Coach do Coach

Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios.


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quinta-feira, 23 de junho de 2016

O coaching e para que pode servir

Existem momentos e acontecimentos, que muitas vezes nem são nossos, mas que entram nas nossas vidas e quando damos por eles, passamos a fazer parte deles ou eles da nossa vida. Isto para dizer que existiram tempos em que procurava compreender o específico que definia quem vencia mais e porquê. Aquilo que poderia ser único. O que diferenciava, pensando eu que aquilo que diferenciava um bom desempenho estava naquilo que era diferente.

Hoje não. Através e após um conjunto de experiências sociais, organizacionais, educacionais e desportivas, cada vez mais me convenço que aquilo que é o transversal é o que pode diferenciar. Não porque é igual ou acessível a todos, mas sim, porque é aquilo que está presente em todos nós e é aí que está uma das chaves do sucesso: ser perito e eficiente no que é a base do nosso comportamento e desempenho. Nas nossas cognições, crenças e sensações.

E no desporto, no treino e na liderança, aquilo que é transversal são as pessoas implicadas nos processos e nos resultados. Nos atletas, treinadores, dirigentes, árbitros e líderes. Claro que cada um destes tem um contexto diferente. Mas será que esse contexto tem mais força naquilo que é a nossa resposta do que nós próprios? Se calhar sim, mas não deve. E quantos de nós tem um autoconhecimento tão claro que possamos descrever-nos com exatidão e com isto, saber em que concretamente somos bons, menos bons, pontos comportamentais fortes e áreas a trabalhar?

O coaching no desporto veio para ficar. Seja com este nome ou com outro, o trabalho realizado na análise dos comportamentos, das nossas ações ou reações, do acompanhamento não ao que o treinador faz mas como o faz, são cada vez mais ferramentas que nos possibilitam ter menos dúvidas sobre as verdadeiras razões que nos levam a comportar de determinado modo. E as vantagens e desvantagens. A saber como e onde alterar para atingir o que se pretende. Perceber a nossa mente e com isso, melhorar o nosso impacto comunicacional, as nossas abordagens, os nossos estilos quando estamos a fazer algo.

Mas não interessa apenas compreender o que fazemos e o as variáveis do como, onde, porquê ou até, com quem criamos mais ou menos sintonia funcional. Interessa também compreender o que somos, até porque isso pode ser a base de explicar o comportamento de um treinador, atleta ou a identidade da equipa.  

Nos desportos americanos, fruto do seu processo de cultura e educação desportiva, os treinadores são obrigados durante o seu percurso de crescimento e desenvolvimento de competências, a realizar constantemente processos de introspeção, de análise, a terem indicadores para se avaliarem e não apenas avaliarem os atletas. O coaching possibilita isso. Um processo estruturado de observação, por exemplo. Usualmente acompanho treinadores. Observo, escuto, aponto, analisa-se e trabalha-se a informação. Esta é muito rica, nós não precisamos de muito mais. Com a informação conseguimos garantir os pontos de partida. Analisar corretamente a informação que os comportamentos nos dão é que não é nada fácil.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Artigo O que faz um treinador campeão?

Artigo aqui:

O que faz um treinador vencer mais do que os outros é um tema que cativa quem gosta de futebol ou de outro qualquer desporto.

Passamos horas a fio, se necessário, a justificar as razões que levam alguns treinadores a conseguir retirar dos seus atletas e equipas melhores rendimentos do que outros. E nem sempre aqueles que o conseguem são os campeões.

Primeiro, porque apenas pode existir um campeão por competição e depois, talvez ainda mais importante, porque há treinadores que fazem trabalhos espetaculares e que potenciam e superam em muito o rendimento habitual dos seus atletas, mas mesmo assim, isso não chega para levá-los a atingir objetivos.

De regresso à questão, há duas formas de responder a esta pergunta. Uma muito simples e outra bem mais complexa, se é que terá mesmo uma resposta estilo-receita.
É campeão quem vence mais, quem supera os adversários em pontos.

