segunda-feira, 23 de agosto de 2010
A Pós-Graduação na Human
Hoje recebi uma boa notícia, a Pós-Graduação que irei coordenar nas áreas do Coaching e Liderança de Equipas na ESHTE, saiu na revista Human!
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Formação
sábado, 21 de agosto de 2010
A diferença entre ser bicampeão e bipolar
Existem muitas deixas desportivas, umas mais conhecidas outras menos mediáticas. Quem foi atleta certamente se recorda de frases que os treinadores vão alimentando durante as temporadas desportivas, com maior ou menor impacto.Jorge Jesus alimenta e alimentou algumas. Terá já algumas para recordar e isto da escrita tem algo de bom, ficam...registadas. As últimas é que ninguém venceria o Benfica com aquela atitude (resta saber em termos mensuráveis qual) e que seria bicampeão.
O treinador Jorge Jesus não passou de bestial a besta, longe disso. Sabe, porque tem alguns jogadores a fazer o mesmo, que os seus objectivos individuais somente serão concretizados se a equipa também os concretizar minimamente. Conseguiu ser campeão nacional na 1.ª época que teve condições para tal. Foi cedo demais e não terá conseguido adquirir algumas competências que fazem os treinadores mais vezes campeões que outras?
Não coloco nada em causa em termos futebolísticos ou das técnicas, tácticas ou estratégias. Vejo aquilo que alguns também conseguirão ver. De facto não estão a jogar no Benfica os melhores que lá estão, pelo menos, no presente momento. Falo muitas vezes da contrução de uma identidade nas equipas...apenas se constrói uma vencendo muitas vezes e não apenas um ano.
Jorge Jesus insiste em apostar num atleta que custou mais do que supostamente e na prática, vale. Acredito (quero...) que um treinador num clube português não possa decidir sozinho uma contratação de um jogador de um clube mediano espanhol (falo do Saragoça e não do Atlético) por um valor que deve ser maior que os orçamentos dos 13 ou 14 clubes da Primeira Liga. A culpa do 'casting' não é apenas dele, mas alguém o obrigará a colocá-lo a jogar? Atenção que dos três jogos oficiais não considero que todos os golos foram culpa dele, onde estava hoje o Cardozo? E o Sidnei nos dois golos contra a Académica? Como a bola passa toda a pequena área até ao Rolando?
Observamos jogadores a jogar que na realidade não estão a jogar. Preciso de referir nomes de alguns que andam a passear as camisolas? Que pensarão os que não jogam? Seria um exercício interessante perguntar porque jogam os nomes e não as perfomances.
O início de época é para todos os clubes. JJ viu contra a Académica um massacre benfiquista...quantos mais viram? Jogou 45' com mais um jogador apesar de todas as paragens que os jogadores tiveram e alguém foi complacente. Contra o Porto foi o fenómeno do golo sofrido aos 3' que condicionou todo o jogo...pode ser. Contra o Totenham tiveram 45' de grande entrega, porque será? Hoje fala-se numa pretensa grande penalidade...se calhar seria. A mão ou a falta sobre Coentrão. Prefiro pensar que se pode mudar a atitude dos jogadores ou então colocar os que têm alguma!
Sairam 3 jogadores, todos eles importante. Quim foi dispensado, Di Maria era o desiquilibrador nato e sempre em grande forma e Ramires talvez o jogador mais disciplinado tacticamente que passou no Benfica nos últimos anos e com uma entrega notável. Se Quim foi uma decisão da equipa técnica e os outros dois já todos sabiam que iam sair, onde estão os que compraram os maus erros de casting? E que tiveram muito tempo para o fazer.
Vamos ver no que torna JJ...se bicampeão, ex-campeão ou bipolar!
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Benfica,
Jorge Jesus
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Equipas não se medem pelo €
O Sp. de Braga ganhou hoje a uma equipa com um orçamento superior...quase 7 vezes, dizia a comunicação social.
Ainda bem que isto de equipas tem o seu "espanto" do trabalho muitas vezes ser recompensado. Diria mesmo, quase sempre. Se retirarmos o doping ou os resultados combinados, o desporto continua a ser a área que mais destaca e premeia quem trabalha e se esforça!
O que compensa é o trabalho e não o valor monetário que a equipa através dos seus elementos possui. Não é claramente a soma monetária do valor dos atletas que faz algo. Ainda bem! Vivam as dinâmicas de grupo e equipa que potenciam os valores individuais para que o resultado final da equipa seja uma soma maior.
Ainda bem que isto de equipas tem o seu "espanto" do trabalho muitas vezes ser recompensado. Diria mesmo, quase sempre. Se retirarmos o doping ou os resultados combinados, o desporto continua a ser a área que mais destaca e premeia quem trabalha e se esforça!
O que compensa é o trabalho e não o valor monetário que a equipa através dos seus elementos possui. Não é claramente a soma monetária do valor dos atletas que faz algo. Ainda bem! Vivam as dinâmicas de grupo e equipa que potenciam os valores individuais para que o resultado final da equipa seja uma soma maior.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
NBA...um mundo à parte
Observem estes treinadores a falar...e vejam se a NBA e quem anda ali se encaixavam noutros mundos...
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Comunicação,
Liderança
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
O clima e as equipas
Dizem (e se me recordo das aulas de Geografia do 8.º ano) que para se conhecer ou definir o clima de determinado local ou região seriam precisos 30 anos. Não sei se com as alterações climatéricas, frio ou calor, ainda continuam nos 30 anos.
Com as equipas de trabalho ou desportivas não é preciso tanto tempo. Mas qual o tempo necessário para se conseguir definir uma equipa em termos de identidade? Considerando que a identidade de uma equipa não pode ser constantemente alterada quando entra e/ou sai um novo elemento, mas é o equilíbrio de todo um conjunto de pessoas, atletas, técnicos, etc.
