Coach do Coach

Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios.


quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Sempre eles!


Quer no mundo das empresas quer no mundo desportivo, 'eles' são um adversário poderoso. Não sabemos bem onde se situam, se mais à nossa volta ou se estão mesmo 'cá' dentro, mas encontrá-los torna-se numa batalha interessante.


Este pequeno livro, que se lê bastante bem, foca de uma forma diferente e muito eficiente, a problemática de encontrarmos sempre alguém para colocar a culpa, o outro, aquele, não se esquecendo nunca de demonstrar onde no mundo actual essas situações podem prejudicar-nos. Vale a pena investir neste.
Nome: Afinal quem são 'eles'?
Autor: BJ Gallagher & Steve Ventura
Ano: 2007, Actual Editora

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Já faltou mais!


Vá para fora (mas continue) cá dentro

João Pina, atleta português de Judo: "Quando em certos cargos estão pessoas de nacionalidade com quem estamos a lutar, os árbitros às vezes sentem-se um bocado pressionados e isso talvez possa acontecer um bocado aqui no judo".

Telma Monteiro, também atleta de Judo a representar Portugal nos JO, criticou a arbitragem no final da sua participação nos Jogos Olímpicos de Pequim, que considerou tendenciosa. «Não tivemos uma competição justa. Lutei um pouco contra os árbitros. Saí com vontade de rir. Pensei que estava a lutar contra quatro pessoas. Mas nem quero dar isso como desculpa. Quando estamos num dia para ganhar, entramos e projectamos a outra pessoa por Ippon se for preciso, mesmo que os árbitros não estejam a ajudar».

Como dizia um artigo hoje no DN, em Portugal não há derrotados, apenas 'roubados'.

domingo, 10 de agosto de 2008

Kit do coach


Mais um livro, desta vez mais técnico mas ao mesmo tempo, com imensas ferramentas práticas para utilizar, quer individualmente quer com equipas de trabalho. Estes dois autores possuem diversos livros, este reúne matéria mais que suficiente para fazer parte da biblioteca de quem trabalha com equipas ou fazer 'lá tenta chegar'.


Autor: Perry Zeus & Suzanne Skiffington
Ano: 2007, Mc Graw Hill

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Ferguson adormeceu?


O treinador escocês Alex Ferguson tem estranhado a abordagem da imprensa inglesa que considera Scolari mais experiente e, dessa forma, assume os "blues" como o grande favorito à conquista do título inglês.“Dizem que o Chelsea vai conquistar o título graças à experiência de Scolari. Eu não compreendo isso. O que é que eu fiz nos últimos 34 anos? Devo ter perdido um episódio ou adormeci em qualquer parte”.

Quique: como te ficam bem essas palavras


Quique Flores em entrevista: "Exemplo de Michael Jordan, enalteceria a continuidade no rendimento. Sempre pensava que a melhor partida ainda teria de ser jogada. As equipas também têm de pensar que há sempre algo a melhorar!"

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Scolari...se tu dizes


«Quando Mourinho diz que irá ganhar e no fim não ganha, isso pode causar alguns problemas, porque o treinador não joga. São os jogadores que estão no relvado, por isso se você diz uma coisa dessas e eles cometem um erro, no fim terá que dizer: a culpa é deles, ou eles é que são maus. Eu nunca faria isso. Como treinador, assumo toda a responsabilidade».

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A novela do Cristiano Ronaldo (ainda) não acabou...


Numa entrevista ao jornal 'Público', Cristiano Ronaldo assegura que continuará pelo menos mais uma época nos Red Devils, colocando um ponto final nesta novela de fazer inveja a muitas que preenchem vários horários 'nobres' da espectacular televisão portuguesa.


Existem diversas teorias na constituição de equipas, umas que afastam a hipótese de ter 'estrelas' no seio da equipa, outras que acham que para além do todo que deve ser a equipa, as estrelas servem para nos momentos menos bons da equipa...elas surgirem e acabarem por desequilibrar.