A segunda forma de responder é bem mais complexa. Quais são concretamente as ações e crenças de um treinador campeão? Será que são muito diferentes de quem nunca vence e tem as mesmas condições de trabalho e recursos para sê-lo? O que fará a diferença num treinador para que, em determinados momentos, vença mais?

Pontos comuns e de divergência

Retiramos os fatores sorte ou azar. Existem, porque o jogo em si tem esses fatores inerentes, mas existem para todos. Passamos à frente e entramos nas áreas das ações, liderança e relações de um treinador. O que faz e e o que pensa?
Para se chegar a uma conclusão, entrevistaram-se doze treinadores de desportos coletivos que se sagraram campeões nacionais em seniores. E o que se constatou foi:
  • Em áreas como a comunicação, motivação, relação consigo próprio ou com os atletas, regras coletivas, retórica do treinador e métodos de treino e organização existem semelhanças. Ou seja, existe claramente um denominador comum que, não invalidando o facto de cada treinador ser naturalmente diferente de um outro, mantém aspetos iguais nas áreas fundamentais da função de orientar uma equipa;
  • Contudo, também existem diferenças evidentes nestas mesmas áreas. Menos e não sabemos se têm maior ou menor impacto na obtenção dos resultados. Mais interessante do que olhar para as diferenças é ver que algumas ideias são precisamente opostas, o que pode levantar a certeza de que não existem caminhos únicos para se chegar ao mesmo objetivo;
  • As competências comportamentais mais referenciadas pelos treinadores são a capacidade de se ser flexível perante as condições que encontram, e a adaptabilidade. A relação com os jogadores e maneira de lidar com as especificidades de cada atleta, a interação com os dirigentes, a diferente abordagem que merecem os vários contextos competitivos e até a forma de estar e ser perante o grupo são fundamentais. Quem não conseguir ser flexível e ter capacidade de adaptar-se não consegue o compromisso, a entrega, a união e a inteligência coletiva tão necessárias para poder-se atingir elevados desempenhos;
  • Não há receitas e os treinadores confessam em unanimidade que um dos denominadores comuns que gera o sucesso é a capacidade de o treinador conseguir duas coisas: perceber qual o perfil de liderança mais eficiente para o contexto que está inserido; e a capacidade de ser aquilo que o contexto necessita, sendo que aumenta a capacidade de sucesso se o seu perfil intencionalmente genuíno estiver próximo deste;
  • Um terço dos treinadores que participou neste estudo foi campeão com equipas femininas, sendo que houve respostas específicas por parte dos mesmos. O que poderá levantar possíveis pistas para perceber se a liderança em contextos femininos, na opinião de um treinador, terá de ser diferente ou não da do contexto masculino;
  • Há quase uma bipolaridade das ações de liderança de todos os treinadores, que passa por equilibrar a sua intenção de liderar e controlar tudo, ao mesmo tempo que verbalizam que as ações dos jogadores são aquelas que menos podem controlar.
O treinador tem impacto brutal no jogador
Sabe-se que ninguém é campeão copiando o que um outro campeão faz.
Não faz sentido pensar-se de modo igual apenas por intenção, porque o cruzamento das ações, crenças e sentimentos altera o produto que um treinador fabrica. Nem copiar porque os recetores – os atletas – da liderança, mensagem e ação são diferentes, e isso condiciona em muito a eficiência de um técnico.
Por outro lado, sabemos que a mensagem tem de ser captada pelo atleta. Que o treinador tem um impacto brutal no desempenho e entrega do jogador. Que as regras coletivas têm de aportar a competência individual e coletiva. E que, não havendo receitas, há comportamentos que geram quase sempre insucesso e incapacidade do jogador e da equipa em querer estar com o treinador onde quer que seja. 
*Este artigo é baseado num estudo composto por entrevistas a doze treinadores de desportos coletivos, que foram campeões por clubes no escalão de seniores e na principal competição do país onde treinaram. 