Como se mede e quanto tempo é preciso para sabermos que aquele conjunto de elementos a que chamamos equipa, tem uma dinâmica imbuída que não sofre alterações oscilantes com a entrada de um novo ou de novos elementos? E o que terão de manter esses elementos? Apenas alinhamento?
Nas equipas de alta perfomance, sejam elas desportivas ou não, essas dinâmicas são mais visíveis. Quer pela existência quer pela sua não existência face a desafios de alta complexidade.
Como em tudo, há um 8 e 80, que se passa com alguma velocidade, mais do que a desejável. Parece por vezes que as equipas estão num nível de sustentabilidade técnico e operacional que independentemente do treinador, líder, coach ou elementos/atletas elas conseguem atingir e manter um nível mínimo mas sempre de qualidade acima da média. Como diria J. Collins de "Excelente a Líder", seja quem dê à corda, é preciso é que os ponteiros do relógio estejam sempre a andar.
Ao nível desportivo, talvez pelos embates constantes, impactos visíveis através de um resultado visível e outro menos visível, as equipas quando em competição demonstram uma identidade que pode ser mensurável em alguns campos.
Quais? Diria que ao nível do grau de eficiência da inteligência colectiva, comunicação, rapidez de processos, alinhamento, objectivos comuns e acima de tudo, responsabilização/competência/justiça!
Ainda dentro das equipas desportivas, todos nos recordamos de recentes e excelentes equipas que durante um timing tiveram uma identidade própria que mesmo alternando algumas peças, com ou sem o mesmo treinador/líder, ganhavam as suas competições: a que facilmente me salta são os Chicago Bulls, liderados sempre pelo Phil Jackson e Michael Jordan (Scott Pippen...será sempre a sua sombra). No Futebol assisti em tempos a um AC Milan, Man. United, Barcelona, etc.
Ultimamente nem sei, mas feliz ou infelizmente, até as equipas estão sujeitas a enormes transformações que fazem com que a competição feroz coloque à prova a identidade das equipas de forma constante.
Com as equipas de trabalho ou desportivas não é preciso tanto tempo. Mas qual o tempo necessário para se conseguir definir uma equipa em termos de identidade? Considerando que a identidade de uma equipa não pode ser constantemente alterada quando entra e/ou sai um novo elemento, mas é o equilíbrio de todo um conjunto de pessoas, atletas, técnicos, etc.
Como se mede e quanto tempo é preciso para sabermos que aquele conjunto de elementos a que chamamos equipa, tem uma dinâmica imbuída que não sofre alterações oscilantes com a entrada de um novo ou de novos elementos? E o que terão de manter esses elementos? Apenas alinhamento?
Nas equipas de alta perfomance, sejam elas desportivas ou não, essas dinâmicas são mais visíveis. Quer pela existência quer pela sua não existência face a desafios de alta complexidade.
Como em tudo, há um 8 e 80, que se passa com alguma velocidade, mais do que a desejável. Parece por vezes que as equipas estão num nível de sustentabilidade técnico e operacional que independentemente do treinador, líder, coach ou elementos/atletas elas conseguem atingir e manter um nível mínimo mas sempre de qualidade acima da média. Como diria J. Collins de "Excelente a Líder", seja quem dê à corda, é preciso é que os ponteiros do relógio estejam sempre a andar.
Ao nível desportivo, talvez pelos embates constantes, impactos visíveis através de um resultado visível e outro menos visível, as equipas quando em competição demonstram uma identidade que pode ser mensurável em alguns campos.
Quais? Diria que ao nível do grau de eficiência da inteligência colectiva, comunicação, rapidez de processos, alinhamento, objectivos comuns e acima de tudo, responsabilização/competência/justiça!
Ainda dentro das equipas desportivas, todos nos recordamos de recentes e excelentes equipas que durante um timing tiveram uma identidade própria que mesmo alternando algumas peças, com ou sem o mesmo treinador/líder, ganhavam as suas competições: a que facilmente me salta são os Chicago Bulls, liderados sempre pelo Phil Jackson e Michael Jordan (Scott Pippen...será sempre a sua sombra). No Futebol assisti em tempos a um AC Milan, Man. United, Barcelona, etc.
Ultimamente nem sei, mas feliz ou infelizmente, até as equipas estão sujeitas a enormes transformações que fazem com que a competição feroz coloque à prova a identidade das equipas de forma constante.
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Equipa,
Inteligências
sábado, 7 de agosto de 2010
Mais 8 do que 80...
Ao contrário do jogo do Porto, a época do Benfica começou mal (à semelhança de João Ferreira, que entre um penaltie e cartões vermelhos para o Peixoto e o Cardozo na dúvida, deve reflectir também). Muito mal. Porque perderam? Seria bom ser apenas por isso.Roberto acaba por ser um felizardo, não teve a culpa nos golos mas continua a não dar confiança. Nem aos adeptos e parece que aos seus colegas também não. Quim com duas muletas dever-se-á estar a rir.
Peixoto gordo e tem de agradecer por ter terminado o jogo. Amorim, ao contrário da sua capacidade de não jogar mal, tem feito uma pré-época péssima. Luisão e David Luiz parece uma dupla de centrais que se conheceu esta pré-época.
Airton acaba por ser o pior do jogo na minha opinião. Principalmente porque tem uma sombra, que fruto da sua experiência, tem de jogar. E certamente faria melhor. Depois na frente...a bola não chegou, apenas a partir dos 30' o Benfica fez algo. Um ou dois remates, um penaltie sobre Coentrão, umas entradas a valer daqui e dali. Gostei de ver Álvaro Pereira a por a mão na cara de João Ferreira, demonstra empatia...