Com as várias atitudes do mister Alex Ferguson, alguns de vós podem pensar que ele se rebaixou perante o jogador, perdendo a superiodade que deve manter, etc. Sir deu mais uma prova do seu estilo de liderança e do que será capaz, ao aceitar o desafio de continuar a liderar um grupo de atletas, depois de fazer tudo por tudo para que um deles fique num local onde não quer estar e depois de afirmar várias vezes que queria ir para Madrid.


Ronaldo tem aquilo que alguns treinadores afirmam que os melhores têm de possuir: a individualidade q.b. para querer ser melhor que a equipa...primeiro 'eu', depois a 'equipa'. Pessoalmente acho que Ronaldo tem muito mais que o 'q.b.', sendo na minha opinião um jogador que pensa quase exclusivamente no seu sucesso, pensando ele que puxa pela equipa e não o contrário. Quem se lembra das suas atitudes na final da Champions League após o falhanço da grande penalidade pelo jogador francês do Chelsea Nicolas Anelka, percebe que Ronaldo claramente ficava sem o grande fardo de ter sido ele a falhar o penalty. Quando se deixou cair no chão a 'chorar' em vez de ir festejar com Van der Saar, queria chamar a ele novamente as luzes da ribalta. Ninguém me tira a ideia que fez parte de todo um show-off. Merece ser o melhor do mundo nesta época, não há muitas mais montras, mas assim será difícil de se manter no topo.


Aqui, Alex Ferguson tem de aprender algo com Phil Jackson, que tornou Michael Jordan no melhor jogador de basquetebol de sempre - eu acrescento, melhor desportista de sempre. Fazer perceber que Michael Jordan somente ganharia algo e seria o melhor de todos, se a sua equipa vencesse também. Duas fases, step by step, "ajudas a tua equipa a crescer...e posteriormente ela colocar-te-á no topo". Simples. Aqui o Manchester Uniter não tem de crescer muito mais...mas até quando aceitará jogadores que pensam 'quase' exclusivamente neles próprios?

'Emprestado' de um blog de uma amiga

'Ninguém cometeu erro maior do que aquele que não fez nada porque apenas
podia fazer muito pouco' (Voltaire).

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Ainda as equipas e a liderança


Porque queremos equipas? Já pensámos mesmo nisso? Não vale a pena considerar essa hipótese se não soubermos o que de positivo a mesma pode proporcionar para o grupo de trabalho e para alcançar os objectivos propostos.


Penso mesmo que o objectivo de criar sinergias entre os funcionários ou atletas é admitir que o todo tem de ser maior que a soma de todas as partes. Nestes contextos implica que haja cooperação para que se consiga atingir colectivamente mais do que todas as individualidades. Quando se trabalha em equipa necessitamos de certas competências como a:

- resolução de problemas;
- tomada de decisão;
- capacidade de trabalhar sobre pressão;
- cooperação, compromisso, respeito;
- flexibilidade de acção e recepção de ideias de diferentes quadrantes.


Se tento incutir isso na minha equipa e sou treinador de um número de atletas, não posso estar à espera que o meu estado de espírito seja só 'meu'! Os estados emocionais e as acções dos líderes influenciam o comportamento dos subordinados e, portanto, o seu desempenho. A capacidade dos líderes para gerirem os seus estados de espírito e para influenciarem os estados de espírito dos outros já não pode ser considerado um assunto pessoal, é um factor que determina os resultados da equipa.


Este é outro desafio, sairmos do nosso estado de conforto para criarmos um estado de conforto noutras pessoas. Empatia e não simpatia. Se somos treinadores de alguém, deveremos em 1.º lugar dar as condições para que 'eles' estejam em posição de alcançar os objectivos. Este auto-conhecimento de sabermos se conseguimos viver num desconforto pessoal ao trabalhar com alguém e para esse alguém, torna o desafio ainda mais ...'desafiante'.


Para terminar, uma frase de António Damásio: "Uma das razões porque algumas pessoas se tornam líderes e outras seguidoras, umas comandam e outras se acobardam, tem a ver com a sua capacidade de promover certas respostas emocionais nos outros e não propriamente com os seus conhecimentos ou aptidões."

Qualquer comportamento ou ausência do mesmo irá influenciar um outro comportamento ou a ausência dele.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Era uma vez uma equipa!