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Entrevista a Rui Lança ao WiCoach...

O Coach Rui Lança, autor de vários livros, formador e professor nas áreas da Liderança, Comunicação e Gestão de equipas está na Wicoach. Nesta entrevista fala sobre si e sobre aspetos, cada vez mais relevantes, no dia-a-dia do Treinador. A não perder!!

Quem é o Rui Lança e a sua ligação ao Futebol?
O Rui Lança é uma pessoa normal que tem diversos interesses, que adora descobrir o porquê e o como das coisas, ver as mesmas coisas com perspectivas diferentes, sou curioso, mais interessado do que interessante. E uma das áreas que me apaixona é o Futebol. A minha ligação é como ex-praticante, agora de um adepto, um investigador de matérias relacionadas também com o Futebol, consumo Futebol nos jornais, tv, net, ao vivo, nas relações interpessoais.
 
Como foi o seu percurso até a este momento?
Em termos profissionais desde de muito cedo quis fazer o que faço sem saber que esta profissão existia. Nasci e vivi muito perto do Jamor e por isso, entrar no ISEF era algo que me guiava. Licenciatura e Mestrado lá, sempre com muito desporto no meio, à volta, em tudo. Em 2002 tive uma experiência através do Conselho Europeu na Dinamarca e a partir daí a minha vida mudou. Descobri a educação não formal, a facilitação, coaching, lideranças diferentes, recebi e dei formação em muitos países europeus, Brasil, em África, EUA, e com isso, comecei a dedicar-me muito ao Coaching e Desenvolvimento de Competências. Quase sempre numa perspectiva de trabalhar em várias áreas empresariais e desportivas, para lá de lecionar no ensino superior. Hoje com cinco ou seis livros publicados e a tirar o doutoramento, não sei o dia de amanhã.
 
Como é que o Coaching entrou na sua vida?
Naquela experiência na Dinamarca em 2002 descobri um novo modo de estudar, trabalhar, relacionar, liderar, etc. Fui alimentando-me muito dessa procura de mais conhecimento nessas áreas. Em 2006 numa Pós-graduação em Liderança e Gestão de Pessoas, tive uma cadeira que era de coaching e a professora dessa cadeira aconselhou-me a estudar mais porque considerava que aquilo era a minha ‘cara’. Parece que acertou. Em 2007 tirei uma credenciação internacional de coaching e desde daí…faço coaching individual, formações, coaching de equipas, etc.
 
Para que os nossos treinadores tenham uma ideia mais concreta, poderia dizer-nos o que é o Processo de Coaching?
Um processo de coaching é complexo ser explicado em poucas palavras. Acima de tudo é um conjunto de passos e ferramentas utilizadas na procura do desenvolvimento ou conquista de competências mais comportamentais. Em nós ou no outro, sendo uma pessoa ou uma equipa. Aposta muito nas ações, objetivos, prioridades, passos, compromisso, auto-responsabilidade, etc. E depois cada caso é um caso. Eu faço com alguns treinadores, atletas, equipas.
 
De que forma o processo de coaching pode ser útil a um treinador de futebol?
Acima de tudo porque lhe permite desenvolver competências menos trabalhadas ou menos eficientes nele próprio. Logo aí é uma mudança quase drástica no modo normal de um treinador que quase sempre se foca exclusivamente nos outros. E não é por mal, acredito. E permite-lhe também ter outro tipo de ferramentas e mais eficientes e a médio-logo prazo com melhores compromissos para aplicar nas suas equipas. Seja na dinâmica de grupos, na interação com as pessoas, o modo como avalia a sua prestação, se a mensagem chega ou não.
 