Segunda-parte, do mesmo! Porto muito superior e o Benfica parecia aquele Benfica do tempo antes da época passada. Perdido, sem rumo, objectividade e tacticamente fraco. Não se perdeu tudo, acredito que não. Mas se quiserem comprar alguém ainda, pensem num argentino que foi para Madrid e um brasuca que vai a caminho de Londres.
Para a semana há mais é certo, mas será para descansar. Algo que se viu claramente foi JJ a descansar ou poupar os amarelados para o primeiro jogo da Liga. Que quererá dizer isto? Jara e Gaitan entraram mal, não seria de esperar outra coisa, a equipa estava...fora dali. Porto ganhou mais que bem, mas não era preciso um jogo marcado por tanto tempo parado, tantos lances que de dúvida não têm nada, e que para os comentadores da Tvi (não conseguiram disfarçar o clube...) já está encontrado o campeão.
Tal como teria sido importante aprender algo com o Totenham (parece que não), pode ser que se aprenda algo deste jogo. Porque senão, a época irá ser longa...
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Benfica
terça-feira, 3 de agosto de 2010
O meu next goal!
Caros,
Envio-vos um projecto/aposta pessoal na área do Coaching e Liderança, áreas que muito me são queridas. É algo construído com ajuda de algumas pessoas em especial, que como todas as vitórias têm o contributo de pessoas amigas.
Trata-se de uma junção entre as áreas comportamentais do Coaching, Liderança, Gestão de Equipas, Facilitação, Dinâmicas de Grupo, etc. e o turismo e hotelaria na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril onde lecciono.
É um primeiro esboço, algo para iniciar em Outubro/Novembro de 2010 e neste link podem verificar o contexto, coordenação, disciplinas revistas, competências a desenvolver, etc.
Aqui vai. Obrigado, cumprimentos, e por último, se puderem reencaminhar e partilhar, força.
http://www.eshte.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1643&Itemid=539
"Coaching e Liderança
Todos os projectos turísticos e de hotelaria que se destaquem positivamente, empresas que liderem o seu segmento, serviços que marcam a diferença, todos têm algo em comum: equipas de alto desempenho lideradas por gestores, que de uma forma visionária, utilizando diversas ferramentas, conseguem partilhar objectivos pessoais e de todo o grupo, resolver conflitos, alinhar as directrizes dos projectos e eventos, ou seja, compatibilizar a inteligência colectiva de toda a empresa e/ou projecto.
A diversificação e competitividade existente no turismo e hotelaria, aliada quer a uma maior oferta quer a uma maior procura, tem despoletado a selecção dos projectos que melhor conjugam um conjunto de factores: conteúdo, actividades, equipas de trabalho e empresas que conseguem superar-se à concorrência e a elas próprias.
Tal como outros mercados existentes, um dos valores mais importantes que comportam os projectos são as pessoas que fazem parte dos mesmos. O turismo e a hotelaria não fogem à regra, inseridos num ambiente altamente competitivo, em que as áreas dos produtos e serviços são aperfeiçoados aos clientes. E em que as áreas do marketing e publicidade tentam alcançar os seus públicos-alvo e em que os clientes têm cada vez mais acesso à informação.
Considerando o potencial do património português, é necessário criar uma inteligência colectiva nos projectos de turismo e hotelaria nas equipas que trabalham nos produtos e serviços turísticos, facilitar a obtenção de resultados, equilibrar as especificidades do mercado turístico e na gestão de equipas vocacionadas para a sustentabilidade e rentabilidade de ideias.
A utilização do coaching para executivos e de ferramentas como a liderança partilhada, individual e de equipas, tem-se tornado numa realidade na gestão de equipas de trabalho em mercados competitivos, em que diariamente se deparam com obstáculos que são necessários ultrapassar.
Os desafios com que diariamente os directores, gestores, coordenadores de projectos e equipas são confrontados exigem que se potencie não só os pontos fortes dos seus produtos mas também das suas equipas de trabalho."
Envio-vos um projecto/aposta pessoal na área do Coaching e Liderança, áreas que muito me são queridas. É algo construído com ajuda de algumas pessoas em especial, que como todas as vitórias têm o contributo de pessoas amigas.
Trata-se de uma junção entre as áreas comportamentais do Coaching, Liderança, Gestão de Equipas, Facilitação, Dinâmicas de Grupo, etc. e o turismo e hotelaria na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril onde lecciono.
É um primeiro esboço, algo para iniciar em Outubro/Novembro de 2010 e neste link podem verificar o contexto, coordenação, disciplinas revistas, competências a desenvolver, etc.
Aqui vai. Obrigado, cumprimentos, e por último, se puderem reencaminhar e partilhar, força.
http://www.eshte.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1643&Itemid=539
"Coaching e Liderança
Todos os projectos turísticos e de hotelaria que se destaquem positivamente, empresas que liderem o seu segmento, serviços que marcam a diferença, todos têm algo em comum: equipas de alto desempenho lideradas por gestores, que de uma forma visionária, utilizando diversas ferramentas, conseguem partilhar objectivos pessoais e de todo o grupo, resolver conflitos, alinhar as directrizes dos projectos e eventos, ou seja, compatibilizar a inteligência colectiva de toda a empresa e/ou projecto.
A diversificação e competitividade existente no turismo e hotelaria, aliada quer a uma maior oferta quer a uma maior procura, tem despoletado a selecção dos projectos que melhor conjugam um conjunto de factores: conteúdo, actividades, equipas de trabalho e empresas que conseguem superar-se à concorrência e a elas próprias.
Tal como outros mercados existentes, um dos valores mais importantes que comportam os projectos são as pessoas que fazem parte dos mesmos. O turismo e a hotelaria não fogem à regra, inseridos num ambiente altamente competitivo, em que as áreas dos produtos e serviços são aperfeiçoados aos clientes. E em que as áreas do marketing e publicidade tentam alcançar os seus públicos-alvo e em que os clientes têm cada vez mais acesso à informação.
