Coach do Coach

Os melhores profissionais e as melhores equipas têm um denominador comum: serem peritos nas competências intra e inter que perfazem as relações interpessoais entre todos os objectivos, as ferramentas e os meios.


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terça-feira, 26 de agosto de 2008

Dar o exemplo!


Vicente Moura, Presidente do COP, aufere 2500 € por mês, mais do que a bolsa de medalhado, mais as ajudas de custos e despesas pagas, verba bem superior à auferida por um atleta que conquiste um medalha, como os casos de Nelson Évora, ouro no triplo salto, e Vanessa Fernandes, prata no triatlo em Pequim.

Esses dois campeões integram agora o estatuto de medalhado recebendo assim até Londres 2012, um subsídio de 1500 €. Para além de Vicente Moura, o secretário geral do COP recebe 2000 € e o tesoureiro 1500€. Segundo o artigo 13, ponto 3, dos estatutos do COP, "o exercício do mandato em qualquer orgão do COP é voluntário e gracioso não podendo os seus membros serem remunerado, sem prejuízo das despesas justificadas ou perda de proveitos do exercício das suas funções".

Lá está...a liderança é quando um Homem quiser!

Qual é o sentido desta estratégia?


Na primeira jornada da Liga de Futebol Profissional, assistiu-se logo no 2.º jogo um caso que tem sido usado ou arrastado para diversos meios. O que quero aqui colocar é a opinião de Rui Cartaxana do jornal 'Record' e não destaco se foi ou não penalty neste caso contra o Sporting e a favor do Trofense. Eu com as imagens que vi apitava para a marca de grande penalidade. Mas como referi, não é isso que quero aqui discutir.

O que quero aqui abordar , é que contra um adversário que vinha da 2.ª Liga e a ganhar 3-0 e a realizar um bela exibição, confrontado com aquela 'injustiça' o treinador do Sporting Paulo Bento decidiu disparar em várias frentes.

O que Rui Cartaxana aqui levanta através do seu artigo que o penaly existiu: "Trata-se, de resto, de uma conhecida recomendação do International Board, a que a FIFA deu seguimento, e que, pelo menos os senhores árbitros tinham obrigação de conhecer, a começar pelo sr. Paulo Baptista. Que diz a tal recomendação? Que os senhores árbitros, perante um jogador defensivo que inicie uma acção faltosa sobre um atacante fora da grande área (por ex., um agarrão), que venha a terminar dentro da grande área, devem assinalar grande penalidade! Precisamente o que aconteceu (o agarrão do texto da recomendação é apenas um exemplo) no jogo de sábado entre o Sporting e o assustador Trofense." Como disse eu marcava e por isso aqui nem quero entrar no tema se era ou não era.

Mas perante o disparo de várias balas por Paulo Bento, como se sentirão os jogadores quando perderem um jogo...porque o adversário jogou melhor ou apenas tiveram a sorte do jogo, sem existirem estes casos? Irão realizar de facto uma introspecção ou na grande maioria terão a 'cabeça feita' para estes casos?

Estes processos facilitam que os jogadores evitem pensar nos erros que fazem ou leva-os a procurar outras desculpas? E como será a postura do treinador quando o seu clube sair vitorioso por erros da equipa de arbitragem? Olhará para o lado como nada fosse? Perdeu-se a tranquilidade...

Será estranho que tão cedo se comece já a fazer 'joguinhos' paralelos, numa equipa que possivelmente não irá precisar tal a sua qualidade e perante um treinador com provas dadas. É de facto uma estratégia arriscada, para além de ser pouco legitima, mas isso, fica para cada um. Ao nível dos processos de treino, quem já foi alvo, condiciona. E não falo de treino de bolas paradas ou defensivos, etc., falo de treino comportamental. Fico por aqui. Se quiserem ler mais sobre a tal entrevista, ver aqui. http://www.record.pt/noticia.asp?id=802155&idCanal=3437

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Balanço dos JO para Portugal

Nestas coisas de números e prestações, há sempre diversas formas de encarar os resultados. Muitas das vezes afirma-se que contra factos não há argumentos, mas nós por cá, conseguimos dar sempre uma nova 'olhadela' de ver as coisas.

Nos Jogos Olímpicos de Pequim, podemos afirmar que:

- Portugal conseguiu em termos de medalhas a sua melhor prestação de sempre, com uma medalha de ouro e outra de prata;

- Portugal atingiu 40 % das medalhas a que se tinha proposto publicamente antes do início dos JO;

- Portugal não atingiu 50 % dos pontos (consegui-se 28 e a 'baliza' eram 60) a que se tinha proposto publicamente antes do início dos JO.