Que características são essenciais para se ser um líder de sucesso, enquanto treinador de futebol?
Conquistar os objetivos. E que os mesmos sejam quer ambiciosos quer exequíveis. A pergunta correta hoje é talvez procurar o que têm aqueles que mais ganham. O que fazem. O que pensam. O que sabem. É um trabalho que estou a desenvolver. Podemos perceber que conquistar quem com eles trabalham é fundamental. Que a sua mensagem passe. Que o objetivo seja grupal. Que exista predisposição para os outros, colegas, e exigência. Mas não sabemos certamente ainda o ‘modo’ e o ‘como’, ou seja, observando estes dois sinais como receitas. Não há.
 
Já referiu a importância do coaching junto do treinador. E em relação aos jogadores (processo individual) e à equipa (processo colectivo), de que forma pode ser útil o Coaching?
Quase que na mesma perspetiva. Permite que o atleta possa ser um melhor auto-conhecimento. Seja mais determinado, saiba como lidar com receios, motivações, obstáculos. Saber definir objetivos por exemplo, que se fala tanto, mas muitas vezes um atleta perde-se muito aí.
 
Da sua experiencia desta área que estratégia já tenha utilizado e que nos possa contar?
A estratégia principal, por muito que possa parecer simplista, mas que é a mais eficiente é estar predisposto para ajudar o outro sem que ele não compreenda por si das vantagens e das consequências. E para isso é um trabalho sempre diferente, que muda ou é alterado de dia para dia, sessão para sessão conforme o que sai da cabeça e da boca do outro. E por isso, com uns funcionam umas coisas com outros funcionam outras. Como um treinador que observe os seus atletas. O tratar todos por igual é mau, uma injustiça como dizia Phil Jackson.
 
De forma sucinta, que factores deve o treinador ter em conta na construção de um grupo?
Para que serve aquele grupo? Ganhar, andar ali, não perder, etc. Qual o objetivo, que direção vai tomar? O que tenho e o que considero que falta para poder alcançar? E do que falta o que pode ser trabalhado e o que tem de estar já garantido como matéria-prima. E depois toda uma área ainda mais importante, os processos e dinâmica de grupo como a inclusão, justiça, avaliação, reconhecimento, organização, comunicação, responsabilização e muito mais.
 
Como vê a constituição das equipas técnicas de futebol, as quais, na sua maioria, não tem um técnico especializado na área comportamental?
Pois…considero que o treinador em geral considera que toma ou pode tomar conta disso. Grave a meu ver é o passo anterior, que é o próprio treinador não trabalhar ele próprio essa área. Depois com os atletas, infelizmente ainda se vê muito a crença que o saber a que cheira um balneário chega para conquistar e lidar com um grupo. Não retirando a importância que esse ‘cheiro’ possa ajudar.
 
Na sua opinião, qual a maior resistência para que um técnico especializado no comportamento humano ainda não seja visto como relevante numa estrutura técnica?
O próprio técnico especializado. Tenho de pensar sempre que parte do que pretendo depende de mim. E no que não depende, como alterar ou ajustar-me. Esta pergunta ao treinador deveria ter como resposta o próprio treinador. Não posso acusar o treinador de não me aceitar. Eu tenho de perguntar-me o que tenho de fazer para ele me aceitar.
 
Vê-se integrado numa equipa técnica de Futebol? Como seriam as suas funções e a ligação com o Treinador?
Claro que sim. Muita coisa. Numa primeira fase trabalhar o treinador, o seu perfil, estudá-lo e perceber o que temos de fazer até chegar ao que ele idealiza. Conquistar a sua confiança, não achar que iria confiar em mim porque sim. E posteriormente, trabalhar o grupo, a equipa técnica como um todo. Dinâmicas, vídeos, interações individuais e coletivas.
 
Quais são os seus objectivos profissionais para o futuro?
Três: Continuar a fazer coisas pelas quais sou apaixonado. Conseguir construir valor sempre. E algo mais concreto, conseguir trabalhar com treinadores na área quer do coach deles quer ajudando nas equipas.
 