Considerando o potencial do património português, é necessário criar uma inteligência colectiva nos projectos de turismo e hotelaria nas equipas que trabalham nos produtos e serviços turísticos, facilitar a obtenção de resultados, equilibrar as especificidades do mercado turístico e na gestão de equipas vocacionadas para a sustentabilidade e rentabilidade de ideias.
A utilização do coaching para executivos e de ferramentas como a liderança partilhada, individual e de equipas, tem-se tornado numa realidade na gestão de equipas de trabalho em mercados competitivos, em que diariamente se deparam com obstáculos que são necessários ultrapassar.
Os desafios com que diariamente os directores, gestores, coordenadores de projectos e equipas são confrontados exigem que se potencie não só os pontos fortes dos seus produtos mas também das suas equipas de trabalho."
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Empurrar ou puxar
Um tenente que comandou tropas da infantaria na II Guerra Mundial tornou-se lendário pelo sucesso que teve no teatro de guerra europeu. Quando era altura para atacar, ele era o primeiro homem a sair das trincheiras, liderando sempre as suas tropas na batalha. Ele era referenciado como herói entre as suas tropas. A sua coragem perante o fogo inimigo era espantosa.
Sem surpresa, ele foi honrado pela sua liderança excepcional. Foi organizada uma cerimónia onde ele recebeu duas condecorações. Depois de o general ter lido a recomendação pela repetida bravura e sucesso do tenente, derrotando o inimigo e de, pessoalmente, ele ter próprio colocado as condecorações, um jornalista procurou-o, tinha uma pergunta. Queria saber por que é que o tenente era sempre o primeiro a ir para a frente de batalha. Afinal de contas, ele era um oficial, e ser o primeiro era extremamente arriscado.
O tenente, um homem de poucas palavras, olhou o jornalista directamente nos olhos e perguntou: "Já alguma vez tentou empurrar uma corda?"
Sem surpresa, ele foi honrado pela sua liderança excepcional. Foi organizada uma cerimónia onde ele recebeu duas condecorações. Depois de o general ter lido a recomendação pela repetida bravura e sucesso do tenente, derrotando o inimigo e de, pessoalmente, ele ter próprio colocado as condecorações, um jornalista procurou-o, tinha uma pergunta. Queria saber por que é que o tenente era sempre o primeiro a ir para a frente de batalha. Afinal de contas, ele era um oficial, e ser o primeiro era extremamente arriscado.
O tenente, um homem de poucas palavras, olhou o jornalista directamente nos olhos e perguntou: "Já alguma vez tentou empurrar uma corda?"
domingo, 18 de julho de 2010
Divagação Social ou Desportiva?
Existe formalmente uma técnica de divagação. Diria melhor, pelo menos uma.
“Técnica da divagação
Deixar a sua mente divagar pode ser muito útil. Esta técnica tem quatro fases: a divagação propriamente dita, em que cada membro do grupo tenta visualizar mentalmente imagens relacionadas com o tema; a criação de analogias entre as imagens visualizadas e o problema em causa; a avaliação das analogias, identificando as suas aplicações práticas para criar soluções para o problema; a partilha das conclusões com o grupo.”
No nosso país existe uma cultura de divagação, especialmente em alguns campos operacionais. Tivemos oportunidade de assistir durante uns meses a uma divagação profunda de vários agentes desportivos relativamente ao Campeonato Mundial de Futebol e ao que a selecção nacional pretendia fazer a África do Sul.
Mesmo após o término da campanha quer da selecção quer do próprio Mundial, continuámos a divagar. Perante o contexto social que Portugal se encontra, foi com alguma perplexidade que fomos confrontados com dois tipos de avaliação da nossa participação:
- Umas vezes a selecção nacional tinha alcançado os objectivos mínimos no Mundial;
- Outras vezes não!
Estas duas avaliações rigorosas serviram acima de tudo para dia sim, dia não, irem justificando as razões e fundamentações da prestação do grupo de trabalho, que vão desde da estrutura técnica, administrativa, logística, atletas, etc.
A avaliação continuou quando se soube dos prémios que o seleccionador nacional e os atletas tiveram direito após a participação no Campeonato. Que a participação da Federação Portuguesa de Futebol deu prejuízo, mesmo sabendo que a selecção nacional tinha tido uma equipa técnica constituída por um número acima da média, profissionais altamente remunerados, com alguns episódios mal contados, desde do início…e sabemos que mais cedo ou mais tarde, mais alguns aparecerão.
A divagação continuará quando nos questionarmos se e quanto dinheiro público servirá para suportar estas despesas. E mesmo que não seja directamente para este projecto, permitirá a aplicação noutros projectos e concentração de verbas para o Mundial.
A divagação continuará quando nos focamos sobre o processo e não apenas no resultado (que já sabemos que uns dias foi bom, noutros mau e alguns dias assim-assim). Desde do processo de liderança mais que ausente de alguns responsáveis, que se refugiaram, até à desresponsabilização completa, ao desalinhamento de discursos, continuamos a não perceber quais eram os resultados esperados, objectivos de participação e a possibilitar divagar sem limites. Aí, reutilizo a primeira frase “Deixar a sua mente divagar pode ser muito útil”. Pois pode…
“Técnica da divagação
Deixar a sua mente divagar pode ser muito útil. Esta técnica tem quatro fases: a divagação propriamente dita, em que cada membro do grupo tenta visualizar mentalmente imagens relacionadas com o tema; a criação de analogias entre as imagens visualizadas e o problema em causa; a avaliação das analogias, identificando as suas aplicações práticas para criar soluções para o problema; a partilha das conclusões com o grupo.”
No nosso país existe uma cultura de divagação, especialmente em alguns campos operacionais. Tivemos oportunidade de assistir durante uns meses a uma divagação profunda de vários agentes desportivos relativamente ao Campeonato Mundial de Futebol e ao que a selecção nacional pretendia fazer a África do Sul.