Depois temos outros factos! Vicente Moura, Presidente do COP, informou que não se iria candidatar nas próximas eleições para o Comité, mas depois de ver Nélson Évora voar, considerou e afinal já quer ficar.

No Judo ficámos aquém das expectativas e a juntar aos maus resultados, tivémos atitudes que em nada dignificam o nosso país. Ou seja, assistiu-se a uma futebolização na nossa comitiva de Judo dos JO, com diversos apontamentos sobre a arbitragem. Na Natação foram batidos alguns recordes nacionais, noutras disciplinas como o Tiro, onde se esperava muito mais, fomos ficando pelo caminho e no Badminton, por estranho que pareça, havia muito vento na sala.

No Atletismo, tivémos de tudo. A nossa medalha de ouro, uma grande desilusão chamada Naide Gomes e uma méscla de ambição/confiança vs descontextualização da realidade, onde Francis, que nunca tinha conseguido baixar da marca dos 10' aos 100 metros afirmava que podia ser campeão olímpico na disciplina. Foi também nesta modalidade que assistimos a epidódios como de manhã só na caminha, atletas que se distraíam com outras provas e depois afirmavam que não se tinham concentrado para a sua prova, que afirmaram que aquele ambiente não era para eles. Quase no final, a Marcha deu boa conta de si e parece que iremos ter gente para 2012.

No Triatlo Feminino atingimos a prata, numa excelente prova de Vanessa Fernandes, só batida pela super prova da Snowsill, enquanto nos masculinos não atingimos os objectivos propostos. Na água, Gustavo Lima ficou a um ponto do bronze e Emanuel Silva não atingiu a final por menos de um segundo.

domingo, 24 de agosto de 2008

Paulo Bento


"O que disse ontem, tenho hoje ainda mais segurança e convicção. Alguns disseram que fui um mau exemplo, mas alertei para o que aí vinha". Para o futuro, o pessimismo de Paulo Bento é evidente: "Não vai mudar, não acredito que vá mudar".

sábado, 23 de agosto de 2008

Ó Jesualdo não tem lembras do quê?!


Jesualdo Ferreira hoje numa conferência de imprensa referiu que nunca tinha visto Bruno Alves dar uma cotovelada, uma cabeçada ou uma agressão mais ríspida. Ou é da idade ou então tenho de verificar onde é que se encaixa um líder que ...distorce a realidade.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Bandeira portuguesa num jogo de futebol...

Hoje estava a ver um jogo de futebol e reparei que numa das bancadas estava uma bandeira portuguesa. Fiquei surpreendido e dei por mim a pensar quem seria o ou os jogadores portugueses em campo! Um, dois, mais um ali...e pouco mais.

Importante destacar que se tratava de um jogo da Liga Sagres, a primeira divisão portuguesa. Ao que chegou a formação, a base de tudo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

É disto que falo...


Após a medalha de ouro de Nélson Évora, Vicente Moura admite apresentar uma recandidatura à presidência do Comité Olímpico de Portugal. O dirigente tinha manifestado a vontade de sair em Dezembro, devido aos maus resultados alcançados nos Jogos Olímpicos de Pequim, mas agora decidiu ponderar: «Vou falar com as federações, que têm a última palavra. Se as federações entenderem que posso fazer um trabalho de qualidade. Exijo que seja uma candidatura forte, com capacidade para fazer mudanças. Não fico só por ficar.»

É este o nosso estado do dirigismo, no desporto e não só. O compromisso com as vitórias...só com as vitórias. Palavras para quê, se nem os gestos já chegam?

Nélson Évora, um campeão


Nélson Évora fez sorrir os portugueses! Ouviu-se o hino em Pequim!

Num concurso excepcional, em que todos os seus saltos foram para lá dos 7 metros, venceu e convenceu. Foi um grande concurso, com 3 grandes adversários, Nélson Évora superou-se a si próprio e conseguiu finalmente trazer a tão ambicionada medalha de ouro.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Mérito, se fosse sempre assim era bom.


Carlos Queiroz, seleccionador nacional de Futebol, deu a sua primeira conferência após a primeira convocatória da equipa técnica. Com respostas sintéticas e claras, com muita informação no entanto, respondeu assim a algumas questões.