Penso que já fiz parte de equipas, tenho essa sensação. Não me disseram, mas senti. Na verdade até me diziam, eu é que não acreditava, sempre tive esse defeito que era de duvidar de algumas pessoas. Sentir...era isso que fazia a diferença...sentia que pertencia.


'Olhando' para alguns exemplos que tivemos, sentia verdadeiras equipas por aí. Ao nível desportivo, equipas que se mantiveram no topo durante algum tempo e que tive oportunidade de as acompanhar...lembro-me de algumas. Os Chicago Bulls com o Phil Jackson, AC Milan com diversos treinadores, Man United com o Alex Fergunson, várias e certamente ia-me esquecer e muitas. Mas o que tinham estas equipas de comum?


Muitos dizem que uma verdadeira equipa é mais que a soma de todas as partes! Lindo. Outros até diziam que não queriam grandes individualidades, pegavam em qualquer aglomerado de pessoas e tornavam 'aquilo' numa equipa.


O treinador dos 'All Black's dizia que todos os atletas eram capazes de alcançar os objectivos propostos...desde que fossem os seus objectivos! Bem...estaria a falar do Quadro de Referência Individual (QRI). Mas o problema da equipa, para além de diversas condicionantes é conjugar isso tudo e torná-los num Quadro de Referência Colectiva (QRC).


Para não maçar muito, quantos de nós fazemos mesmo parte de uma equipa? Quer seja para o berlinde quer seja a nível profissional? Que tem uma visão? E que tem uma cultura, algo com que todos se identificam? Tem uma estrutura e um mecanismo de processos autónomo? Existe de facto um envolvimento de todos? Empenho? Reconhecimento? Compromisso? Relações? Como era bom...


Para quem é líder...


Se existem palavras que são dúbias na sua aplicação ou definição, a liderança e o ser líder figuram nesse 'pacote'. Jim Collins no seu livro 'Good to Great' explica que o bom líder é aquele que monta uma equipa/relógio com a autonomia necessária para responder aos desafios ou esteja pronta para que outra pessoa dê 'corda ao relógio'.


Goleman fala em seis estilos de liderança: Visionário; Coach; Relacional; Democrático; Pressionador; e Dirigista. Para quem lidera, se não tiver muito tempo, pode sempre colocar este sistema de auto-motivação extra!

Entrevistas que valem a pena ler

Deixo aqui algumas entrevistas que penso que poderão acrescentar valor, que acham?

- Jorge Araújo ao jornal 'A Bola'

- Jorge Araújo à revista 'Pessoal'

- Jorge Valdano à 'Economia Elche' sobre o mundo do desporto e as empresas

domingo, 3 de agosto de 2008

Onde encaixo esta?

Quique Flores (treinador da equipa do Benfica) na conferência de imprensa depois do jogo Benfica - Paris SG 2-2 na pré-época:

"A primeira coisa que me pediram foi para melhorar o grupo que já tinha. Não se pode pedir que mudem tudo de um dia para o outro, temos de ser compreensivos, mas, quando há erros, dói tanto como quando nasce um dente ou um menino..."

Superação é isto

Para quem já teve oportunidade de treinar atletas, muitas das vezes deparamo-nos com a dificuldade de passarmos a mensagem do que é estar motivado, concentrado, dar tudo pela equipa, pelo objectivo comum. Quando pedirmos a alguém para se superar, não vale a pena ir tão longe, mas a dorzinha aqui ou ali deixa de ser desculpa para muita coisa e...lembrem-se disto: Era uma vez...