Mesmo após o término da campanha quer da selecção quer do próprio Mundial, continuámos a divagar. Perante o contexto social que Portugal se encontra, foi com alguma perplexidade que fomos confrontados com dois tipos de avaliação da nossa participação:
- Umas vezes a selecção nacional tinha alcançado os objectivos mínimos no Mundial;
- Outras vezes não!
Estas duas avaliações rigorosas serviram acima de tudo para dia sim, dia não, irem justificando as razões e fundamentações da prestação do grupo de trabalho, que vão desde da estrutura técnica, administrativa, logística, atletas, etc.
A avaliação continuou quando se soube dos prémios que o seleccionador nacional e os atletas tiveram direito após a participação no Campeonato. Que a participação da Federação Portuguesa de Futebol deu prejuízo, mesmo sabendo que a selecção nacional tinha tido uma equipa técnica constituída por um número acima da média, profissionais altamente remunerados, com alguns episódios mal contados, desde do início…e sabemos que mais cedo ou mais tarde, mais alguns aparecerão.
A divagação continuará quando nos questionarmos se e quanto dinheiro público servirá para suportar estas despesas. E mesmo que não seja directamente para este projecto, permitirá a aplicação noutros projectos e concentração de verbas para o Mundial.
A divagação continuará quando nos focamos sobre o processo e não apenas no resultado (que já sabemos que uns dias foi bom, noutros mau e alguns dias assim-assim). Desde do processo de liderança mais que ausente de alguns responsáveis, que se refugiaram, até à desresponsabilização completa, ao desalinhamento de discursos, continuamos a não perceber quais eram os resultados esperados, objectivos de participação e a possibilitar divagar sem limites. Aí, reutilizo a primeira frase “Deixar a sua mente divagar pode ser muito útil”. Pois pode…
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sábado, 17 de julho de 2010
Visionário...
Gostei da imagem. Gostei da frase. Gostei....parece algo visionário, à base da confiança, algo que se tem chamado inteligência espiritual. Guiar ou ser guiado não à base da fé ou de espíritos, mas de empatia com alguém. Que podes ser tu! Giro não é?
Dicas para Motivação de Equipas
Retirado daqui, deixo-vos mais um contributo sobre equipas.
Caminho para a produtividade - Motive a equipa e desfrute os resultados
Segundo Chris Devany, manter as equipas motivadas é sempre um desafio. Aqui está uma lista “Top10” dos métodos para manter as nossas equipas enérgicas e a desempenhar bem:
1. Todos os colaboradores querem que se lhes pergunte sobre a sua opinião de vez em quando. Pergunte aos elementos da equipa o que os motiva e inspira, o que eles acham que funciona bem e o que a equipa poderia fazer para desempenhar melhor. Perceba isto: não faça perguntas só por fazer. Ignorar os seus pensamentos é ainda mais ineficiente e desencorajador do que nunca lhes perguntar nada sobre as suas necessidades.
2. Use técnicas activas de audição – supervisionar, parafrasear, tomar notas e responder com afirmações sintéticas e assertivas – para obter o input da equipa.
3. Reaja rapidamente ao input para estabelecer e confirmar a reacção padrão que espera da sua equipa.
4. Faça perguntas mais significativas e aprofundadas sobre os elementos das suas equipas, de forma a não só controlar melhor as conversações, mas também a gerir mais eficientemente. Aborde a sua equipa, dando-lhe permissão para o abordar a si em reacção. Irão agradecer-lhe e respeitá-lo mais como gestor quando molda os comportamentos que espera deles e lhes dá a oportunidade para praticarem esses comportamentos como reacção.
5. Exija continuadamente o melhor da sua equipa e de si. Ao fazê-lo, estará
não só a desafiar-se a si mesmo a melhorar, mas está também a moldar a atitude de “melhoria contínua” que pretende implementar na sua equipa.
6. Peça à sua equipa para desenvolver uma lista das suas três maiores prioridades que gostaria de ver alcançadas no curto prazo e ao longo do próximo ano. Isto irá proporcionar-lhe a autoridade precisa para ajudá-lo a interagir com eles, um verdadeiro sinal de coesão de equipa.
7. Pergunte aos clientes o que você e a sua equipa poderiam fazer melhor. Partilhe respostas com a sua equipa e estabeleça uma estratégia de colaboração para melhorar a satisfação do cliente.
8. Pergunte aos gestores o que você e a sua equipa fazem bem e onde necessitam melhorar. Partilhe as suas respostas, ou, melhor ainda, aplique uma abordagem colectiva de equipa, e convide os gestores a facilitar uma reunião de equipa.
9. Leia e discuta o conhecimento das fontes externas, incluindo publicações de indústrias como o Journal of Property Management e de negócios em geral como a Fortune, Forbes, Business Week e o The Wall Street Journal. Partilhe artigos que dêem que pensar e discuta-os com a sua equipa.
10. Pergunte aos elementos das equipas o que eles gostariam que você mudasse na maneira como, na equipa, se fazem as coisas. Registe as respostas e faça delas a sua prioridade número um. Eles respeitá-lo-ão ainda mais e responderão ainda mais depressa aos seus pedidos.
Caminho para a produtividade - Motive a equipa e desfrute os resultados
Segundo Chris Devany, manter as equipas motivadas é sempre um desafio. Aqui está uma lista “Top10” dos métodos para manter as nossas equipas enérgicas e a desempenhar bem:
1. Todos os colaboradores querem que se lhes pergunte sobre a sua opinião de vez em quando. Pergunte aos elementos da equipa o que os motiva e inspira, o que eles acham que funciona bem e o que a equipa poderia fazer para desempenhar melhor. Perceba isto: não faça perguntas só por fazer. Ignorar os seus pensamentos é ainda mais ineficiente e desencorajador do que nunca lhes perguntar nada sobre as suas necessidades.