Pode-nos deixar algumas dicas como um treinador pode motivar a sua equipa?
A melhor dica é perceber qual a consequência que motiva a pessoa e a equipa. Depois existem muitas técnicas. Deixar a pior ou uma não técnica. Motivar os outros como nós gostamos de ser motivados. Isso é que é bastante errado. E saber que os atletas que possuem níveis maiores de auto-motivação, motivação intrínseca são mais auto-determinados, que duram mais na tentativa de alcançar os seus objetivos.
 
Qual a sua opinião sobre os treinadores Portugueses?
Excelentes. Têm muitas caraterísticas espetaculares, mas têm duas que a meu ver os diferenciam pela positiva: capacidade de adaptação e uma flexibilidade fantástica nas relações interpessoais e na gestão das culturas.
 
Que opinião tem da WI COACH?
Um excelente projeto. Uma excelente ideia. Algo que traz e constrói valor, e o que por si só, já é de uma coragem enorme, tentar e desafiar a normalidade. 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O que um Coach pode fazer a um Treinador?

Na minha vida conheci muitas profissões. Dei formação a muita pessoas e em diversos países e até em continentes diferentes. Tirei 3 ou 4 cursos superiores em áreas muito distintas e fiz trabalho de reinserção social alguns anos. Fui Professor e ainda sou aluno. E das várias categorias profissionais que me foram passando pelas 'mãos', a de treinador é talvez uma das mais eficientes e porventura, insatisfeita e ambiciosa simultaneamente.

Gosto do termo 'pensar como treinador'. É alguém que nunca perde a noção de que existem objectivos. E que para isso, há que pegar no que há, conseguir ir buscar o que não há, seja recrutando seja a trabalhar, evoluir, treinar, avaliar, motivar, reforçar, etc., e trabalhar novamente. Muito. Alguém que se dedica a uma causa quase 24 horas por dia, pois, faz muitas directas a ver jogos e competições. É alguém que nas folgas vai ver competições.

Saberão muito? Talvez. De tudo? Não. Ninguém sabe de tudo. Existem pessoas que aperfeiçoam e aplicam / transferem muito bem o seu conhecimento. Os treinadores  procuram constantemente saber mais e que esse conhecimento se transforme numa mais valia para concretizarem os seus objectivos. 

Também eles treinam (deveriam) para aumentarem os seus conhecimentos técnicos, tácticos e físicos. Uma menor percentagem já aceita melhor a ideia de serem também eles alvo de um processo de treino (comporta)mental. Um número em crescendo começa a perceber os inúmeros ganhos que podem atingir se forem observados e analisados durante os seus treinos e competições para trabalhar o seu impacto comunicacional, como lidam com alguns bloqueios, como motivam, como delegam, como lideram, o que observam e acima de tudo, se conseguem utilizar as ferramentas que têm na altura em que as mesmas são necessárias. 

E como é que um Coach pode compatibilizar o seu trabalho com um treinador? Para alguém que lidera, e num ambiente tão dinâmico e desafiante como é o desporto, ter alguém com uma visão realizada a partir de pontos de análise diferentes da competição, dos atletas, das equipas, etc., pode ser refrescante e originar novos pontos de vista para o treinador. Alguém em que o foco não está no gesto técnico, organizacional ou táctico do atleta A ou da equipa, mas sim, no processo ou na origem das 'coisas' que correm bem ou menos bem. Alguém que se dedica a observar também o Treinador e a realizar perguntas simples como...'Porquê?', 'O que querias atingir com isto ou aquilo?', que faz sinergias diferentes entre acções, reacções, consequências, alinhamentos. Alguém que permite ter uma visão diferente sobre as dinâmicas do grupo.

