação do cliente.

8. Pergunte aos gestores o que você e a sua equipa fazem bem e onde necessitam melhorar. Partilhe as suas respostas, ou, melhor ainda, aplique uma abordagem colectiva de equipa, e convide os gestores a facilitar uma reunião de equipa.

9. Leia e discuta o conhecimento das fontes externas, incluindo publicações de indústrias como o Journal of Property Management e de negócios em geral como a Fortune, Forbes, Business Week e o The Wall Street Journal. Partilhe artigos que dêem que pensar e discuta-os com a sua equipa.

10. Pergunte aos elementos das equipas o que eles gostariam que você mudasse na maneira como, na equipa, se fazem as coisas. Registe as respostas e faça delas a sua prioridade número um. Eles respeitá-lo-ão ainda mais e responderão ainda mais depressa aos seus pedidos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Up and Down...dia 24 de Julho


A convite de um amigo, irei estar e partilhar por aqui. Ajudo a promover o evento. Visitem!

Confiança


Sem isto...nada feito! Venham de lá as técnicas, ferramentas, inteligências a ou b...Confiança é o catalisador do 'eu', as causas e os outros podem ser a motivação. Mas para passar do 'gostaria' ao 'quero e faço por isso' vai um voto de confiança. Como diz um colega de trabalho "Não basta ter força de vontade, é preciso ter vontade de fazer força!"

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Em 28 de Dezembro de 2009 escrevi isto...

"Observamos as equipas desportivas que apresentam excelentes resultados desportivos e o que constatamos? Utilizamos o último caso de enorme sucesso, e constatamos que o Barcelona em futebol, vence, convence, supera os seus desafios, dificuldades e adversários, bate recordes e quando ouvimos os comentadores e treinadores a falar do seu sucesso, conclui-se que a magnífica equipa baseia os seus processos nas competências técnicas básicas do jogo de futebol para além da qualidade que os seus elementos individuais possuem:
- Passe, recepção, desmarcação, entreajuda, alinhados num objectivo, dedicação ao clube e empenhados." aqui.


Uns dias após a vitória de Espanha no Campeonato do Mundo de Futebol...somos tentados a concluir que os pressupostos são os mesmos: Espanha vence porque faz com um nível de excelência o que de mais básico a modalidade possui ao nível do jogo:

- Passe, recepção, desmarcação, entreajuda, alinhados num objectivo, dedicação a uma causa e empenhados.

Passado alguns meses, não fui advinho, apenas confirmei aquilo que incuto no dia-a-dia em projectos quer desportivos quer profissionais...o que sustenta algo são as competências de base. Quer a jogar quer a conviver.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Por que ganha Mourinho...

Retirado daqui. De Fernando Ilharco, Co-autor de "Liderança: as lições de Mourinho". Prefácio José Mourinho. Lisboa, 2007

"Para quem ainda as tivesse, as dúvidas acabaram em Madrid. O sucesso de José Mourinho em nada se deve à sorte. Oito anos e dezassete troféus depois de ter iniciado a carreira como treinador, Mourinho é um caso de estudo na liderança e no trabalho em equipa, com relevância bem para além do mundo do futebol.

Trabalhar muito. ser competente e dedicado pode não chegar para ter sucesso e ass
egurar um bom desempenho enquanto líder. O percurso de José Mourinho explica porquê.

Para quem ainda as tivesse, as dúvidas acabaram em Madrid. O sucesso de José Mourinho em nada se deve à sorte. Oito anos e dezassete troféus depois de ter iniciado a carreira como treinador, Mourinho é um caso de estudo na liderança e no trabalho em equipa, com relevância bem para além do mundo do futebol.

Mourinho reúne um leque de características difíceis de encontrar na mesma pessoa: a paixão pelo trabalho, o empenho, a competência e a inteligência. Não são, no entanto, estas características que fazem dele um caso paradigmático na liderança. São, talvez, condições necessárias, mas não são suficientes. Há muita gente que trabalha muito, com dedicação, paixão e competência e não consegue mais do que uma vida normal. O que faz a diferença em Mourinho é a inovação que o seu trabalho protagoniza. Não é tanto o trabalhar muito mas trabalhar bem, com bom senso e focado no que conta e não no que os outros focam, indo à frente e fazendo história. E, no mais fundo, o que um grupo espera de um líder é precisamente que faça história.

Em 2006, quando iniciámos a investigação sobre a liderança de José Mourinho, apresentada no "best-seller" em co-autoria "Liderança: as lições de Mourinho", com prefácio do treinador, constatámos estar perante uma mudança paradigmática que marcaria o futebol, em particular, e a liderança e o trabalho de equipa, em geral. Referimos agora de novo o que então escrevemos: enquanto Mourinho continuar a trabalhar como trabalha e não surgirem outros fazendo-o da mesma forma, ele vai continuar a ganhar a maior parte das vezes.

Mourinho trabalha de uma forma diferente: globalmente, interligando e integrando sistematicamente todos os aspectos da sua actividade. Na liderança, nos treinos e no jogo, ele trabalha simultaneamente, de forma integrada e indirecta, os 'tradicionais' aspectos físicos, técnicos, tácticos, psicológicos, motivacionais, etc. Na alta competição são os detalhes, o ambiente, o comportamental, as relações entre os profissionais, a ambição que fazem a diferença. Como Mourinho bem o captou ainda estudante, e operacionalizou com sucesso como profissional, a competição no futebol espectáculo não é física, nem sequer é técnica. O jogador que remate não está lá física, técnica ou tacticamente - está lá todo. Está lá a sua vida, a sua mentalidade e emoções, o seu projecto e o seu futuro. A qualidade, a competência técnica, são ingredientes necessários mas estão longe de ser suficientes.


Continuar aqui...

domingo, 11 de julho de 2010

O nível...

Que conhecemos nós das pessoas que nos rodeiam? Podemos falar de aspectos pessoais, sociais, profissionais, o que e onde quiserem, mas o que conhecemos realmente?

Algumas das acções de formação que participei, quer como formando quer como formador, tinham a capacidade de realizar algo que adoro: baixar o nível de água e trazer mais e melhor informação para cima.

O que fica 'escondido', podem ser aspectos voluntários ou involuntários. Pode ser consciente ou inconsciente. Mas existem e são muitos mais do que pensamos. Quando partilhamos algo com alguém, quer seja pessoal, social ou profissional, temos o dever de querer descobrir esse algo, desde que permitido. Ou ter de querer dever! É essa a empatia e cumplicidade que diferencia tudo.

Também considero que nem todos têm a capacidade de conhecerem o seu próprio iceberg e isso faz toda a diferença. Para o 'eu' e os 'outros', que querem conhecer o 'eu'. Quase que falaria de uma engenharia complexa...mas que na realidade se resume à dificuldade em conhecermos e compreendermos os outros quando não o queremos.