"Mérito, atitude, forma, qualidade técnica e potencial", são as qualidades que o seleccionador dá preferência, fazendo questão de afirmar que não possui "compromisso ou cumplicidade com nenhum clube ou ninguém".

"A selecção não é uma casa nem um espectáculo com lugares marcados" e que a escolha não pode ser feita "com base nos jogadores que chegam primeiro ou que batem à porta". Parece claramente que quer colocar as suas regras e demonstrar num primeiro momento como se vão proceder alguns mecanismos de acção. Nota positiva até ver.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Algumas considerações sobre os JO


Quando faltam ainda alguns dias para terminarem os JO, o (ainda) Presidente do COP afirmou hoje que não se irá recandidatar ao cargo. Afirma ainda "A culpa não pode morrer solteira" perante a campanha decepcionante da Missão Olímpica portuguesa em Pequim.

"É preciso assumir as responsabilidades que estão escritas numa carta que enviei ao governo. O governo cumpriu e ao cumprir não tenho críticas a fazer. Se não tenho críticas a fazer, tenho que assumir as responsabilidades". Sinceramente, fica-lhe bem. Resta saber o que lhe irá acontecer. Assume...e quais serão as consequências.

Gustavo Lima terminou a sua prestação em 4.º lugar, a um ponto do 3.º lugar. Parabéns na mesma, tendo sido este campeão do mundo em 2003. Vanessa Fernandes continuou a disparar algumas verdades e parece que alguns atletas começam a dar de si...a enfiar o barrete e dos grandes. Sérgio Paulino andou a receber bolsa para estar nos JO durante 2 anos e a umas semanas de ir para Pequim, descubriu que lá fazia uma humidade extrema e por isso, devido à sua asma, não poderia ir. Pergunta?!?! Será que ele só soube que os JO iam ser em Pequim agora? Quem vai devolver esse dinheiro?
Quando as coisas correm mal, muitas coisas surgem...aguardemos pelo final, ao que parece, ainda está longe. Atitude...espera-se por alguma ainda.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Esta vale ouro Vanessa!!


Vanessa Fernandes considerou hoje que há atletas portugueses que desconhecem o significado de viver em desporto de alta competição, como em Pequim 2008.

"A alta competição não é brincadeira nenhuma. Não é fazer meia dúzia de provas, andar a receber uma bolsa e está feito. Muitos não vêem bem a realidade das coisas. Não têm a noção do que isto significa. Se calhar por termos facilidades a mais".

Quando vários elementos da Missão de Portugal nos Jogos Olímpicos têm dado as mais diversas e originais desculpas para o falhanço desportivo, a medalha de prata faz questão de se distanciar de alguns comportamentos."Nunca na vida vinha para aqui para viajar e ver os Jogos. Para isso não vinha. O meu pensamento nunca foi assim", vincou, defendendo, em tom de brincadeira, que no fim dos Jogos Olímpicos se deveria fazer a avaliação a cada atleta. As declarações de Vanessa Fernandes surgem no mesmo dia em que o presidente do COP, Vicente Moura, pediu "profissionalismo e brio" aos atletas. A atleta citou exemplos de falta de ambição: "É que há pessoas a quem lhes é igual ficar em 50º ou 20º ou o que quer que seja. Nunca pensaria assim. Até ficava desiludida se pensasse dessa maneira. Os resultados é que me dão ambição para fazer melhor para a próxima. E nunca estou satisfeita".
Vanessa Fernandes diz que muitos não entendem o que é a alta competição: "É como um trabalho. Tem de ser feito. Devemos trabalhar para o que fazemos, no meu caso o triatlo. Há dificuldades em Portugal em entender isso"."Na alta competição deve haver objectivos concretos, pessoas em quem confiar a 100 por cento e nunca fazer as coisas só por si próprias. Ter sempre uma boa equipa, saber o que se quer, onde se está e o que significa alta competição", reforçou. A vice-campeã olímpica considera que às vezes não há pressão suficiente sobre os atletas no sentido de os fazerem perceber a realidade, "o que é pena, pois temos muitos talentos"."No atletismo, natação... o Tiago Venâncio, para mim, podia ser um grande atleta. Mas não há uma estrutura fixa nestes sectores, é tudo à balda, o que é pena", exemplificou.