2. Use técnicas activas de audição – supervisionar, parafrasear, tomar notas e responder com afirmações sintéticas e assertivas – para obter o input da equipa.
3. Reaja rapidamente ao input para estabelecer e confirmar a reacção padrão que espera da sua equipa.
4. Faça perguntas mais significativas e aprofundadas sobre os elementos das suas equipas, de forma a não só controlar melhor as conversações, mas também a gerir mais eficientemente. Aborde a sua equipa, dando-lhe permissão para o abordar a si em reacção. Irão agradecer-lhe e respeitá-lo mais como gestor quando molda os comportamentos que espera deles e lhes dá a oportunidade para praticarem esses comportamentos como reacção.
5. Exija continuadamente o melhor da sua equipa e de si. Ao fazê-lo, estará
não só a desafiar-se a si mesmo a melhorar, mas está também a moldar a atitude de “melhoria contínua” que pretende implementar na sua equipa.
6. Peça à sua equipa para desenvolver uma lista das suas três maiores prioridades que gostaria de ver alcançadas no curto prazo e ao longo do próximo ano. Isto irá proporcionar-lhe a autoridade precisa para ajudá-lo a interagir com eles, um verdadeiro sinal de coesão de equipa.
7. Pergunte aos clientes o que você e a sua equipa poderiam fazer melhor. Partilhe respostas com a sua equipa e estabeleça uma estratégia de colaboração para melhorar a satisfação do cliente.
8. Pergunte aos gestores o que você e a sua equipa fazem bem e onde necessitam melhorar. Partilhe as suas respostas, ou, melhor ainda, aplique uma abordagem colectiva de equipa, e convide os gestores a facilitar uma reunião de equipa.
9. Leia e discuta o conhecimento das fontes externas, incluindo publicações de indústrias como o Journal of Property Management e de negócios em geral como a Fortune, Forbes, Business Week e o The Wall Street Journal. Partilhe artigos que dêem que pensar e discuta-os com a sua equipa.
10. Pergunte aos elementos das equipas o que eles gostariam que você mudasse na maneira como, na equipa, se fazem as coisas. Registe as respostas e faça delas a sua prioridade número um. Eles respeitá-lo-ão ainda mais e responderão ainda mais depressa aos seus pedidos.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Confiança

Sem isto...nada feito! Venham de lá as técnicas, ferramentas, inteligências a ou b...Confiança é o catalisador do 'eu', as causas e os outros podem ser a motivação. Mas para passar do 'gostaria' ao 'quero e faço por isso' vai um voto de confiança. Como diz um colega de trabalho "Não basta ter força de vontade, é preciso ter vontade de fazer força!"
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Em 28 de Dezembro de 2009 escrevi isto...
"Observamos as equipas desportivas que apresentam excelentes resultados desportivos e o que constatamos? Utilizamos o último caso de enorme sucesso, e constatamos que o Barcelona em futebol, vence, convence, supera os seus desafios, dificuldades e adversários, bate recordes e quando ouvimos os comentadores e treinadores a falar do seu sucesso, conclui-se que a magnífica equipa baseia os seus processos nas competências técnicas básicas do jogo de futebol para além da qualidade que os seus elementos individuais possuem:
- Passe, recepção, desmarcação, entreajuda, alinhados num objectivo, dedicação ao clube e empenhados." aqui.
Uns dias após a vitória de Espanha no Campeonato do Mundo de Futebol...somos tentados a concluir que os pressupostos são os mesmos: Espanha vence porque faz com um nível de excelência o que de mais básico a modalidade possui ao nível do jogo:
- Passe, recepção, desmarcação, entreajuda, alinhados num objectivo, dedicação a uma causa e empenhados.
Passado alguns meses, não fui advinho, apenas confirmei aquilo que incuto no dia-a-dia em projectos quer desportivos quer profissionais...o que sustenta algo são as competências de base. Quer a jogar quer a conviver.
- Passe, recepção, desmarcação, entreajuda, alinhados num objectivo, dedicação ao clube e empenhados." aqui.
Uns dias após a vitória de Espanha no Campeonato do Mundo de Futebol...somos tentados a concluir que os pressupostos são os mesmos: Espanha vence porque faz com um nível de excelência o que de mais básico a modalidade possui ao nível do jogo:
- Passe, recepção, desmarcação, entreajuda, alinhados num objectivo, dedicação a uma causa e empenhados.
Passado alguns meses, não fui advinho, apenas confirmei aquilo que incuto no dia-a-dia em projectos quer desportivos quer profissionais...o que sustenta algo são as competências de base. Quer a jogar quer a conviver.
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Equipa
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Por que ganha Mourinho...
Retirado daqui. De Fernando Ilharco, Co-autor de "Liderança: as lições de Mourinho". Prefácio José Mourinho. Lisboa, 2007
"Para quem ainda as tivesse, as dúvidas acabaram em Madrid. O sucesso de José Mourinho em nada se deve à sorte. Oito anos e dezassete troféus depois de ter iniciado a carreira como treinador, Mourinho é um caso de estudo na liderança e no trabalho em equipa, com relevância bem para além do mundo do futebol.
Trabalhar muito. ser competente e dedicado pode não chegar para ter sucesso e assegurar um bom desempenho enquanto líder. O percurso de José Mourinho explica porquê.
Para quem ainda as tivesse, as dúvidas acabaram em Madrid. O sucesso de José Mourinho em nada se deve à sorte. Oito anos e dezassete troféus depois de ter iniciado a carreira como treinador, Mourinho é um caso de estudo na liderança e no trabalho em equipa, com relevância bem para além do mundo do futebol.