É uma peça de um puzzle que permite acima de tudo, colar várias peças. Peças distintas muitas vezes, mas que se foca nas competências que colam e potenciam os recursos espectaculares que por vezes existem.
 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

A conclusão do meu livro Coach to Coach era, afinal, um início

Por causa do doutoramento, hoje tive de ir reler a conclusão do meu trabalho Coach to Coach. Percebo que o meu trabalho começa a afunilar em termos de área de trabalho. O coaching serve - para lá de todas as definições que encontramos - para tornar as pessoas mais autónomas de modo a que elas (mais) sós possam atingir os seus resultados (e sendo eficientes). A autonomia - trabalho de um par, líder e liderado, sobre um meio contextual - está intimamente relacionada com a vertente de trabalhar, liderar e atingir melhores resultados. Aqui vai a Conclusão datada de...Setembro de 2013.

"O treino não dá descanso! Nem aos treinadores nem às equipas e atletas. Estes precisam dos treinadores e estes necessitam de potenciar ao máximo as competências dos seus atletas e incrementar outras. Quase todos os dias o treinador vê aumentar o seu role de tarefas, a importância e o impacto das mesmas na sua equipa técnica, equipas e atletas.

A convicção da necessidade do treinador melhorar os seus processos, conhecimentos, comportamentos, potenciar as suas ferramentas de motivação, comunicação, observação, liderança e relações interpessoais ficou ainda mais reforçada com o conjunto de bibliografia e, principalmente, nas conversas tidas com os mais diversos e conceituados treinadores que decidiram contribuir para este desafio: melhorar não só o que se faz, mas como se faz!

A figura que possa ajudar e facilitar esta aprendizagem tornará o processo mais eficiente, metódico, isento e balizado em metas e objectivos. Convicto que será prática mais comum daqui a uns anos, este livro tem como foco desencadear para as vantagens e necessidades de um processo denominado treinador do treinador. Um…coach do coach!

Durante a escrita do livro, provavelmente porque o meu filtro aumentou ainda mais para estes fenómenos, vi um conjunto vastíssimo de exemplos de comportamentos de treinadores que em nada ajudaram certamente para alcançar os objectivos ou aproximar-se dos atletas e dirigentes. Reforço a mensagem diariamente: os melhores desempenhos têm um lado – enorme – que advém da capacidade de relacionar-se de forma mais eficiente com os outros. Não é dar-nos bem. É sermos claros, concretos, assertivos, empáticos, reconhecedores, situacionais, flexíveis, bons comunicadores, observadores, perspicazes, exigentes, etc.

Muito direi eu! Muita exigência para uma pessoa só. Claro que qualquer um de nós pode tentar. Duvido que muitos consigam ter elevados desempenhos em todas aquelas competências. Mutuamente podemos melhorar! É uma viagem com várias paragens, só entra quem quer e às vezes sai quem não consegue."

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Empurrar uma pessoa

‘Aprendemos’ algumas coisas nas técnicas de desenvolvimento de determinadas competências comportamentais.

Uma delas é que não é politicamente correcto empurrarmos as pessoas para acções ou decisões. Define-se por empurrar o obrigar, acelerar, sugerir, etc. Confesso que ao início esta ‘regra’ tinha mais lógica do que hoje.

Hoje acredito – piamente e considerando de caso para caso, pessoa para pessoa, temática para temática – que existem casos, pessoas e temáticas que nós, coachs, gestores de pessoas, equipas, facilitadores de processos e desenvolvimento de competências, que devem ser empurradas ou empurrados.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Workshop em Coaching de Equipas, dia 12 de Julho

Vai decorrer já este Sábado um novo workshop sobre Coaching de Equipas. Vai ter lugar na Academia INATEL das 10h às 13h. Apareçam!

Conteúdos:
Coaching de Equipas e a atitude coach!
Liderança Coach de equipas
Ferramentas e técnicas de liderança
Estilo de liderança dos formandos vs contextos

Objectivos:
Distinguir o Coaching de outros processos de liderança de pessoas e equipas
O Coaching como ferramenta de desenvolver as pessoas
Distinguir como se lidera e onde cada estilo se adequa
Adquirir técnicas e ferramentas para liderar pessoas, processos e equipas