"O drama de Ralston começou no dia 26 de abril, em um passeio que deveria ter durado apenas um dia.Ele foi até o parque Parque Nacional dos Cânions, no Colorado, com sua carrinha, parou o veículo no estacionamento, pegou sua bicicleta e pedalou cerca de 24 km até a abertura de um cânion – uma garganta profunda. A ideia era descer o cânion, que terminava próximo do local onde a carrinha estava parada, pegar o veículo e ir buscar a bicicleta, que ele havia deixado presa a uma árvore em um ponto no início da garganta. O drama começou quando, durante uma de suas manobras, um grande rocha escorregou e prendeu a mão contra a parede de pedra. Espera e dor. O alpinista tentou várias alternativas para tentar soltar a sua mão, desde tentar tirar lascas da pedra com seu canivete até usar as polias e cordas que estava carregando para tentar mover a pedra. Nada funcionou. Após três dias, a água e a comida, apenas algumas barras energéticas, acabaram e ninguém o havia encontrado. Nesse ponto, diz o alpinista, ele começou a pensar que teria que se salvar sozinho. Com calma, Ralston contou que tentou decepar sua mão com o canivete, mas que a lâmina estava tão cega que mal dava para cortar a pele. No quinto dia, ele diz ter percebido que a faca não seria suficiente para cortar os ossos de seu braço e decidiu que precisaria quebrá-los. "Eu consegui primeiro quebrar o rádio e em alguns minutos depois quebrei o cúbito na área do pulso", afirmou, se referindo aos dois ossos do braço do antebraço. Ele então usou o canivete para finalmente amputar a mão. Sem resgate, mesmo depois de ter amputado o braço, Ralston teve que rastejar por um cânion tortuoso, descer um precipício de 18 metros e andar 10 km pelo cânion.Quando ele encontrou outros aventureiros e foi ajudado, estava a apenas cerca de 2 km de seu carro. Apesar de ter sangrado bastante e ter ficado desidratado, o alpinista chegou andando ao hospital onde foi tratado. Ralston disse que, durante os cinco dias em que esteve preso, sentia um misto de calma e depressão com a possibilidade de morrer. Ele afirmou que imaginava seu corpo sendo levado por uma enchente antes que qualquer pessoa pudesse encontrá-lo."Pode ser que eu nunca entenda completamente os aspectos espirituais do que eu vivenciei. A fonte do meu poder foram os pensamentos e as orações de muitas pessoas."Uma equipa de resgate procurou pelo alpinista durante três dias. Segundo um dos membros da equipe, seria praticamente impossível ter localizado Ralston a partir do helicóptero que foi usado para procurá-lo. A equipa tentou também recuperar a mão para verificar a possibilidade de que ela fosse reimplantada. Embora tenham reencontrado o local onde ele ficou preso, o esforço não adiantou. Ralston, provavelmente, terá que usar uma prótese.

sábado, 2 de agosto de 2008

Livro sobre 'equipes'


Sou a favor que não devemos 'provar' apenas aquilo que supostamente sabemos que é bom, de excelência ou que nos provoca conforto e não nos obriga a sair da nossa zona de conforto pessoal e social. Este livro é um pouco disso, com algumas expectativas à mistura...tem mais do mesmo. Esperava mais é certo, mas fica aí para quem quiser ler e dar um outro contributo ou comentário.


Com a entrada do novo acordo, nem o facto de estar escrito em 'brasileiro' pode ser desculpa para não o avaliar.


Nome: Equipes de alta perfomance
Autor: Jon R. Katzenbach & Douglas Smith
Ano: 2002, Editora Campus

E a liderança também pode ser...


Helena Costa: «O único objectivo que admito é ser campeã, mais nada»

E a liderança é...


Marco Caneira: «Não preciso de braçadeira para liderar»

Plantel do Benfica faz team building


"Uma tarde diferente - Reforçar espírito de grupo na Foz do ArelhoDepois de um intenso treino pela manhã em Óbidos, uma tarde diferente na Foz do Arelho. Todo o grupo de trabalho (incluindo a equipa técnica) do Benfica deslocou-se àquela zona da Costa de Prata para actividades outdoor em que veio ao de cima o forte espírito de grupo existente neste novo Benfica 2008/09.Todos realizaram exercícios de team building, apelando ao espírito de grupo, sempre integrados num esplendoroso cenário dominado pela força da Natureza. Uma tarde diferente e que a todos cativou, sendo notória a amizade reinante no seio do plantel às ordens de Quique Flores."

Mal mesmo, somente a surpresa que isto (ainda) causa em algumas pessoas. É caso para perguntar 'E a pólvora depois da guerra, não?!'