Mourinho reúne um leque de características difíceis de encontrar na mesma pessoa: a paixão pelo trabalho, o empenho, a competência e a inteligência. Não são, no entanto, estas características que fazem dele um caso paradigmático na liderança. São, talvez, condições necessárias, mas não são suficientes. Há muita gente que trabalha muito, com dedicação, paixão e competência e não consegue mais do que uma vida normal. O que faz a diferença em Mourinho é a inovação que o seu trabalho protagoniza. Não é tanto o trabalhar muito mas trabalhar bem, com bom senso e focado no que conta e não no que os outros focam, indo à frente e fazendo história. E, no mais fundo, o que um grupo espera de um líder é precisamente que faça história.
Em 2006, quando iniciámos a investigação sobre a liderança de José Mourinho, apresentada no "best-seller" em co-autoria "Liderança: as lições de Mourinho", com prefácio do treinador, constatámos estar perante uma mudança paradigmática que marcaria o futebol, em particular, e a liderança e o trabalho de equipa, em geral. Referimos agora de novo o que então escrevemos: enquanto Mourinho continuar a trabalhar como trabalha e não surgirem outros fazendo-o da mesma forma, ele vai continuar a ganhar a maior parte das vezes.
Mourinho trabalha de uma forma diferente: globalmente, interligando e integrando sistematicamente todos os aspectos da sua actividade. Na liderança, nos treinos e no jogo, ele trabalha simultaneamente, de forma integrada e indirecta, os 'tradicionais' aspectos físicos, técnicos, tácticos, psicológicos, motivacionais, etc. Na alta competição são os detalhes, o ambiente, o comportamental, as relações entre os profissionais, a ambição que fazem a diferença. Como Mourinho bem o captou ainda estudante, e operacionalizou com sucesso como profissional, a competição no futebol espectáculo não é física, nem sequer é técnica. O jogador que remate não está lá física, técnica ou tacticamente - está lá todo. Está lá a sua vida, a sua mentalidade e emoções, o seu projecto e o seu futuro. A qualidade, a competência técnica, são ingredientes necessários mas estão longe de ser suficientes.
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"Para quem ainda as tivesse, as dúvidas acabaram em Madrid. O sucesso de José Mourinho em nada se deve à sorte. Oito anos e dezassete troféus depois de ter iniciado a carreira como treinador, Mourinho é um caso de estudo na liderança e no trabalho em equipa, com relevância bem para além do mundo do futebol.
Trabalhar muito. ser competente e dedicado pode não chegar para ter sucesso e assegurar um bom desempenho enquanto líder. O percurso de José Mourinho explica porquê.
Para quem ainda as tivesse, as dúvidas acabaram em Madrid. O sucesso de José Mourinho em nada se deve à sorte. Oito anos e dezassete troféus depois de ter iniciado a carreira como treinador, Mourinho é um caso de estudo na liderança e no trabalho em equipa, com relevância bem para além do mundo do futebol.
Mourinho reúne um leque de características difíceis de encontrar na mesma pessoa: a paixão pelo trabalho, o empenho, a competência e a inteligência. Não são, no entanto, estas características que fazem dele um caso paradigmático na liderança. São, talvez, condições necessárias, mas não são suficientes. Há muita gente que trabalha muito, com dedicação, paixão e competência e não consegue mais do que uma vida normal. O que faz a diferença em Mourinho é a inovação que o seu trabalho protagoniza. Não é tanto o trabalhar muito mas trabalhar bem, com bom senso e focado no que conta e não no que os outros focam, indo à frente e fazendo história. E, no mais fundo, o que um grupo espera de um líder é precisamente que faça história.
Em 2006, quando iniciámos a investigação sobre a liderança de José Mourinho, apresentada no "best-seller" em co-autoria "Liderança: as lições de Mourinho", com prefácio do treinador, constatámos estar perante uma mudança paradigmática que marcaria o futebol, em particular, e a liderança e o trabalho de equipa, em geral. Referimos agora de novo o que então escrevemos: enquanto Mourinho continuar a trabalhar como trabalha e não surgirem outros fazendo-o da mesma forma, ele vai continuar a ganhar a maior parte das vezes.
Mourinho trabalha de uma forma diferente: globalmente, interligando e integrando sistematicamente todos os aspectos da sua actividade. Na liderança, nos treinos e no jogo, ele trabalha simultaneamente, de forma integrada e indirecta, os 'tradicionais' aspectos físicos, técnicos, tácticos, psicológicos, motivacionais, etc. Na alta competição são os detalhes, o ambiente, o comportamental, as relações entre os profissionais, a ambição que fazem a diferença. Como Mourinho bem o captou ainda estudante, e operacionalizou com sucesso como profissional, a competição no futebol espectáculo não é física, nem sequer é técnica. O jogador que remate não está lá física, técnica ou tacticamente - está lá todo. Está lá a sua vida, a sua mentalidade e emoções, o seu projecto e o seu futuro. A qualidade, a competência técnica, são ingredientes necessários mas estão longe de ser suficientes.
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domingo, 11 de julho de 2010
O nível...
Que conhecemos nós das pessoas que nos rodeiam? Podemos falar de aspectos pessoais, sociais, profissionais, o que e onde quiserem, mas o que conhecemos realmente?
Algumas das acções de formação que participei, quer como formando quer como formador, tinham a capacidade de realizar algo que adoro: baixar o nível de água e trazer mais e melhor informação para cima.
O que fica 'escondido', podem ser aspectos voluntários ou involuntários. Pode ser consciente ou inconsciente. Mas existem e são muitos mais do que pensamos. Quando partilhamos algo com alguém, quer seja pessoal, social ou profissional, temos o dever de querer descobrir esse algo, desde que permitido. Ou ter de querer dever! É essa a empatia e cumplicidade que diferencia tudo.