Os formandos deverão adquirir:
Desenvolver competências comportamentais e técnicas de liderança de pessoas, processos e equipas Conhecimento sobre o que é a liderança e como se aplica
Técnicas e ferramentas de liderança de pessoas, processos e equipas
Distinguir o ciclo de liderança e o seu estilo

Formador:

Rui Lança Coach e Formador nas áreas do Coaching, Liderança de Equipas e Impacto Comunicacional Docente universitário nas áreas comportamentais Facilitador e Trainer no Conselho Europeu de 2002 a 2008 Autor de diversos livros, entre eles ‘Como formar equipas de elevado desempenho’ e ‘Coach to Coach’ Cronista na imprensa nas áreas do coaching, liderança de equipas e educação / treino Preços:

Associados INATEL €20 Não associados €30

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Coaching e Varinha Mágica

Qualquer semelhança é pura...coincidência.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Competências...para todos!

Tenho recebido alguns telefonemas e mails a perguntarem-me porque considero que a empatia, tomada de decisão, definição de objectivos, etc. são competências importantes para o Treinador ou noutra fase, a tentarem perceber algo mais, porque já sabiam que eram importantes mas ainda não entendem bem o como.

Atenção, eu considero que essas competências, tal como as outras que escolhi para o meu livro..., são essenciais para todos os que lideram e coordenam equipas e pessoas. Seja como treinador, seja numa ONG ou numa empresa focada em resultados! Utilizei o contexto desportivo com exemplos e entrevistas, mas são softskills transversais.

Não me passa pela cabeça que alguém que lidera ou quer fazê-lo, não saiba a importância de comunicar, definir e incluir as pessoas nos objectivos, motivação, empatia, etc. Não me passa pela cabeça a mim, mas sei que há muitos...que lhes passam Ver mais

segunda-feira, 15 de julho de 2013

E se fosse publicado um livro de coaching para coaches...?

Quando há cinco anos comecei a escrever textos sobre diversas áreas relacionadas com coaching, liderança, equipas, causas, comunicação, desporto, empresas, facilitação, a ideia era criar um espaço onde pudesse investigar e juntar um conjunto de textos.

Foi crescendo, nasceu no Face, Linkedin, conquistou seguidores, saiu o livro mais mediático das equipas de elevado desempenho. Passo a passo, o tema de que os líderes e treinadores têm de treinar muito conquistou!

E se sair em breve um livro sobre Coach para o Coach?

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Uma escada e uma rampa

A razão porque utilizamos a figura de uma escada em vez de rampa, é porque nas áreas comportamentais os passos que se dão têm de ser sustentáveis e os ganhos ficarem estabilizados. Sabemos que a subida fica mais lenta, mas os ganhos ficam mais adquiridos. E a queda não nos atira para o início, mas sim, para onde estavam os ganhos!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

Quando o treinador ganha por ter um coach

Algumas culturas de treinadores aceitam melhor e potenciam ainda mais o processo de coaching a eles próprios. Os treinadores americanos começaram a perceber os inúmeros ganhos que poderiam atingir se fossem observados e analisados durante os seus treinos e jogos.

Análises aos seus comportamentos, à sua postura, à forma como comunicam, às mensagens que chegam aos atletas e outros dirigentes, ao feedback que dinamizam e ao retorno individual e colectivo que conseguem obter.

Muitos treinadores de diversos desportos (mais colectivos) têm solicitado este processo de melhoria. Também implica uma aceitação em sair da zona de conforto, mas a melhoria nas acções, no impacto comunicacional e nos treinos tornarão rapidamente os seus actos mais eficientes. E com mais eficiência e menos hiatos...porque não?

domingo, 3 de junho de 2012

Coach ao treinador!

Durante este fim-de-semana tive a sorte de poder estar rodeado de pessoas interessadas e com muito valor para acrescentar ao treino e às tarefas que querem desenvolver. Falamos de diversos aspectos relacionados com o coaching desportivo e as várias facetas na potencialização de quatro pilares do processo:
- individual;
- ferramentas;
- outros;
- acção.