Do lado oposto, destacou o "trabalho e procura dos limites" no quotidiano de atletas da estirpe de Naide Gomes e Nelson Évora. Vanessa Fernandes considera mesmo que os actuais atletas são "privilegiados" e falou do seu caso, onde conseguiu tudo o que queria em termos de descanso, alimentação, treinadores, equipa de treino e apoio da família e amigos: "Que mais posso querer?"."Nos tempos do meu pai poucos eram capazes de competir assim. Era trabalhar para ganhar dinheiro e treinar por gosto. Admiro-o por tudo o que conseguiu como desportista, pois na altura não havia condições".

Era Carlos Queiroz


Começa hoje uma nova era no futebol da selecção nacional. Após a convocatória, muita coisa já se disse e devem ficar, por enquanto, por aí, dada a vitória quase que certa contra o adversário Ilhas Faroé.


Todos os líderes de projecto gostam de mudar algo quando entram nesse desafio, mesmo que tudo esteja bem, há sempre um cunho muito pessoal. Não estava tudo bem, por isso juntou-se o útil ao agradável. Deixou alguns jogadores que tinham ido ao Mundial 2008, casos de Petit (que ainda não tinha confirmado o seu abandono da selecção), Jorge Ribeiro, Postiga, Miguel Veloso e Rui Patrício (ambos para os sub 21), Ricardo e Quaresma. Este último caso é intrigante...ele está em boas condições físicas, treina todos os dias com o plantel do seu clube e pelo que se sabe, apenas não joga por....precaução contra algo.


Achei interessante comparar duas mentalidades. Ibrahimovic, jogador do Inter de Milão tem treinado com o plantel de Mourinho, mas não tem jogado para poupá-lo. Para o seleccionador sueco isso pouco importa e toca de chamá-lo à selecção para o jogo desta semana. Só após isso ter acontecido é que Mourinho decidiu colocá-lo contra o Benfica no jogo treino de 6.ª feira passada. Queiróz decidiu poupar-se a um embróglio logo no início da 'era' e Quaresma fica de fora.


Espera-se muita coisa boa nesta nova 'era, a começar por aspectos que se calhar nem têm nada a ver com o futebol jogado. Espera-se justiça nas convocatórias, organização dos quadros competitivos, especialmente nas áreas jovens, e a continuação de profissionalismo que existiu com Scolari até ao último Mundial.

domingo, 17 de agosto de 2008

Onde se arranjam mais destes?!


Francis Obikwelu após não ter conseguido o apuramento para a final dos 100 metros nos JO de Pequim: "A culpa é minha e só minha. Este é o meu trabalho, sou pago pelos portugueses e, por isso, não quero arranjar desculpas. Queria pelo menos ter dado a final. Deixei o meu País ficar mal e peço desculpa a todos."


Depois, para espantar ainda mais esta nossa cultura de sabedoria constante e adaptada, pediu desculpa aos portugueses pelo dinheiro que tinha sido gasto nele, pelos dias que tinha estado ali e todos os dias de treino! Há mais destes por aí? Ou temos de ir à Nigéria?

sábado, 16 de agosto de 2008

Marcos Fortes...'atleta'?


Marcos Fortes, a representar Portugal nos JO de Pequim, após falhar o apuramento para a final afirmou "(...) a estas horas eu estou bem é na caminha com as pernas esticadinhas a descansar."

Ouvi bem? Ouvi, (in)felizmente passaram diversas vezes na tv as suas declarações. Uma perguntinha...quanto me custou dos meus impostos estar lá esta atleta??

Não me interessa se trazemos 1 ou 20 medalhas, não esqueço as expectativas lançadas pelo COP, mas o que me mais importa é a atitude. Que reacção vai ter o Director da Comitiva Portuguesa com este 'atleta'?

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Vá para fora (mas continue) cá dentro

João Pina, atleta português de Judo: "Quando em certos cargos estão pessoas de nacionalidade com quem estamos a lutar, os árbitros às vezes sentem-se um bocado pressionados e isso talvez possa acontecer um bocado aqui no judo".

Telma Monteiro, também atleta de Judo a representar Portugal nos JO, criticou a arbitragem no final da sua participação nos Jogos Olímpicos de Pequim, que considerou tendenciosa. «Não tivemos uma competição justa. Lutei um pouco contra os árbitros. Saí com vontade de rir. Pensei que estava a lutar contra quatro pessoas. Mas nem quero dar isso como desculpa. Quando estamos num dia para ganhar, entramos e projectamos a outra pessoa por Ippon se for preciso, mesmo que os árbitros não estejam a ajudar».

Como dizia um artigo hoje no DN, em Portugal não há derrotados, apenas 'roubados'.