Também considero que nem todos têm a capacidade de conhecerem o seu próprio iceberg e isso faz toda a diferença. Para o 'eu' e os 'outros', que querem conhecer o 'eu'. Quase que falaria de uma engenharia complexa...mas que na realidade se resume à dificuldade em conhecermos e compreendermos os outros quando não o queremos.
Algumas das acções de formação que participei, quer como formando quer como formador, tinham a capacidade de realizar algo que adoro: baixar o nível de água e trazer mais e melhor informação para cima.
O que fica 'escondido', podem ser aspectos voluntários ou involuntários. Pode ser consciente ou inconsciente. Mas existem e são muitos mais do que pensamos. Quando partilhamos algo com alguém, quer seja pessoal, social ou profissional, temos o dever de querer descobrir esse algo, desde que permitido. Ou ter de querer dever! É essa a empatia e cumplicidade que diferencia tudo.
Também considero que nem todos têm a capacidade de conhecerem o seu próprio iceberg e isso faz toda a diferença. Para o 'eu' e os 'outros', que querem conhecer o 'eu'. Quase que falaria de uma engenharia complexa...mas que na realidade se resume à dificuldade em conhecermos e compreendermos os outros quando não o queremos.
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quinta-feira, 8 de julho de 2010
Dois minutos de impacto
Aprender a fazer é de facto uma arma poderosa. Experienciar, reflectir, errar, são ferramentas que fazem a diferença.O treino, misturado ou inserido na formação (ou a formação inserida no treino?) deve ser algo constante na grande maioria dos actos profissionais e não só, que queremos realizar.
Contudo não basta experimentar para que se presuma que a aprendizagem está a ser realizada à base da experiência ou do processo. A experiência é apenas uma das partes do processo de facilitação, mas os treinos assumem que se incluirmos activamente as pessoas no processo aumentamos a possibilidade de aprendizagem. Quando afirmo que aumenta a possibilidade, um dos grandes responsáveis pelo seu sucesso é a própria pessoa que terá de realizar uma reflexão e retirar as suas conclusões.
Experiência + Reflexão = Aprender
Este processo define-se como ‘aprendizagem experimental ou experiencial’. Uma das maiores vantagens deste processo é que os participantes aprendem muito através do seu processo de reflexão e concluem que têm de fazer parte do todo sendo também eles responsáveis pelo resultado final.
E o porquê de dois minutos? Um dos melhores treinos é ter de em dois minutos tentar dizer algo a uma pessoa, muitas vezes e sempre com pessoas diferentes e de forma seguida, sem pausa. O discurso é aperfeiçoado de forma 'automática' e o enfoque é esclarecedor de como se aprende rapidamente através do (não) impacto que se possa vir a (não) conseguir.
O impacto comunicacional através do aproximar da pessoa, adaptar a mensagem, a empatia, assertividade é fulcral nos dias de hoje (alguém ainda duvida disto? e que sempre o foi?)!
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quarta-feira, 7 de julho de 2010
Mais que um jogador...
Agora que as afirmações e as versões vão diminuindo ainda sobre o caso da transferência de João Moutinho do Sporting CP para o FC Porto, parece-me que há uma visão que ainda não foi explorada.
Falou-se dos valores da transferência, das razões que levaram ambas as partes a ir por aí, o antepassado, e até o jornal Record falava de como perder um capitão e o meu amigo FG como perder uma marca.
João Moutinho saiu do Sporting. Com ele saiu também um valor como jogador e como homem (apesar de estar ser lavada muita roupa suja na praça pública). Sai também um género de marca padrão que o Sporting pretendeu ser e passar durante muito tempo: o produto da Academia de Alcochete.
João Moutinho é (ou era) um exemplo para todos os que querem ir para a Academia. Uma imagem que o Sporting utilizava para cativar jovens a escolher o clube em vez dos outros rivais.
O Sporting esta época 'despacha' João Moutinho, Miguel Veloso vai ser vendido (quer seja como maça podre, quer seja como outra fruta qualquer), saiu Adrien, Pereirinha, já tinham saído Varela, etc.
É uma alteração (voluntária ou involuntária?) da política desportiva e estratégica. É dado um novo sinal aos jogadores, se quiserem sair, podem. Como? Foram dados imensos sinais com este último caso.
Voltando à Academia...servirá como sempre para formar jogadores e homens, mas a verdade é que esta época desportiva foi dada uma volta de muitos graus na estratégia da Academia.
Falou-se dos valores da transferência, das razões que levaram ambas as partes a ir por aí, o antepassado, e até o jornal Record falava de como perder um capitão e o meu amigo FG como perder uma marca.
João Moutinho saiu do Sporting. Com ele saiu também um valor como jogador e como homem (apesar de estar ser lavada muita roupa suja na praça pública). Sai também um género de marca padrão que o Sporting pretendeu ser e passar durante muito tempo: o produto da Academia de Alcochete.
João Moutinho é (ou era) um exemplo para todos os que querem ir para a Academia. Uma imagem que o Sporting utilizava para cativar jovens a escolher o clube em vez dos outros rivais.
O Sporting esta época 'despacha' João Moutinho, Miguel Veloso vai ser vendido (quer seja como maça podre, quer seja como outra fruta qualquer), saiu Adrien, Pereirinha, já tinham saído Varela, etc.
É uma alteração (voluntária ou involuntária?) da política desportiva e estratégica. É dado um novo sinal aos jogadores, se quiserem sair, podem. Como? Foram dados imensos sinais com este último caso.
Voltando à Academia...servirá como sempre para formar jogadores e homens, mas a verdade é que esta época desportiva foi dada uma volta de muitos graus na estratégia da Academia.
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domingo, 4 de julho de 2010
Foi há seis anos que...

cheguei ao País mais novo geologicamente do Mundo.
Quando ia a meio do voo, fiquei também a saber que Portugal tinha perdido a final do Euro 2004 contra a Grécia 0-1.
Foi há seis anos...
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