Por estranho que ainda vá parecendo para algumas pessoas ligadas ao desporto, existe um conjunto de treinadores que estão dispostos a serem 'treinados'. Por técnicos competentes para o fazerem. Onde se potencie, analise, reflicta sobre os pormenores e pormaiores a serem modificados. Bela surpresa. Sábado há mais.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Talento e compromisso

A discussão sobre a importância e até a necessidade de existir talento para que possamos atingir bons resultados tem aumentado ultimamente com a inclusão de outras visões mais relacionadas com o compromisso individual para atingir os nossos resultados.

Na pergunta de como são formados os bons atletas e que equilíbrio deve existir entre os softskills e os hardskills, as re...
spostas têm caminhado para outro tipo necessidades. Dão enfoque a competências como o compromisso, definição de objectivos, foco e disciplina e que as mesmas se devem sobrepor à questão do talento!

Pela simples verdade que diversas pessoas que até podemos conhecer e que até possuem mais técnica e mais talento que outras pessoas mas tardam em atingir resultados. Observamos e temos oportunidade de ler situações em que mais facilmente as pessoas ‘caiem’ por incapacidade de serem indisciplinadas, má definição de objectivos ou saber estar perante várias fases de disposição, do que por falta de talento que compõe o todo.

Como em quase tudo nas áreas comportamentais, os softskills e os hardskills devem estar interligados e não existirem isolados. Temos também de treinar em saber como coabitar o saber fazer com o saber ‘manter’. Porque é nesta base da interligação dos processos básicos que está muito do sucesso do aproveitamento e potencialização das nossas capacidades técnicas e físicas.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Quanto mais sabemos...mais aumenta a distância de sabermos

No último sábado, durante uma formação no Cestur, disse logo no início e no término da formação duas questões importantes nestas áreas e nas minhas formações:

- Objectivo: Conduzir pessoas (chefias, líderes, treinadores, colaboradores, atletas e equipas) a compreender como utilizar as suas atitudes e comportamentos diários para optimizar o seu desempenho e o desempenho dos outros no trabalho, na sociedade…reforçando tantas vezes quantas as necessárias que nestas áreas existem ferramentas e poucas ou nenhumas receitas.


- Outro objectivo: As pessoas ficarem conscientes de que nestas áreas comportamentais e de liderança, pouco sabem, não porque saberei mais que elas, mas porque existe uma necessidade constante de nos colocar no lugar do outro e questionar alguns dos nossos comportamentos. Quanto mais sabemos...mais portas que se abrem e mais temos a noção que há muito mais para descobrir após abrir-se esta temática.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Nova formação de Coaching a 8 de Outubro

Dia 8 de Outubro das 09h30 às 17h30 lá estarei na ESHTE para mais uma formação do Cestur.

É sobre Coaching e Desenvolvimento de Competências. Mais questões, consultar o link. Obrigado pela vossa atenção.

Conteúdos:
- Introdução ao Coaching
- Diferenças entre o Coaching Individual, Organizações e Equipas
- Atitude Coach
- Desenvolvimento de competências a médio-longo prazo
- Dinâmicas e Facilitação

http://www.eshte.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2169&Itemid=1118
https://www.facebook.com/CoachdoCoach
Tel:210 040 744
cestur@eshte.pt

Um espaço de desenvolvimento de competências, de partilha de valores e acções. Um processo de escuta activa, auto-motivação e saber estar no seio de um grupo. Uma vontade proactiva de dar sem exigir. Um processo voluntário de escutar e de empatia. Convicto que a aquisição de competências são processos contínuos e da responsabilidade de todos.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Apresentação sobre Coaching, Motivação e Facilitação

Partilho uma breve apresentação sobre as temáticas de Coaching, Motivação e Facilitação de processos, pessoas e equipas. Dinâmicas ficaram à parte.



sexta-feira, 25 de março de 2011

Artigo que saiu na SportLife

Um artigo da minha autoria que saiu na SportLife.